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Forskningsdesign og metode

O esquema representado na Figura 9 representa a estrutura do método de análise graficamente.

Figura 9 - Estrutura do método de análise

Fonte: Elaborado pelo autor (2017)

3.1. Definição da área de estudo

A primeira etapa para a coleta dos dados que servirão para a análise proposta é a definição da área que será objeto de estudo. Como o objetivo proposto é realizar uma análise voltada para roteirização de veículo urbano de carga (VUC), a área a ser estudada deve estar inserida em um contexto urbano. Além disso, como os VUCs têm como principal propósito o desempenho de atividade econômicas voltadas ao atendimento das atividades comerciais, priorizou-se áreas urbanas com grande densidade de estabelecimentos comerciais ou que representassem uma parcela importante de operações de veículos de carga. A área estudava será, ainda, determinada de forma a minimizar os efeitos decorrentes das limitações de aplicação dos métodos de análise da vulnerabilidade das vias como, por exemplo, a indisponibilidade de dados de volume de tráfego.

Como mencionado, o risco, a confiabilidade e a vulnerabilidade são indicadores que direta ou indiretamente estão associados à ocorrência de algum tipo de evento de interrupção de fluxo de tráfego, podendo estes serem representados por manutenções nas vias ou colisões de veículos, por exemplo. Dessa forma, considera-se que áreas com grandes volumes de tráfego possuem maiores chances de ocorrência de algum desses eventos de interrupção de fluxo e, portanto, tais áreas são consideradas mais atrativas para a realização da análise, visto que a passagem de grandes volumes de tráfego potencialmente aumenta as chances de ocorrência de colisões e a frequência na qual são necessárias manutenções dos pavimentos.

Finalmente, para auxiliar na determinação da área de estudo seguindo os critérios mencionados, será adotada a ferramenta Google Traffic do Google Maps com intuito de fornecer informações a respeito das condições de carregamento do sistema viário. O Google

Traffic é uma ferramenta colaborativa e, portanto, sua eficácia depende do número de usuários

alimentando seu banco de dados. Para Fortaleza, considerou-se que a quantidade de usuários alimentando a rede de transporte é suficiente para uma boa determinação das condições de tráfego em tempo real.

3.2. Definição da rota de análise

Definida a área de estudo, serão definidos pares origem-destino (OD) que serão analisados através do auxílio das informações de uso e ocupação dos solos e/ou do conhecimento das operações dos VUCs da cidade de fortaleza. A escolha das origens será feita nas margens do recorte da área analisada, possivelmente em pontos estratégicos que fiquem próximos à fornecedores e fábricas que operam com VUCs, e os destinos serão definidos próximos a áreas com maiores densidades de estabelecimentos comerciais e/ou configuração da malha viária menos regulares, pois nessas áreas o estudo da vulnerabilidade das vias se torna mais relevante.

3.3. Classificação da vulnerabilidade, confiabilidade e risco das vias

A escolha do método de classificação das vias quanto à vulnerabilidade foi limitada pela impossibilidade de se realizar uma alocação de tráfego em Fortaleza. O método proposto por Sullivan foi inicialmente priorizado por melhor se adequar à realidade urbana e

por considerar os efeitos da quebra dos arcos de forma mais realista e em toda a rede, porém não pôde ser empregado na análise. Com a limitação imposta, decidiu-se adotar como método de análise da vulnerabilidade das vias o proposto por D’Este e Taylor (2003), em que a vulnerabilidade das vias é estimada através da análise do acréscimo do tempo de viagem na rota dada a quebra de um arco.

O atributo de confiabilidade será determinado através de uma análise comparativa entre o tempo de viagem previsto pelo aplicativo colaborativo com o tempo real de viagem medido em campo nas rotas traçados pelo aplicativo configurado no modo de minimização do tempo de viagem. O atributo de risco, finalmente, será analisado através de dados históricos de colisões ocorridas na área de estudo.

O primeiro passo para a análise foi a escolha dos arcos que terão interrupção de fluxo simulada ao longo da rota ótima pré-definida entre o par OD. Foram adotados 3 critérios para a escolha dos arcos a serem interrompidos: a existências de rotas alternativas de fuga, a situação típica de carregamento de veículos do arco e a presença de polos geradores de viagem (PGV) nas proximidades.

O primeiro critério influencia a escolha de forma inversa, ou seja, quanto menos rotas alternativas de fuga ao arco existirem, mais vulnerável o arco deve ser, por se dispor de menos opções de rota. O segundo critério influencia de forma direta, quanto mais carregado for o arco, mais relevante um estudo de vulnerabilidade se torna, pois, um maior volume de veículos seria afetado por uma interrupção de fluxo nesse arco. O último critério influencia de forma análoga ao segundo: a presença de PGV nas proximidades do arco o torna uma rota de fluxo convergente, que acarreta em maiores volumes de tráfego.

Uma vez definidos os arcos que terão suas quebras simuladas, serão realizadas viagens a campo para medir o tempo de viagem, a velocidade média do percurso e o consumo de combustível antes e depois da interrupção dos arcos analisados a fim de determinar a variação do custo das rotas e, portanto, o grau de vulnerabilidade de cada arco. Como não é possível simular a realocação do fluxo de veículos devido à interrupção dos arcos, a simulação será feita através da re-roteirização da rota ótima de forma a evitar a utilização do arco quebrado.

3.4. Análise da correlação entre dados de V/C e os indicadores de vulnerabilidade e risco

Com os dados de classificação das vias referentes ao atributo de vulnerabilidade, os dados de colisões referente ao atributo de risco e os dados de volume e capacidade dos arcos, serão feitas análises da correlação desses três indicadores a fim de determinar se eles representam de forma similar a situação em termos de fluxo de tráfego e custos de viagem dos arcos inseridos no contexto urbano.

3.5. Estimação de custos adicionais decorrentes da quebra dos arcos

Para permitir uma análise mais realista em termos de variação de custos incorporados ao processo de roteirização de veículos de carga, serão analisados os custos adicionais em termos de acréscimo de tempo de viagem e aumento da distância percorrida nos cenários simulados para embasar decisões logísticas por parte dos operadores dos VUCs e inferir conclusões a respeito da importância da consideração da vulnerabilidade das vias no processo de roteirização de operações de veículos de carga.

4. COLETA E ANÁLISE DOS DADOS

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