4. BAKGRUNN OG KONTEKST
4.5. Forholdet mellom departement og administrasjon
Conforme proposto por Barros (2004), a árvore de domínio permite ao leitor uma visão mais heurística do objeto de estudo em questão. Por esta razão, trouxemos aqui um recorte da árvore de domínio da Linguística, subáreas da Filologia, Etimologia e Linguística Histórica para promover uma reflexão metodológica contextualizada para esta pesquisa conforme a Figura 4, abaixo.
Figura 4. Recorte da árvore de domínio da Linguística Fonte: Fromm; Yamamoto, 2013.
No contexto de língua portuguesa do Brasil, as áreas de Etimologia, Filologia e Linguística Histórica são subáreas da grande área da Linguística. É a partir desse contexto que desenvolveremos nosso trabalho de pesquisa. Ou seja, apesar de ser uma obra terminológica bilíngue, a base de nosso trabalho será de língua portuguesa, seguindo as propostas da academia brasileira.
Inicialmente, nosso objetivo foi o de desenvolver um trabalho terminológico na área de LH. Como passo necessário desse processo, após o estudo da área da LH, entendemos que essa área vale-se de outras para se estabelecer, isto é, na busca de estabelecer as mudanças de uma língua a LH vale-se das contribuições da Etimologia e da Filologia Clássica e Românica em contextos de língua portuguesa. O questionamento que buscamos responder foi: essas áreas se estabelecem como áreas ou estão incluídas na Linguística Histórica como um todo? Teria havido alguma mudança metodológica ou
epistemológica que uniria a Etimologia e as Filologias sob o escopo da LH, tornando aquelas áreas uma só com a LH?
Estudada a bibliografia da área da Etimologia com Viaro (2011) e Durkin (2009), entendemos que ela se estabelece como subárea da Linguística, apesar de estar, de certa forma, apagada nos dias atuais. Como exemplo desta realidade, podemos citar a falta de eventos na área de Etimologia, ou mesmo de uma bibliografia específica da área.
Além da Etimologia, pesquisamos a área da Filologia/Filologia Românica com Iordan (1982), Vidos (1996) e Basseto (2001). Essa área também se mostrou independente, apesar de que também já teve menos destaque; no momento tem crescido mais que a Etimologia, fato este visível na quantidade de congressos e simpósios dessa área. Não faz parte do objetivo desse trabalho essa mesma pesquisa no contexto anglófono.
Conforme apresentamos no Quadro 1, cada uma delas tem um objeto de estudo, método e objetivos distintos. Contudo, devido ao fato de a Etimologia estudar o étimo das palavras, ela o faz a partir de uma perspectiva diacrônica, o que implica em mudanças morfológicas e fonéticas, mudanças essas que interessam à LH.
Além do estudo do étimo, observa-se que estas mudanças de sentido e forma relacionadas aos étimos se dão no interior do texto. O estudo do texto, da cultura que o sustenta, o momento histórico e social no qual se insere, é objeto de estudo da Filologia. Como o texto e o léxico servem de base para as mudanças linguísticas, essas áreas contribuem para a LH, conforme explicitado por Mattos e Silva (2008).
A partir das primeiras pesquisas, a hipótese seria a de que a LH, pelo fato de ser uma subárea mais recente da Linguística, abarcaria a Filologia Clássica e Românica, bem como a Etimologia. Caso essa hipótese se comprovasse, teríamos a árvore da Linguística com a alteração apresentada na Figura 5.
Figura 5. Árvore de domínio inicial - proposta para a LH Fonte: autor.
Na proposta apresentada na Figura 5, trabalharíamos com a hipótese de que a Etimologia e as Filologias Clássica e Românica se aglutinariam para formar o que hoje temos como LH, sendo esta a mais recente dessas ciências. Mas após a pesquisa bibliográfica, o que tivemos foi outro resultado. Cada uma delas tem seus parâmetros e epistemologia bem definidos, apesar de serem disciplinas que estudam as línguas em uma perspectiva diacrônica.
Desse modo, apesar de não ser possível aglutinar a Filologia e a Etimologia sob o escopo da LH, tornando-as uma área única simplesmente pelo fato de elas se relacionarem, uma não substitui a outra. Então, propomos manter a árvore subdividida como já proposto por Fromm e Yamamoto (2013), sabendo que a Etimologia e Filologia se inserem na LH, mas o contrário não se dá da mesma maneira. O que queremos defender é que a Filologia e a Etimologia continuam independentes como subáreas da Linguística. Elas se estabelecem com seus objetos, métodos e objetivos distintos. O resultado do trabalho filológico e etimológico servem à LH, mas isso não quer dizer que elas se inserem na LH e se misturem a ela, no sentido de se tornarem uma “nova” subárea, juntamente com a LH.
Além da pesquisa bibliográfica, observamos no corpus de estudo que essas áreas também se mostram distintas, de forma que o caráter conteudístico de cada uma se difere, sendo que podemos agrupá-las sob a LH, no que tange a conceitos terminológios, mas não como áreas que se juntam para tornar-se uma só. De uma forma mais detalhada, entendemos que os conceitos presentes nos estudos etimológicos: a mudança conceitual dos étimos, os princípios do método gramático-histórico usados na datação de corpus, são úteis e vitais à LH. Da mesma maneira, a crítica textual, com seu método histórico- comparativo, seu enfoque no contexto sócio-histórico e geográfico de produção da língua, contribuem para a compreensão das mudanças linguísticas em uma perspectiva diacrônica, estudadas pela LH. Finalmente, propomos a autonomia de cada subárea da Linguística, já que a árvore de domínio mantém-se igual a proposta anteriormente.
Concluimos nesta seção a proposta que acreditamos ser a melhor a se manter para os estudos da LH, conforme recorte da árvore da Linguística. Na seção seguinte, trataremos dos procedimentos metodológicos adotados para a coleta dos corpora de LH em português e inglês.