2 MATERIAL OG METODE
2.2 Forsøksoppsett
Quem não se comunica, se trumbica! A. Barbosa47
Considerando a organização como todo conjunto de elementos ou partes que, de algum modo, se relacionam reciprocamente, podemos entender que esses modos de se relacionar são processos de informação que interagem entre esses elementos, esses processos informativos podem ser verificados em níveis diferentes de organização, Bordenave baseia-se em Boulding, para exemplificar como a informação cresce em importância proporcionalmente ao aumento do nível de organização:
• Primeiro nível – o mecanismo, quando exemplifica o funcionamento de um relógio ou das partes de uma máquina, que tem seus movimentos repetidos pela influência da energia mecânica entre seus componentes.
• O segundo nível, no qual classifica os mecanismos homeostáticos, relata a ação de uma bomba elétrica para levar a água até a caixa d’água e o cessar do funcionamento quando finda seu ciclo, caracterizando um sistema de informação mútuo entre a bomba e a caixa d’água, onde a mensagem é elétrica. • No terceiro, Bordenave faz referência às células e a sua maior capacidade de
receber informações e de construir imagens baseadas nas informações que recebe em relação ao sistema de mecanismo simples homeostático. Acrescenta que para entender dessa forma, é preciso considerar que a célula possui certo conhecimento de suas funções, o que lhe permite interpretar as informações que recebe.
• O quarto nível inicia ao considerar a planta como um conjunto de células, mostrando que o incremento de seu sistema de informação se dá pela interação com o ambiente, e a comunicação através de meios físicos químicos, tomando como exemplo, o seu ciclo de reprodução, que permite saber quando florescer, quando frutificar e quando morrer. É chamado botânico.
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José ABELARDO BARBOSA de Medeiros, o Chacrinha, o primeiro e um dos maiores comunicadores brasileiros, eternizou essa expressão em seus programas de rádio e televisão, indicando com simplicidade e precisão o poder da comunicação via os meios de comunicação de massa.
• No nível quinto, o zoológico, considera que o animal tem todas as características da planta além da consciência e mobilidade. Os animais são dotados de órgãos especializados para coletar dados do ambiente _ olhos, orelhas, antenas _ evidenciando que a sua capacidade de processar informação é enorme. Alguns animais conseguem, inclusive, se comunicar.
• O sexto nível: o do ser humano, que incorpora o que de melhor há em todos os níveis anteriores, a saber:
_ é capaz de organizar a informação em grandes e complexas estruturas de conhecimento;
_ localiza-se em um processo temporal e tem uma imagem de passado, presente e futuro;
_ tem consciência das relações tais como causa e efeito, contigüidade e sucessão, ciclos de variações e repetição;
_ tem consciência de si mesmo: “ Nós não somente sabemos, mas sabemos que sabemos”;
_ pode reagir não somente a estímulos imediatos mas também a uma imagem de futuro, filtrada através de um elaborado sistema de valores;
_ graças à linguagem e á sua capacidade de guardar informação codificada é capaz de organizar sua experiência para estender ainda mais seu conhecimento (ciência, método científico);
_ sua capacidade de aprender não tem limite e pode crescer internamente mesmo sem receber mensagens de fora, por meio de sua imaginação;
_ devido á sua capacidade de comunicar-se de forma abstrata e de viver na imaginação a vida dos outros (“empatia”), pode construir organizações muito maiores e mais complexas que as das sociedades animais. 48
• O sétimo nível, o da organização social, enquadra a sociedade humana, considerada como uma estrutura de atos e ações desempenhadas pelos seus elementos constituintes, de forma dinâmica e plenamente consciente.
Priorizamos esses dois últimos níveis para seguir em nosso estudo no que se refere ao processo da comunicação humana.
Consideremos dois indivíduos que não se conhecem e que ao se encontrarem pela primeira vez em um dado local, exercem como primeiro ato dessa comunicação, a faculdade da percepção. Entendemos que as percepções de um e de outro sobre o ambiente ocorrem de modos distintos, devido essencialmente ao repertório que cada um traz em si.
O confronto que cada qual trava com seu repertório constitui-se no processo de interpretação e resulta no significado que um indivíduo tem do outro e também em relação ao ambiente.
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A troca de mensagens, que os indivíduos realizam através de seus processos de percepção, codificação e interpretação, fornece novos significados que podem modificar, confirmar ou não os significados anteriores. Nesse sentido, é muito importante ressaltar a intenção com que as pessoas proferem seus processos de comunicação, entendendo que basicamente, quando o fazem têm: a fonte emissora espera que o receptor selecione sua mensagem, a compreenda, aceite e aplique sua mensagem. Já a fonte receptora vai selecionar o que julgar importante, procurar entender, avaliar se aceita ou não e finalmente aplicar o que acha válido.
Acrescentaremos algumas outras intenções específicas manifestas nos processos de comunicação e que bem servem ao modo de encarar o processo de ensino-aprendizagem: expressar-se, perguntar, responder, informar, ensinar, revelar, preparar, mostrar, despertar e satisfazer curiosidade, chamar a atenção...
Contudo, não se deve entender que toda comunicação leve, necessariamente a um senso comum, a uma comunhão, pois interfere sobremaneira a natureza de conflitos que cerca o ser humano e os interesses fragmentados da sociedade.
Há situações que mediante manipulação persuasiva, assim considerados certos artifícios como a sedução, a lavagem mental, a coação violenta, obrigam indivíduos a modificarem seus significados, suas opiniões e aceitarem os de seus opressores. Um clássico exemplo dessa falsa comunhão são as famosas falsas promessas de alguns políticos, em momento de campanha política, com o intuito de elegê-los.
Para elaborar um ambiente de aprendizagem que comunique satisfatoriamente seu intento é preciso considerar os efeitos da comunicação, embora estes sejam numerosos e complexos. Seguem, endossados por nós, alguns importantes fatores apresentados por Bordenave:
A centralidade das crenças e valores da pessoa;
A importância da mensagem para ... favorecer ou impedir a realização de seus propósitos;
A compatibilidade ou consonância da mensagem com as crenças e valores prévios da pessoa e do grupo a que ela pertence;
O prestígio e a credibilidade da fonte da mensagem;
A relação percebida entre o esforço necessário para aceitar e aplicar a mensagem e a recompensa ou a gratificação esperada;
A empatia que a pessoa sente para o seu interlocutor, isto é, a capacidade de se colocar no lugar do outro e ver o mundo como ela o vê;
A maior ou menor flexibilidade mental da pessoa receptora, isto é, se ela é de mente aberta ou mente fechada, dogmática ou liberal, autoritária ou democrática.
Outra preocupação eminente do autor desta pesquisa e que encontra representatividade através dos estudos de Bordenave, se relaciona com as mensagens secundárias que acompanham a mensagem principal, as quais chama de paralinguagem e que, para essa pesquisa, nada mais é do que os famosos: hum hum, aah, ahaa, putz, sei, então é isso, sinais e representações carregadas de significados, somados aos gestuais e cacoetes, tão comuns em sala de aula, e que ao prestarmos a devida atenção, acabam por nos enriquecer levando-nos a entender quando nossa argumentação levou a apropriação positiva de significado. Em nosso estudo, para algumas atividades serão selecionados instrumentos de coletas de dados que permitam esse enquadramento para sua posterior análise.
Outras orientações ditaram os rumos da evolução da ciência Comunicação, inclusive a semiologia da qual a Matemática muito se vale para sua difusão, mas nossa rota desvia-se aqui, com as duas especificidades que a argumentação será daqui por diante tratada.