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3.0. RESULTATER

3.1.1. Vekt

Pelos resultados, apresentados na TAB. 7, verificou-se a mesma tendência observada no ano agrícola 2008/2009, em que, na média, as variedades locais apresentaram valores superiores em relação à altura de planta e à altura de espigas, quando comparadas com a média das variedades melhoradas de forma participativa e com a variedade BR 106.

Em relação ao número de espigas e à porcentagem de espigas doentes (TAB. 8), verificou-se que, para o primeiro caractere, as variedades que apresentaram os maiores valores foram Coruja, no Assentamento Americana e na Comunidade Jardim; BR da Várzea, na Comunidade Sambaíba e Vereda; Três Meses, na Comunidade Barra do Tamboril e Eldorado, no Assentamento Tapera. A variedade Amarelão apresentou os maiores valores para a porcentagem de espigas danificadas no Assentamento Americana e na Comunidade Sambaíba. A variedade Eldorado apresentou os maiores valores quando foi avaliado na comunidade Jardim. No assentamento Tapera e nas Comunidades Barra do Tamboril e Vereda, não houve diferença estatística entre as variedades para o mesmo caractere.

TABELA 7

Dados médios de altura de plantas (AP) e de altura de espigas (AE) de dez variedades de milho avaliadas em seis locais no norte de Minas Gerais. Ano agrícola 2009-2010

Local

Variedade Ame1 Jar Sam Tam Tap Ver

AP AE AP AE AP AE AP AE AP AE AP AE Amarelão 2,18 a2 1,32 b 1,38 a 0,70 a 2,13 a 0,96 c 2,48 a 1,45 a 1,76 a 1,35 a 1,81 a 1,03 a Argentino 2,08 a 1,53 a 1,65 a 0,88 a 2,08 a 1,12 b 2,51 a 1,56 a 1,91 a 1,28 a 1,55 a 0,99 a Asteca 2,05 a 1,33 b 1,12 b 0,42 b 2,30 a 1,33 a 1,69 c 0,79 c 1,93 a 1,09 b 1,35 b 0,81 b BR 106 1,60 b 0,75 d 1,25 b 0,60 b 1,60 b 0,75 c 1,71 c 0,93 b 1,47 b 1,00 b 1,30 b 0,73 b BR da Várzea 1,65 b 0,81 d 1,38 a 0,43 b 1,80 b 0,78 c 1,74 c 0,93 b 1,65 b 1,06 b 1,73 a 1,02 a Caiano do Cerrado 1,73 b 0,88 c 1,13 b 0,41 b 1,66 b 0,80 c 1,59 c 0,87 b 1,44 b 0,80 c 1,32 b 1,00 a Coruja 2,16 a 1,19 b 1,48 a 0,78 a 1,79 b 1,18 b 2,24 b 1,46 a 1,79 a 1,10 b 1,69 a 0,81 b Eldorado 1,70 b 1,00 c 1,21 b 0,47 b 1,52 b 0,73 c 1,75 c 0,94 b 1,88 a 1,25 a 1,57 a 1,00 a Sol da Manhã 1,48 b 0,68 d 1,06 b 0,38 b 1,53 b 0,67 c 1,38 d 0,61 d 1,68 b 1,16 a 1,59 a 0,98 a Três Meses 1,48 b 0,83 d 1,09 b 0,46 b 1,70 b 0,79 c 1,65 c 1,05 b 1,73 a 1,00 b 1,55 a 0,95 a Média geral 1,81 1,03 1,28 0,55 1,18 0,91 1,87 1,06 1,72 1,11 1,55 0,93 Média local 1,93 1,17 1,35 0,61 1,97 1,03 2,05 1,21 1,80 1,15 1,61 0,94 Média participativas 1,64 0,85 1,13 0,42 1,57 0,73 1,57 0,81 1,67 1,07 1,49 0,99 Média melhorada 1,60 0,75 1,25 0,60 1,60 0,75 1,71 0,93 1,47 1,00 1,30 0,73 CV(%) 5,40 4,28 10,73 13,05 4,89 7,73 12,08 12,19 3,91 7,83 8,76 14,63 Notas: 1

Assentamento Americana (Ame), em Grão Mogol, Comunidade Sambaíba (Sam), em Januária, Comunidade Barra do Tamboril (Tam), em Januária, Assentamento Tapera (Tap), em Riacho dos Machados, Comunidade Vereda (Ver), em Varzelândia. 2 Médias seguidas da mesma letra na coluna não diferem estatisticamente entre si pelo teste Scott-Knott, a 10% de probabilidade.

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TABELA 8

Dados médios do número de espigas (NESP) e da porcentagem de espigas danificadas (ED) de dez variedades de milho avaliadas em seis locais no norte de Minas Gerais. Ano agrícola 2009-2010

Local

Variedade Ame1 Jar Sam Tam Tap Ver

NESP ED(%) NESP ED(%) NESP ED(%) NESP ED(%) NESP ED(%) NESP ED(% ) Amarelão 26 a2 7,9 b 22 a 18,3 a 34 a 11,8b 32 a 1,4ns 32 a 1,6 ns 18 a 8,3 ns Argentino 23 a 0,0 a 33 a 24,7 b 36 a 1,5 a 29 a 4,3 31 a 0,0 16 a 11,8 Asteca 31 a 0,0 a 31 a 4,8 a 38 a 7,9 b 17 b 0,0 24 a 10,5 20 a 11,1 BR 106 35 a 0,0 a 36 a 13,8 a 34 a 1,5 b 12 b 0,0 30 a 1,7 18 a 11,3 BR da Várzea 41 a 0,0 a 33 a 8,8 a 45 a 0,0 b 32 a 11,1 31 a 1,4 21 a 0,0 Caiano do Cerrado 37 a 0,0 a 32 a 8,3 a 43 a 1,2 b 26 a 0,0 30 a 1,8 20 a 10,4 Coruja 39 a 0,0 a 37 a 10,9 a 34 a 0,0 b 29 a 5,1 20 a 2,1 13 a 5,0 Eldorado 37 a 6,7 b 35 a 57,2 c 35 a 1,4 b 10 b 12,5 43 a 4,7 12 a 10,3 Sol da Manhã 37 a 1,3 a 31 a 27,3 b 42 a 0,0 b 17 b 5,0 29 a 0,0 16 a 9,4 Três Meses 36 a 1,5 a 22 a 39,9 b 42 a 1,2 b 35 a 3,0 30 a 1,7 16 a 17,1 Média geral 34,2 31,2 38,3 23,9 30,0 17,0 Média local 32,7 29,7 38,2 29,0 28,0 17,3 Média participativa 37,0 32,7 40,0 17,7 34,0 16,0 Média melhorada 35,0 36,0 34,0 12,0 30,0 18,0 CV(%) 4,94 3,55 6,62 10,62 2,55 5,25 16,26 12,65 7,52 7,34 11,01 15,97

Notas: 1Assentamento Americana (Ame) –, em Grão Mogol, Comunidade Sambaíba (Sam), em Januária, Comunidade Barra do Tamboril (Tam), em Januária, Assentamento Tapera (Tap), em Riacho dos Machados, Comunidade Vereda (Ver), em Varzelândia. 2Médias seguidas da mesma letra na coluna não diferem estatisticamente entre si pelo teste Scott-Knott, a 10% de probabilidade. NsNão houve diferença significativa entre os tratamentos.

Na TAB. 9, são apresentados os dados referentes à produção de grãos das variedades avaliadas nos quatros locais, bem como as médias agrupadas em variedades locais, variedade melhorada de forma convencional (BR 106) e variedades melhoradas de forma de forma participativa com e sem os resultados da variedade Sol da Manhã.

Em relação aos coeficientes de variação encontrados na Comunidade Jardim (31,53%), Comunidade Barra do Tamboril (36,11%) e no Assentamento Tapera (35,38%), Blum (1982) admite que valores elevados de coeficientes de variação não são, necessariamente, considerados inadequados para experimentos realizados em ambientes com algum tipo de estresse. Fidelis et al. (2009) constataram, em seus estudos, coeficiente de variação de 43%, para produtividade de grãos de milho. Gama (2002) verificou 27,5%, sob ambiente de estresse mineral e Santos (1998) obteve valores de 22,3% e 23,4%, em altas e baixas concentrações de nitrogênio, respectivamente.

Os resultados apresentados na TAB. 9 demonstram o potencial produtivo tanto das variedades locais quanto das variedades melhoradas de forma participativa. Analisando-se a média da produção nacional – 3.906 kg/ha e a média de produção do estado de Minas Gerais – 5005 kg/ha, conforme dados da CONAB (2010), verificou-se que muitas variedades apresentaram resultados superiores à média nacional e as variedades Caiano do Cerrado (Assentamentos Americana e Tapera), Sol da Manhã (Assentamento Americana), BR da Várzea (Comunidade Sambaíba) e BR 106 (Assentamento Tapera), foram superiores à média do estado.

Comparando-se as variedades BR da Várzea e BR 106, que, apenas na Comunidade Barra do Tamboril e Assentamento Americana, a variedade local não foi superior à melhorada de forma convencional. Ainda analisando- se a variedade BR da Várzea, verificou-se que a mesma obteve destaque tanto na Comunidade Sambaíba, em que não foram observados problemas relacionados ao fósforo, quanto na Comunidade Vereda e Jardim, em que foram detectados problemas relacionados a esse nutriente. Entretanto estudos mais contundentes devem ser realizados para comprovar a eficiência dessa variedade na absorção do nutriente.

Em relação ao estresse pela seca no florescimento, destacaram-se as variedades: Caiano do Cerrado, no Assentamento Americana e Tapera; a variedade Coruja, na Comunidade Jardim; a variedade BR da Várzea, na Comunidade Sambaíba, Jardim e Vereda e a variedade Sol da Manhã, na Comunidade Barra do Tamboril.

Araújo e Nass (2002) apontam que populações crioulas apresentam potencial produtivo para diversas regiões do país e que um dos principais investimentos em termos do melhoramento para esses genótipos se refere à presença de genes específicos de interesse, especialmente com relação aos estresses bióticos e abióticos.

Nesse sentido, os resultados dos dois anos de trabalho indicaram o potencial produtivo de diferentes variedades de milho para o uso em diferentes ambientes.

TABELA 9

Dados médios de peso de espigas de dez variedades de milho avaliadas em seis locais no norte de Minas Gerais. Ano agrícola 2009-2010 Local

Variedade Ame1 Jar Sam Tam Tap Ver Média

Peso (kg.ha-1) Amarelão 1.949 b2 1.821 a 3.702 a 4.711 a 3.847 a 3.173 a 3.201 Argentino 3.425 b 2.608 a 4.403 a 4.477 a 3.664 a 3.402 a 3.663 Asteca 3.660 b 2.938 a 4.732 a 3.299 a 3.608 a 2.326 a 3.427 BR 106 2.538 b 3.176 a 4.147 a 4.468 a 5.632 a 3.824 a 3.964 BR da Várzea 3.932 b 3.960 a 5.138 a 2.344 b 3.718 a 4.226 a 3.886 Caiano do Cerrado 5.982 a 2.420 a 4.995 a 3.353 a 5.526 a 2.803 a 4.180 Coruja 3.417 b 2.680 a 4.499 a 3.917 a 4.357 a 2.664 a 3.489 Eldorado 2.835 b 2.571 a 4.103 a 1.176 b 4.550 a 1.536 a 2.795 Sol da Manhã 5.183 a 1.726 a 3.839 a 4.936 a 4.413 a 2.075 a 3.695 Três Meses 3.743 b 2.462 a 3.626 a 4.053 a 3.766 a 2.866 a 3.414 Média geral 3.666 2.636 4.318 3.673 4.308 2.890 Média local 3.354 2.745 4.350 3.800 3.827 3.110 Média participativa 4.667 2.239 4.312 3.155 4.830 2.138 Média melhorada 2.538 3.176 4.147 4.468 5.632 3.824 CV(%) 19,21 31,53 15,48 36,11 35,38 22,43

Notas: 1Assentamento Americana (Ame), em Grão Mogol, Comunidade Sambaíba (Sam), em Januária, Comunidade Barra do Tamboril (Tam), em Januária, Assentamento Tapera (Tap), em Riacho dos Machados, Comunidade Vereda (Ver), em Varzelândia. 2 Médias seguidas da mesma letra na coluna não diferem estatisticamente entre si pelo teste Scott-Knott, a 10% de probabilidade. 3 Sem da variedade Sol da Manhã.