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Forskning på ledelse og styrerollen i en barnehagekontekst

Em se tratando de mais um enunciado aberto no questionário com escala, a questão do item 38 que diz respeito ao papel do aluno no processo ensino e aprendizagem recebeu tratamento semelhante ao item 39 presente no referido questionário. Mediante a análise dos dados no questionário com escala observamos que entre as categorias elencadas (ver Apêndice Y), há uma grande valorização e ênfase para a categoria presta r atenção na s aulas, em segundo plano, encontramos estuda r, esforçar-se, aprender, respeita r e obedecer ao professor e, finalmente, uma única ocorrência para a categoria ampliar o conhecimento. Os seguintes fragmentos, extraídos das entrevistas, contemplam a categoria prestar atenção

destacada pelos educandos no questionário referido acima. Seguem alguns excertos que corroboram a categoria enfatizada:

Pq: Humh.... e qual seria o papel do aluno? B1EF: É ser um aluno exemplar.

Pq: Esse aluno exemplar, o que caracteriza esse aluno exemplar? Para ele ser um aluno exemplar, ele precisa fazer o quê?

B1EF: Precisa prestar atenção nas aulas, fazer as atividades ((incomp.)) (grifo nosso) (Entrevista, EB, 20/10/2013)

Pq: E qual o papel do aluno?

B3EF: Prestar atenção para aprender... buscar. (grifo nosso) (Entrevista, EB, 20/10/2013) Pq: Na tua opinião, qual é o papel do aluno em sala de aula?

C5EF: Eu acho assim que... na aula é prestar atenção ao que o professor está falando... (grifo nosso) (Entrevista, EC, 28/10/2013)

É possível perceber, mediante a compreensão sobre o papel do aluno e do professor (ver Apêndices Y e Z), que as concepções sobre ensinar e aprender sugerem ser voltadas para uma abordagem tradicional (estrutural) de ensino na qual os educandos atuam de forma passiva em relação à aprendizagem e, o professor como aquele que transmite conhecimentos aos aprendizes e esses, por sua vez, absorvem, passivamente, os conteúdos transmitidos. Levando em consideração tais sentidos atribuídos ao papel do professor e do aluno, verificamos, ainda, no questionário com escala (ver Apêndice D), que 31% dos participantes que somam as três escolas defendem a crença, o professor é mais responsável pela aprendizagem do aluno do que o próprio aluno. Por outro lado, um percentual um pouco mais elevado, 46,5% dos aprendizes se mostraram contrário a crença mencionada, e, por último um percentual de 22,5% dos participantes permaneceram indecisos. A nosso ver, partindo dos sentidos atribuídos para o papel do aluno e do professor, de fato, esperávamos um percentual bem maior de educandos favoráveis a crença em destaque, em comparação aos que se mostraram contrários a esta. Todavia, observamos que os excertos, retirados das

entrevistas, não comungam com uma visão tradicional de aprendizagem. Sendo assim, reproduzimos alguns depoimentos, inclusive alguns que já foram citados no decorrer da pesquisa e que não corroboram com essa visão.

Pq: Na tua opinião, quem é mais responsável pela aprendizagem do aluno? É o aluno ou o professor?

C2EF: O aluno. Pq: Por quê?

C2EF: Porque o professor já está com a vida ganha e o aluno não. O aluno ainda vai chegar em várias fases para chegar em algum lugar. (grifo nosso) (Entrevista, EC, 28/10/2013)

Pq: Na tua opinião, quem é o mais responsável pela aprendizagem do aluno, é o aluno ou o professor?

C3EF: Acho que é o aluno. Pq: Por quê?

C3EF: Porque o aluno ele tem que saber o que ele quer. O professor não, o professor já está formado, já fez... de tudo. Acho que em minha opinião, acho que é o aluno que tem que aprender mais inglês. (grifo nosso).(Entrevista, EC, 28/10/2013)

Pq: Na tua opinião, quem é mais responsável pela aprendizagem? É o aluno ou o professor? B3EF: É o aluno.

Pq: Por quê?

B3EF: Porque o aluno ele é responsável para buscar aquela língua, então ele está se responsabilizando para cada dia mais aprender a língua inglesa (grifo nosso). (Entrevista, EB, 20/10/2013).

Retomando os depoimentos sobre o papel do aluno e do professor mencionados, anteriormente, no questionário com escala (ver Apêndices Y e Z), a maioria dos participantes manifestaram evidências de uma abordagem tradicional sobre ensinar e aprender. Podemos observar que apesar dos educandos se encontrarem imersos em um determinado contexto escolar onde a abordagem de ensinar e aprender a língua inglesa sugere não ser favorável ao desenvolvimento da autonomia dos aprendizes, ainda assim eles são capazes de visualizarem o seu grau de responsabilidade e consciência na aprendizagem do idioma em questão. Nesse caso, um grau de responsabilidade que está além da responsabilidade do professor, conforme nos mostraram os excertos abordados, anteriormente, nas entrevistas com relação à responsabilidade do educando na condução da sua aprendizagem. Nessa ótica, vale enfatizarmos que 87,3% dos educandos que somam as três unidades escolares acreditam na crença, pa ra aprender a língua inglesa, não basta o professor querer ensina r. O aluno precisa empenha r-se também. Por outro lado, 81,6% dos participantes que integram as três unidades escolares expressaram que participam da s aulas porque sentem vontade de aprender o idioma inglês (ver Apêndice D). Ainda nesse enfoque, não podemos deixar de reiterar o conhecimento dos educandos sobre a importância e os efeitos da interação entre professor e aluno no processo ensino e aprendizagem.

De fato, essas crenças despertam, aguçam e podem promover a manifestação da autonomia nos educandos, sobretudo, quando se percebe que são aprendizes que sentem vontade de aprender a língua inglesa, ou seja, o primeiro passo a ser dado para buscarem e, consequentemente, ampliarem os seus conhecimentos sobre o idioma que tanto almejam aprender no contexto escolar. É digno de nota que apesar da evidência de alguns aspectos que manifestam a autonomia nos discursos dos estudantes, por exemplo, “a responsabilidade e consciência do processo de aprendizagem” (PAIVA, 2006) ainda assim, enfatizamos que determinadas crenças compartilhadas pelos educandos sobre o processo de ensino e aprendizagem da língua inglesa podem atuar como forças inibidoras ao florescimento da autonomia do educando, interferindo, assim, no seu processo de aprendizagem da língua inglesa. Pensando em uma melhor visualização das crenças, apresentamos uma síntese das crenças compartilhadas pelos educandos, conforme mostra o Quadro 9, a seguir.

Quadro 9 – Síntese das crenças inferidas a partir das perspectivas dos educandos

Fonte: Elaborada pelo autor

 Aprender inglês significa aprender a se comunicar nessa língua

 Aprender uma nova língua é mais uma questão de aprender bastante vocabulário novo  É melhor aprender inglês no país onde o idioma é falado

 É importante falar inglês com uma excelente pronúncia  A melhor maneira de aprender inglês é com professores nativos  É difícil aprender inglês

 Aprender o idioma inglês exige esforço por parte do aluno  Para aprender inglês é importante repetir

 É possível aprender inglês na escola pública, porém de forma fragmentada  Na escola pública, aprende-se somente o básico

 O local mais apropriado para aprender inglês é a escola de idiomas  Há pouca motivação e estímulo para se aprender inglês na escola pública

 Para aprender a língua inglesa não basta o professor querer ensinar o aluno precisa empenhar-se

também

 O aluno é mais responsável pela sua aprendizagem do que o professor  O aluno aprende melhor quando trabalha em grupo

 O aluno aprende melhor quando memoriza as regras gramaticais  O aluno aprende melhor quando interage com o professor

 O papel do professor é transmitir conhecimentos para os estudantes  O papel do aluno é prestar atenção nas aulas

Tendo apresentado, na seção anterior, uma análise das crenças dos educandos juntamente com a sua abordagem de aprender, No próximo item, focaremos as crenças das professoras bem como a sua respectiva abordagem de ensinar.