4.1 Presentasjon av vegprosjektene og kostnadsutvikling
4.2.3 Forskjeller i plangrunnlag og oppfølging av delprosjekter i egenregi og som entreprise
Este subcapítulo destina-se à caracterização da escola e da turma onde decorreu a intervenção de ensino centrada na realização de tarefas investigativas na aprendizagem da matemática.
3.1.1. Caracterização da escola
A Escola onde decorreu o presente estudo é uma escola secundária com 3º ciclo do ensino básico, pertencente ao distrito de Braga.
Tomando como referência o seu Projeto Educativo, pode constatar-se que, após as obras de requalificação, a escola é frequentada por mais de 1800 alunos, repartidos por 68 turmas do ensino diurno, das quais 6 turmas pertencem ao 3º ciclo, e 22 turmas do ensino noturno. A escola oferece ainda um leque variado de cursos, desde científico-humanísticos, cursos profissionais e cursos tecnológicos.
As turmas do ensino secundário diurno distribuem-se pelos Cursos Científico- Humanísticos de Ciências e Tecnologias, Cursos Científico-Humanísticos de Ciências Socioeconómicas, Artes Visuais, Línguas e Humanidades, Curso Tecnológico de Desporto e Cursos profissionais. De entre as várias turmas, 19 turmas são do 10º ano de escolaridade, sendo que a grande maioria (12) das turmas são do Curso Científico-Humanísticos de Ciências e Tecnologias, 2 turmas do Curso Científico-Humanísticos de Ciências Socioeconómicas, 2 de Artes visuais e as restantes 3 de Línguas e Humanidades.
É considerada uma escola de referência para alunos com Necessidades Educativas Especiais, ao nível da surdez e da cegueira, sendo que estes alunos quer do ensino diurno, quer noturno, são acompanhados por intérpretes e formadores de língua gestual, professores de orientação e mobilidade, de Braile, entre outros.
A escola possui também um corpo docente estável, com cerca de 225 professores, sendo que a grande maioria pertence ao quadro da escola (cerca de 70%). Entre os 20 docentes de Matemática é de notar um grande espírito de entreajuda e de partilha de materiais, o que enriquece a prática letiva.
Além disto, a escola possui infraestruturas modernas, com salas equipadas com computador com acesso à internet, videoprojector, quadro interativo e quadro branco.
A escola, no seu Projeto Educativo (PE), apresenta um conjunto de princípios e valores pelos quais se rege, tendo como principal objetivo o sucesso dos alunos. É caracterizada pela exigência, rigor e empenho com que orienta o processo educativo, almejando “desenvolver, segundo padrões de exigência e qualidade, a aptidão dos alunos para a aquisição e valorização de saberes e competências que lhes permitem enfrentar o mundo moderno (p. 10) ”. Neste documento, pode ainda ler-se:
[A escola] propõe-se valorizar também um ensino orientado para as competências, estas traduzidas na capacidade de um indivíduo utilizar os seus recursos cognitivos múltiplos para, face a situações novas mais ou menos complexas, poder agir da melhor forma. O desenvolvimento de competências é o moderno desafio da escola que durante muito tempo limitou o seu papel à instrução, à transmissão de conhecimentos, descurando a mobilização e transferência de conhecimentos fora do contexto escolar. (PE, 2010-2013, p.18)
Verifica-se ainda que a escola promove algumas atividades relacionadas com a matemática, tais como o Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos, as Olimpíadas de Matemática, o campeonato Supertmatik (cálculo mental), torneios de xadrez, Canguru Matemático Sem Fronteiras, Mat12 e participou também numa Competição Nacional de Ciências 2014, promovida pela Universidade de Aveiro.
Na última avaliação externa, a escola foi classificada com Muito Bom em quase todos os domínios de avaliação: Prestação de Serviços Educativos, Organização e Gestão Escolar e Liderança, e com classificação de Bom na Capacidade de Autorregulação e Melhoria da Escola.
Além disso, por ser uma das 4 escolas com resultados excecionais a nível nacional à disciplina de Matemática, o grupo de matemática da escola integrou, no presente ano letivo, o Projeto Aula Aberta, promovido pela fundação Calouste Gulbenkian e pela Sociedade Portuguesa de Matemática. Este projeto visa o reconhecimento da excelência e a divulgação das boas práticas no ensino secundário, sendo que para tal, as escolas selecionadas foram convidadas a “abrir as suas aulas e a divulgar o seu exemplo” (SPM & Fundação Calouste Gulbenkian). Neste
incluindo testes, trabalhos de casa e fichas de trabalho dadas aos alunos ao longo do ano letivo, bem como gravações de aulas de um professor.
3.1.2. Caracterização da turma
A intervenção pedagógica foi realizada numa turma do 10º ano de escolaridade, do curso Científico-Humanístico de Ciências e Tecnologias. Inicialmente, a turma era constituída por 27 alunos. Contudo, durante o primeiro período, uma aluna mudou de escola, deixando a turma reduzida para 26 alunos, dos quais 9 raparigas e 17 rapazes, com distribuição de idades apresentadas na Tabela 5.
Tabela 5 — Distribuição das idades dos alunos
Idades Número de alunos Percentagem de alunos
15 3 11,5%
16 23 88,5%
A idade média dos alunos é de 16 anos, sendo a idade normal de frequência deste ano de escolaridade. Consequentemente estamos, portanto, perante uma turma na qual a grande maioria dos alunos tem um percurso escolar sem retenções.
Pela caracterização socioeconómica da turma, pode constatar-se que todos os alunos possuem computador em casa com acesso à internet. Relativamente à ocupação dos tempos livres, grande parte opta pela televisão, computador e passeios com os amigos. Além disso, pode observar-se que um número significativo de alunos referem ter muitas dificuldades na aprendizagem da disciplina de Matemática, sendo em número reduzido os que a referem como sendo a sua disciplina preferida.
Ao longo de todo o ano letivo, os alunos mostraram-se interessados, empenhados e bem comportados, no entanto, só alguns se destacaram em termos de participação nas aulas. É de notar também que, ao nível da aprendizagem da matemática, existe uma certa heterogeneidade, uma vez que muitos alunos apresentam sérias dificuldades e graves lacunas a nível das competências básicas, manifestando fragilidades em alguns aspetos que deveriam estar já previamente consolidados.
Relativamente ao desempenho dos alunos na disciplina de Matemática, pode observar-se na Tabela 6 que este foi sempre positivo, notando-se uma ligeira melhoria da média das classificações obtidas durante o ano letivo, ainda que o desvio das mesmas em relação à média também tenha aumentado.
Tabela 6 – Desempenho dos alunos ao longo do ano letivo
1.º Período 2.º Período 3.º Período
x s x s x s
10,0 3,2 10,4 3,7 10,9 4,0
No final do ano letivo, 6 alunos ficaram retidos, 3 deles com falta de aproveitamento a 3 disciplinas e os restantes a 4 disciplinas, sendo que a matemática foi sempre uma dessas disciplinas.