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Fortellingen om Metateateret

In document Teater i grenseland (sider 44-57)

A título de conclusão cabe neste momento reflectir, sobre o que foi anteriormente exposto ao longo do capítulo. A maior descoberta do ser humano foi a linguagem. Por meio desta, o homem ultrapassou limites, superou conflitos e organizou sociedades com regras, normas e sistemas de códigos. O ser humano humaniza-se nos espaços escolares. É importante que a aprendizagem assuma um cariz mais pedagógico, com a aplicação de novas correntes pedagógicas, onde o construtivismo crítico seja aplicado, onde se abandone o método tradicional em prol do método construtivista e, se edifique um bom processo de aprendizagem. Assim, é de salientar a importância da “Educação pelo Teatro” no Currículo Nacional ou a inserção deste como disciplina. Teatro é vida, faz parte do desenvolvimento humano, desde o início dos tempos. De todas as formas de arte, o Teatro é extraordinariamente rico nas valências que aporta ao processo educativo, desde o ponto de vista de integração social, de descoberta, de internalização da cultura, da expressão afetiva, da expressão corporal, da ação dos próprios sujeitos, do desenvolvimento da linguagem, da aquisição do pensamento abstrato, do aspeto emotivo, da autoconfiança, da descoberta, e promove o desenvolvimento da imaginação, da ética e da cidadania.

Ao se fazer Teatro, ganha-se uma maior perceção sobre o mundo, tal como nos diz Betina Rugna, psicóloga e professora de Artes. O teatro tem também uma interdisciplinaridade que permite incentivar os alunos à aprendizagem das outras disciplinas. Betina apresenta-nos dez razões para os alunos fazerem Teatro, sendo elas: o aumento da autoestima; a melhoria da timidez; o relacionamento com os outros; a descoberta de nós próprios; desenvolve a consciência corporal e coordenação motora; o trabalho em grupo; desenvolve a memória e o raciocínio; expande o reportório cultural; melhora o desempenho escolar; e, propicia o fazer poético.

É importante ainda referir o resultado final do caso prático – Palco PIEF, exposto anteriormente, uma vez que se trata de um grupo de alunos com caraterísticas muito próprias, o que não facilita o processo de se “chegar a eles”. No entanto o resultado do projeto foi extremamente positivo, o que permite concluir, que se o Teatro funciona com uma turma PIEF, mais facilmente funcionará com uma turma ordinária, o que demonstra mais uma vez, a importância e urgência do recurso ao Teatro em contexto escolar.

É impossível dissociar o Teatro da Educação, pois Teatro é Educação. Não enquanto um ramo da Educação Artística, que aliás no nosso país é deficitária, mas sim como disciplina curricular obrigatória, contínua desde o 1º Ciclo de Ensino. É inegável a mais-valia que o Teatro aporta ao ensino, e com a inserção do mesmo no currículo, quem sabe, seria a forma de melhorar o atual sistema, uma vez que cada vez mais nos damos conta da apatia, da falta de interesse, e dos péssimos resultados do processo de aprendizagem por parte dos alunos. O Teatro permite

consciencializar, devolver interesses quando eles já não existem, ter prazer na descoberta e na realização pessoal e coletiva.

“É com a ajuda que a professora me vai dando nas aulas que vou perdendo aos poucos a minha excessiva (que já não é tão excessiva) timidez e não é só nas aulas que reparo nisso, também no meu dia-a-dia.” (SORAIA, 2008)24.

As próprias competências do Teatro, enunciadas na lei de bases do Ensino Português, consideram o Teatro, como uma atividade de grupo que se desenvolve a partir dos conhecimentos, experiências e vivências individuais que os alunos detêm e, que pode propiciar a aquisição e compreensão de novas aprendizagens, através da exploração de conteúdos dramáticos. Tal fator confere ao Teatro um estatuto distinto de elo de ligação entre o meio, a família e a escola, contribuindo para que a aprendizagem ganhe nova forma e se traduza no prazer de aprender.

O Teatro proporciona assim oportunidades de alargamento da experiencia de vida dos alunos, enriquecendo a sua capacidade de decisão e escolha. Gera a reflexão sobre valores e atitudes, faculta formas e meios de expressão, incentiva a pesquisa e a investigação (dentro e fora da sala de aula), amplia competências criativas, estéticas, físicas, técnicas, relacionais, culturais e cognitivas, não só ao nível dos seus saberes específicos, mas também ao nível da mobilização e sistematização de saberes oriundos de outras áreas do conhecimento.

O carácter lúdico do jogo dramático responde a necessidades primordiais do ser humano, da exteriorização de si no contexto da comunicação, e a da busca do prazer na construção da aprendizagem. Permite ainda assimilar mais experiências e alargar a compreensão do mundo.

Outra consideração importante é o papel da criação e valorização das práticas teatrais como Arte, promovendo a apreciação de diferentes linguagens artísticas e valorizando criticamente criações artísticas e teatrais de diferentes estilos e origens culturais.

Em ponto último de reflexão, não se pode deixar de pensar sobre a elaboração desta investigação. Pelo que resta a pena de não ter sido possível a análise de mais autores, de outras realidades a nível internacional, de outros estudos desenvolvidos sobre o género e ainda, não ter sido feito o exercício de relacionar peças teatrais e seus autores com a questão colocada na investigação. Parece ao autor do presente relatório, que essa pesquisa permitiria uma relação mais imediata com o tema desenvolvido e, poder-se-ia ter uma noção mais real da forma como os próprios espetáculos teatrais interagem diretamente com os mais variados temas do conhecimento.

“Somos todos escravos do nosso personagem, criado em primeiro pela família, segundo pela sociedade e terceiro pela Cultura. O caminho da transformação é a libertação da escravatura. Por detrás das minhas mil máscaras, sou autêntico.” (ALEJANDRO JODOROWSKY).

CAPÍTULO II: Plano-implementação-monitorização

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