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Durante a apli ação do pulso de leitura, a rádio-freqüên ia não é a úni a interação

queage sobreo sistema. Ele tambémevolui segundo o hamiltonianoquadrupolar.

Esse efeito é muito importante e ausa muita di uldade na hora da alibração da

potên iados pulsos. Fi a difí ildeterminarqual a potên iaque orresponde realmentea

umpulso

π/2

,e asoessadeterminaçãonãosejafeita ompre isão,afetará ompletamente

o resultado da geração do estado ou operação lógi a. Uma pequena variação de apenas

2%

no valor de alibração da potên ia gera o espe tro mostrado em (18) para o estado

oerên ias que deveriam ser zero passama ter um valorbem signi ativo.

Freqüência (kHz)

0 5 10 15 20 25 -25 -20 -15 -10 -5

Figura18. Espe troda oerên iazerodoestado

|000i

omdes alibraçãodeapenas2%daamplitudedoSMP.

m=0 m=1 m=2 m=3

m=4 m=5 m=6 m=7

Freqüência

Intensidade

Figura19. Espe trosobtidosapósapli açãodospulsosdetomograa omdes alibraçãode2%daamplitudedoSMP.

Se a des alibração for de

10%

, já nem se re onhe e mais o padrão do estado

|000i

,

omo mostrado nagura (20).

Opro esso de alibração eformas de ontornar esses erros são dis utidos no apítulo

de resultados a seguir. Esse é um dos efeitos de maior importân ianos resultados nais

eafetatantoa exe ução dos SMPs quantoospulsos de tomograa. Podemosverque os

Freqüência

Intensidade

m=0 m=1 m=2 m=3

m=4 m=5 m=6 m=7

Figura20. Espe trosobtidosapósapli açãodospulsosdetomograa omdes alibraçãode10%daamplitudedoSMP.

limitaçõesdoequipamento.

4.5 Considerações nais

Neste apitulomostramosqueospuplsofortementemodulados(SMP)sãoferramentas

bastante úteis tanto na geração dos estados ne essários para o pro essamento da infor-

mação quânti a omo na exe ussão de operações lógi as. Esses pulsos numeri amente

otimizados devem ser obtidos de maneiraespe í a para a operação lógi a que sedeseja

realizarouestadoquesedeseja riar. Alémdisso,foimostradoqueoequipamentoqueuti-

lizamosparafazeraimplementaçãodos pulsosSMPdeveser apazde sintetizarpulsosde

RF ommodulaçãodefase,amplitudeefreqüên ia,emboratenhamosoptadoapenaspela

modulaçãode fase e amplitude por ausa de ara terísti asespe í as do espe trmetro

segmentos dopulso, um onjuntode três variáveisde ontrole e para os pulsos todos um

total de 3*N variáveis, portanto. O número de segmentos deve ser um que propor ione

su ientes variáveis de ontrole para realizar uma operação. Em nosso aso a experi-

mentação ea duração total dopulso foramutilizadas primordialmentepara aes olha do

número idealde segmentos. Alémde determinaras ondiçõesadequadas paraimplemen-

tação dos pulsos SMP, realizamos também uma investigação dos prin ipais parâmetros

experimentais que afetam a performan e dos pulsos. No apítulo seguinte, apresentare-

mos a utilização dos pulsos SMP na riação de estados pseudo-puros e implentação de

5 Resultados experimentais

Oobjetivo deste apítuloéapresentar osprin ipaisresultados quedemonstramouso

dos pulsos SMP para implementações no pro essamento da informação quânti a. Para

isso,apresentaremosini ialmenteumabrevedes riçãodosistemafísi oqueserá utilizado

nessas demonstrações, in luindo as ara terísti as, material utilizado e a preparação da

amostra. Em seguida, apresentaremos o aparatoexperimental utilizado, os pro edimen-

tos e alibrações. Por m, serão apresentados resultados experimentais que omprovam

apossibilidade dautilizaçãodos SMPs para implementaçõesempro essamento de infor-

maçãoquânti a emnú leos de spin 7/2 em ristais líquidos. Estes in luemageraçãodos

estadospseudo-puros orrespondentesabase omputa ionaldetrêsq-bits,implementação

daporta Tooli edos algoritmosde Deust h-Jozsa e Grover para três q-bits.

5.1 Sistema físi o

Para se utilizar um sistema físi o (um sistema de spins no aso de RMN) em imple-

mentaçõesde pro essamentode informaçãoquânti a éne essárioqueelepreen haalguns

requisitos bási os. No aso da RMN, o prin ipal deles é que a amostra produza linhas

espe trais bem denidas das quais os parâmetros que denem o hamiltoniano dos spins

oespe tro observado ontém ontribuiçãode todos osnú leos de uma dada espé ie. Por-

tanto,é ne essárioque a ontribuiçãode um dado tipode nú leo parao hamiltonianode

spin seja idênti a em ada molé ula do sistema. Se isso a onte e, pode-se imaginar que

um dado spin nu lear seja um q-bit repli ado em ada molé ulado sistema.

Outra ne essidade são tempos de relaxação longos su ientes para que os pulsos de

rádio freqüên ia que implementarão as operaçõeslógi as possam ser apli ados antes que

o sistema per a oerên ia. Uma possibilidade é o uso de molé ulasem soluções isotrópi-

as, nas quais as interações que denem o sistema de spins nu leares são estritamente

intra-mole ulares, oque faz om que os pré-requisitos men ionados anteriormente sejam

atendidos. No entanto, as interações envolvidas nesse aso são fra as e para que sejam

observadas, é ne essário que o equipamento de RMN possua alta homogeneidade e es-

tabilidade de ampo magnéti o. Este não é o aso do espe trmetro que dispomos no

laboratório,uma vez que omesmo édedi ado aoestudode materiaissólidos,onde as es-

pe i açõesde altahomogeneidadeeestabilidadede ampomagnéti osão bemmenores,

poisneste asooalargamentodevidoàsinteraçõesdespinnu leargeralmentesuperamem

muito osalargamentos devido a inomogeneidade e instabilidade de ampo. Outra opção

éouso de nú leos perten entes aredes ristalinas,onde asinteraçõesde spin nu lear que

denem o sistemade RMN são lo ais ereproduzidas aolongo de toda a amostra. Nesse

aso, as interações de spin nu lear são bem mais intensas, o que permite a utilização de

um espe trmetro espe í o para otrabalho om sólidos.

Um asoparti ular éo aso de nú leosquadrupolares emmatrizeslíquido- ristalinas,

quepossuemtemposderelaxaçãolongoseum hamiltonianodenido ex lusivamentepela

interaçãoentreomomentode quadrupolonu leareogradientede ampoelétri onas viz-

inhanças donú leo(interação quadrupolar). Noentanto,é importanteque todos nú leos

que ontribuirãopara osinal deRMN, experimentemamesmainteraçãoquadrupolar, ou

seja, mesmo gradiente de ampo elétri o. Para se onseguir isso em um ristal líquido,

é ne essário que haja um alinhamento mole ular ma ros ópi o em uma úni a direção,

néti ointenso. Portanto,o ristallíquidodeveestaremumafasequefa iliteaorientação

mole ularsob efeitodo ampomagnéti o. Dadas essas ondições, des reveremos aseguir

osistemafísi oque utilizamospararepresentação dos q-bitsealgumas ara terísti asda

amostrautilizada.