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3. Metode

3.4. Forskningens kvalitet

A análise em torno dos procedimentos de ensino possibilitou um levantamento mais específico dos exercícios. Nesse levantamento destacaram- se três características que distinguem os exercícios:

1. Exercícios que ajudam o aluno a se posicionar de forma reflexiva diante do objeto de conhecimento. Neles predominam os procedimentos que levam o aluno a uma análise do objeto de conhecimento (comparação, identificação, decomposição, composição, escrita e leitura sem modelo, resolução de problemas).

2. Exercícios que ajudam o aluno a se posicionar de forma reflexiva diante das idéias e hipóteses dos colegas. Neles predominam os procedimentos que levam o aluno a uma análise da forma de pensamento do outro e de si mesmo (debate, argumentação). 3. Exercícios que ajudam o aluno a memorizar os atributos

convencionais do objeto de conhecimento. Nele predominam os procedimentos de cópia, jogos, reconhecimento.

Poderíamos dizer, enfim, que esses exercícios criam situações nas quais o aluno, através de sua atenção voluntária, é levado a analisar e a refletir sobre o funcionamento do sistema de escrita. São, portanto, situações de ensino que levam em consideração, em primeiro lugar, a representação do aluno como um sujeito ativo, capaz de construir seus conhecimentos. Em segundo lugar, consideram que o processo de aprendizagem supõe uma interação do indivíduo com o objeto de conhecimento através de determinados procedimentos de ensino capazes de levá-lo a elaborar sua própria explicação e interpretação do objeto de conhecimento. Enfim, são exercícios que buscam levar o aprendiz à compreensão do objeto de conhecimento e, conseqüentemente, ao domínio do conhecimento formal sobre o sistema de escrita, dentro de um quadro de procedimentos de ensino predominantemente

voltado para as atitudes de análise e confronto de hipóteses por parte dos alunos.

Assim, teríamos o seguinte quadro para sintetizar a análise dos exercícios apresentada até aqui:

Antes mesmo de passarmos ao outro eixo da abordagem didática da aquisição do sistema de escrita que subsidia as propostas dos exercícios, gostaria de destacar mais um aspecto dos procedimentos de ensino.

Observando a distribuição dos exercícios ao longo das unidades e das lições que organizam o livro, é possível dizer que não há uma seqüência fixa ou preestabelecida para a ocorrência dos procedimentos de ensino nas atividades. Essa ausência evidencia uma ruptura com a tradição didática dos livros didáticos de alfabetização, pois a ordenação das atividades no encaminhamento do método de ensino é uma tradição nas cartilhas de alfabetização. Geralmente, esses materiais didáticos apresentam uma única

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estrutura de exercícios da primeira à última lição ou unidade. A lógica dessa tradição didática parece estar relacionada à idéia de que o processo de aprendizagem de qualquer conteúdo se dá por meio de um único caminho a ser percorrido passo a passo por professores e alunos.

Se se considera, na perspectiva da proposta pedagógica do livro “Letra Viva”, que o processo de aprendizado é subjetivo, por isso mesmo variável, podendo ser traçado por diversos caminhos, podemos nos perguntar sobre a referência utilizada para se organizar didaticamente os exercícios elaborados no livro didático, segundo os procedimentos de ensino que exploram.

A análise do livro “Letra Viva” sugere uma visão diferenciada do caráter pedagógico do encaminhamento dos exercícios em sala de aula. É preciso ver cada exercício como um mediador da situação da aprendizagem em sala de aula. O exercício oferece alguns elementos dessa situação (focaliza uma propriedade do objeto de conhecimento, estimula determinados procedimentos de ensino, desencadeia formas de interação entre os alunos, etc.) para que o professor e alunos se envolvam no processo de ensino-aprendizagem. O processo de ensino-aprendizagem seria, então, constituído por diferentes e diversas situações de ensino que devem ser vivenciadas em suas plenitudes. Nessa acepção, o professor seria responsável por valer-se de todas as possibilidades que os exercícios oferecem. De acordo com essa visão, a organização de uma seqüência fixa e preestabelecida dos procedimentos de ensino perde o sentido na elaboração dos exercícios, e passa a prevalecer o critério de se atender à necessidade do caráter reflexivo que se quer dar ao processo de ensino-aprendizagem em sala de aula.

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A análise do conjunto dos exercícios do livro “Letra Viva”, quanto às propriedades do objeto de conhecimento a ser focalizado, revelou uma relação entre os elementos do sistema de escrita abordados nos exercícios e aqueles que as pesquisas sobre a psicogênese da língua escrita na criança apontaram

como objetos de análise nas conceitualizações infantis a respeito da língua escrita.

Observando, ainda, a ordem em que esses elementos aparecem nas unidades do livro, podemos supor que a definição da abordagem metodológica, do ponto de vista do que é explorado nos exercícios propostos aos alunos, parece atender a uma expectativa de ensino que busca uma confluência com a evolução da aquisição da base alfabética pela criança. Os aspectos ortográficos do sistema de escrita tendem, desta maneira, a ser abordados de forma assistemática e com maior freqüência nas últimas unidades dos livros. O quadro abaixo mostra quais e em que ordem as propriedades do sistema de escrita são exploradas pelos exercícios.

PROPRIEDADES DO SISTEMA DE ESCRITA FOCALIZADAS NOS