3.4 Normvalg og helhetsvurdering
3.4.1 Normvalg
A determinação das literaturas sobre a sustentabilidade constitui-se numa necessidade para a construção do questionário normativo de crenças sobre a mesma. Esta condição determinante define os modelos que revelam e caracterizam as crenças sobre a sustentabilidade.
As variadas literaturas consultadas permitiram a decisão pelas mais adequadas, que se coadunam com as condicionantes institucionalizadas, as quais possuem uma maior abrangência global, com representação internacional e nacional. Dessa forma, foi possível estabelecer o conteúdo essencial às crenças em estudo.
Para a escolha das obras em que se fundamentam as tipologias da sustentabilidade desta investigação, foram utilizados os seguintes critérios: abrangência, credibilidade e potencialidade.
Um levantamento exploratório com cinco especialistas na temática da sustentabilidade permitiu uma definição de dez obras relevantes para a finalidade estabelecida. Com base nos critérios definidos, foi realizada uma análise das obras, como se mostra no quadro 3.
Quadro 3 – Literaturas analisadas segundo critérios estabelecidos
OBRAS / TÍTULOS AUTORES / INSTITUIÇÕES ABRANGÊNCIA CREDIBILIDADE POTENCIALIDADE
Our Common Future WCED (1987) Alta Alta Alta
Estratégias de transição para o século XXI:
desenvolvimento e meio ambiente.
SACHS (1993) Média Alta Média
Agenda 21 BRASIL (1995) Alta Alta Alta
Sociedade de risco e responsabilidade socioambiental: perspectivas para a educação
corporativa.
DEMAJOROVIC, 2003 Baixa Média Média
Desenvolvimento sustentável e turismo:
implicações de um novo estilo de desenvolvimento humano na atividade turística.
SAMPAIO, 2004 Média Baixa Baixa
Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável
DNUEDS (2005) Alta Alta Alta
Educação Ambiental: o desafio da construção
de um pensamento crítico, complexo e reflexivo.
Jacobi (2005) Baixa Média Média
Indicadores de Desenvolvimento Sustentável – IBGE
IBGE (2008) Alta Alta Alta
Índices de Sustentabilidade Empresarial ISE (2009) Alta Alta Alta
Estratégia para sustentabilidade: uma nova
forma de planejar sua estratégia empresarial.
As análises permitiram identificar cinco obras como as mais expressivas para os propósitos da pesquisa:
Our common future (1987); Agenda 21 (1995);
Década das Nações Unidas para Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2005);
Indicadores do Desenvolvimento Sustentável (2008); Índices de Sustentabilidade Empresarial (2007).
Estas obras, de abrangência alta e credibilidade perante a comunidade científica, apresentam tipologias diversas, assim como um potencial para se identificarem outras tipologias.
Em geral, as literaturas selecionadas como referências para se construírem as tipologias da sustentabilidade (Apêndice A) podem ser caracterizadas da forma a seguir: Our Common Future (1987) relata as necessidades de se empreender o planeta de forma a contemplar o social, o econômico e o ambiental. Assim, sua leitura favorece o conhecimento sobre as problemáticas atuais do planeta, com a finalidade de prever e prover políticas que mitiguem os problemas já existentes nas referidas esferas na sociedade contemporânea. Apresenta ainda subsídios diversos para se traçarem estratégias para se avançar promovendo a responsabilidade socioambiental.
A Agenda 21 também é um documento institucional, tanto internacional (global) quanto nacional (local), proposto com a intenção de se obter maior dinamismo para com ações que favoreçam o meio ambiente. Esta Agenda se transformou numa condicionante importante pelo fato de propor a implementação de políticas para a conscientização e, ainda, para o empreendimento de atividades mais factíveis de serem materializadas em ações práticas capazes de favorecer o desenvolvimento da sociedade, sempre com a intenção de melhor preservar e conservar o ambiente por completo.
A UNESCO propôs a década de 2005 a 2014 como período para se promover, através da educação, o desenvolvimento na perspectiva da sustentabilidade. Este documento
apresenta variadas alternativas estratégicas capazes de desenvolver proposições teóricas e práticas ambientalmente corretas. Dessa forma, a educação passa a ser um diferencial quando da conscientização sobre a sustentabilidade e a maior integração de variáveis expressivas da sociedade para o crescimento mais equilibrado. Esta proposta denota o quanto a educação tem potencialidade para favorecer a continuidade da vida na Terra; logo, favorecer a sobrevivência às gerações presente e futura.
O IBGE criou, diante de seu expressivo banco de dados, os indicadores de desenvolvimento sustentável 2008 com o objetivo de apresentar à sociedade uma realidade, a qual cada vez mais vem sendo entendida como uma questão importante para se sobreviver no planeta. As suas informações detalhadas contribuem para se conhecerem os problemas mais inquietantes, numa dimensão mensuravelmente estatística, o que se converte numa condição satisfatória para se interpretarem e entenderem os problemas da sociedade brasileira. Fundamentado nas referidas informações, o IBGE apresenta os seus indicadores com a finalidade de subsidiar a população sobre as condições políticas, sociais, econômicas e ambientais atuais e, especialmente, para se repensar as condições de vida na sociedade, com vistas a uma melhor qualidade de vida por meio da promoção de práticas mais sustentáveis.
Os índices de sustentabilidade empresarial são condições que associam o mercado às necessárias práticas possíveis de projeção das empresas, as quais se apropriaram de condições políticas sustentáveis que vêm demandando o mercado. Nessa dimensão, as empresas buscam alternativas para contribuir com a melhoria das condições do mercado, de forma que os lucros continuem sendo um imperativo para o crescimento. Que as cifras não sejam entendidas somente como o único caminho para o crescimento empresarial, mas também para o desenvolvimento social, ambiental e político, pois os índices foram criados para que as empresas diagnostiquem suas respectivas performances de crescimento, de preferência priorizando estratégias mais ambientáveis; por consequência, promovam novas situações para o desenvolvimento empresarial, contemplando sempre ações de responsabilidade socioambiental.
5.3 DETERMINAÇÃO DAS TIPOLOGIAS E CRITÉRIOS PARA A