• No results found

3. Theoretical Background

3.2. Interorganizational Governance on B2B Markets

3.2.2. Forms of interfirm governance

Pela Tabela 1, verifica-se que no terço superior houve efeito significativo na porcentagem de cobertura nas folhas de soja em função das diferentes pontas de pulverização, e que os volumes aplicados com as diferentes pontas influenciaram na cobertura no terço inferior das plantas de soja. Verificou-se que a maior cobertura ocorreu no terço superior das plantas. Para o controle da ferrugem, o objetivo é fazer

com que as gotas ultrapassem a “barreira” superior, representada pelas folhas do terço

superior e médio e se depositem nas camadas mais inferiores.

Desta forma, é comum se verificar maior porcentagem de cobertura nas regiões mais altas do dossel da cultura. DI OLIVEIRA (2008) e ROMÁN et al. (2009) utilizando papéis hidrossensíveis, para avaliarem a cobertura de caldas na cultura da soja,

verificaram que o “efeito guarda-chuva” ocasionado pelas folhas do terço superior

impedem a livre passagem das gotas, o que também foi verificado nesse trabalho (Figura 4). Este efeito promove reflexos na uniformidade das amostras o que resulta em elevação da variabilidade numérica da cobertura (Tabela 1). Observou-se ainda que os

diferentes adjuvantes e volumes de aplicação influenciaram a deposição da calda no terço superior das plantas de soja.

Tabela 1. Teste F para cobertura e deposição nos terços: superior (TS), médio (TM) e

inferior (TI) em plantas de soja, Jaboticabal, SP, 2011.

Fonte de variação Cobertura (%) Deposição (μg/cm

2 ) GL TS TM TI TS TM TI Adjuvantes 2 0,50NS 1,96NS 0,20NS 4,56* 2,89NS 2,01NS Pontas 2 3,37* 0,31NS 1,39NS 1,19NS 0,22NS 1,43NS Volumes 1 2,31NS 2,28NS 0,01NS 4,28* 3,11NS 0,13NS Adjuvantes X Pontas 4 0,91NS 0,44NS 0,86NS 0,95NS 0,22NS 2,16NS Adjuvantes X Volumes 2 0,91NS 0,78NS 1,05NS 0,32NS 0,09NS 2,29NS Pontas X Volumes 2 0,91NS 0,18NS 4,65* 1,94NS 1,90NS 2,09NS Adjuvantes X Pontas X Volumes 4 0,62NS 0,31NS 2,19NS 1,57NS 0,68NS 0,48NS C. V. 57,05 59,63 68,58 41,03 73,90 54,10

** e * Significativo pelo teste F, a 1% e 5 % respectivamente de probabilidade; NS- Não

significativo; GL- graus de liberdade; C. V. – Coeficiente de variação.

Figura 4. Efeito “guarda-chuva” proporcionado pelas folhas localizadas acima do papel

Observa-se que a ponta DLAD cobriu 33,62 % do terço superior da planta de soja, não diferindo estatisticamente da ponta TTJ (31,18%) e diferindo - se da ponta TT que cobriu 21,90 % da área foliar nesse terço da planta (Tabela 2).

Na Tabela 2 observa-se que a calda aplicada com a ponta TTJ e com o incremento do volume de aplicação (200L/ha) proporcionou a maior cobertura no terço inferior das plantas de soja, diferenciando-se estatisticamente das pontas TT que cobriram 11,08 % das folhas nesse terço. Resultados semelhantes foram observados por DI OLIVEIRA (2008) que ao avaliar a ponta de energia hidráulica TT 110 01 com diferentes volumes de calda no controle da lagarta-falsa-medideira Pseudoplusia

includens observou incremento da cobertura com o aumento do volume de calda

aplicada.

Conforme apresentado no Cap. 2 deste trabalho ao avaliar o espectro de gotas das pontas TT, TTJ e DLAD 110 02 observou-se que a ponta TTJ apresentou a maior uniformidade do espectro de gotas em relação às pontas TT e DLAD.

Com isso proporcionou melhor cobertura do alvo e menor porcentagem de gotas sujeitas a deriva, o que favoreceu melhor distribuição de gotas de tamanho semelhante e uniforme sobre a área alvo. É esperado que, em geral, pontas que produzem gotas de tamanho mais uniforme promovam maior cobertura do alvo, mesmo quando são utilizados menores volumes de aplicação. Esse resultado concorda com os dados apresentados por ROMÁN (2010) e DI OLIVEIRA (2008). Os autores avaliaram a cobertura de folhas de soja com diferentes pontas de pulverização e concluíram que gotas finas propiciam melhores coberturas nas posições média e baixa das plantas. Já TEIXEIRA (1997) ressalta que para as aplicações de produtos fitossanitários obterem eficiência desejada requer cobertura adequada do alvo com tamanho de gotas apropriado.

Para os adjuvantes no terço superior Tabela 2 verifica-se que a calda contendo o fungicida mais o óleo vegetal proporcionou a maior deposição das gotas aspergidas diferindo estatisticamente da calda contendo o fungicida mais o adjuvante Nimbus. Isto pode ter ocorrido devido ao fato do adjuvante atuar na melhoria da uniformidade do diâmetro de gotas, assim sua adição promove um maior número de gotas efetivas

durante a aplicação. Resultados semelhantes foram encontrados por DI OLIVEIRA (2008) que ao estudar a adição de adjuvantes Silwett L77 à calda de pulverização na cultura da soja, aplicada com pontas rotativas constatou que o adjuvante proporcionou maior deposição no terço inferior da planta de soja.

Tabela 2. Teste estatístico de comparação de médias referentes a cobertura e

deposição: cobertura proporcionada pelas pontas no terço superior da planta de soja e interação entre os fatores pontas e volumes no terço inferior da planta de soja; Deposição no terço superior proporcionada pelos adjuvantes e volumes de aplicação, Jaboticabal, SP, 2011.

Cobertura (%)*

Fator pontas Interação entre fatores pontas e volumes

Terço Superior Terço Inferior

X Volumes

Pontas Pontas 150 L/ha 200 L/ha

DLAD 33,62 a DLAD 21,36 Aa 13,94 Aab

TTJ 31,18 ab TTJ 12,66 Ba 23,68 Aa TT 21,90 b TT 15,44 Aa 11,08 Ab Dms 11,49 Dms C=11,06; L=9,2 Deposição (μg/cm2) Terço superior Adjuvantes Volumes

FUNG+ÓLEO VEGETAL 1,88 a 200 L/ha 1,83 a

FUNG+LI700 1,78 ab 150 L/ha 1,51 b

FUNG+NIMBUS 1,34 b

Dms 0,45 0,31

* Valores transformados em Arc Seno(raiz(X/100)) Dms- Diferença mínima significativa. C=Coluna; L= Linha; Médias seguidas da mesma letra não diferem significativamente entre si, pelo teste de Tukey (p < 0,05); letras minúsculas comparam pontas, letras maiúsculas comparam volumes.

O maior volume aplicado proporcionou a maior deposição no terço superior da planta de soja diferindo-se estatisticamente do menor volume. Isso ocorreu provavelmente pela maior cobertura da superfície nesse terço (Tabela 2).

Segundo COURSHEE (1967) a maior deposição está em função da concentração do produto e da distribuição das gotas no dossel da cultura. Entretanto

para a efetividade da deposição e penetração na aplicação de produtos fitossanitários a qualidade da cobertura do alvo está condicionada ao diâmetro de gotas, no qual as de menor diâmetro proporcionam maior penetração entre as folhas das culturas (SANTOS,

1992), o “efeito guarda-chuva” ocasionado pelas folhas do terço superior que impedem a livre passagem das gotas ajuda a explicar a maior deposição no terço superior das plantas, já que por conta desse efeito as distribuições da calda nos terços inferiores ficam comprometidas DI OLIVEIRA (2008) e ROMÁN et al. (2009).

É importante ressaltar que não existe um volume fixo de calda a ser usado, pois este pode variar em função de equipamentos, tamanho da cultura, alvo a ser atingido e condições climáticas. Nesse sentido o volume de pulverização a ser utilizado será sempre conseqüência da aplicação eficaz e nunca uma condição pré-estabelecida (MATUO, 1990).

A desuniformidade na cobertura e deposição das gotas observada no presente trabalho provavelmente se deve ao completo fechamento da cultura na ocasião da aplicação dos tratamentos (49 dias após a emergência) com a planta no estádio reprodutivo R2 – flor aberta em um dos últimos nós da haste principal com a folha completamente desenvolvida (FEHR & CAVINESS, 1977) e o acamamento das plantas observado no campo. Isto resultou em diferenças estatísticas não significativas, principalmente no terço inferior, mesmo para algumas diferenças numéricas observadas.