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Forutsetninger for deltakernes læring i simulering

4 Resultater

4.2 Forutsetninger for deltakernes læring i simulering

O instrumento utilizado para a investigação é dividido em quatro seções. A seção A1 corresponde aos dados sócio-demográficos (5 questões); a seção A2 diz respeito aos dados profissionais/ocupacionais (7 questões); a seção A3 é constituída pelo Inventário em Burnout de Maslach (MBI), um questionário auto-informe, elaborado por Christina Maslach e Susan Jackson em 1978 e adaptado por Tamayo (1997); e a seção A4 corresponde à escala de Autoeficácia Geral Percebida de Nunes, Schwarzer e Jerusalem (1999), adaptada para a situação do trabalho.

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É pertinente salientar que os dados sócio-demográficos e profissionais/ocupacionais foram incluídos no instrumento com o objetivo de se conhecer as características da amostra obtida.

A escolha do MBI se deu por três motivos: foi o primeiro instrumento elaborado para avaliar o índice de burnout, foi utilizado primeiramente em enfermeiros (profissionais de natureza assistencial) e já foi validado no Brasil. A escolha da escala de Autoeficácia Geral Percebida se deu devido à confiabilidade da mesma, por já ter sido aplicada em 23 países, incluindo o Brasil, e por ter alfas de Cronbach variando de 0.76 a 0.90, com a maioria na faixa de 0.80, sendo que a validade da mesma foi apontada também em estudos que demonstram correlações negativas com a síndrome de burnout.

Cumpre frisar que tanto o MBI (adaptado por Tamayo, 1997) quanto a escala de Autoeficácia Geral Percebida (adaptada pela pesquisadora) apresentam uma escala no formato Likert. O MBI apresenta 22 perguntas fechadas relacionadas ao burnout (ver quadro 4), com escala ordinal variando de 1 a 5 (1-nunca, 2-raramente, 3-algumas vezes, 4- frequentemente, 5- sempre). E a escala de Autoeficácia Geral Percebida adaptada possui 10 questões fechadas sobre autoeficácia, com escala nominal variando de 1 a 5 (1-de modo nenhum é verdade, 2-dificilmente é verdade, 3- de vez em quando é verdade, 4-quase sempre é verdade, 5- exatamente verdadeira), na qual o escores médios em “1” representam um baixo nível de autoeficácia e em “5” se referem a um alto nível de autoeficácia.

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SB1. Sinto-me emocionalmente esgotado (a) com o meu trabalho. SB2. Sinto-me esgotado (a) no final de um dia de trabalho.

SB3. Sinto-me cansado (a) quando me levanto pela manhã e preciso encarar outro dia de trabalho.

SB4. Posso entender com facilidade o que sentem as pessoas. SB5. Creio que trato algumas pessoas como se fossem objetos. SB6. Trabalhar com pessoas o dia todo me exige um grande esforço. SB7. Lido eficazmente com o problema das pessoas.

SB8. Meu trabalho deixa-me exausto (a).

SB9. Sinto que através do meu trabalho influencio positivamente na vida dos outros. SB10. Tenho me tornado mais insensível com as pessoas.

SB11. Preocupa-me o fato de que este trabalho esteja me endurecendo emocionalmente.

SB12. Sinto-me com muita vitalidade.

SB13. Sinto-me frustrado (a) com meu trabalho. SB14. Creio que estou trabalhando em demasia.

SB15. Não me preocupo realmente com o que ocorre às pessoas a que atendo. SB16. Trabalhar diretamente com as pessoas causa-me estresse.

SB17. Posso criar facilmente uma atmosfera relaxada para as pessoas.

SB18. Sinto-me estimulado (a) depois de trabalhar em contato com as pessoas. SB19. Tenho conseguido muitas realizações em minha profissão.

SB20. Sinto-me no limite de minhas possibilidades.

SB21. Sinto que sei tratar de forma adequada os problemas emocionais no meu trabalho.

SB22. Sinto que as pessoas culpam-me de algum modo pelos seus problemas. Quadro 4: Variáveis do MBI

Fonte: Maslach Burnout Inventory

É preciso acentuar que cada ítem apontado no quadro 4 se enquadra em uma das três dimensões da síndrome, como mostra a tabela 2:

TABELA 2 – Distribuição dos ítens em cada dimensão

Dimensões Item

Exaustão Emocional 1, 2, 3, 6, 8, 13, 14, 16 e 20 p d fMachine

Despersonalização 5, 10, 11, 15 e 22 Falta de Realização Pessoal 4, 7, 9, 12, 17, 18, 19 e 21 Fonte: TAMAYO, 1997

Cabe ressaltar que nesse trabalho a dimensão apontada por Maslach como Falta de Realização Pessoal será denominada Realização Pessoal, visto que as variáveis referentes a essa dimensão refletem atitudes positivas em relação às pessoas, enquanto que as outras dimensões - Exaustão Emocional e Despersonalização - se referem a atitudes negativas (como pode ser visto no Quadro 4).

Cabe ainda ressaltar que o MBI adaptado por Tamayo (1997) sofreu modificação apenas na quantidade de itens da escala tipo Likert, que no questionário original de Maslach, eram 7 e foi reduzido para 5. A escolha do MBI adaptado, se deu com a “finalidade de trabalhar com critérios mais amplos (TAMAYO, 1997, p. 61) e com o objetivo de igualar a quantidade de itens com a escala de Autoeficácia Geral Percebida também alterada mudando de 4 para 5 itens. A escala de Autoeficácia Geral Percebida foi modificada também para a situação do trabalho, através da inserção do termo “trabalho”, com as devidas alterações, nas afirmativas, pois o instrumento elaborado por Nunes, Schwarzer e Jerusalem busca avaliar a autoeficácia geral percebida abrangendo as diversas situações vivenciadas pelo indivíduo, e o instrumento para a presente pesquisa pretendia avaliar as crenças relacionadas unicamente com o trabalho desempenhado pelo indivíduo, a fim de relacionar com a síndrome de burnout, que é considerada uma psicopatologia do trabalho. Assim sendo, os itens foram mudados da seguinte forma:

1. “Eu consigo resolver sempre os problemas difíceis se eu tentar bastante” (NUNES; SCHWARZER; JERUSALÉM, 1999), foi substituído por “Eu consigo resolver problemas difíceis do meu trabalho, se eu tentar bastante”.

2. “Se alguém se opuser, eu posso encontrar os meio e as formas de alcançar o que eu quero” (NUNES; SCHWARZER; JERUSALÉM, 1999), foi substituído por “Se alguém se opõe a mim no meu ambiente de trabalho, eu posso encontrar as maneiras de obter o que eu quero”.

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3. “É fácil para mim, agarrar-me às minhas intenções e atingir os meus objetivos” (NUNES; SCHWARZER; JERUSALÉM, 1999), foi substituído por “No trabalho, é fácil para mim persistir nos meus objetivos para alcançar minhas metas”.

4. “Eu estou confiante que poderia lidar, eficientemente, com acontecimentos inesperados” (NUNES; SCHWARZER; JERUSALÉM, 1999), foi substituído por “Estou confiante que no meu trabalho posso lidar, eficientemente, com acontecimentos inesperados”.

5. “Graças ao meu desembaraço, eu sei como lidar com situações imprevistas” (NUNES; SCHWARZER; JERUSALÉM, 1999), foi substituído por “Graças às minhas qualidades, eu sei como lidar com situações imprevistas no trabalho”.

6. “Eu posso resolver a maioria de problemas se eu investir o esforço necessário” (NUNES; SCHWARZER; JERUSALÉM, 1999), foi substituído por “No trabalho, eu posso resolver a maioria dos problemas que surgem, se eu investir o esforço necessário”.

7. “Eu posso manter-me calmo ao enfrentar dificuldades porque eu posso confiar nas minhas capacidades para enfrentar as situações” (NUNES; SCHWARZER; JERUSALÉM, 1999), foi substituído por “Posso permanecer calmo quando enfrento dificuldades no trabalho, porque posso confiar nas minhas capacidades para enfrentar as situações”.

8. “Quando eu sou confrontado com um problema, geralmente eu consigo encontrar diversas soluções” (NUNES; SCHWARZER; JERUSALÉM, 1999), foi substituído por “No trabalho, quando enfrento uma situação difícil, geralmente tenho idéia do que devo fazer”.

9. “Se eu estiver com problemas, geralmente consigo pensar em algo para fazer” (NUNES; SCHWARZER; JERUSALÉM, 1999), foi substituído por “Se eu tiver com problemas no trabalho, geralmente sei lidar com isso”.

10. “Quando tenho um problema pela frente, geralmente ocorrem-me várias formas para resolvê-lo” (NUNES; SCHWARZER;

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JERUSALÉM, 1999), foi substituído por “Quando tenho um problema no trabalho, geralmente me ocorrem várias alternativas para resolvê- lo”.

Esses itens foram adaptados para a situação do trabalho, porque Schwarzer (2008) aponta que na maioria das aplicações da escala deve haver uma adaptação dos itens, para que haja a cobertura do comportamento e do ambiente que se quer analisar.