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1.1 Hvem er de enslige mindreårige?

1.1.1 Forskning om enslige mindreårige

Durante o processo de construção dos cenários foram utilizados os seguintes conceitos-chave:

• Cenários Alternativos – descrições dos futuros possíveis de um sistema e seu contexto;

• Cenários do Ambiente de Negócios – descrições dos futuros prováveis do espaço de atuação direta da CAIXA, expressas pelas variáveis determinantes do seu desempenho e que são influenciadas pelo macro-ambiente;

• Cenários do Macro-ambiente – descrições dos futuros prováveis do contexto mundial e nacional – definem indiretamente – as condições mais gerais que atuará a CAIXA;

• Condicionantes de Futuro – processos ou fatores que amadurecem na realidade atual e, dependendo de como se comportem, podem levar a diferentes futuros;

• Variáveis – elementos ou aspectos essenciais do ambiente, face aos objetivos a que se destinam os cenários e que no caso da CAIXA abrange as relacionadas com o macro-ambiente mundial e nacional e com o ambiente de negócios mais imediato da Instituição;

• Incertezas Críticas – variáveis relevantes para o funcionamento do sistema, cujo futuro é considerado incerto;

• Hipótese – alternativas defensáveis e prováveis sobre o futuro dos processos de alta incerteza;

• Alternativas de futuro – combinação das incertezas relevantes com as hipóteses, considerando variáveis que interessam à tomada de decisão;

• Horizonte temporal – é o período que será coberto pelo estudo de cenários; • Cenas – visão da situação considerada, em determinados cortes temporais, que

descreve como estão organizados ou vinculados entre si os atores e as variáveis do sistema em determinado momento no tempo;

• Trajetória – percurso ou caminho que o sistema seguirá no horizonte de tempo considerado e que descreve seu movimento ou sua dinâmica, a partir da cena inicial até a cena final;

• Trajetória mais provável– caminho ao longo do horizonte temporal definido para o planejamento estratégico, no qual as variáveis do ambiente vão se movimentando de forma consistente, podendo contemplar inflexões e reorientações das variáveis centrais e eventuais mudanças de qualidade ao longo do tempo. Esse caminho não é necessariamente linear e pode assumir um movimento entre as trajetórias relativamente uniformes dos cenários alternativos.

Foram utilizadas informações sobre os cenários do macro-ambiente, mundial e nacional, que tem impacto direto no desempenho futuro da CAIXA.

Os cenários mundiais descrevem os possíveis futuros da economia e política mundiais no horizonte temporal de 2005 a 2015, considerando um conjunto de hipóteses para o comportamento das incertezas identificadas.

Entre os condicionantes do futuro, com diferentes níveis de incertezas, destacam-se a seguir os mais relevantes:

¾ Cena política internacional;

¾ Evolução dos déficits gêmeos dos EUA; ¾ Postura externa do governo norte-americano; ¾ Conflitos geopolíticos e militares mundiais;

¾ Emergência de novos países de peso na cena mundial; ¾ Negociações na OMC e o Sistema de Regulação Econômica; ¾ Regulação do sistema financeiro mundial (Acordo da Basiléia II); ¾ Novas fronteiras tecnológicas;

¾ Comportamento dos preços do petróleo; ¾ Comportamento dos preços das commodities; ¾ Liquidez internacional e fluxos de capital;

¾ Negociações para formação dos blocos regionais; e ¾ Protocolo de Kyoto.

A partir desses condicionantes, três foram destacados como de alta relevância e grau de incerteza, constituindo as incertezas críticas do futuro, para os quais se definiram três hipóteses, conforme demonstradas no Quadro 2:

INCERTEZAS HIPÓTESES DÉFICITS GÊMEOS E POSTURA EXTERNA DOS EUA Postura externa negociadora e equacionamento dos déficits fiscal e cambial

Postura externa negociadora e equacionamento dos déficits fiscal e cambial

Agressividade e isolamento externo com manutenção dos déficits

fiscal e cambial

ESTRUTURA DE PODER MUNDIAL

Negociação dos conflitos mundiais e multilateralismo

Hegemonia dos EUA com diplomacia e alianças localizadas

Hegemonia dos EUA com diplomacia e alianças localizadas

SISTEMA DE REGULAÇÃO

Regulação do sistema financeiro e dos fluxos de capital, redução das barreiras alfandegárias e

manutenção das não tarifárias

Mecanismos parciais e segmentados de regulação e moderada

redução das barreiras

Ausência de regulação do sistema financeiro e dos fluxos de capital, manutenção das barreiras

CENÁRIO A CENÁRIO B CENÁRIO C

Quadro 2: Cenários Mundiais – Hipóteses de maior consistência Fonte: CAIXA ECONOMICA FEDERAL (2005)

Com essas hipóteses, formularam-se três cenários mundiais, que são igualmente plausíveis, mas em cada um deles existe um processo diferente de mudanças. Definiu-se então a trajetória mundial mais provável, passando por três estágios ou cenas ao longo dos dez anos de planejamento estratégico estabelecido (2005-2015):

• Cena 1 (2005 – 2007) – Crescimento econômico moderado com persistência de tensões geopolíticas localizadas, volatilidade com alta de preços do petróleo, e início de negociações entre as grandes potências e avanços tímidos nos entendimentos da OMC, combinando com dificuldades na ALCA Negociada e MERCOSUL “patinando”.

• Cena 2 (2008 – 2010) – Crescimento moderado combinado com incipiente multilateralismo nas relações e moderada redução das barreiras alfandegárias e subsídios, estabilidade e moderados preços do petróleo e pequenos avanços na formação da ALCA Negociada e recuperação do MERCOSUL.

• Cena 3 (2011 – 2015) – Crescimento alto da economia com fortalecimento das instituições multilaterais e ampliação dos acordos na OMC, redução de barreiras e subsídios, estabilidade e preços moderados do petróleo por conta do aumento da oferta e da distenção política no Oriente Médio, intensificação da integração econômico-comercial, incluindo consolidação da ALCA e do MERCOSUL como União Aduaneira.

No cenário nacional, os condicionantes a seguir são os que indicam as principais tendências para o período 2005-2015, também com diferentes graus de incertezas:

¾ Orientação política dominante do governo; ¾ Capacidade de gestão das políticas públicas; ¾ Gestão macroeconômica;

¾ Andamento da agenda microeconômica; ¾ Evolução das condições de competitividade;

¾ Inovação tecnológica e modernização da estrutura produtiva; ¾ Política externa e integração comercial;

¾ Carga tributária;

¾ Formação da poupança e ritmo dos investimentos privados; ¾ Evolução do Risco Brasil; e

¾ Entrada líquida de capital externo.

Destacaram-se também três desses condicionantes e a partir disto construíram-se três cenários nacionais com as hipóteses de maior consistência, demonstrados no Quadro 3.

INCERTEZAS HIPÓTESES ORIENTAÇÃO POLÍTICA DOMINANTE NO GOVERNO Projeto de desenvolvimento econômico-social combinando integração

externa com mercado interno Projeto de modernização e integração e forte abertura externa da economia Orientação social endógena com limitada e

seletiva integração externa

CAPACIDADE POLÍTICA E DE

GESTÃO

Base política ampla e eficiência e eficácia moderada na gestão das

políticas públicas

Base política parcial e instável com elevada eficiência na gestão das

políticas públicas

Base política estreita combinada com limitações localizadas de

gestão das políticas públicas DEFINIÇÃO DO AMBIENTE MACROECONÔMICO Marco regulatório segmentado, moderado impacto do PPP e parciais modificações na legislação trabalhista e tributária

Marco regulatório claro com estímulo aos investimentos, sucesso do PPP e redefinição da legislação trabalhista e tributária. Indefinição e imprecisão no marco regulatório, deficiência no PPP dificuldades na reforma trabalhista e tributária.

CENÁRIO A CENÁRIO B CENÁRIO C

Quadro 3: Cenários Nacionais – Hipóteses de maior consistência Fonte: CAIXA ECONOMICA FEDERAL (2005)

O comportamento do cenário nacional é em grande medida determinado pelo comportamento mundial. Com as combinações dos cenários mundiais com os cenários nacionais, consolidaram-se três cenários para o Brasil, que também são igualmente plausíveis, porém o mais provável é que o país evolua no período de 2005 a 2015, num movimento lento e irregular de maturação das mudanças.

A trajetória nacional mais provável definiu os três estágios ou cenas ao longo dos dez anos do período considerado, resumidas a seguir:

• Cena 1 (2005 – 2007) – Economia brasileira cresce em um ritmo moderado e com estabilidade dos preços, conduzida por uma política macroeconômica rígida, com pequena recuperação da poupança pública e a tímida retomada dos investimentos, inclusive externos, com incipiente implantação de políticas sociais. Esta situação nacional é influenciada pelo contexto internacional, que se caracteriza por moderado crescimento da economia mundial, persistência das tensões geopolíticas e pequena desaceleração da China, com intensificação

das negociações na OMC e ampliação dos entendimentos entre as grandes nações em torno de um novo sistema comercial e financeiro; preço do petróleo alto e instável por conta das tensões e do aquecimento da economia; dificuldades na formação da ALCA e MERCOSUL “patinando”.

• Cena 2 (2008 – 2010) – Estabilidade e flexibilização macroeconômica, crescimento moderado e sustentado, recuperação moderada da poupança pública e dos investimentos, inclusive externos, com intensificação das políticas sociais e ampliação dos resultados dessas políticas. A melhora do quadro econômico no Brasil é facilitada pelo contexto internacional com crescimento estável da economia mundial, moderada redução das barreiras alfandegárias, início da recuperação das instituições multilaterais; intensificação das negociações e resultados parciais na montagem de um sistema de regulação comercial, consolidação do acordo Basiléia II; preço do petróleo estável e moderado e avanços na negociação da ALCA e recuperação do MERCOSUL.

• Cena 3 (2011 – 2015) – A cena final caracteriza-se por um quadro de estabilidade e alto crescimento econômico combinado com redução significativa do rigor fiscal, resultando na ampliação da poupança pública, aceleração dos investimentos, incluindo entrada de capital externo e expansão das políticas sociais, melhorando a qualidade e nível de vida. Esta realidade resulta da maturação das mudanças na cena anterior e é reforçada pelo quadro internacional favorável, com crescimento estável da economia, aceleração da redução das barreiras alfandegárias, fortalecimento das instituições multilaterais; consolidação dos sistemas de regulação comercial e financeiro, estabilidade do preço do petróleo em patamar baixo, integração econômica e a redução das desigualdades entre as nações, consolidação da ALCA como área de livre comércio e do MERCOSUL como União Aduaneira.

A partir da construção dos cenários mundial e nacional partiu-se para a definição do cenário do ambiente de negócios CAIXA, que foram elaborados com base nas formulações das oficinas de trabalho com dirigentes e especialistas, que traçaram os cenários alternativos e definiram a trajetória mais provável do ambiente de negócios.

Da mesma forma que a trajetória mais provável do macro-ambiente, o futuro do ambiente de negócios da CAIXA deve apresentar, no período 2005 a 2015, uma evolução lenta, mas continuada de mudança.

É apresentada a seguir no Quadro 4 uma visão em três cenas da trajetória mais provável do ambiente de negócios da CAIXA:

CENA 1 2005 - 2007 CENA 2 2008 - 2010 CENA 3 2011 - 2015

AG REG A D O S M A CR OEC O MI CO S 1. Crescimento moderado; 2. Juros altos com tendência

de queda lenta;

3. Relação Dívida/PIB em leve queda;

4. Câmbio com moderada volatilidade e tendência de lenta depreciação do Real; 5. Lento incremento do saldo

da caderneta de poupança; 6. Baixa capacidade de

endividamento público; e 7. Custo do capital externo

moderado e instável.

1. Crescimento moderado; 2. Juros moderados com

tendência de queda; 3. Relação Dívida/PIB em

queda moderada;

4. Câmbio c/lenta depreciação e pequena volatilidade; 5. Incremento moderado do saldo da Caderneta de Poupança; 6. Crescimento moderado da capacidade de endividamento público; e 7. Custo do capital externo

moderado e instável.

1. Crescimento alto e sustentado;

2. Juros baixos e estáveis; 3. Relação Dívida/PIB em

queda moderada; 4. Câmbio estável com

pequena flutuação; 5. Incremento persistente do saldo da Caderneta de Poupança; 6. Manutenção da capacidade de endividamento público; e

7. Custo do capital externo baixo e estável. MARCO RE GULAT ÓRI O 1. Implantação gradativa e com custos para adaptação ao acordo da Basiléia II e em conformidade com o cronograma do BC; 2. Reforço dos critérios

técnicos na postura do Judiciário com persistência de elementos paternalistas; 3. Marco Regulatório

segmentado e incompleto nas áreas de Saneamento e Habitação; e

4. Regulamentação parcial de loterias, jogos e fundos.

1. Continuidade da implantação do acordo da Basiléia II conforme regulação do Banco Central;

2. Judiciário define que pactos devem ser cumpridos; 3. Marco Regulatório em

consolidação nas áreas de Saneamento e Habitação; e 4. Regulamentação de loterias,

jogos e fundos consolidados e em consolidação.

1. Basiléia II implantado conforme regulação do Banco Central e com cumprimento do cronograma;

2. Confirmação da definição do Judiciário do

cumprimento dos pactos; 3. Marco Regulatório claro

nas áreas de Saneamento e Habitação; e

4. Regulamentação de loterias, jogos e fundos consolidados.

POLÍTICA PÚBLICAS

1. Políticas sociais com transferência direta de renda e dificuldade de

financiamento;

2. Iniciativas moderadas de programas de geração de emprego e renda; e 3. Crescimento lento dos

recursos subsidiados para baixa renda.

1. Intensificação das políticas sociais e iniciativas para melhora no financiamento; 2. Intensificação de iniciativas

de programas de geração de emprego e renda; e

3. Crescimento moderado dos recursos subsidiados para baixa renda.

1. Intensificação das políticas sociais e melhora continuada do financiamento; 2. Mantém-se intensificação de iniciativas e geração de emprego e renda; e 3. Manutenção dos recursos

subsidiados para baixa renda.

QU

AD

RO

SO

CIAL

1. Renda e emprego em lenta recuperação;

2. Leve redução da informalidade; 3. Declínio moderado da

pobreza; e

4. Leve aumento do nível de escolaridade.

1. Renda e emprego em moderada recuperação; 2. Moderada redução da

informalidade;

3. Declínio forte da pobreza; e 4. Moderado aumento da

escolaridade.

1. Emprego e renda com recuperação persistente e continuada; 2. Informalidade baixa; 3. Declínio persistente e continuado da pobreza; e 4. Moderado aumento da escolaridade. AG REG A D O S M A CR OEC O MI CO S 1. Moderado aumento da concorrência com elementos predatórios; 2. Mercado de capital e de poupança mantendo patamares atuais; 3. Mercado habitacional e saneamento crescem lentamente; 4. Negócios ambientais desestimulados pelo limitado controle ambiental; 5. Ampliação moderada da

parceria com Estados e Municípios;

6. FGTS com incremento lento; e

7. Funding para habitação e saneamento com alta dependência do FGTS e poupança e pequeno desenvolvimento.

1. Concorrência com novos entrantes;

2. Mercado de capital cresce moderadamente e de poupança amplia gradualmente; 3. Mercado habitacional e saneamento crescem moderadamente; 4. Negócios ambientais

estimulados pela legislação restritiva;

5. Parcerias Estados e

Municípios se intensificam; 6. FGTS com incremento

moderado; e

7. Funding para habitação e saneamento com

dependência do FGTS e poupança e busca de fontes alternativas.

1. Reordenação do mercado com nível maior de concorrência; 2. Mercado de capital em forte expansão e de poupança mantendo-se atrativo; 3. Mercado habitacional e saneamento crescem fortemente; 4. Intensificação dos Negócios ambientais estimulados pela legislação restritiva e pela definição de metas de Kyoto para o Brasil;

5. Parcerias amplas e

consolidadas entre Estados e Municípios;

6. Manutenção do

crescimento do FGTS; e 7. Consolidação de Funding

para habitação e saneamento com uso de fontes alternativas.

Quadro 4: Ambiente de Negócios CAIXA: Trajetória mais Provável Fonte: CAIXA ECONOMICA FEDERAL (2005)