4 Arbeidstakernes rettigheter og nasjonale reguleringer
4.4 Forholdet til nasjonale reguleringer
Antes de tratar da RCC, é oportuno que se descreva e assente o entendimento sobre o caminhar da renovação dentro da Igreja Romana, através de exposição feita por Rubens Alves em Simpósio Protestante, que tratou sobre o Catolicismo Romano. Em seu artigo, o referido autor expõe alguns Movimentos de Renovação: Seu sentido , que antecedem
ou pavimentaram a estrada da doutrina eclesiástica romana, preparando a Igreja para a RCC. Alves comenta:
Diríamos que os movimentos de renovação têm por meta conduzir a instituição [ICAR] a uma nova relação com o mundo moderno, num diálogo autêntico, ressuscitando os elementos que, na sua rica tradição, seriam capazes de apresentar uma resposta aos problemas que nos desafiam... [Contudo], tais movimentos se apresentam sempre dentro da ação vigilante da estrutura [tradicional]. (1962, p.163).
Depois o mencionado articulista relaciona alguns movimentos69 de renovação que surgiram na ICAR a partir do século XIX, destacando os seguintes:
1) O primeiro movimento que ele menciona é o Modernismo Católico , cuja
ênfase está no experimentalismo, por isso: O critério da verdade passa
a ser o subjetivismo (Idem, p.166);
2) O segundo movimento relacionado é A Nova Teologia , que postulava a
liberdade do leigo em fazer teologia ou a Teologia Leiga , idéia negada veementemente pela hierarquia da Igreja;
3) O terceiro movimento é A Renovação Litúrgica , seu principal alvo era
de trazer a congregação para o meio da objetividade da missa (Idem, p.171);
4) O quarto movimento destacado é a Renovação Missionária , o foco
principal desse movimento visava abandonar o modo estático de se fazer missão da Idade Média. Ou seja, ao invés de esperar o fiel vir à Igreja, o padre missionário passaria a ir ao seu encontro onde ele estivesse e se identificaria com ele em seu ethos, empatizando-se com ele em seu contexto sócio-cultural, bem como, assistindo-o em suas necessidades.
Com este entendimento, como foi dito, far-se-á nesse momento uma breve análise expositiva da RCC. Esse movimento teve seu início nos EUA, segundo Campos Jr., assim ele originou-se:
69 Esses movimentos estão relacionados, desenvolvidos e muito bem explicados por Rubens Alves in: O Catolicismo Romano Um Simpósio Protestante (1962, p.157-175).
No dia 1º de março de 1967, um encontro entre católicos e pentecostais marcou a primeira experiência ecumênica nesse sentido: houve maior aproximação também entre católicos e protestantes... O primeiro congresso nacional de renovação Carismática foi realizado em abril [de 1967]. Foi o início do movimento pentecostal entre os católicos... A cidade brasileira onde a RCC se enraizou foi Campinas, em São Paulo. Em 1973 realizou-se um congresso sobre este tema em Roma, no qual o Papa Paulo VI se manifestou favorável à presença do ramo carismático na Igreja Católica... Iniciada no Brasil por jesuítas, a RCC se espalhou por todo o território nacional, sofrendo a
concorrência de outra ala de clero progressista: a teologia da libertação... Desenvolvida por teóricos como Gustavo Gutierrez e difundida por, entre outros, o brasileiro Leonardo Boff... A RCC apresenta os componentes dos grupos pentecostais e preserva características do catolicismo popular... Entre os católicos existe a preocupação de estudar as passagens bíblicas que proporcionam uma interpretação espiritualista , como também
os fenômenos relacionados às manifestações de êxtase... A Renovação pode ser entendida como uma reação ao avanço pentecostal (de origem protestante) que se alastrou pelo Brasil. (1995, p.93/4/5/6/99)
O autor citado menciona que a RCC tem sido um dos principais instrumentos para a prática do ecumenismo eclesiástico e uma aproximação com os protestantes. Pois tanto na RCC, como no Pentecostalismo e no Neo- Pentecostalismo, o carisma, grego: káris; daí vem carismático. Suas ações e manifestações estão ligadas principalmente a fenômenos estáticos, como o da glossolalia, que acontece quase que semelhantemente tanto numa como noutra corrente religiosa. Deve-se a isto os tipos de experiências que ambos ramos do cristianismo: Catolicismo RCC70; e do Protestantismo Pentecostal
e o Neo-Pentecostal, se identificarem quanto a esta prática carismática fenomenológica.
Esses movimentos em especial, foram os que mais trouxeram mudanças dentro do cristianismo em ambos segmentos, principalmente no que se refere à aplicabilidade no exercício de serviços cúlticos, condução de liturgias e formas de expressões corporais como palmas, levantar de mãos, danças; e também, de determinados feitos ou manifestações, quer sejam sobrenaturais ou
70Quem melhor representa hoje este movimento na ICAR é o Pe. Marcelo Rossi, que, através da mídia tem feito grande sucesso: Se o Catolicismo midiático encontra no Pe. Marcelo um de
seus destaques, é porque este representa muito bem no que diz respeito a seu ideário sociorreligoso: evangelizar por todos os meios e manter fidelidade à Igreja, isto é, ao Vaticano
extraordinárias, por exemplo: libertações, demonismo, intervenções ditas ou atribuídas ao Espírito Santo, etc.
Uma das atitudes que marcou esses movimentos e que certamente contribuiu em muito para algumas mudanças havidas e mais especificamente dentro do catolicismo romano, foi o destaque dado à leitura da Bíblia Sagrada. Além disto, da parte do protestantismo esta prática já se realizava; houve em ambos grande estímulo a reuniões feitas em lares através de pequenos grupos, onde buscavam-se não somente ler, mas também, estudar as Escrituras, fazendo-se orações e entoando vários e novos cânticos. Tanto num, como noutro segmento religioso, normalmente eram os leigos de ambos sexos que lideravam essas reuniões, que inclusive, acontecem até hoje.
Ressalta-se que, mesmo com esses novos movimentos, da parte do catolicismo, entretanto, não houve o abandono das imagens e a adoração ou a veneração a santos, como querem. Prática esta, veementemente negada pelo Protestantismo. Por causa disso o autor deste trabalho não entende que haja contemporaneamente uma aproximação, acordo e aceitação ecumênica para uma prática litúrgica-cúltica-conjunta, simplesmente por causa dessas semelhanças. Como o fato ocorrido nos EUA, quando deu origem à RCC. Mesmo porque, o tipo de catolicismo romano praticado na América, tem algumas diferenças do que é sincreticamente realizado no Brasil pela sua pluralidade cultural.
4.2.2.2. Protestantismo
O protestantismo nesse período, semelhante ao catolicismo romano, também enfrentou determinados reveses e mudanças em seu campo religioso-político-eclesiástico; bem como, na teologia, doutrina e prática litúrgica. As igrejas chamadas históricas, herdeiras da Reforma protestante, são as que mais sofreram nesse período. Em parte, elas são as mães da maioria das demais denominações evangélicas existentes no Brasil hoje, não importando sua linha teológica, doutrinária e eclesiástica. Souza e Martino (orgs.), sobre um artigo de Mendonça, registram:
O período entre 1960 a 1964 representa o estator e fim da politização das igrejas protestantes históricas... A partir da década de 1960, as igrejas protestantes históricas parecem ter recuado para seus próprios redutos e reduzindo em muito suas presenças na sociedade brasileira, embora individualmente se representem em alguns postos de evidência política e, principalmente, por meio de suas instituições educacionais. (2004, p.60/1).
Devido ao advento do pentecostalismo, seu prodigioso crescimento e expansão, as igrejas históricas fecharam-se dentro de seu nicho eclesiástico, doutrinário e teológico. Preocupadas, envidaram esforços para combater esta nova manifestação que vinha se proliferando dentro da Igreja evangélica brasileira. Tal atitude levou-as a abandonar , ou no mínimo a diminuírem considerável e temporariamente a evangelização e missões aos não protestantes. Isto permitiu e fez que outros segmentos pentecostais e neo- pentecostais, fossem ganhando cada vez mais espaço, expressão e força dentro do cenário religioso evangélico no Brasil, visto que a massa populacional enfrentava graves crises sociais, de naturezas diversas.
Embora as igrejas protestantes históricas estivessem solidamente implantadas e presentes em todo o território nacional, contudo, foram se intimidando mediante o galopante avanço pentecostal. Sua presença no cenário brasileiro nesse e em outros períodos, destaca-se mediante algumas instituições educacionais de ensino, como a Universidade Presbiteriana Mackenzie, da Igreja Presbiteriana do Brasil; a UMESP, da Igreja Metodista, ambas em São Paulo; a Universidade Luterana em São Leopoldo RS; e as Escolas presbiterianas: Instituto Gamom em Lavras MG (hoje Universidade); o Colégio Agnes em Recife Pe.; o Instituto Cristão Colégio Técnico Agrícola em Castro Pr., estes são apenas alguns exemplos que marcam a presença do protestantismo no Brasil. Há ainda Hospitais Evangélicos em vários Estados da nação; por exemplo, a Missão Evangélica Caiuá, entre os índios Caiuás, em Dourados Mt., nessa missão tem um hospital de referência que assiste a índios de toda a região, ambos estão sob a direção e responsabilidade de protestantes, principalmente de presbiterianos.
Além destas instituições, há ainda os seminários e institutos que preparam os candidatos de igrejas protestantes a serem missionários ou evangelistas; e seminaristas, a serem pastores. Vão, e depois de anos de
estudo serão pastores, evangelistas ou missionários. Demonstram denodado conhecimento cultural, eclesiástico, histórico, teológico, doutrinário e denominacional; para servirem a Deus e contribuírem ao crescimento e à expansão de Seu reino, através de sua denominação, para onde ela o enviar a fim de exercer a função para a qual foi preparado.
Quanto ao agir ético do protestante leigo , como conseqüência da prédica, ensino e doutrinação que recebe em sua denominação pelo seu líder, segundo o seu nível de conhecimento bíblico, formação cultural e intelectual, e, principalmente, pela sua conduta, mui apropriadamente observou Mendonça:
O protestantismo, por causa do individualismo inerente ao princípio da liberdade da Reforma, não se ajusta à cultura de massa. O protestante é singularmente solitário e responsável por si mesmo perante Deus, crendo firmemente que a solução de seus problemas depende de sua fidelidade e empenho pessoal, e não de benesses que sempre exigem contrapartidas em desacordo com sua ética religiosa. Às autoridades e ao Estado cabem cumprir a lei, assegurando a justiça e não concedendo ou recebendo benefícios. (2004, p.62).
Tudo isto mostra a importância, influência e participação do protestantismo, principalmente o calvinista reformado no cenário da vida social brasileira. Deixando sua contribuição para a formação intelectual, espiritual, educacional, moral e ética do indivíduo, atingindo-o em sua totalidade para melhor servir a Deus com integridade, o próximo e a sociedade. Quer seja na política, na educação, na saúde, justiça, economia, etc., ou em qualquer outro setor que necessite de alguém, ou de um profissional qualificado, que seja útil em qualquer nível e segmento da sociedade.
Observe que a preocupação protestante é de preparar seu fiel seguidor espiritual e profissionalmente, desde a tenra idade, segundo os princípios bíblicos, educacionais e disciplinares que ele deve ter e apresentar em sua vida. Esta preocupação protestante tem por finalidade tão somente de contribuir para tornar a pessoa, a comunidade e a sociedade como um todo, mais justas, fraternas, acolhedoras e, sobretudo, humanas.