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10 Kristiania- og Berlin-utstillingen – sammenlignende resepsjonsanalyse

10.10 Forskjeller og likheter – oppsummering og konklusjon

O ciberespaço, ou rede, é designado por Lévy (2000, p. 95), como o “espaço de comunicação aberta pela interligação mundial dos computadores e das memórias informáticas”, onde inclui o “conjunto de sistemas de comunicação eletrónicas, na medida em que acompanham informações provenientes de fontes digitais destinadas à digitalização”, ou seja, é o espaço onde interagem “todos os dispositivos de criação de informação, de registo, de comunicação e de simulação”.

São muitas as funções que o ciberespaço possibilita. Lévy31 (2000) destaca os seguintes modos de comunicação e interação: o acesso à distância aos diversos recursos do computador; a transferência de ficheiros ou downloading (a transferência à distância); o correio eletrónico32; a conferência eletrónica e os sistemas elaborados de aprendizagem. Damásio (2009) a estas funcionalidades acrescenta ainda os jogos, os jornais online, o chat, os blogs, o Youtube ou o HI5.

Para Lévy (2003) o ciberespaço é uma cidade virtual planetária em que a diversidade cultural é uma máxima, uma vez que abarca todo o tipo de imagens, de música, de texto e de mundos virtuais que se interligam cada vez em mais línguas. Assim, a Internet é,

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Lévy, 2000, pp. 95-105.

32Lévy (2000) acrescenta que o correio eletrónico é uma das funções mais importantes e as mais

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para Lévy (2000, p. 131) “o símbolo e principal florão do ciberespaço”, também considerada por Castells (2011, p. 455) “a espinha dorsal da comunicação global mediada por computador”.

“A Internet é o tecido das nossas vidas” é assim que Castells (2007, p. 15) retrata a influência da Internet nas várias áreas da sociedade, dadas as suas características e potencialidades. Vieites e Espiñeira (2008) destacam algumas das potencialidades deste meio, que é ao mesmo tempo, meio de informação, de comunicação e de transação: alcance global, universalidade de acesso, acessível 24 horas por dia/365 dias por ano, informação permanente atualizada, comunicação bidirecional e interação do utilizador, informação atrativa graças ao conteúdo multimédia, conteúdo hipertextual, rutura do compromisso riqueza-alcance da informação, realização de transações comerciais, distribuição de produtos digitalizados, custo muito reduzido, controlo imediato dos resultados obtidos, personalização da comunicação e marketing-one-to-one.33

A Internet é, do ponto de vista de Castells (2007), a base tecnológica que caracteriza a Era da Informação, a que designa de sociedade em rede. O autor lembra que a Internet foi o meio que permitiu, pela primeira vez, a comunicação bidirecional, de muitos para muitos, em tempo real e a uma escala global. Além de ter sido, na ótica de Saiz (2010), o meio que se difundiu mais rapidamente nos vários países. Em Portugal, segundo o documento Sociedade em Rede 2012, o acesso à Internet continua a aumentar, passando de 51,2% em 2010 para 57,0% em 2011.34 Castells (2011) reitera a posição de Saiz (2010) e compara a difusão da rádio, da televisão e da Internet, recordando que nos Estados Unidos da América a rádio demorou trinta anos a chegar a 60 milhões de pessoas; a televisão atingiu este nível de difusão em quinze anos e a Internet em apenas três anos, logo após a emergência da Worl Wide Web (WEB). Lindon et al. (2011, p. 45) corroboram a posição de Castells ao afirmar que “a Internet não é apenas um novo media, é a uma plataforma tecnológica de agrega todos os medias atuais e através da qual se implementam os novos modelos de comunicação”.

A Internet é um meio de comunicação, graças às suas reais potencialidades, utilizado por todos os setores de atividade, e na política não é exceção. Ureña (2011) defende que as novas tecnologias estão, efetivamente, a transformar a política, já que através da Internet, a forma de comunicar entre os cidadãos e os políticos está em constante evolução. Aliás, como afirma Castells (2007, p. 167), “é óbvio que os movimentos

33Vieites e Espiñeira, 2008, pp. 29-35.

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sociais e os agentes políticos a utilizam e a utilizarão cada vez mais, transformando-a numa ferramenta privilegiada para atuar, informar, recrutar, organizar, dominar e contradominar”.

Saiz (2010) também reconhece que não utilizar a Internet no campo da política seria o equivalente a desperdiçar uma excelente oportunidade de conseguir votos, já que segundo Canel (2006), nesta área específica, a Internet permite aceder a informação de interesse e estabelecer contactos com os cidadãos, organizações e partidos de interesses comuns; facilita a difusão de informação em tempo real, o que permite a divulgação da mensagem com rapidez e transmite a ideia de transparência informativa; favorece a interação com os cidadãos, o que leva uma maior proximidade com os eleitores; potencia a comunicação horizontal e impede a intromissão do governo.

Também Morgado e Rosas (2010, p. 3) reconhecem que a Internet poderá não influenciar totalmente a tomada de decisão do cidadão, mas estão certos que “o meio digital reorganizará inequivocamente a consciência dos indivíduos perante si mesmos e os que os circundam, enquanto cidadão de um mundo virtual e ao mesmo tempo real”. Segundo Castells (2007) acreditava-se que a Internet se tornasse o meio ideal para o progresso da democracia, tendo em conta todas as ferramentas que possibilita de acesso à informação política. O autor defende que a realidade é bem diferente já que “os governos, a todos os níveis, utilizam a Internet principalmente como um quadro de publicidade eletrónica para divulgar a sua informação, sem realizar um verdadeiro esforço de interação real”35

. Por seu turno, Morgado e Rosas (2010) referem que o tributo da Internet para o progresso da democracia perder-se-á, se os cidadãos continuarem a utilizá-la simplesmente como um meio para obterem informações ou como meio de entretenimento. Sobre esta matéria, Saiz (2010) defende que o grande desafio que os partidos políticos têm pela frente é o de encontrarem ferramentas que permitam o acesso seletivo à informação.