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3 Materialer og metoder

3.1 Forforsøk

O Institute for Manufacturing (IfM) é parte do Departamento de Engenharia da Universidade de Cambridge, Reino Unido. Suas atividades alinham serviços industriais, pesquisa, educação e cursos que objetivam oferecer uma clara compreensão dos desafios, face à realidade de produção.

O IfM (IFM, 2007) é intimamente envolvido com empresas nos níveis regional, nacional e internacional e através de setores. Isto garante seu foco em encontrar soluções práticas para problemas industriais e educar pessoas com a expertise que as empresas necessitam para se manterem competitivas num mercado cada vez mais global. Entre seus

diversos programas de pesquisa estão vários sobre importância da integração entre design industrial e engenharia no processo de desenvolvimento de produtos. Entre eles, o Programa “Boas Práticas” de Design – Integração entre Engenharia e Design Industrial, com os objetivos de especificar os elementos atuais para uma boa prática de design; criar e validar um processo genérico para a criação de novos produtos integrando planejamento de produto, engenharia e design industrial; identificar as barreiras para a adoção das “Boas Práticas” de design em pequenas e médias empresas.

3.3.5.1.Princípios orientadores do bom (processo de) design

Segundo o IfM (2007), seja qual for a definição do “bom design”, é reconhecido que os produtos bem projetados são essenciais ao sucesso dos negócios. As empresas mais bem sucedidas reconhecem a importância de uma abordagem de design holística, balanceando funcionalidade, performance, produção, estética e ergonomia. É possível projetar um produto de sucesso uma vez contando com a boa sorte, bom timing ou até mesmo trabalho duro. Entretanto, projetar produtos inovadores e vencedores uma vez após outra requer uma abordagem mais confiável e estruturada. Em muitas empresas, o “bom processo de design” é normalmente subaproveitado ou marginalizado, com atenção insuficiente dada à estética, ergonomia ou projeto para manufatura. O projeto estético [aesthetic design; appearance design] é realizado por engenheiros não treinados; designers industriais são empregados muito tarde para fazer a diferença ou os produtos são projetados de forma muito custosa para produzir.

Para tirar vantagem do “bom processo de design”, o IfM construiu a seguinte coleção de princípios orientadores:

- Um processo efetivo para Desenvolvimento de Novos Produtos (DNP): deve prover balanço entre oferecer estrutura de gerenciamento e, ao mesmo tempo, não limitar a criatividade. Desta forma, deve existir um apropriado grau de estruturação e controle para assegurar a repetibilidade do sucesso. Um bom processo facilita e maximiza o trabalho em grupo, encoraja fortemente a comunicação e oferece controle gerencial sem burocracia desnecessária. Boas empresas nunca se acomodam nas suas vitórias e buscam melhorar o processo em cada projeto.

- Escolher os projetos adequados para o investimento de recursos valiosos: uma estratégia de produto efetiva, relacionada com a estratégia geral dos negócios, é crucial para a seleção dos projetos certos.

- Integração precoce de designers especialistas no time principal: não é realista ter todas as habilidades necessárias disponíveis numa empresa. Um projeto pode demandar um expert com habilidades em fatores humanos, análise estilística ou design de interfaces para software. Um time pode precisar de informações de uma disciplina científica específica como ótica ou robótica. Times sólidos reconhecem suas fraquezas e compreendem quanto apoio externo é necessário.

- Sólidas parcerias em design para preencher lacunas de competências e habilidades: especialistas externos deveriam ser vistos como uma parte central do time de design, muitas vezes um ingrediente crítico para o sucesso.

- Uma “visão” de design compartilhada baseada numa clara compreensão do mercado: possuir uma visão compartilhada do produto a ser projetado, aproximando as perspectivas do marketing, design industrial, produção e engenharia é essencial. Esta visão deveria ser baseada numa compreensão clara do mercado, como este é segmentado e como a

oportunidade será abordada. Onde possível, esta visão deveria ser comunicada simplesmente por uma única e compartilhada especificação de produto.

- Mantendo a integridade da visão de design, da idéia até a produção: compartilhar a visão no âmbito exterior do produto não é o suficiente. O time deveria se esforçar para manter esta visão através do projeto, da idéia até a produção.

- Envolvimento do usuário e consumidor através do processo de design: um dos mais importantes ingredientes do sucesso é o envolvimento de usuários e consumidores através do processo de design. Usuários podem ajudar a gerar insight valiosos em necessidades e desejos futuros e são a fonte única mais valiosa de informação durante a definição do produto. O envolvimento do usuário durante a seleção de conceitos pode ajudar a reduzir a subjetividade na tomada de decisão. Finalmente, usuários deveriam ser envolvidos em testes de marketing e análises pós-lançamento.

- Encorajamento de uma cultura criativa e busca divergente por idéias: muitas empresas esperam desenvolver novos produtos criativos e inovadores sem prover um ambiente de apoio apropriado. Um elemento-chave de equipes de design é a habilidade de ser divergente na busca de soluções para problemas e uma cultura que apóie a brincadeira e criatividade.

- Prototipagem precoce e frequente: o design de produto é [um processo] reconhecido como tendo riscos inerentes, com uma combinação de riscos de mercado, negócios e técnicos. Prototipagem, construção de modelos, simulação, teste de conceitos e avaliações são geralmente um meio rápido, barato e efetivo de explorar e reduzir estes riscos. Em muitas empresas, o desenvolvimento de protótipos rápidos e relativamente baratos são altamente subutilizados.

- Consideração igualitária de atributos tangíveis e intangíveis de produtos: em empresas orientadas tecnicamente, as equipes de design tendem a focar na performance [técnica] e funcionalidade [ex.: funções técnico-mecânicas] – os atributos de produto tangíveis – aqueles que podem ser quantificados e mensurados. Equipes deste tipo geralmente prestam pouca atenção para atributos “intangíveis”, como, por exemplo, como e onde o produto será utilizado, quem será o usuário, como se parecerá e como será sentido. Estas qualidades intangíveis tendem a ser subjetivas, difíceis de especificar e mensurar, mas são críticas para o projeto de produtos que sejam úteis, utilizáveis, desejáveis, produzíveis e lucrativos. Na verdade, são geralmente estas qualidades intangíveis que conduzem a diferenciação do produto.

- Considerações up front de implicações downstream das decisões de design: garantir que as diretrizes do projeto para produção sejam consideradas tão cedo quanto possível no processo de design. Ainda, outras questões downstream deveriam ser consideradas cedo, incluindo distribuição, ponto de venda, transporte, utilização e descarte final.

- Minimizar a complexidade da empresa e maximizar a variedade de consumidores: produtos são geralmente projetados um de cada vez. Cada produto é diferente e tem diferentes conjuntos de peças, montagens e processos, em comparação aos similares. Equipes de design sólidas consideram questões de modularidade cedo no processo de design e, onde possível, desenvolvem plataformas base de tecnologia que podem ser utilizadas em muitos produtos, atingindo diferentes mercados.