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5.2 En kvantitativ analyse av spørreskjema

5.2.1 Valg av respontanter i undersøkelsen

A hipotaxe, do mesmo modo que a parataxe, corresponde à relação de interdependência entre orações. Enquanto a parataxe corresponde à relação entre orações de mesmo status, a hipotaxe corresponde à relação entre orações de status diferentes. Trata-se da subordinação de uma oração à outra. A hipotaxe também ocorre, no interior das orações, entre palavras valenciais (verbos, substantivos e adjetivos) e seus complementos, introduzidos por uma preposição, entre verbos e adjuntos adverbiais e substantivos e adjuntos adnominais.

A preposição classifica-se entre as palavras da língua, assevera Neves (2000:601),

que pertencem à esfera semântica das relações e processos. Elas atuam especificamente na

junção dos elementos do discurso, isto é, ocorrem num determinado ponto do texto indicando o modo pelo qual se conectam as porções que se sucedem.

As preposições unindo partes da oração, introduzem complementos de verbos, de substantivos e de adjetivos e adjuntos adnominais e adverbiais. No primeiro caso, participam do sistema de transitividade, pois introduzem participantes dos processos (os

argumentos) como a meta e o beneficiário. No segundo caso, introduzem os satélites dos processos. .

As preposições introdutoras de argumentos, ou seja, que funcionam no sistema de transitividade, introduzindo complemento, são: a, até, com, contra, de, em, entre, para, por,

sob e sobre. Os exemplos, a seguir, retirados dos códigos de ética, apresentam preposições que introduzem complementos para (a) verbos, para (b) substantivos e para (c) adjetivos:

Acreditamos (a) na importância (b) da responsabilidade social e empresarial,

como Empresa comprometida (c) com as comunidades.

No exemplo acima, a preposição em combinada com o artigo a introduz um complemento verbal que indica um objeto da crença; a preposição de combinada com o artigo a introduz um complemento nominal para o substantivo importância que indica um objeto não-afetado; e a preposição com introduz um complemento nominal para o adjetivo

comprometida que indica preocupação.

Antecipa-se e oferece (...) produtos, serviços e informações (a) para o atendimento (b) das necessidades (b) dos integrantes da cadeia produtiva do Mercado Governo.

As mesmas preposições também funcionam fora do sistema de transitividade, estabelecendo diversas relações semânticas no sintagma verbal, introduzindo (a) adjuntos adverbiais; e no sintagma nominal, introduzindo (b) adjuntos adnominais.

Tratar (a) de forma cortês colegas, clientes e terceiros e respeitar sua privacidade, (a) sem preconceitos (b) de origem, raça, sexo, cor, idade ou quaisquer outras formas (b) de discriminação.

As relações semânticas estabelecidas pelas preposições, no exemplo acima, são respectivamente de: modo em de forma cortês, ausência em sem preconceitos, especificação em de origem, raça, sexo, cor, idade e em de discriminação.

O papel das preposições, em qualquer texto, seja introduzindo complementos verbais e nominais, adjuntos adnominais e adverbiais, ou no âmbito oracional, introduzindo orações subordinadas é fundamental para a organização das partes do texto, enquanto que o papel das conjunções coordenadas, estudadas no item anterior (junção e parataxe), é essencial não só na organização de sintagmas e orações, mas também na constituição do texto como um todo.

Conclusão

A fundamentação teórica apresentada nesta parte da pesquisa preocupa-se, como já ressaltamos, em estabelecer diretrizes que permitam reconhecer o gênero código de ética

profissional. Estudamos, para tanto, as três dimensões do texto que, para os funcionalistas da linha de Halliday, são reconhecidas por meio das três grandes metafunções da linguagem: a textual, a interpessoal e a ideacional e que se organizam por meio de redes de significados que se intercruzam e se sobrepõem. Três registros dão conta dessas redes. O registro do modo revela a configuração do texto como mensagem, organizando as outras redes dos outros dois registros: o do teor e o do campo.

Quanto à metafunção textual, o registro do modo, na área burocrática em geral é extremamente fechado, seguindo modelos semi-prontos. Existem modelos impressos ou virtuais (na internet) para os tipos de gêneros mais usados como ofícios, requerimentos, portarias, memorandos. A lista é extensa. No caso específico dos códigos de ética, os modelos estruturais, ou seja, as estruturas esquemáticas formais, estão prontas, contudo a apresentação dos constituintes funcionais da estrutura temática, ou seja, o preenchimento semântico da grade estrutural, fica por conta de cada redator.

Para que um texto seja considerado como exemplar de código de ética, no que se refere à organização textual, é preciso, em linhas gerais, que seja formal; organize-se por meio de título e subtítulos que se refiram claramente à estrutura temática que deve ser desenvolvida com clareza e, preferentemente, na ordem canônica, por meio de temas não marcados. Também deve ser levada em consideração a densidade lexical própria da modalidade escrita que exige o emprego criterioso dos sinais de pontuação que é, em parte responsável, ao lado da estrutura esquemática e temática, pela clareza do texto.

Outro aspecto que devemos observar é a relação entre as orações, sua interdependência e o tipo de junção preferido. Devemos, igualmente, atentar para os tipos fundamentais de enunciados dos códigos. Pelo fato de se referirem a normas, princípios e valores, os enunciados enquadram-se, em sua maioria, como axiológicos e normativos.

Ainda a respeito do componente textual, vale destacar os conselhos de Gentle117 (202:139) que, como outros semelhantes que existem em manuais de redação empresarial, podem ser transferidos para a redação dos códigos de ética: 1.Tenha um título significativo;

2. Tenha um sumário; 3. Esclareça seu objetivo imediatamente; 4. Utilize muitos cabeçalhos (leia-se “subtítulos”); e 5. Utilize uma diagramação livre e espaçosa.

Para que um texto se confirme como exemplar do gênero código de ética é necessário que se verifiquem, também, como as outras redes são construídas. Isso significa que são necessários os levantamentos dos registros do componente interpessoal e do componente ideacional que apontam, respectivamente, as recorrências de modalizações que regem a interação e a recorrência das seleções lexicais e dos processos nas estruturas oracionais e intra-oracionais.

Quanto à função interpessoal, para a verificação dos parâmetros para o exemplar do gênero código de ética, o foco é a rede que registra as interações. Observamos, relativamente à configuração das orações, uma nítida preferência pelos modos declarativo e imperativo. Não se interroga ou se questiona nos códigos já que a função precípua do gênero é declarar princípios, valores e impor normas de conduta. O quadro enunciativo do código de ética de uma instituição é estabelecido num circuito próprio. Primeiramente, ela delega a um membro ou a um grupo a incumbência de redigir o código. A seguir, investido da função de porta-voz institucional, o locutor nomeado – o porta-voz – certifica-se dos valores e princípios que devem ser apresentados e das normas que devem ser divulgadas e da legislação vigente e apóia-se, ou não, em modelos de códigos e/ou nos códigos de outras instituições da mesma esfera.

Justamente pelo fato de os códigos de ética se referirem a instituições inseridas em campos sociais legitimados com axiologia própria, seu locutor, ao referir-se a ela, tem a liberdade de escolher atos enunciativos que sejam adequados para a criação ou a manutenção de uma imagem positiva. A rede formada pela modalidade dos atos locutivos selecionados pelo locutor testemunha o tipo de interação preferido para a declaração dos valores e para a apresentação das obrigações de fazer ou de não-fazer. O componente interpessoal, nesse sentido, é o mais livre. Se a instituição opta pela informação mais objetiva de valores, princípios e normas, a escolha recai na modalidade dos atos

delocutivos, mesmo assim, ela não deixa de apresentar marcas de subjetividade que são configuradas, principalmente, na seleção de adjetivos e locuções adjetivas avaliativas e de advérbios e locuções adverbiais de modo.

Na apresentação das normas, existe tanto a opção pela modalidade dos atos alocutivos quanto dos atos delocutivos. No primeiro caso, o locutor interpela diretamente os interlocutores, empregando o modo imperativo, no segundo, apresenta as normas, empregando o infinitivo, forma mais neutra, ou ainda, a nominalização deôntica. Finalmente, a modalidade elocutiva, mais rara, só pode ocorrer se o locutor empregar a primeira pessoa nos enunciados axiológicos, ou seja, na apresentação dos valores cultivados pela instituição.

Enfim, a rede das relações é extensa e facilmente percebida quando se segue a teia dos índices deixados pelo locutor. Para tanto, devemos observar a preferência por tipos de modalização, seguindo os tempos, os modos verbais e a qualificação das próprias instituições pela preferência maior ou menor por expressões modalizadoras e por meio de adjetivos avaliativos e expressões adverbiais; até mesmo a seleção pela polaridade mais positiva ou mais negativa das orações e de partes da oração caracterizam o componente metafuncional interpessoal dos códigos de ética.

Quanto à metafunção ideacional, para que um texto seja considerado como exemplar de código de ética é essencial a verificação de seu conteúdo e de sua distribuição em processos que formam a rede de transitividade. Trata-se do registro do campo ou do conteúdo experiencial que, de acordo com Halliday (1994:351-352), na modalidade falada, é distribuído em um maior número de orações, em razão de sua complexidade ser mais dinâmica e, na modalidade escrita, é distribuído em um número menor de orações mais simples, mas que, em compensação, apresentam um conteúdo mais denso, agrupado, principalmente, em construções nominais, o que resulta em uma complexidade diferente, mais estática que pretende ser cristalina e que pode ser facilmente verificada pelas recorrências das construções.

O registro do campo é o mais extenso de todos, o sistema da transitividade é extremamente complexo pelo fato de ser tecido por quase todos os itens do texto, mesmo que participem dos outros dois registros. Ao estudarmos a estrutura dos sintagmas que se

compõem de segmentos que se unem para formar o todo oracional, notamos a importância de todas as classes gramaticais, desde as que ocupam uma posição periférica no sintagma, como o artigo definido, até as que ocupam uma posição nuclear, como os substantivos. Existe uma organicidade, uma plástica extraordinária no tecer das redes dentro das orações: tudo tem sua função, cada constituinte se organiza em função dos demais e concorre para o significado mais geral da teia formada pelas seleções lexicogramaticais que culminam na representação semântica do texto reveladora, no caso dos códigos, da organização, da hierarquização, enfim, da apresentação dos valores e dos princípios que governam as condutas no trabalho.

A complexidade apresentada pelas construções nominais pode servir como demonstração de poder e de prestígio por parte da instituição. O léxico empregado, com grande número de abstrações, tende a dificultar a compreensão do texto. Existem situações comunicativas em que as nominalizações, quando empregadas, por exemplo, na modalidade falada, mormente quando se trata de uma interação entre especialistas que utilizam o jargão de sua área, são esperadas e não constituem entrave ao entendimento. No entanto, em outras situações são difíceis de serem acompanhadas. No caso dos códigos, além do prestígio e do poder que transparecem nesse tipo de construção, existe outra razão: a necessidade de veicular em um texto, que tem a obrigação de ser conciso e completo, ao mesmo tempo, princípios, valores e normas que assegurem para a instituição a imagem de transparência, honestidade e responsabilidade. Acreditamos ser esta a tarefa mais difícil dos códigos de ética.

TERCEIRA PARTE

Os Códigos de Ética Bancários

Introdução

Esta introdução apresenta a metodologia empregada na pesquisa e divide-se em duas partes. A primeira descreve o corpus da pesquisa segundo três aspectos:

1. os procedimentos utilizados na coleta;

2. a composição do corpus e os procedimentos de armazenamento utilizados; 3. o contexto de situação do corpus.

A segunda parte descreve os critérios utilizados no levantamento e análise dos dados. Os procedimentos de coleta

O corpus desta pesquisa é composto por códigos de ética bancários. A coleta foi realizada durante o ano de 2003, na internet. Tomamos como critério de escolha a divisão instituída pela Lei de Reforma Bancária, de 1964, que dispôs da seguinte forma o sistema financeiro do Brasil:

Banco Central do Brasil Banco do Brasil

Bancos comerciais, privados ou estaduais Instituições de crédito

Bancos de investimento, sociedades corretoras e sociedades de crédito imobiliário

Instituições públicas ou mistas especiais (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e bancos de desenvolvimento estaduais)

Caixas econômicas e instituições de financiamento da construção civil. Levando em conta a divisão acima, selecionamos os códigos do(a):

1. Banco do Brasil118, por seu papel de coadjuvante na criação do sistema

financeiro brasileiro; 118

2. BNDES119, por seu perfil social e pelo fato de a partir de 1971 ter se

transformado em empresa pública federal, com personalidade jurídica de direito privado e patrimônio próprio;

3. Nossa Caixa120, por representar o segmento das caixas econômicas e o único banco público do Estado de São Paulo;

4. Banco Itaú S.A.121, (a seguir designado por Banco Itaú) por representar o

segundo maior banco múltiplo privado do país;

5. Banco de Brasília S.A.122, (a seguir designado por Banco de Brasília) cujo

acionista majoritário é o Governo do Distrito Federal, como representante dos bancos de sociedade de economia mista de menor porte.

Deixamos de lado o código de ética do maior banco múltiplo privado do Brasil, o Bradesco, que, pelo menos, até o momento da coleta, em 2003, não disponibilizara a versão eletrônica do mesmo. Em 2005, por ocasião da finalização da tese, encontramos no site da Nossa Caixa um outro código de ética que substitui o que analisamos. No site do Banco Itaú, um subtítulo Responsabilidades dos Administradores foi acrescentado ao código de ética. Tanto o novo código da Nossa Caixa quanto a parte referente aos administradores do código do Banco Itaú foram desconsiderados em nossa análise, no entanto, as novas redações encontram-se no final dos dois códigos, respectivamente, nas páginas 20 e 21 e na página 24 do volume 2 da tese.

Durante nossas investigações, sentimos necessidade da inclusão de um corpus de controle que poderia ser cotejado – apenas – quando surgissem dúvidas quanto ao estabelecimento de critérios de análise. Isso justifica-se pelo fato de não termos encontrado nenhuma análise completa, do ponto de vista do gênero, de códigos de ética bancários, ou mesmo, de códigos de ética profissionais. Nesse sentido, selecionamos como corpus de controle os códigos de conduta do Banco de Portugal e do Banco Central Europeu que contêm, respectivamente, 2127 (duas mil cento e vinte sete) e 2680 (duas mil seiscentas e oitenta) palavras. Sempre que julgamos conveniente, cotejamos o nosso corpus de análise com o de controle. 119 www.bndes.gov.br 120 www.nossacaixa.com.br 121www.itau.com.br 122 www.brb.com.br

A composição do corpus e os procedimentos de armazenamento

O conjunto dos cinco documentos contabiliza 6806 (seis mil oitocentas e seis) palavras. O código do Banco do Brasil tem 856 (oitocentas e cinqüenta e seis) palavras, o do BNDES 1651 (mil seiscentas e cinqüenta e uma) palavras, da Nossa Caixa 1307 (mil trezentos e sete) palavras, o do Banco Itaú 1700 (mil e setecentas) palavras e o do Banco de Brasília 1292 (mil duzentas e noventa e duas) palavras. Depois de coletados na internet, os documentos passaram por um processo de uniformização que constou da eliminação das cores, da uniformização do estilo e do tamanho das fontes e do emprego de mesmo tipo de espaçamento entre as linhas. Esse procedimento foi adotado com vistas a uma apresentação homogênea do corpus, evitando-se ao máximo os elementos paratextuais empregados nos sites.

O contexto de situação

Descrevemos a organização metafuncional dos textos dos códigos, por meio das variáveis do registro do modo de apresentação da mensagem, das variáveis do registro do teor das modalizações e das variáveis do registro do campo das representações do conteúdo da mensagem.

Registro do modo da mensagem

Os documentos apresentam-se na modalidade escrita culta, formal e, apesar de terem sido coletados na internet, não apresentam nenhuma marca de hipertextualidade. A internet é apenas o suporte dos textos. A análise, por meio de quadros que visualizam as redes sistêmicas de organização da mensagem, é realizada no Capítulo 1 e sustentada pelos aspectos teóricos desenvolvidos no Capítulo 1, Segunda Parte. Também se apóia no modelo sugerido, no Capítulo 2, Primeira Parte, para os códigos de ética bancários.

Registro do teor da mensagem

A autoria desses documentos é atribuída à própria instituição que nomeia um comitê de ética. Existem vários interactantes nos códigos: o quadro enunciativo é composto pela própria instituição e por seus funcionários e pelos segmentos da sociedade com os quais se relacionam. A análise, por meio de quadros que visualizam as redes sistêmicas das interações da mensagem, é realizada no Capítulo 2 e é sustentada pelos aspectos teóricos desenvolvidos no Capítulo 2, Segunda Parte.

Registro do campo da mensagem

O componente ideacional é analisado, no Capítulo 3, por meio de quadros que visualizam as redes sistêmicas das representações da mensagem. Sustenta-se nos aspectos teóricos desenvolvidos no Capítulo 3, Segunda Parte. Os princípios e valores apresentados são cotejados com os princípios e valores previstos pelos filósofos estudados no Capítulo 2, Primeira Parte.

Procedimentos de análise

O escopo da análise é a investigação dos códigos para verificar se apresentam configurações lingüísticas que permitam enquadrá-los no gênero código de ética. Acreditamos no lema Visualizar para analisar. Para tanto o ideal seria a criação de um modelo de visualização tridimensional que desse conta das várias redes sistêmicas de significados que estruturam o texto. Um modelo desse tipo mostraria a multifuncionalidade das diferentes estruturas que, muitas vezes, se sobrepõem em duas ou mais redes. No entanto, a visualização, em separado, de cada uma das redes do texto todo, também, é adequada para nosso tipo de análise.

Por meio da ferramenta do processador de textos Word e do Excel que possibilitam a criação de tabelas, elaboramos quadros para a visualização do texto de cada um dos cinco códigos ou de partes deles com o intuito de revelar as redes sistêmicas relativas às três metafunções. Os quadros, disponíveis no volume 2 da tese, apresentam-se como uma metáfora do texto como conjunto de redes sistêmicas de significados.

Na perspectiva da gramática de base funcionalista de Halliday (1994), a descrição da linguagem envolve a identificação, de um lado, das várias funções que estão

incorporadas na gramática e, de outro lado, todas as diferentes configurações pelas quais as funções são definidas, isto é, todas as possíveis estruturas que servem para expressar qualquer significado na linguagem, considerando-se que a estrutura é definida como qualquer configuração viável das funções. O programa amplo de descrição funcional da língua portuguesa tem sido realizado por pesquisadores e o exemplo mais significativo é a

Gramática de Usos do Português de Maria Helena de Moura Neves (2000) de consulta obrigatória.

Nosso intuito é comparar os cinco códigos de ética bancários para verificar em que medida a heterogeneidade captada por simples leitura confirma-se em uma análise mais elaborada e se essa heterogeneidade constitui-se em empecilho para a categorização dos textos como exemplares do gênero código de ética. Adiantamos que os textos devem ser configurados por meio dos padrões da norma culta escrita e, para serem confirmados como

códigos de ética devem obedecer desde os estágios previstos pela estrutura esquemática do gênero, passando por modalidades de atos enunciativos locutivos apropriados, chegando às representações de valores, de princípios e de normas condizentes com a axiologia própria do campo legitimado das instituições financeiras.

Para tais fins, como já alertamos, é necessária uma gramática de cunho organizacional que considere que cada escolha que se faz na língua está relacionada com todas as outras, pois não existem escolhas independentes. Existe uma rede total de significados potenciais composta por outras redes menores, cada uma, apesar de sua complexidade, se relaciona com as demais de um modo relativamente simples. Além disso, um item de uma rede também pode participar de outra, sendo, portanto, multifuncional. Cada uma das redes configura uma determinada função da linguagem. Todas as escolhas pertencem ao sistema da linguagem que é uma rede de opções que derivam de todas as funções da linguagem.

Lançamos mão da lingüística da enunciação no que se refere ao levantamento dos atos locutivos e do quadro enunciativo dos códigos pela abordagem propiciada pela linha