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Para definição do perfil sociocultural do grupo foi realizado um estudo de corte transversal em que participaram 31 idosos de ambos os sexos, freqüentadores do Grupo de Cantoterapia. Com base nos cadastros de inscrição os idosos foram selecionados utilizando critérios de inclusão: idade

igual ou superior a 55 aceitar responder ao q questões, para: inform diária e inclusão cultur

As característica estão descritas nas Tab 29% homens, 87% apo nem estudam, em faixa 49% de 65 a 75 anos 39

G

F o n te:

Gr

F o n

5 anos; freqüentar o grupo há, no mín questionário proposto. Este question rmações gerais como: saúde física, a

ural.

icas socioculturais dos idosos freqüen abelas 1,2 e 3 com os seguintes dados posentados, 3% trabalham/estudam e 10 xas etárias que variam de 75 anos ou m

39%, e idade abaixo de 65 anos 22%.

Gráfico 1: Participantes do Grupo Vida Ativa quanto ao sexo, 2013

e: P esq u is a d e C a mp o , d ez e mb ro 2 0 1 3 .

Gráfico 2: Participantes do Projeto Vida A quanto a ocupação,2013 o n te: P esq u is a d e C a mp o , d ez e mb ro 2 0 1 3 . ínimo, três meses e ionário continha 30 atividades da vida entadores do grupo os: 71% mulheres e 10% nem trabalham mais, representando Ativa

Gr F o n te Com relação à es 4% completo, 4% ens superior completo e mestrado. Gr F o n te: P esq u is a

Gráfico 3: Participantes do Projeto Vida A quanto a Identificação Etária, 2013

n te: P esq u is a d e C a mp o , d ez e mb ro 2 0 1 3 .

escolaridade, 25% têm ensino fundame nsino médio incompleto e completo e 7% incompleto; 7% possuem espe

Gráfico 4: Participantes do Projeto Vida A quanto a Escolaridade, 2013 s a d e C a mp o , d ez e mb ro 2 0 1 3 . Ativa mental incompleto e 39%; 11% ensino pecialização e 4% Ativa

Na composição sozinhos. Em relação moravam com a filho 7,61% com irmãos; 3%

Gr

F o n te

Em relação à saudáveis, embora 67%

domiciliar 29% dos idosos infor o às pessoas com as quais os idoso hos(as); 21% com cônjuge; 18% com

% com os pais ou sogros.

Gráfico 5: Participantes do Projeto Vida A quanto a Composição Familiar, 2013

n te: P esq u is a d e C a mp o , d ez e mb ro 2 0 1 3 .

à autopercepção da saúde, 100% % admitam possuir alguma patologia.

formaram residirem osos residiam, 29% m outros parentes;

Ativa

Gr F o n te: Quanto à prát entrevistados praticam culturais. Apenas 6% a Gr quanto F o n te Em relação ao ac 7% já freqüentaram um 3% já estudaram músic

Gráfico 6: Participantes do Projeto Vida A quanto a percepção de saúde, 2013

e: P esq u is a d e C a mp o , d ez e mb ro 2 0 1 3 .

ática de atividades de esporte e c m atividades físicas e 49% de ativid afirmam não participar de nenhuma ati

Gráfico 7: Participantes do Projeto Vida A nto a participação de atividades físicas/art

culturais/2013

n te: P esq u is a d e C a mp o , d ez e mb ro 2 0 1 3 .

acesso à escola de música: 67% nunca uma escola de música, 23% tocam alg ica na escola regular.

Ativa cultura 32% dos vidades artísticas e atividade. Ativa rtísticos- a estudaram música, lgum instrumento e

Gr qua

F o n te: P esq u is a d e C

Os dados em rel nas Tabelas 48% nunca ano, 11% ao menos um a freqüência ao cinem menos uma vez por ano uma vez por mês.

G

F o n te: P

Gráfico 8: Participantes do Projeto Vida A uanto a conhecimento formal em música, 2

C a mp o , d ez e mb ro 2 0 1 3 .

relação à freqüência a teatros e cinem ca freqüentaram, 30% freqüentam men ma vez por ano, 11% ao menos uma ve ema 48% nunca foram ao cinema, 30 no, 11% vão menos de uma vez por an

Gráfico: Participantes do Projeto Vida At quanto a freqüência ao teatro, 2013

P esq u is a d e C a mp o , d ez e mb ro 2 0 1 3 .

Ativa , 2013

mas estão descritos enos de uma vez ao vez ao mês. Quanto 30% já foram pelo ano e 11% menos de

Grá q F o n te Em relação ao ac televisão, os resultados 39% nunca ouvem/assi raramente assistem/ouv Grá quan F o n

ráfico 11: Participantes do Projeto Vida A quanto a freqüência ao cinema, 2013

n te: P esq u is a d e C a mp o , d ez e mb ro 2 0 1 3 .

acesso aos meios de comunicação de m os são o mesmos: 45% afirma ouvir/as ssistem, 10% relata que as vezes ouve

uvem.

ráfico 12: Participantes do Projeto Vida A anto a freqüência de escuta de rádio, 2013

o n te: P esq u is a d e C a mp o , d ez e mb ro 2 0 1 3 .

Ativa

massa como rádio e assistir diariamente, vem/assistem e 3%

Ativa 3

Grá quanto F o n te Aná Em conformidad no Brasil, a concentraç chamou a nossa atenç resistência a participaç de envelhecimento s conjuntura que pode, ju um tipo de atividade qu De acordo com predomínio de indivíd idade). Isso se explica brasileira e pela busc envelhecimento ativo, n devam ser sempre respe O nível de escol da região, quando os d 45% (mais de 6 milhõ Nacional de Amostra p

ráfico 13: Participantes do Projeto Vida A to a freqüência de acesso a televisão, 201

n te: P esq u is a d e C a mp o , d ez e mb ro 2 0 1 3 .

nálise dos resultados encontrados no estudo

ade com dados analisados de outros gr ação de homens (29%), quando compar nção; de acordo com as nossas obse

ação masculina em projetos desta natu se apresenta com predominância justificar o pouco interesse, despertado que tem caráter cultural, educacional, l

o exposto na tabela 2, a população e íduos idosos (maioria com idade acim ca pelo fato do crescente envelhecime sca por políticas específicas que vis , no qual a autonomia e, sobretudo, a d peitadas (FREITAS, 2004).

olaridade é surpreendente se comparad dados apontam que do total de analfa hões) têm mais de 60 anos. De acord

por Domicílios (Pnad) 2012, do Insti

Ativa 013 grupos encontrados arada as proporções bservações, há uma atureza. O processo a feminina, numa do em homens, para , lúdico e social. estudada apresenta ima de 65 anos de mento da população visem propiciar um dignidade do idoso

ado a outros grupos lfabetos brasileiros, rdo com a Pesquisa stituto Brasileiro de

Geografia e Estatística (IBGE) 7,2 milhões de brasileiros que deveriam saber ler e escrever (possuem mais de 10 anos de idade) e vivem nos estados da região Nordeste, e prosseguem assim, até a velhice.

Em relação à composição dos arranjos domiciliares, conforme mostra a tabela 5, a maior parte (29%) mora com filhos ou sozinhos (29%), constituindo, desta forma, dois aspectos conflitantes por um lado a predominância de domicílios multigeracionais, o que pode favorecer o fortalecimento das relações familiares, proporcionando aos idosos e aos familiares mais jovens a convivência intergeracional e, por outro lado, contrariamente uma convivência que pode provocar conflitos, afetando diretamente a qualidade de vida do idoso. O dado em que se verificou um número grande de idosos morando sozinhos, superior aos valores nacionais, pode ocorrer pelo fato de a população deste estudo apresentar maior independência física e econômica, o que possibilita ao idoso manter-se em uma casa sozinho. Conforme a Pesquisa Nacional por amostra de Domicílios (2012), o número de idosos que moram sozinhos triplicou nos últimos 20 anos, fenômeno analisado por Kalache (2014) como positivo no que se refere a questão da autonomia, embora o autor considere, também, uma maior dispersão e fragmentação das famílias com filhos não morando na cidade dos pais. Este dado, no entanto, configura-se em questões que devem ser ponderadas: ainda que morar sozinho seja uma opção, este dado poderá ser analisado como um fator de risco aumentado para a saúde, considerando o processo de isolamento, a possibilidade da perda de autonomia e o inadequado apoio familiar.

Em relação à autopercepção da saúde, 100% consideraram-se saudáveis, embora 67% admitam possuir alguma patologia. Esse dado nos permite associar a percepção de saúde à correspondência de autonomia e independência. O modelo de envelhecimento bem sucedido assinalado por Baltes & Baltes (1990, p.4) é pautado numa “avaliação sustentada em uma perspectiva multidimensional”, na qual fatores objetivos e subjetivos devem ser considerados dentro de um contexto cultural, considerando demandas específicas.

O planejamento das ações deve considerar as necessidades do grupo e as individuais, como também respeitar a heterogeneidade da população, buscando atingir uma parcela mais representativa do todo.

No que se refere à participação na prática de atividade física e cultural relatada como presente no dia a dia da grande parcela dos entrevistados acreditamos que se deve à valorização das atividades físicas/culturais como forma de manutenção da saúde e bem-estar, preocupação com a prevenção de doenças, a manutenção da autonomia, a convivência social ao incentivo. (GRIEBLER, 2013)

Em relação ao ensino de música, a maioria dos participantes (67%) não tiveram acesso. Segundo Fonterrada (2008, p. 213) embora durante o Governo Vargas (a partir de 1930) fosse obrigatório, em todo país, a freqüência de professores de música aos cursos de formação, [...] “essa exigência se mostrou difícil – senão impossível – de ser cumprida” por vários fatores: as dimensões gigantescas do Brasil, a má qualidade das estradas dificultando e impedindo os deslocamentos. Essas e outras questões relacionadas, e a elitização do ensino de música podem ter contribuído para os resultados observados.

Os dados em relação à frequência a teatros e cinemas descritos nas tabelas 8 e 9 confirmam os índices apresentados pelo Programa Mais Cultura (2007), que aponta que apenas 13% dos brasileiros frequentam o cinema uma vez por ano; que 90% dos municípios não possuem salas de cinema, teatro, museus e espaços culturais multiuso. Outro dado importante é que 78% dos brasileiros nunca assistiram a espetáculo de dança apesar de que 28% saiam para dançar. Embora o Programa Mais Cultura tenha como diretrizes garantir o acesso aos bem culturais, meios necessários para a expressão simbólica e artística o que a nossa realidade demonstra é uma carência de políticas públicas e privadas nesse sentido.

Segundo pesquisa realizada (GRIEBLER, 2013) os acessos, por grande parte dos idosos, aos meios de mídia como a televisão e o rádio, refere-se a necessidade de atualização; a autora destaca que o maior acesso às informações e o uso independente desses conhecimentos poderão interferir na adoção de hábitos mais saudáveis de vida em contrapartida a afirmações do

resultado da pesquisa realizada pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em parceria com o Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul ‒ Celafiscs sugerem que passar muito tempo em frente a televisão prejudica a força muscular dos idosos. A pesquisa relata que grande parte dos idosos aposentados passa em média 7 horas em frente à televisão.

Aspectos a ressaltar

O perfil encontrado não reflete totalmente a realidade brasileira, quando consideramos grupos de outras regiões. Ressaltamos aspectos como a participação masculina no projeto, o grau de escolaridade dos idosos e a busca por atividades socioculturais como os mais relevantes nesse estudo; Pesquisas dessa natureza possibilitam uma maior compreensão, e um possível redimensionamento, tanto para projetos em andamento, quanto para projetos futuros, no sentido de selecionar e programar atividades condizentes com as aspirações e a realidade dos participantes.