4. Materiale og metode
4.2 Eksperimenter gjennomført i laboratoriet
4.2.8 Forsøk med simulering av regnbed med lav ionestyrke
Entende-se que trazer o percurso histórico da rede SESI para discussão nessa pesquisa pode auxiliar na compreensão do processo de reestruturação curricular e de formação continuada e as fases diversas desse processo que exigiram ações voltadas para a qualificação dos professores.
O Serviço Social da Indústria – SESI, segundo Gumiero (2002), foi criado e organizado pelos líderes da Confederação Nacional das Indústrias – CNI – em 1º de julho de 1946, depois de assinado em 25 de junho de 1946 pelo Presidente da República Eurico Gaspar Dutra o Decreto-Lei número 9403. Foram definidas como metas da entidade a valorização do trabalhador, a melhoria do seu padrão de vida, o desenvolvimento do espírito de solidariedade entre as classes e o aumento da produtividade industrial. Os objetivos principais do SESI estariam então voltados para a educação do trabalhador e seus dependentes.
Segundo a Revista SESI-ESCOLA (1966), os objetivos do SESI e do seu Departamento Regional de São Paulo constituíam-se em promover o bem estar dos trabalhadores na indústria, nos transportes, nas comunicações e na pesca, e de suas famílias oferecendo-lhes assistência educacional, social e jurídica, assim como melhores condições de habitação, nutrição, higiene, saúde e recreação.
As atividades na área de Educação no SESI-SP iniciaram-se em 1947 com a educação de adultos, como aponta a publicação Educação Fundamental SESI – 18 anos (1965). Segundo Gumiero (2002), no SESI-SP o primeiro projeto educacional ocorreu com a criação de cursos de alfabetização de adultos pela Divisão de Educação Social.
Em 1948, na Divisão de Educação Social, foi criada a Subdivisão de Educação que oferecia cursos populares que se referiam à alfabetização, cursos especializados, bibliotecas do SESI, bibliotecas ambulantes e cinema educativo. O primeiro curso popular de adultos foi instalado na empresa Frigorífico Armour S.A. e era dividido em três níveis: Curso Popular de Instrução Fundamental, Curso Popular de Ensino Intermediário e Curso Popular Complementar.
Esses cursos eram ministrados por Educadores Sociais e o SESI-SP, em virtude da falta desses profissionais, formou outros no Instituto de Direito Social. Naquela época o Estado de São Paulo dispunha apenas de professores formados por Escolas Normais para atuarem na Educação Elementar de crianças de 7 a 14 anos de idade. Esses Educadores Sociais tinham como objetivo a educação social de trabalhadores adultos, ou seja, dotá-los das técnicas elementares como leitura, escrita e cálculo, além de
[...] desenvolver-lhes hábitos e atitudes, facultando-lhes os elementos que lhes “permitam viver a vida mais completa e mais feliz, e de forma a adaptar-se com mais facilidade a modificações do seu meio”. (SESI, 1965, p. 9).
Em 1959 o SESI-SP criou a Divisão de Educação Fundamental (DEF) para planejar, organizar e dirigir cursos de Educação Fundamental, Bibliotecas. Além disso, era também sua atribuição realizar estudos sobre a Educação Fundamental, planejar e promover conferências e seminários para debates e esclarecimentos de problemas educacionais relacionados com seus objetivos e colaborar na organização de exposições educativas e na realização de solenidades cívicas.
Com isso, segundo os Referenciais Curriculares da rede escolar SESI-SP (2003), na década de 1960 o SESI-SP expandiu a sua atuação educacional atendendo crianças na fase pré-escolar e primária, em classes localizadas em
paróquias e vilas industriais. O currículo foi organizado segundo as orientações das normas da LDB nº. 4024/61 e pela legislação estadual. Suas primeiras diretrizes didáticas organizadas revelavam uma educação pautada na concepção humanista, tendo como objetivo a formação integral da personalidade e do caráter do educando, desenvolvimento das potencialidades humanas como elemento de autorrealização.
Educar é proporcionar condições favoráveis ao desenvolvimento natural do ser humano, objetivando torná-lo útil a si mesmo, à família, à sociedade, ao país a que pertence e aos ideais de compreensão e solidariedade universal. (SESI,1965, p. 16).
A finalidade da educação primária era ensinar a criança a pensar. Por intermédio do currículo, pretendia-se o desenvolvimento de habilidades e atitudes que envolviam o cuidado com a saúde e com o desenvolvimento físico, o raciocínio lógico, o desenvolvimento da criatividade, da responsabilidade e da sociabilidade.
Para atender às necessidades desse sistema de ensino no Estado de São Paulo, na década de 1960, foi organizada uma equipe central para desenvolver ações de orientação e acompanhamento pedagógico e administrativo às unidades escolares. Surgiram a Subdivisão de Educação Infantil, a Subdivisão de Ensino de Primeiro Grau, Subdivisão de Ensino Supletivo e outras de caráter administrativo.
Com a reforma da educação no Brasil a partir da LDB 9394/96 e dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), o SESI-SP também começou a sofrer profundas transformações. Para Souza (2006) foi de grande importância para o SESI-SP a publicação da resolução nº. 132 de 02 de junho de 1995 do Conselho Estadual de Educação, alterando a denominação de Divisão de Educação Fundamental para Diretoria de Educação Básica. Com isso, a partir do ano de 1998, o SESI-SP passou a ter supervisão própria delegada pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.
A partir daí o SESI-SP inicia estudos para a transformação da sua rede escolar. Segundo S. Santos (2010), em 1999 o SESI-SP submeteu-se à primeira avaliação externa em Língua Portuguesa, Redação e Matemática e um dos objetivos era averiguar a qualidade do seu sistema educacional. Também em 1999 cria o seu próprio regimento comum, mudando do sistema de seriação para o sistema de ciclos
com duração de dois anos cada um. Segundo os Referenciais Curriculares da rede escolar SESI-SP (2003), esse processo envolveu todos os professores, coordenadores, assistentes de coordenação e supervisores que foram consultados e tiveram a oportunidade de estudar, discutir e opinar coletivamente sobre questões referentes à progressão continuada e sistemática da avaliação.
Com isso foi necessário assumir um processo contínuo e permanente de reflexão e ação sobre o cotidiano escolar, pois a concretização das ações dependia da reflexão dos professores, equipe escolar e equipe central sobre o papel e a função dos educadores no processo de ensino e de aprendizagem; a função dos conteúdos das áreas do conhecimento, a avaliação enquanto processo formativo, o reconhecimento do aluno como um cidadão atuante na sociedade, ou seja, exigiu um repensar constante sobre o papel do currículo na formação deste cidadão; um currículo guiado pelas novas orientações legais, sociais e educacionais, possibilitando o domínio de conhecimentos, habilidades e competências básicas complementadas, integradas e contextualizadas pela parte diversificada, sendo o exercício da cidadania e a preparação para o trabalho o objetivo conjunto de todas as áreas do conhecimento.
A partir disso, o SESI-SP investiu num projeto de formação continuada dos profissionais da educação em 2001 com a contratação, por concurso interno, de analistas pedagógicos. A formação continuada dos professores do SESI-SP anterior a 2001 ocorria anualmente uma semana antes do início do ano letivo, por meio de palestras sobre um tema geral e oficinas com autores de livros didáticos.
Nesse novo projeto de formação continuada, os analistas pedagógicos atuavam diretamente como parceiros dos professores, em encontros durante o ano letivo, assistindo-os e promovendo reflexões da e sobre a prática em sala de aula, socializando experiências didático-metodológicas dos professores, avaliando o processo de formação de modo compartilhado, sistematizando as ideias, teorizando e produzindo saberes e fazeres pedagógicos. Todas essas reflexões, discussões e trocas de experiências tinham como objetivo a construção dos referenciais curriculares com a participação de todos os professores e ocorreram nos anos de 2001 e 2002.
Em 2003, o SESI-SP, depois de cerca de dois anos de discussões com os professores, publicou seus referenciais curriculares e os distribuiu para todas as
suas unidades escolares do Estado de São Paulo. Souza (2006) aponta que esse documento contém uma síntese dos movimentos curriculares da rede escolar SESI-SP ao longo de sua história, as fundamentações teóricas que norteiam o trabalho pedagógico de todos os professores dos Centros Educacionais e Centros de Educação Infantil.
Junto com os referenciais curriculares, o SESI-SP enviou uma carta de apresentação aos professores assinada pela Gerente de Supervisão de Ensino e pela Diretora de Educação Básica sobre o processo de elaboração dos referenciais curriculares anterior ao ano de 2003:
[...] os Referenciais Curriculares da rede escolar SESI-SP, produto de uma construção coletiva entre consultorias externas e educadores da rede, durante o ano de 2001, nasce inicialmente como versão preliminar, explicitando as referidas concepções para um fazer pedagógico norteado por esses referenciais. No ano de 2002 os professores vivenciaram a versão preliminar do seu fazer pedagógico e durante os encontros de formação houve ampla discussão dessas vivências, resultando em reelaborações, o que contribuiu para validar a possibilidade de um fazer pedagógico norteado por esses referenciais. (SESI, 2003, p. 05).
A partir desse ano, portanto, todo o trabalho desenvolvido pelos professores da rede escolar SESI-SP passou a ser pautado nesse documento. Para implementar esses referenciais curriculares, o SESI-SP dá continuidade ao seu processo de formação continuada realizando encontros entre os professores dos diversos componentes curriculares com seus respectivos analistas pedagógicos.
Segundo os Referenciais Curriculares, um dos princípios do SESI-SP é a formação continuada dos profissionais de educação que valoriza as experiências individuais e coletivas, a reflexão crítica sobre as mesmas, transformando-as em objetos de estudos e o esforço para uma apropriação ativa do conhecimento teórico que subsidie, amplie, articule, traduzindo-se em novas competências para agir no fazer pedagógico.
Em setembro de 2007, o SESI-SP resolveu implantar o ensino médio a partir do ano letivo de 2008 em parte de suas escolas. Elabora em cerca de três meses um currículo preliminar baseado na mesma proposta de educação do ensino fundamental. Grande parte dos professores desse ensino médio atuou nas classes de Educação de Jovens e Adultos (EJA) do próprio SESI-SP e do ensino fundamental. É oferecida
também aos professores do ensino médio, com os mesmos objetivos do ensino fundamental, a formação continuada, porém esta é realizada em apenas dois encontros anuais de seis horas cada aos sábados por conta da insuficiência de Analistas Pedagógicos e espaço de tempo no calendário escolar.
A partir de 2008, o SESI-SP inicia os estudos para a implantação do seu material didático próprio, criando o Sistema SESI-SP de Ensino e por conta disso a formação continuada dos professores do ensino fundamental não ocorre em 2009. Visando à construção do Material Didático, a então Gerência de Educação Básica resolve promover a revisão dos referenciais curriculares do ensino fundamental e construir a versão definitiva do referencial curricular do ensino médio. Porém, ocorre apenas a revisão das expectativas de ensino e de aprendizagem1 do ensino fundamental e do ensino médio, com uma pequena participação dos professores. Os analistas pedagógicos enviavam bimestralmente aos professores tarefas para que eles rediscutissem os conteúdos de cada um dos componentes curriculares. Em 2009, ocorre também a reformulação do regimento escolar que entre outras coisas alterou as notas PS e PI (Progressão Satisfatória e Progressão Insatisfatória) para notas de 1,0 a 10,0 graduadas numa escala de 0,5 em 0,5.
No segundo semestre de 2009, a editora começa a desenvolver o Material Didático de acordo com a proposta curricular e metodológica do SESI-SP sob coordenação e revisão da Gerência de Educação Básica (GEB). O Material Didático é constituído de três livros, a saber: Movimento do Aprender, Muitos textos... tantas palavras, que são respectivamente o livro de atividades e o livro com diversos gêneros textuais para o trabalho com a leitura, e o Fazer Pedagógico, que é o livro de orientações para o professor. Primeiro foi construído o Material Didático do 1º ao 5º ano, que chegou às escolas em agosto de 2010 e depois em abril de 2011 para todos os componentes do 6º ao 9º ano. O Material Didático do Ensino Médio está previsto para 2013. O papel dos analistas pedagógicos nesse período foi orientar os autores e revisar tudo o que era produzido por eles.
Com a implantação do Material Didático próprio, o SESI-SP passa a oferecer o Sistema SESI-SP de Ensino para escolas de algumas redes públicas municipais
1 Tratam-se dos objetivos, conteúdos, habilidades e competências de cada componente curricular e
do Estado de São Paulo. Essa oferta constitui-se do Material Didático para alunos e professores e formação continuada para coordenadores pedagógicos e professores.
Em 2010, a formação continuada também não acontece, pois é um ano em que a Divisão de Educação do SESI-SP passa por uma reestruturação criando novas gerências: Supervisão de Ensino, Currículos e Programas, Avaliação Educacional, Organização Escolar e Projetos Especiais. Após a conclusão do Material Didático, foi realizada uma única formação para a apresentação desse material, em agosto de 2010 para os professores do 1º ao 5º ano e em abril de 2011 para os professores do 6º ao 9º ano.
Em 2011, por conta da reestruturação da Divisão de Educação do SESI-SP, somente o coordenador pedagógico ficou responsável por orientar o professor nas questões pedagógicas. Para isso, o coordenador pedagógico recebeu orientações da Gerente de Currículos e Programas em quatro encontros no ano de 2011. Para os professores com carga horária de quarenta horas que possuem quatro horas semanais de discussão pedagógica coletiva (DPC), foram oferecidas atividades de estudo para que eles pudessem acessar pela Internet.