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Forhold som forklarer ustabilitet

5. Stabilitet og endring i bundne kostnader

5.1. Forhold som forklarer ustabilitet

A partir do problema desta pesquisa que procura investigar se a participação em atividades nas escolas públicas em um contexto de estágio, como possibilita o Programa Bolsa Formação, poderia favorecer ao aluno do curso de Pedagogia a construção de saberes docentes necessários à profissão, considerou-se relevante também ouvir as professoras regentes das escolas campo de atuação, aqui identificadas por PR. As análises e os dados obtidos com esse grupo de sujeitos investigados se apresentam neste capítulo.

O objetivo, ao envolver esses sujeitos, foi verificar sob a visão da professora regente:

 se algumas atribuições das alunas pesquisadoras, conforme consta nos documentos da Secretaria da Educação, estão sendo desenvolvidas nas salas de aula;

 que conhecimentos elas acreditam que as estudantes de Pedagogia estão construindo ao permanecerem na unidade escolar;

 se existe integração entre professor orientador da IES e a professora regente que acolhe a aluna pesquisadora na escola de Ensino Fundamental;

 o que se assemelha e o que difere entre a aluna pesquisadora e o aluno estagiário;

 qual a possibilidade de as ações desenvolvidas pelas alunas pesquisadoras se repetirem pelo aluno estagiário;

 se a professora regente se considera uma professora formadora de futuros professores;

 que comentários gerais sobre a participação das alunas pesquisadoras em suas salas de aula as professoras regentes gostariam de registrar.

Assim, acredita-se que os resultados obtidos podem trazer elementos importantes para se pensar a ressignificação dos estágios em cursos de formação de professores, conforme os motivos expressos anteriormente.

7.1 Número de alunas pesquisadoras que atuaram em suas salas de aula

Ao se iniciar a entrevista com as professoras regentes, segundo grupo de sujeitos investigados, procurou-se verificar o número de alunas pesquisadoras que elas já haviam recebido em suas salas de aula no período entre 2007 e 2010.

Analisando-se as respostas obtidas, verificou-se que 12 (80,00%) professoras regentes conviveram com mais de uma aluna pesquisadora em sala de aula e 03 (20,00%) tiveram a presença de uma única aluna pesquisadora no período de realização desta pesquisa.

Esse fato pode favorecer a obtenção de dados gerais a respeito das alunas pesquisadoras, pois o objetivo da coleta de dados com as professoras regentes não foi buscar informações sobre a estudante que se encontrava em sua sala de aula no momento da realização da entrevista, mas obter dados referentes à participação dessas estudantes de Pedagogia que integram o Programa Bolsa Formação.

A tabela a seguir indica o número de alunas pesquisadoras presentes nas salas de aula de cada professora regente, sujeito investigado:

Tabela 11 – Número de alunas pesquisadoras que estiveram presentes nas salas de aula das professoras regentes no período de 2007 a 2010

Professoras Regentes Número de alunas pesquisadoras em sala de aula

PR 01; 02; 04; 06; 13. 04

PR 05; 07; 09; 14; 15. 03

PR 08; 11. 02

PR 03; 10; 12. 01

O número de alunas pesquisadoras que atuaram em salas de aula das professoras regentes pode favorecer alguns comentários mais abrangentes a respeito da participação dessas estudantes na escola de Ensino Fundamental. Assim, apresentam-se os dados obtidos com as professoras regentes das escolas pertencentes ao cenário desta pesquisa.

7.2 O que realizam as alunas pesquisadoras nas escolas campo de atuação sob o olhar da professora regente

Para se conhecer o que realizam de fato as futuras professoras nas escolas campo de atuação, organizaram-se questões norteadoras para a entrevista fundamentando-se em algumas atribuições do aluno pesquisador, que estão expressas na Resolução SE nº 90/2008 e no Regulamento de 2009, como se verificará a seguir.

7.2.1 Conhecimento do planejamento da professora regente

Uma das atribuições do aluno pesquisador é o conhecimento do planejamento do professor regente.

Assim, quanto às professoras regentes serem indagadas se as alunas pesquisadoras que estiveram presentes em suas salas de aula procuraram conhecer seu planejamento, obtiveram-se os seguintes dados: 12 (80,00%) dos sujeitos investigados nesse grupo afirmaram que as alunas pesquisadoras procuraram conhecer seu plano; 02 (13,33%) alegaram que essa não foi uma preocupação das que estiveram em suas salas de aula; e 01 (6,66%) afirmou que o interesse pelo documento foi percebido somente pela atual aluna pesquisadora.

Esses dados reafirmam, como já anunciado nas entrevistas com as alunas pesquisadoras, que o conhecimento do planejamento do professor regente foi de interesse dos sujeitos investigados.

7.2.2 Participação nos encontros de HTPC

A participação nos encontros de HTPC – Hora de Trabalho Pedagógico Coletivo, que ocorrem nas escolas com os professores do mesmo nível de ensino sob a orientação do professor coordenador, também é uma das atribuições do aluno pesquisador; no entanto, essa participação é praticamente nula no cenário em que se realizou a presente pesquisa.

Dentre as professoras regentes entrevistadas, 12 (80,00%) relataram que as alunas pesquisadoras não participam desse momento de formação na unidade escolar; 02 (13,33%) informaram que já tiveram alunas pesquisadoras participantes de alguns encontros; e 01 (6,66%) afirmou que a aluna pesquisadora participa de reuniões desde que essas ocorram no período em que ela se encontra na escola, como é o caso das reuniões de pais e conselhos de classe.

De fato, apesar de não ser o objetivo desta pesquisa fazer a relação dos dados coletados entre professores regentes e alunos pesquisadores, nota-se que as alunas pesquisadoras entrevistadas também afirmaram não participar desses encontros que são organizados em um horário contrário ao das aulas. Isso ocasionaria, para a aluna

pesquisadora, uma carga horária diária superior à estabelecida pelo Programa Bolsa Formação, ou seja, ultrapassaria as 20 (vinte) horas semanais.

No entanto, como indicado anteriormente, acredita-se que poderia ocorrer por parte do aluno pesquisador e da gestão escolar uma alternativa com um horário flexível no dia da semana em que ocorresse o encontro destinado às HTPCs, garantindo a carga horária semanal e a presença dos alunos pesquisadores, estudantes do curso de Pedagogia, nesses encontros.

7.2.3 Colaboração entre aluna pesquisadora e professora regente

A colaboração entre aluna pesquisadora e professora regente, prevista no rol de atribuições, foi confirmada por 13 (86,66%) sujeitos investigados, que percebem a participação da estudante de Pedagogia em suas salas de aula de forma positiva.

Ao responder à questão: “Em sua opinião, você considera que existiu colaboração entre o aluno pesquisador e o professor regente?”, destaca-se:

“No início, lógico, ela ficou um pouco tímida e eu também porque era a primeira vez, mas depois a gente foi se entrosando... ela sempre traz coisas novas (da faculdade) e vamos trocando informações...” (PR10)

A fala da professora regente ilustra como ocorre o contato inicial com a aluna pesquisadora; porém, no decorrer da convivência diária, as relações passam a ser mais próximas e colaborativas, da mesma forma como relataram as alunas pesquisadoras em relação às professoras regentes das salas de aula em que atuaram.

Algumas professoras regentes registraram comentários importantes que podem contribuir para que se estabeleça uma relação mais harmônica com as alunas pesquisadoras quando isso não ocorre inicialmente.

Uma professora relatou que no ano de 2007, a aluna pesquisadora demonstrava ser

“bem disponível, queria ajudar até em coisas que não cabia a ela” (PR01).

Quando indagada para esclarecer sobre sua afirmação, informou que

“ela queria fazer a sondagem, talvez em nível de experiência...” (PR01).

Porém, a professora solicitou que ela ouvisse e

“ficasse perto, mas que não era uma coisa que poderia deixá-la fazer, não naquele momento” (PR01).

Atitudes como essa podem demonstrar a disposição da professora regente em auxiliar na formação da aluna pesquisadora.

Outra professora regente (PR06) informou que no início do Programa Bolsa Formação, o relacionamento foi complicado porque “não sabiam o que vinham fazer”, ao se referir ao papel da aluna pesquisadora na sala de aula:

“No início, foi meio complicado, a gente não sabia o que vinham fazer e eu tive um problema com a primeira moça.” (PR06)

Desta feita, observa-se que a falta de diálogo entre a IES e a escola campo de atuação da aluna pesquisadora pode originar situações conflitantes, posto que esse