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Forhold til arbeidsmarkedet

In document Fattigdom og levekår i Norge (sider 44-71)

5. Sosiale tjenester

5.5 Forhold til arbeidsmarkedet

satisfação dos cooperadores?

Q3. É importante, para os cooperadores, respeitarem e agirem segundo os princípios cooperativos?

Q4. Existem outros fatores, nomeadamente ligados aos resultados, que influenciem a satisfação dos cooperadores e a sua intenção de permanência? Para responder a estas questões serão tidos em conta, como referido anteriormente, variáveis e indicadores retirados da literatura revista, nomeadamente: (I) a análise dos fatores, variáveis e indicadores considerados fundamentais para o sucesso das alianças estratégicas (Lui e Ngo, 2005; Street e Cameron, 2007; Franco, 2011, 2011a) e redes estratégicas, ou coligações, nas cooperativas (Mazzarol et al., 2013); (II) os princípios identificados como sendo basilares para a criação, desenvolvimento e sustentabilidade das cooperativas (Mills e Davies, 2013; Hernández-Espallardo et al., 2009), estes últimos com vários estudos publicados neste âmbito e que (III) consideram as cooperativas agrícolas de comercialização uma forma especial de integração vertical, apenas parcial e composta por somente dois elementos: (a) elemento Mercado (relação de operação) e (b) elemento Hierarquia (relação de controlo) e em que a cooperativa é propriedade de todos os membros, em conjunto; (IV) modelo de negócio único que vai para além do “terceiro setor” (Mazzarol et al., 2011) e que, por isso, fatores subjetivos, como a entreajuda e os princípios cooperativos, podem influenciar a satisfação dos intervenientes (Liebrand e King, 2014).

Face ao exposto, é fundamental, para melhor se perceber o próprio movimento cooperativo e a sua forma particular de associação/empresa, estudar as relações e identificar os fatores que contribuem para a satisfação dos cooperadores, na medida em que esta é, de acordo com a literatura, crítica para a sustentabilidade e a gestão daquelas organizações (Ortega, 2010).

Além disso, em Portugal verificou-se uma inexistência de literatura, ou pelo menos não foi encontrada, que se debruçasse sobre a avaliação da satisfação dos cooperadores em relação às suas cooperativas, bem como se esta se relaciona ou não com a intenção dos cooperadores permanecerem nas mesmas, mesmo quando há melhores ofertas no mercado.

1.4 Estrutura da Tese

A primeira etapa desta investigação passou por uma aprofundada revisão da literatura sobre o fenómeno do cooperativismo, dos seus princípios, da forma particular da sua organização, formas de controlo por parte dos seus membros e das relações que se estabelecem entre cooperadores e cooperativas. Além disso, procurou-se perceber se as cooperativas são alianças

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estratégicas para entrada no mercado, a fim de obterem dimensão para adquirirem vantagens competitivas, que de outra forma não obteriam.

A partir desta análise teórica e dos múltiplos indicadores elencados pela literatura, obtiveram- se os elementos conceptuais julgados necessários para a construção da fundamentação teórica, para a construção do modelo conceptual que é proposto, cujas hipóteses formuladas serão testadas empiricamente.

Num segundo momento tratar-se-á da problemática das alianças estratégicas e os fatores que afetam o seu sucesso. Depois, aprofundam-se os conhecimentos acerca das cooperativas enquanto alianças estratégicas, cuja finalidade é a entrada no mercado. Pretende-se, ainda, encontrar na literatura exemplos de investigadores que se tenham já debruçado sobre os fatores que estão na origem da satisfação dos cooperadores e, de igual modo, se esta influencia a sua intenção de permanecer nas cooperativas onde estão integrados.

Ainda no capítulo 4 é feita uma síntese bibliográfica dos fatores a usar no estudo empírico e que poderão afetar as cooperativas, consideradas como formas de alianças estratégicas. Daqui se partirá para a proposta de modelo de análise apresentado no capítulo da metodologia. A que se segue a análise e discussão dos resultados, implicações e contribuições para a teoria e a prática, terminando a investigação pela apresentação dos principais constrangimentos e limitações sentidas durante todo o processo.

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PARTE 2 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Capítulo 2 – Fundamentos sobre as

cooperativas

2.1 Princípios Cooperativos: origem e evolução

As cooperativas tiveram a sua origem por volta de 1844 com a Rochdale Society of Equitable Pioneers, quando um grupo de tecelões ingleses decidiu criar uma organização de ajuda mútua, para atingir objetivos sociais através de atividades económicas. Esta organização viria a estar na origem da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), que desenvolveu e estabeleceu os princípios cooperativos, posteriormente revistos em 1937, 1966 e 1995 (Oczkowski et al., 2013).

As cooperativas são definidas pela ACI como «uma unidade autónoma de pessoas, unidas

voluntariamente para satisfazer aspirações e necessidades económicas, sociais e culturais, através da propriedade conjunta de uma empresa gerida democraticamente» (Couderc e

Marchini, 2011). Esta forma empresarial tem levado a que filósofos, políticos, intelectuais e académicos procurem entender e contribuir para o avanço dos estudos acerca das cooperativas, suas teorias e princípios, bem como dos problemas e dificuldades que estas organizações enfrentam.

As cooperativas tiveram diferentes desenvolvimentos ao longo dos tempos e com variações mais ou menos significativas de país para país (Perista e Nogueira, 2004). Todavia, todas elas respeitam um conjunto de princípios fundamentais, definidos pela organização internacional representativa deste setor a nível mundial, a ACI, conforme se pode ver na Tabela 2.1, e que apelam aos valores fundamentais de autoajuda, democracia, igualdade, equidade e solidariedade (Oczkowski et al., 2013, Namorado, 2013).

Os sete princípios cooperativos (ver Tabela 2.1) são o fundamento das cooperativas a nível mundial e traduzem a sua especificidade enquanto modelo organizativo, constituindo-se como uma forma alternativa à organização empresarial tradicional.

Aquela forma de organização está fundamentada em princípios muito próprios, relativos à forma de expressão da vontade dos associados, aos critérios de partilha de rendimentos e aos seus objetivos de redução de custos, com vista à melhoria social e económica de seus associados (Ribeiro e Alves, 2010; Namorado, 2013), isto é, uma forma de fazer negócios de um novo nível (Mills e Davies, 2013).

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Todavia, os momentos atuais de rápidas mudanças nos mercados determinaram uma evolução progressiva das formas organizacionais das cooperativas (Couderc e Marchini, 2011; Mills e Davies, 2013), sendo uma dessas evoluções apresentada por Cook e Plunkett (2006), citados por Couderc e Marchini (2011). Estes autores introduzem, por exemplo, o conceito de “empreendedorismo coletivo”, descrevendo-o como uma nova forma de cooperativismo, mais orientado para o mercado, com alterações significativas na forma de gestão, orientada para a procura de um rendimento lucrativo para os stakeholders, em vez da entrega dos valores residuais aos membros produtores, através de um aumento dos preços de compra. Essa abordagem, todavia, não será objeto deste estudo, sendo de grande pertinência em investigações futuras sobre empreendedorismo cooperativo, principalmente numa altura em que, no caso português, está em discussão, e foram aprovadas, um conjunto de propostas de alteração do Código Cooperativo.

Tabela 2.1 - Princípios da identidade cooperativa

1. Adesão livre e voluntária

• Organização voluntária e livre a todas as pessoas que pretendam usar os serviços;

• Responsáveis como sócios;

• Sem discriminação social, racial, política, religiosa ou de género.

2. Controlo democrático pelos sócios

• Organizações democráticas; • Controladas pelos sócios;

• Tomadas de decisão partilhadas; • Princípio de um sócio, um voto.

3. Participação económica dos sócios

• Participação equitativa e controlo democrático do capital; • Juros limitados sobre o capital;

• Parte do capital é propriedade comum;

• Parte dos excedentes ficam cativos para o desenvolvimento de um conjunto de propósitos.

4. Autonomia e

independência

• Organizações autónomas para ajuda mútua e controladas pelos seus sócios.

5. Educação, treino e informação

• As cooperativas proporcionam formação e treino aos seus sócios;

• Informar o público sobre os benefícios da cooperação. 6. Cooperação entre

cooperativas

• Através de estruturas locais, nacionais, regionais e internacionais.

7. Preocupação com a comunidade

• As cooperativas trabalham pelo desenvolvimento sustentável das comunidades, através de políticas aprovadas pelos seus membros.

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