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Kapittel 6: Avslutning

6.1 Hovedfunn

6.1.5 Forklaringer på betydningen av sosiale ferdigheter og psykisk helse

Existem também vários recursos de apoio à fabricação das peças. Os recursos de apoio à fabricação dependem do tipo de arranjo físico abordado (arranjo físico funcional ou arranjo físico distribuído):

1) Arranjo físico funcional: neste trabalho de pesquisa, os recursos de apoio à fabricação de peças no arranjo físico funcional são: caixas, empilhadeiras e funcionários.

• Caixas: as caixas são usadas para o armazenamento de peças (matéria-prima, semi- acabadas ou acabadas) e todas possuem a mesma capacidade de armazenamento. Uma caixa armazena apenas um único tipo de peça. Em qualquer parte do chão de fábrica fictícia, onde houver peças, então existe caixa as acompanhando.

Ainda com relação às caixas, adota-se a hipótese de que não existe restrição com relação à quantidade de caixas disponíveis para uso. Outra hipótese a considerar é que a quantidade demandada de cada tipo de peça, por cliente, não deve ultrapassar a capacidade da caixa;

• Empilhadeiras: para este trabalho de pesquisa, considera-se também a possibilidade de usar empilhadeiras para a movimentação de caixas. Todas as empilhadeiras são idênticas em termos de capacidade de carregamento, exercendo apenas funções diferentes. Existem três funções exercidas pelas empilhadeiras na fábrica fictícia: a primeira é usada na movimentação de matéria-prima até as máquinas. A segunda é usada na movimentação de peças semi-acabadas entre as máquinas e a terceira, é usada na movimentação de peças acabadas.

Adota-se a hipótese de que, quando uma determinada empilhadeira for designada para exercer uma das funções, ela simplesmente não realiza mais nenhuma outra.

Também adotam-se hipóteses para as quantidades de empilhadeiras usadas neste trabalho de pesquisa. Exceto as empilhadeiras que fazem a movimentação de peças semi-acabadas (no caso deste estudo considera-se apenas uma empilhadeira), não existem problemas de disponibilidade de empilhadeiras;

• Funcionários: é o último recurso de apoio à fabricação considerado neste trabalho de pesquisa. Para este estudo, pode-se separar os funcionários em quatro grupos:

o Funcionários tipo 1: estes funcionários são responsáveis pelo carregamento de matéria-prima nas caixas. Esta atividade de carregamento de matéria-prima nas caixas acontece no L1.

Em seguida, estes funcionários utilizam-se de empilhadeiras de modo que as caixas (onde estão contidas as matérias-primas) possam ser movimentadas no chão de fábrica. Mas para que isso aconteça, deve-se fazer o carregamento dessas caixas nas empilhadeiras. Após o carregamento de caixa(s), estes funcionários conduzem estas empilhadeiras para que a movimentação das caixas no chão de fábrica possa acontecer com a finalidade de efetuar o descarregamento de caixas nas máquinas. Assim que todas as caixas da empilhadeira são descarregadas no chão de fábrica, ela retorna ao L1.

Para este trabalho de pesquisa, em particular, é importante definir um procedimento que realize a divisão da matéria-prima por carga da empilhadeira. É com este procedimento que define-se a frequência de partidas das empilhadeiras do L1 e é justamente o que ativa o modelo de simulação. Este procedimento pode ser visto na Figura 3.17. Além disso, este procedimento não espera que a demanda se acumule para formar o lote de fabricação (batching orders). Isso torna este estudo importante, porque esta estocasticidade é mantida e pode ser avaliada.

A ideia do procedimento da Figura 3.17 é unir as informações da demanda com o peso das peças. Como já se sabe o tamanho do lote de peças que devem ser fabricadas, é possível então conhecer os pesos das matérias-primas. Em virtude do recurso de apoio usado ser a empilhadeira, pode-se identificar e separar as matérias-primas das peças de acordo com a carga da empilhadeira;

Figura 3.17 - Procedimento para a separação da matéria-prima por carga da empilhadeira

(Fonte: autor)

o Funcionários tipo 2: estes funcionários são operadores de máquinas, exercendo atividades tais como troca de ferramentais, fixação de peças nas máquinas etc. Cada funcionário fica responsável por apenas uma única máquina.

Após a chegada da caixa (onde as matérias-primas ou as peças semi- acabadas estão armazenadas), o funcionário tipo 2 inicialmente faz a checagem do ferramental exigido.

Após esta etapa de checagem de ferramental (e troca de ferramental, caso necessário), este funcionário faz a fixação da peça na máquina para que ela inicie a operação, e assim sucessivamente até que todo lote de peças da caixa tenham sido processadas na máquina. Para este estudo, considera-se que cada peça, assim que receber a operação na máquina, é posta novamente na caixa e aguarda o término das operações de todo o lote que devem ser realizadas na máquina;

o Funcionários tipo 3: Estes funcionários são responsáveis pela movimentação de caixas entre as máquinas de diferentes departamentos. Dentro dessas caixas estão contidas peças semi-acabadas. Para isso, eles usam empilhadeiras para auxiliá-los na atividade de movimentação de peças semi-acabadas. Sendo assim,

pode-se dizer que o número de funcionário tipo 3 alocado na tarefa é igual ao número da empilhadeira usada. E portanto, a posição do funcionário tipo 3 é igual à posição da empilhadeira que ele controla.

Essas posições iniciais dos transportadores (empilhadeiras) podem ser geradas usando um procedimento, conforme mostrado na Figura 3.18. Inicialmente, deve-se informar ao procedimento o número total de transportadores e, em seguida, o procedimento espalha estes nas máquinas até que não sobre nenhum transportador. Se a mesma posição for escolhida mais de uma vez para ser a posição inicial do transportador, então novo local é gerado evitando assim que mais de um transportador esteja na mesma posição. Ou seja, se a incógnita “armazena_valor[i]” for diferente de zero, significa que o transportador (bem como um funcionário tipo 3) já está alocado na máquina da posição i.

Com isso, todos os transportadores intermediários têm as suas respectivas posições iniciais defnidas.

Figura 3.18 - Procedimento para a geração das posições iniciais dos funcionários tipo 3 (Fonte:

autor)

Considerou-se nesse trabalho de pesquisa que existe apenas uma empilhadeira realizando esta tarefa de movimentação de peças semi-acabadas entre as máquinas de diferentes departamentos e esta movimenta apenas uma caixa por vez;

o Funcionários tipo 4: Estes funcionários são responsáveis pela coleta de peças acabadas, nas quais estão armazenadas em caixas. Estes são só solicitados quando existem peças acabadas formadas nas máquinas.

Adotou-se a hipótese de que enquanto a capacidade da empilhadeira ainda não tiver sido atingida, a posterior não deve sair do L2 para realizar a atividade de coleta. Enfim, após a coleta de peças acabadas, estes funcionários então retornam ao L2.

2) Arranjo físico distribuído: neste trabalho de pesquisa, os recursos de apoio à fabricação de peças no arranjo físico distribuído são similares ao do arranjo físico funcional, exceto a maneira de como as peças são movimentadas de uma máquina a outra.

A hipótese adotada neste trabalho de pesquisa é de que a transferência de peças é feita de forma unitária através de mecanismos que permitam o envio por gravidade, tais como hastes interligados entre pares de máquinas. Dessa forma, não existem empilhadeiras e também não existem caixas para serem usadas na movimentação de peças semi-acabadas entre as máquinas.

• Funcionários tipo 2: estes operadores ainda continuam realizando tarefas como: retirada de matéria-prima das caixas; checagem do ferramental a ser usado; fixação da matéria- prima/peça semi-acabada nas máquinas.

Em decorrência da transferência de peças semi-acabadas ser de forma unitária, muda-se a maneira de como os funcionários tipo 2 atuam. A diferença é que logo que terminar a operação na máquina, a peça semi-acabada já é enviada até a máquina seguinte sem a necessidade de esperas.

Apesar da maneira de como é feita a checagem de ferramental (juntamente com a possível troca deste) ser a mesma do que acontece no arranjo físico funcional, o que diferencia os dois tipos de arranjos físicos é o momento que ocorre a checagem. No arranjo físico funcional, a checagem só acontece após a chegada do lote de peças (matéria-prima ou peça semi-acabada). Já no arranjo físico distribuído, a checagem pode ser feita simultaneamente.

Para melhor compreender o momento de checagem do ferramental no arranjo físico distribuído, considere inicialmente que o lote de peças (matéria-prima) chega no chão de

fábrica. Este lote de peças deve se submeter às operações 1 2 3 4, ou seja, primeira operação na máquina tipo 1, a segunda na máquina tipo 2, a terceira na máquina tipo 3 e por fim, a última operação na máquina tipo 4. As máquinas que compõem a célula virtual para a fabricação desse lote podem então ser separadas (reservadas), compostas por uma máquina tipo 1, uma máquina tipo 2, uma máquina tipo 3 e uma máquina tipo 4.

A abordagem considerada neste trabalho de pesquisa é por trocas simultâneas. A ideia é que, como as máquinas já estão reservadas para realizar operações do mesmo lote (portanto, são responsáveis pela produção de apenas um único tipo de peça), então todas as máquinas já podem realizar as trocas de ferramentas ao mesmo tempo. Este tipo de abordagem permite reduções consideráveis de tempos de trocas de ferramentas. Assim, quando as peças vão de fato sendo processadas, não é necessário esperar pelo ajuste de ferramental da máquina posterior como acontecia no arranjo físico funcional.

Para melhor visualizar, a Figura 3.19 apresenta esta abordagem por trocas simultâneas. No momento que o lote chega na célula virtual, todos os operadores das máquinas que compõem a célula virtual já são informados sobre os tipos de ferramentais a serem usados. Então todos já fazem trocas necessárias ou possíveis ajustes. Note, então, que na célula virtual, não é simplesmente reservar máquinas, mas existe também uma filosofia de trabalho em equipe.

Após a descrição dos recursos adotados neste estudo para a fábrica fictícia, é possível identificar, basicamente, três tipos de filas de caixas:

• Fila aguardando processamento: este tipo de fila se forma a partir do momento em que houver existência de caixas contendo peças (matéria-prima ou peças semi-acabadas) e as máquinas requisitadas se encontram indisponíveis;

• Fila aguardando movimentação até outra máquina: este tipo de fila se forma a partir do momento em que houver existência de caixas contendo peças semi-acabadas e encontra a empilhadeira indisponível;

Fila aguardando movimentação até o L2: este tipo de fila se forma a partir do momento em que houver existência de caixas contendo peças acabadas e as empilhadeiras se encontram indisponíveis. Estas caixas então aguardam a chegada do funcionário tipo 4 , com a sua respectiva empilhadeira, para serem movimentadas ao L2.

Figura 3.19 - Abordagem por trocas simultâneas (Fonte: autor)