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Forventet pensjoneringsalder 2002–2019

In document Pensjonering i kommunal sektor (sider 21-26)

Um curso é formado por elementos como: objetivos do aprendizado, conteúdo pedagógico do curso, apresentação das informações, estudos de casos, ilustrações gráficas, vídeos, áudios, exercícios, entre outros. Porém, a qualidade do curso depende de como

estes elementos serão dispostos, a sua acessibilidade e o cuidado com que eles serão estruturados (MOORE; KEARSLEY, 2008).

A apresentação do conteúdo necessita que toda a riqueza da mídia eletrônica seja utilizada, principalmente para motivar o estudante que estuda, na maioria das vezes, de forma solitária, individual e fora de um ambiente acadêmico.

Neste contexto, Amaral (2004) concorda com Aarreniemi-Jokipelto (2006), afirmando que os programas educacionais para televisão podem ser estruturados de forma linear e não linear, conforme ilustra a Figura 19.

Figura 19 - Programação linear e não-linear Fonte: Amaral (2004)

Na estrutura linear, a forma e a ordem como o curso é apresentado é determinado pelo professor, ou seja, existe um ponto de início e término e um único enredo interligando-os. Já, na estrutura não linear o conteúdo pode possuir diversos pontos de entrada e saída. Como exemplo, o hipertexto que trouxe o formato não linear para dentro das tecnologias educacionais. Com tais recursos o estudante pode navegar pelo conteúdo da forma que melhor lhe convier.

A estrutura da navegação necessita ser compatível com o nível de conhecimento do estudante tanto no nível cognitivo quanto na capacidade de utilização dos recursos de TVDI.

4.1.3.6 Interações

A interação na TVDI pode ocorrer de forma síncrona ou assíncrona. Na forma síncrona os conteúdos são exibidos ao usuário no mesmo momento da exibição do programa televisivo. Já, os conteúdos

extras, que podem ser consultados a qualquer momento, são considerados assíncronos (SANCRINI, 2008).

Pataca, et al. (2003) argumenta, conforme ilustra a Figura 20, que a comunicação assíncrona para a TVDI ocorre de forma unidirecional e bidirecional. Nas aplicações unidirecionais, o estudante não troca informações com outros integrantes ou professor/tutor. Sua interação é com o sistema e localmente.

Figura 20 - Tipos de Interação e aplicativos na TVDI

Já, a forma bidirecional fornece suporte às aplicações assíncronas como correio eletrônico, fóruns de discussão e grupos de notícias. A comunicação síncrona, ou em tempo real, oferece suporte às aplicações do tipo chat ou mensagens instantâneas.

Conforme apresentado na Figura 21, as interações na TVDI podem ocorrer da seguinte forma:

a) Estudante e o conteúdo pedagógico; b) Estudante e o professor/tutor; c) Estudante e os outros estudantes; d) Estudante e o ambiente de aprendizagem.

Figura 21 - Interações em um ambiente de TVDI

As interações que ocorrem entre o estudante e o conteúdo pedagógico e o ambiente de aprendizagem não requerem obrigatoriamente um canal de retorno. Por outro lado, a comunicação do estudante com o professor e os outros integrantes do curso, ocorre via canal de interatividade. Vale destacar que o ambiente de aprendizagem fornece ao estudante, além da apresentação do conteúdo o controle das tarefas e o feedback enviado ao mesmo quando, por exemplo, ele respondeu a uma questão (AARRENIEMI-JOKIPELTO, 2006).

Para Beurlen, Coelho e Kenski (2006) o feedback depende do objetivo que o educador deseja que o estudante alcance. Aarreniemi-Jokipelto aponta que existem ainda quatro tipos de feedback que podem ser utilizados no t-learning:

a) A partir do material didático; b) Do professor/tutor;

c) Entre os próprios estudantes; d) Do ambiente de aprendizagem.

O feedback a partir do material didático envolve a interatividade que o ambiente de aprendizagem oferece através da navegação por meio de links. Já, o feedback dado pelo professor/tutor é similar ao realizado na educação presencial. Ele incentiva, orienta e auxilia o estudante na construção do conhecimento. O feedback dado pelos próprios estudantes refere-se a atividades desenvolvidas em conjunto ou avaliações por pares. Por fim, o feedback dado pelo ambiente de aprendizagem permite informar e guiar o estudante no processo de construção do conhecimento, sendo este um dos requisitos de usabilidade.

4.1.3.7 Avaliação

O monitoramento do desempenho acadêmico e o feedback constante são alguns parâmetros que o professor pode ter para orientar o processo de aprendizagem. Segundo Polak (2009), a avaliação, tanto na educação presencial, quanto na EaD, deve ser instrumento de apoio e uma contínua motivação para a construção do conhecimento.

A avaliação pode ser um instrumento para a modificação de práticas, redefinição de estratégias e objetivos, além de ser instrumento de motivação e não, muitas vezes, de punição (POLAK, 2009). Maltempi e Rosa (2006) reiteram o uso da avaliação como processo formativo e não instrumento de mensuração ou aferição do conhecimento.

Para Santos (2006) e Polak (2009), a avaliação deve cumprir basicamente três funções: diagnóstica, formativa e somativa. A avaliação diagnóstica é usada para identificar o conhecimento prévio e as características individuais ou do grupo de estudantes naquela área. Na formativa, a avaliação funciona como uma importante ferramenta de estímulo ao estudo, pois com ela é possível avaliar os erros e acertos dos estudantes e professores no processo de ensino/aprendizagem. Já, a somativa visa classificar o estudante de acordo com os seus níveis de aproveitamento. Geralmente realizada no final de um curso ou da unidade em estudo.

Aarreniemi-Jokipelto (2006), por sua vez, propõe três tipos de avaliações no t-learning, conforme ilustradas na Figura 22:

a) Autoavaliação (avaliação formativa): na qual o próprio sistema oferece a correção imediatamente após a resposta do estudante. Neste caso, são interrupções na apresentação do conteúdo teórico, mediante questões propostas para o estudante, com o objetivo de reflexão sobre o assunto lido, oferecendo a possibilidade para ele pensar sobre as suas próprias ações, avaliar como o conteúdo teórico o preparou para realizar a tarefa e perceber as suas necessidades individuais de aprendizagem;

b) Avaliação por pares (avaliação diagnóstica): participação ativa no trabalho em grupo, além de estimular a discussão e o feedback. Pelo fato dos docentes não estarem o tempo todo presente, pode-se, de alguma forma, perder informações importantes a respeito do desempenho do estudante. Por isso, ouvir o ponto de vista dos colegas que têm outras experiências pode levar a mudanças positivas de comportamento;

c) Avaliação somativa: tem a função de avaliar a eficácia do curso e classificar o estudante atribuindo-lhe uma nota (POLAK, 2009). Em cursos voltados para o t-learning, este tipo de avaliação requer um canal de retorno para que as notas sejam armazenadas em um banco de dados ou então, que a prova seja realizada presencialmente.

As questões usadas nas avaliações do t-learning podem ser no

formato (OLŠEVIČOVÁ, ROHROVÁ e MIKULECKÁ, 2007):

múltipla escolha; verdadeiro ou falso; associação; sequência. 4.1.3.8 Mediação pedagógica dos conteúdos

Na educação presencial, o processo de ensino/aprendizagem ocorre com o professor apresentando aos estudantes determinado assunto. Por outro lado, na EaD o processo é diferente, a fala é substituída pela mediação e colaboração do grupo.

Machado e Teruya (2009, p. 1730) compreendem a mediação pedagógica como a “ação de intervenção no aprendizado do sujeito, seja presencial ou on-line”. Essa ação é basicamente para figura do professor que, através de instrumentos auxiliares como ambiente de aprendizagem, concretiza a ajuda ao aprendiz.

Atualmente, algumas instituições que desenvolvem cursos para EaD perceberam que há um maior aproveitamento do estudante quando

acompanhado por um educador. Com o auxílio das TICs e em particular da Internet, este processo de mediação tornou-se um instrumento de maior colaboração e interatividade.

Para Aarreniemi-Jokipelto (2006), uma forma de auxiliar na aprendizagem pode ser o guia de estudos. Ele contém elementos visuais que auxiliam principalmente no entendimento da navegação e do texto instrucional, conforme ilustra a Figura 23. Para a autora, o feedback em cursos, principalmente na educação formal é primordial na TVDI, pelo fato de ser uma nova forma de aprendizagem. Com o monitoramento o educador tem a possibilidade de certificar-se que os estudantes não estão perdidos no material didático.

Figura 23 - Mediação pedagógica via TVDI Fonte: adaptado de Aarreniemi-Jokipelto (2006)

Por este motivo, o professor/tutor necessita estar capacitado e motivado para guiar, orientar e apoiar o estudante, junto à nova tecnologia. Principalmente pelo fato do estudante estar passando por uma fase de mudanças de comportamento. Necessitando sair da condição passiva de telespectador, para a de usuário e interagente. Portanto, ainda que estes estudantes estejam motivados, haverá sempre uma avaliação entre os benefícios e prejuízos do t-learning, podendo, em caso negativo, comprometer os objetivos do curso (TEIXEIRA, 2008).

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