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Forholdet til uskyldspresumsjonen ved frifinnelse, henleggelse og anmeldelse

Para West (2007) as organizações cresceram em dimensão e tornaram-se

estruturalmente mais complexas, exigindo que grupos de pessoas trabalhem de forma

coordenada para atingir objectivos que contribuam para a realização das missões

organizacionais.

Porquê trabalhar em equipas? As equipas são a melhor forma para implementar

a estratégia organizacional, para desenvolver e entregar produtos e serviços de forma

mais rápida e com menor custo, para reter a aprendizagem na organização, para

melhorar a qualidade da gestão, para promover a inovação e para fomentar um melhor

aproveitamento no tempo gasto nas actividades (West, 2007).

2.2.2.1 Conceito de Equipa

Thiagarajan e Parker (1999) definem equipa como “um grupo de pessoas com

elevado grau de interdependência direccionados para alcançar um objectivo ou a realização de uma tarefa” (p. V). Já para Ferreira, Neves e Caetano (2001) o conceito de

equipa é tão importante no âmbito da psicologia organizacional ao ponto de substituir o

conceito de grupo. Autores como Cunha e col. (2004) observam que embora muitas

vezes se utilize indiscriminadamente o termo grupo ou equipa como sinónimos, deve

atender-se a que uma equipa é um tipo especial de grupo. As equipas caracterizam-se

pelas seguintes dinâmicas dos seus membros: elevado nível de interdependência,

encontrar soluções, interdependência de tarefas distintas, responsabilidade pelos

resultados e pela análise e resolução de problemas.

George e Jones (2002) definem “uma equipa é um grupo de trabalho formal em

que os membros trabalham de forma intensiva para atingirem objectivos comuns ao grupo.” (p. 325). Aqui deve ser realçado que o facto de as pessoas trabalharem em

grupo, não faz com que esse grupo seja uma equipa. O que as distingue de um grupo de

trabalho formal é essa intensidade da interdependência face a objectivos e resultados.

Uma equipa de trabalho autogerida é aquela em que a liderança formal se dilui. São

equipas em que existem grande autonomia na gestão de recursos e nas decisões a tomar

face aos seus processos e objectivos a alcançar.

Newstrom (2008) destaca as seguintes características para que uma equipa seja

considerada autogerida:

1. O grupo deve ser realmente autogerido.

2. As equipas autogeridas parecem ser mais eficazes, quando a natureza do

desempenho tem complexidade suficiente para que o resultado seja apoiado na

realização de todos num produto final.

3. Os gestores devem apoiar na realidade a execução do trabalho em autonomia de

equipa, abdicando a organização de algum do seu poder.

4. Os membros de uma Equipa de sucesso devem ser seleccionados para que a

equipa possua as competências instrumentais e emocionais que necessita.

5. Os membros da Equipa devem querer trabalhar realmente em Equipa. O facto de

haver algum membro que não deseje partilhar da responsabilidade de trabalhar

Newstrom (2008) faz notar que as equipas precisam de tempo para evoluir nos

seus processos e conseguir resultados podendo levar meses e às vezes mesmo anos

para atingirem um bom desempenho.

Tentando compreender os processos das equipas autogeridas e os processos de

trabalho com elas relacionados, Mierlo, Rutte, Kompier e Doorewaard (2005),

realizaram uma revisão de literatura que contemplou 28 estudos empíricos sobre

equipas autogeridas. Nesse trabalho identificaram algumas perspectivas teóricas

subjacentes a várias formas de funcionar em equipa que incluíam: grupos de desenho

de tarefa, teoria da composição grupal, processo de interacção em grupo e

desenvolvimento grupal. Estes autores chegaram à conclusão que o grupo de desenho

de tarefa é o mais adequado para o desenvolvimento das equipas autogeridas por ser

mais direccionado para este tipo de trabalho em equipa, sendo as outras abordagens

mais indicadas para outros tipos de trabalho em grupo.

A abordagem evidenciada alicerça-se no modelo de características do trabalho

de Hackman e Oldham (1975), que identifica cinco dimensões relevantes: autonomia,

variedade de tarefas, identificação com a tarefa, significação da tarefa e feedback. Já

Thiagarajan e Parker (1999) referem diferentes tipos de funcionamento em equipa:

grupos de trabalho naturais, equipas de linha de negócio, equipas executivas, equipas

em cascata, equipas de desenho de serviço ou de novo produto, equipas de redesenho

ou reengenharia de processos ou equipas de melhoria de projecto. Para além das

equipas assinaladas, destacamos uma nova forma de trabalhar em equipa, as equipas

virtuais. Este tipo de equipas surgiu alavancado pela globalização (que fomentou a

dispersão geográfica das organizações), pelas novas formas de estruturar as

Schiller e Mandviwalla (2007) efectuaram uma revisão bibliográfica dos

artigos publicados entre 1990 e 2005 referentes a este tipo de trabalho em equipa,

identificando 85 sobre este tema, o que revela um crescente interesse na investigação

deste tipo de trabalho por equipa no espaço virtual.

Ainda com a óptica do funcionamento das equipas Yeh, Smith, Jennings e

Castro (2006), propõem um modelo tridimensional que pretende explicar o contexto e

processo de trabalho em equipa nas organizações. Este modelo considera três

dimensões. A primeira é a estratégia organizacional. Perante a crescente mecanização

assiste-se nas últimas duas décadas a uma redução dos quadros de gestão intermédios

que se ocupavam da liderança, da motivação e das linhas de compromisso com o

exterior, deixando que estes objectivos se situem na esfera da gestão das equipas. Em

segundo lugar o contexto. É importante que as equipas considerem, nas pessoas que as

compõe, o nível da experiência e especialização. Em terceiro lugar o ambiente. É cada

vez mais relevante considerar os aspectos do sistema alargado em que a organização

está inserida. Como podemos observar, o modelo tridimensional salienta o novo papel

do trabalho em equipa nas organizações que devem assumir novas responsabilidades

na sua dinâmica interna e externa (Yeh e col., 2006).

Pela teoria revisitada verificamos que existe uma tendência dos estudiosos do

trabalho em equipa em assumir que o funcionamento da equipa deve ser autogerido

pelos desafios com que se confrontam e ainda, dentro dessa autogestão, devem ser

2.2.2.2. A Facilitação no desenvolvimento de Equipas

Por se tornar imperioso para o nosso estudo entender como a equipa atinge

maturidade no seu desempenho, importa perceber se existem ferramentas para promover

o seu desenvolvimento.

Para Jones (1998) e Thiagarajan e Parker (1999) o Teambuilding revela-se a

formação ideal para construir e desenvolver equipas. Este tipo de formação consiste em

efectuar determinados tipos de actividades desenhadas com o propósito de promover a

coesão, a cooperação, a comunicação, a partilha de processos de decisão, o

planeamento, a organização ou a gestão de tempo, por exemplo. É um tipo de formação

que procura construir equipas através do lúdico (Cascão & Neves, 1998). Estes autores

consideram este tipo de formação decisiva para o desempenho no trabalho em equipa,

pela aprendizagem que proporciona ao nível dos processos de trabalho, do

desenvolvimento pessoal e relacional.

Também com o intuito de entender qual a melhor forma de desenvolver

equipas, Salas, Nichols e Driskel (1997) comparam três modelos. Consideram para

este fim a formação cruzada, a formação de coordenação e adaptação de equipa e a

formação de orientação e auto-correcção em equipa.

Outra das abordagens interessante para a compreensão das dinâmicas dos

grupos e da formação de equipas são os grupos de encontro. Para Rogers (1970/1986)

um grupo de encontro consiste num grupo que pretende acentuar o crescimento pessoal

e o desenvolvimento e aperfeiçoamento da comunicação e das relações interpessoais,

através de um processo experiencial. O grupo evolui através de algumas fases:

descrição de sentimentos passados, expressão de sentimentos negativos, expressão e

exploração de material com significado pessoal, expressão de sentimentos interpessoais

imediatos no grupo, desenvolvimento de uma capacidade terapêutica no grupo,

aceitação do self e começo da mudança. Estas etapas podem não aparecer por esta

ordem ou com fronteiras muito definidas mas são normalmente observáveis nos grupos

de encontro. Tal desenvolvimento em grupo facilita um maior conhecimento da própria

pessoa, dela na relação com os outros, e como com eles pode funcionar e realizar

projectos em comum. Inspirando-se nestes princípios de funcionamento em grupo Figl

(2008; Derntl, Motschnig-Pitrik & Figl, 2006; Motschnig & Figl, 2007; Motschnig-

Pitrik, 2006) elaboraram projectos de aprendizagem de trabalho em equipa para alunos

de engenharia informática. Observaram que estas acções tinham grande utilidade na

facilitação da comunicação porque promoviam a cooperação entre os alunos.

Mas apesar de existirem várias propostas para fomentar um melhor trabalho em

grupo esta é uma tarefa complexa que tem muitas possibilidades de fracassar. Para

Barner (2006), existem várias razões para que as intervenções ao nível da construção

de equipas não tenham êxito, enumerando as seguintes: a falta de competências dos

facilitadores que têm a missão de as construir e desenvolver, a inadequação do modelo

de desenvolvimento de equipa considerando o mundo do trabalho actual, e por último

a falta de utilização de uma estratégia adequada de construção de equipa em contextos

complexos.

O autor chama ainda a atenção para outros factores que contribuem para a falta

de sucesso nas equipas, determinados mitos que recaem sobre elas. Passaremos a

Do arquétipo. As equipas e o trabalho que executam são muito diferentes hoje

em dia de umas para as outras.

De que as equipas são intactas. Hoje em dia existem muitas equipas de projecto

com fim marcado ou projectos em que as equipas trabalham a tempo parcial.

De que as equipas são unitárias. Ou seja que as equipas trabalham sob as

ordens de um único líder hierárquico. Mas na realidade as equipas muitas vezes estão

em ambientes de matriz onde têm de responder a várias hierarquias.

De que que as equipas são conduzidas por um líder. A realidade é que hoje em

dia as equipas são cada vez mais auto-dirigidas ou desenvolvidas através de facilitação

de equipa.

Que as equipas são igualitárias. Existem subtilezas de poder que os

facilitadores de desenvolvimento de equipas devem ter em consideração na sua

abordagem para que todos os membros possam exercer o seu poder pessoal de forma

livre.

Que as equipas são integradas num determinado espaço ou zona. Com a

evolução do mercado de trabalho tal não é o caso estando muitas vezes os seus

membros dispersos geograficamente trabalhando muitas vezes de forma virtual.

Que as equipas são homogéneas a nível cultural. Com a globalização é

frequente encontrar uma multi-culturalidade crescente.

Que as equipas são herméticas. O facto é que as equipas estão num sistema

muito complexo que as influencia, sendo permeáveis aos vários fenómenos ambientais.

Os aspectos apontados por Barner (2006) quer relativamente à formação,

complexidade e estereótipos sobre o que significa trabalhar em equipa, são indicadores

equipa, fornecendo posteriormente esse saber aos facilitadores que intervêm na sua

construção e desenvolvimento.

A compreensão da influência dos climas organizacionais que contemplam os

contextos externos (caso do equilíbrio trabalho/família) e internos (os factores de

liderança e camaradagem) podem ser úteis para esse conhecimento. A forma como esse

clima se associa a estratégias mais positivas dos colaboradores para lidar com o stresse

ocupacional pode igualmente trazer alguma luz que possa ajudar à intervenção na

construção e desenvolvimento das equipas. Igualmente o saber sobre como acontece a

relação óptima no trabalho em equipa e como esta interfere em factores de desempenho,

(críticos nos nossos dias) parece ser indispensável.

Face à grande dificuldade exposta em construir e desenvolver equipas mas

perante a sua pertinência, foram surgindo recentemente modelos que criam condições

para que estas se possam incrementar, que veremos imediatamente a seguir.