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Forhandlinger i Stortinget

O Supergrupo Espinhaço, no domínio da Chapada Diamantina, subdivide-se em Espinhaço Inferior, Espinhaço Meio e Espinhaço Superior (Costa, 1976).

O Espinhaço Inferior é representado pela Formação Rio dos Remédios, constituída por níveis ortoquartzíticos basais e rochas vulcânicas ácidas a intermediárias, representadas por riolitos, quartzo pórfiros, riodacitos e dacitos.

O Espinhaço Médio é representado, em ordem de idade cronológica decrescente, pelas: Formação Lagoa de Dentro, representada por quartzitos e conglomerados; Formação Mangabeira, composta por quartzitos e metaconglomerados; Formação Paraguaçú, formada por arenitos vermelhos

metassiltitos e quartzitos; Formação Lavras, constituída por quartzitos e conglomerados diamantíferos.

O Espinhaço Superior é representado, também em ordem de idade cronológica decrescente, pelas: Formação Tombador, composta por quartzitos recristalizados e metarenitos intercalados; Formação Caboclo, constituída por metarenitos, metassiltitos e metarenitos; Formação Morro do Chapéu, formada por siltitos e arenitos. Segundo Schobbenhaus (1993) as duas primeiras formações representam sedimentos plataformais mesoproterozóicos, enquanto a Formação Morro do Chapéu é datada do neoproterozóico.

b) Supergrupo São Francisco

Na Chapada Diamantina, este Supergrupo encontra-se representado pelo Grupo Una (Schobbenhaus 1996), o qual é subdividido nas Formações Bebedouro e Salitre (Inda & Barbosa, 1978).

A Formação Bebedouro é constituída por diamictitos com matriz grauváquica, arcosiana e quartzoarenítica, na qual flutuam seixos e matacões de composições variadas, quartzoarenitos, grauvacas, arcóseos e pelitos com ou sem clastos associados. Segundo Guimarães (1996), o ambiente deposicional é do tipo plataformal marinho, com influência glaciogênica. Macedo & Bonhomme (1981, 1984), obtiveram em rochas pelíticas da Formação Bebedouro, idades Sr/Sr de 960 a 31Ma, K/Ar entre 901 e 21Ma e 876 a 20Ma, Rb/Sr e Sr/Sr variando entre 932 a 30Ma e 911 a 27Ma. Tais idades foram interpretadas como marcadoras da fase diagenética.

A Formação Salitre é representada por um conjunto de litofácies carbonáticas que se alternam com pelitos (Inda & Barbosa 1978; Misi 1993; Dominguez 1996; Guimarães 1996; Meneses Fº 1996). As estruturas sedimentares mais comumente encontradas são a laminação plano-paralela, estratificações cruzadas dos tipos hummocky e planar, e marcas de ondas. Segundo Leão & Dominguez, (1992) e Leão et. al. (1992), seu ambiente de deposição é marinho raso, do tipo rampa carbonática, com constante agitação de ondas em planície de maré. Macedo & Bonhomme (1984), e Toulkeridis et. al. (1999), realizaram datações Rb/Sr dos

carbonatos da Formação Salitre, os quais indicaram uma deposição entre 750 e 850Ma. Já os resultados dos estudos isotópicos realizados por Misi & Veizer (1996) indicam um intervalo de deposição para a Formação Salitre entre 700 e 560Ma.

3.1.3. Jacobina

A geologia da região de Jacobina é representada por unidades que compreendem os períodos paleoproterozóico, representado por um pequeno corpo do Greenstone Belt de Mundo Novo (na base), englobando metabasaltos, metadacitos, rochas calcissilicáticas, anfibolitos, formações ferríferas, xistos e quartzitos, até rochas do período neoproterozóico, as quais compreendem o Grupo Jacobina (no topo).

A estratigrafia básica do Grupo Jacobina foi definida por Leo et. al, (1964)

com a seguinte constituição: Formação Bananeiras (xistos pelíticos com andaluzita-

cianita-granada-cordierita, e quartzitos); Formação Serra do Córrego (quartzito, ortoconglomerado e camadas de xistos); Formação Rio do Ouro (ortoquartzitos); e Formação Cruz das Almas (xistos pelíticos metamórficos com aluminossilicatos e

quartzitos). As rochas ultramáficas encaixadas no Grupo Jacobina,

subparalelamente à direção regional norte-sul, foram consideradas pelos autores,

como diques ligeiramente discordantes, de composição primária peridotítica.

Griffon (1967) e Mascarenhas (1969) denominaram de Grupo Jacobina Inferior, a seqüência de xistos, gnaisses, calcissilicáticas, formações ferríferas, anfibolitos, ultramafitos e quartzitos que afloram ao longo da região, a leste da Serra de Jacobina, e subdividiram a Formação Cruz das Almas (Leo, et. al. 1964), da base para o topo, nas seguintes Formações: Cruz das Almas propriamente dita (xistos com níveis de quartzitos); Serra do Meio (quartzitos e conglomerados com níveis de cianita e andaluzita xistos); e Água Branca (xistos quartzosos, quartzitos, filitos e formações ferríferas bandadas, com mineralizações manganesíferas associadas).

Em 1971, Jordan admitiu que as rochas do Grupo Jacobina Inferior (Griffon, 1967 e Mascarenhas, 1969) constituíam o flanco leste do Sinclinório de Curaçá, do qual o Grupo Jacobina seria o flanco oeste.

De acordo com a definição de Couto et. al. (1978), o Grupo Jacobina corresponde a uma seqüência neoproterozóica, puramente sedimentar, de baixo grau metamórfico, onde predominam metassedimentos clásticos médios a grossos, distribuídos nas Formações Serra do Córrego (basal) e Rio do Ouro.

A Formação Serra do Córrego é composta por uma seqüência de metaconglomerados oligomícticos lenticulares, e de quartzitos de granulação grossa, o qual apresenta com freqüência, estratos cruzados e marcas de ondas. Os quartzitos são predominantemente brancos, verdes, ou avermelhados, de granulação grossa, recristalizados, e com presença de mica nos limites intersticiais. Nos conglomerados, predominam seixos de quartzo e quartzito, com tamanho, arredondamento e empacotamento variados, e matriz quartzítica. Sua deposição está relacionada a sistemas de leques aluviais e planícies aluviais, com

paleocorrentes fluindo de leste para oeste. A Formação Serra do Córrego tem grande importância econômica, relacionada às lentes de metaconglomerados, onde se encontram jazimentos de ouro e/ou urânio a eles associados.

A Formação Rio do Ouro é constituída por ortoquartzitos brancos, cinzas e

verdes, de granulação fina a média, bem cristalizados, e raramente friáveis, com estratificação cruzada na base, do tipo espinha-de-peixe, e marcas de ondas

preservadas. A deposição desta formação está relacionada a ambiente marinho

raso, dominado por marés. Veios de quartzo pouco espessos, alguns deles com concentrações auríferas ou outras mineralizações, podem aparecer cortando os quartzitos.

4. CONTEXTO GEOLOG