Um destino turístico é avaliado na perspectiva do desempenho da qualidade e em
função da sua tipologia: urbana (Lisboa), costeira (Algarve), rural (Alentejo) ou insular
(Açores).
Os utilizadores designados por visitantes (turistas, residentes e empresas do sector
turístico) terão acesso ao sistema através de uma área de acesso público, onde poderão
consultar informação comercial sobre o destino e o seu desempenho de qualidade. De
acordo com a frequência de acesso, considera-se que os visitantes podem ser regulares
ou ocasionais.
Os visitantes regulares são os utilizadores do sistema de informação turística que têm
uma relação de proximidade com o destino. Podem ser residentes, profissionais do
sector cujos negócios se situam num destino avaliado, visitantes do destino por motivos
profissionais, de saúde, lazer ou outros, administrações locais ou regionais com
responsabilidades de gestão e planeamento. Em qualquer caso são utilizadores do
sistema a quem interessarão os resultados do desempenho da qualidade de pelo menos
um destino turístico avaliado, pois esse conhecimento servirá de base a futuras decisões
em relação ao destino. Por este motivo, poderão fazer o seu registo no sistema e ter
acesso a mais informação sobre o desempenho de qualidade do destino. Os visitantes
ocasionais serão todos aqueles que possuem uma relação menos estreita e esporádica
com o destino, como é o caso de potenciais turistas.
As entidades de monitorização da qualidade dos destinos são instituições que recolhem
periodicamente os dados de avaliação dos destinos turísticos e com as quais a
Universidade do Algarve estabelecerá protocolos de cooperação. Os utilizadores em
proceder ao envio de ficheiros com indicadores solicitados e/ou consultar ficheiros
enviados.
Note-se que as entidades de monitorização são na sua maioria instituições públicas, sem
qualquer interesse ou ligação ao destino, com responsabilidades de produção de
indicadores referentes a vários sectores de actividade, apoiando somente a actividade
dos mesmos; já as empresas, representadas por instituições públicas e privadas do sector
turístico, são efectivamente stakeholders do destino que poderão fornecer dados para a
construção de indicadores do sector turístico e beneficiarão com a monitorização da
qualidade do mesmo.
Os entrevistadores são os utilizadores responsáveis pela introdução de dados referentes
à aplicação de inquéritos a residentes, empresas do sector turístico e turistas.
Os investigadores serão os utilizadores do sistema com a responsabilidade de gestão e
monitorização do modelo de qualidade dos destinos turísticos. Das suas actividades
fazem parte tarefas de gestão, distribuição e tratamento estatístico de inquéritos, gestão
de indicadores, parâmetros e critérios associados às dimensões de qualidade, teste,
validação e aplicação dos modelos.
A multiplicidade de utilizadores e os diferentes níveis de participação no sistema
reflectidos pelo conjunto de funções a cargo dos utilizadores justificam a criação de
perfis de utilização. O perfil de utilização tem associado um conjunto de definições
relativas às funções que o utilizador desempenhará no sistema. Os perfis de utilização
incluem Investigador, Entrevistador, Entidade de Monitorização e Visitante. Existem
utilizadores que poderão acumular perfis de utilização, decisão tomada pelo
mas poderá acontecer uma ORT ou OLT ser simultaneamente uma Entidade de
Monitorização e um Visitante regular.
Prevê-se que um modelo de qualidade considere vectores, dimensões, indicadores e
parâmetros ou critérios. Os vectores de qualidade agrupam os indicadores de qualidade
segundo uma dada perspectiva como o ambiente, cultura e património, território e
ordenamento, desempenho do destino, turistas, população residente ou organizações. As
dimensões de qualidade são as designações atribuídas aos subconjuntos de indicadores com especificidades de monitorização comuns, dentro de um vector.
Os indicadores de avaliação da qualidade do destino turístico são instrumentos que
monitorizam aspectos mensuráveis da qualidade do destino; resultam da aplicação,
combinada ou não, de parâmetros e critérios. A classificação obtida pode ser qualitativa
ou quantitativa, com intervalos de valores ou percentagens, expressando um
determinado grau de desempenho da qualidade do destino turístico para o indicador
avaliado.
Os parâmetros de avaliação são valores de referência utilizados na construção de
regiões de aceitação ou rejeição que vão conduzir a classificações (dos indicadores).
Cada indicador é o resultado da combinação de vários parâmetros. As entidades de
monitorização recolhem periodicamente os valores do destino referentes aos parâmetros
de determinados indicadores.
Os critérios consistem em metas estabelecidas para cada indicador. Podem ser
imperativos ou não imperativos. O não cumprimento dos critérios imperativos implicará
a atribuição de uma determinada classificação para o indicador em análise; a avaliação
dos valores obtidos contra o conjunto de critérios dentro de uma dimensão é que poderá
O sistema de modelação da qualidade procura retratar a complexidade da realidade
observada no destino mediante a criação de modelos que expliquem as relações entre os
conceitos latentes subjacentes ao conceito de qualidade do destino turístico. O sistema
recorrerá à estimação de modelos de equações estruturais. Está em análise o método de
estimação mais adequado, considerando-se o método de relações estruturais lineares
baseado na co-variância, LISREL ou o método dos mínimos quadrados parciais que
utiliza a análise de caminhos e a regressão simples e múltipla, (Partial Least Square-
Path modeling,PLS-PM). Esta decisão suportará a escolha do software a utilizar.
A classificação final do destino turístico reflectirá o desempenho da qualidade segundo
o modelo de avaliação utilizado, traduzido por um índice compósito. Prevê-se que o
método de cálculo deste índice contemple a atribuição de uma ponderação a cada vector
e a utilização dos respectivos índices.