4. Kritikk av foreldrepengeordningen i et familie- og likestillingsperspektiv
4.3 Foreldrepengeordningens innvirkning på eldre førstegangsfødende
Quando chego às 8h10, Clara está na porta de sua sala com a educadora Al.. Joga uma mistura de vinagre com álcool nos cabelos desta, que diz estar com piolhos. Quando termina, entra para a sala onde as crianças estão sentadas em trios e quartetos. Diz para elas que esta é a semana da criança e ainda: “Quero que vocês desenhem um lugar bem bonito para eu colar na parede”. Pede para não colocarem muito os pincéis nas tintas, para não estragar. Depois, pede para as meninas trocarem de roupa, colocarem o uniforme e para A. C. ir à cozinha buscar quatro copos. O menino volta somente com dois e diz que só tinham aqueles. Clara lhe diz: “Não, meu amor, é na cozinha. Pede para a tia da cozinha mandar dois copos”. A. C. obedece e retorna instantes depois. Chama quatro crianças de uma mesa e lhes coloca um avental, dizendo: “Isso é pra não sujar a roupa de vocês”. Vai colocando em uma por uma. Diz: “Amanhã, quarta feira, nós vamos fazer um piquenique e é para todo mundo trazer um lanchinho. Quem não puder trazer não tem problema, pode vir assim mesmo. Vou mandar o bilhete hoje no caderno”. Continua a colocar os aventais nas crianças, até chegar ao último grupo. As que já colocou, aguardam em suas carteiras. Clara vai ao armário, abre uma gaveta e depois sai da sala resmungando algo que não entendo. Retorna com cartolinas. Diz: “Outro aviso. O pincel que eu dei é para pintar e não para bater na carteira”. Clara vai para frente da sala, coloca as cartolinas sobre a mesa e as divide ao meio. Vai entregando para as crianças. M. e S. brincam de bater uma na outra com os pincéis. M. diz: “Tia, aqui ó”. Clara a chama, pedindo-a para buscar mais duas cartolinas para ela. L. reclama que Ln. ficou sem e a educadora diz que não que irá dar uma para ela. Clara sai da sala dizendo que irá pegar mais uma. Volta instantes depois com um pedaço de
cartolina pra Ln. e diz: “Gente, prontinho! Agora podem começar!. Cada um pega a cor que quiser”. Ângela entra na sala e pede uma bola emprestada: “Pode me emprestar uma bola que eu sei que você tem dentro daquela gaveta?”. Clara mostra que a bola está no chão, no canto da sala e Ângela sai arrastando-a. J. P. pergunta se o seu está bonito e Clara diz que sim. L. pergunta se pode usar o preto e Clara responde que pode usar a cor que quiser. “Cada um é para fazer o desenho do jeito que quiser. Não é para pintar a folha do colega. Não é para sujar a folha do colega”. Clara se senta no fundo da sala e também está pintando. Diz: “Depois cada um vai me contar o que desenhou”. Conversa comigo e conta sobre o médico que foi na segunda-feira. Diz que ele pediu para ela fazer uma dieta por causa de sua pressão alta. Proibiu-a de comer várias coisas e a educadora reclama por isso. Conta que ele lhe fará um pedido de cirurgia plástica nos seios, já que ela reclamou que, às vezes, tem muitas dores nas costas. O médico a aconselhou a fazer hidroginástica e Clara diz que está procurando uma academia. Comenta que não fui à praça ver o congado no domingo e digo que não pude ir. Diz para as crianças: “Quando forem mudar de tinta, perguntem se o colega não está usando”. R. diz que A. está usando a cor que ele quer. Ela lhe diz para ver com ele. Ln. pergunta se o dela está bonito e Clara responde que está muito bonito. J. P.: “Tia, o W. não quer me dar a tinta preta”. Clara pergunta: “Ele está usando?” O menino diz que sim. Clara esclarece: “Não é que ele não quer te dar, é que ele está usando. Espere ele acabar”. M. mostra sua mão e pergunta: “depois a gente lava?” A educadora diz que sim. L. mostra seu desenho, Clara pergunta o que é aquilo e a menina diz que é pão de queijo. Clara sorri. Outras crianças querem mostrar e ela diz: “somente quando acabarem”. Mariana chega na porta e me cumprimenta. Pergunta por R. (serv. Gerais). Clara responde e ela se afasta. R. pede mais tinta verde e ela diz: “Mais? O que você ainda quer fazer com o verde?” Ele responde que quer pintar. Ela coloca mais tinta para ele. Ao chegar na carteira, R. derruba a tinta verde e limpa com o avental. Clara vê e diz que é para ele deixar que ela depois limpa com o detergente. Clara chega na porta e chama A. (serv. Gerais). Diz para a moça ficar com as crianças enquanto ela busca a fita adesiva para colar os desenhos na parede. Após alguns minutos, Clara retorna. Pergunta por uma fita adesiva, pois tinha esquecido onde a tinha colocado e A. a entrega dizendo: “Ontem você não veio, você não descansou não?” Pede para A. ajudar e vai colocando os desenhos no quadro. Ângela vem devolver a bola e suas crianças entram na sala.
Ângela diz: “Não negrada, não é para entrarem não”. Sai novamente. Clara cola tudo no quadro e as crianças brincam de correr dentro da sala. A educadora pergunta “por que, por mais que eu peça, as crianças não sentam? Por que?” Depois vai conversando com as crianças: “Este é o desenho da S.. O que você desenhou? S.: “Uma casa”. Clara: “Que desenho de casa mais bonito!” Para J.: “O que você desenhou?” J.: “Fiz letras”. Ln. diz que desenhou um bicho e Clara perguntou qual. Ln. diz que é o bicho que pega menino para fazer mingau. A educadora diz que não tem bicho que pega menino, afirmando que todos os bichos são bonzinhos. Às vezes, eles pegam menino para levar para comprar doce. M. diz que desenhou um quadrado e A. C. uma cobra. A educadora comenta: “Que cobra bonita!” J. P. diz que desenhou cores e M. um palhaço. Clara: “Onde ele está? No circo?” M. afirma com a cabeça. W. diz que o dele é um tapete. Clara pergunta: “Com muitas cores? O menino responde que sim. R. diz que desenhou uma lama e L. um pão de queijo. Clara diz: “Que delícia!” A educadora mostra o desenho que fez e vai apontando que fez uma casa, o sol, a lua, nuvens, flores, um menininho que adora amarelo e outro que adora preto. R. pergunta como eles se chamavam e ela diz ser Fernando e Felipe. Prega o seu também na parede ao lado do das crianças. Clara joga detergente nas mesas para limpar, passando um pano em cada uma. Começa às 9h49. Pergunta para W. e M. quem os deixou ficar do lado de fora. Pede para todas as crianças se sentarem. Canta a música “Eu vi uma barata na careca do vovô...” e as crianças a acompanham. Quando termina a música, elas pedem para cantar de novo e Clara repete. L. pede para cantar outra música e todas a acompanham. Depois Clara canta a música do sapo e coloca o nome das crianças na letra. Elas parecem gostar e sorriem. Vai limpar as mesas do último grupo ainda cantando. L. (serviços gerais) chega na janela e pede um aventalzinho para Clara. A educadora diz que vai lhe arrumar um. W. pergunta se amanhã farão de novo e ela diz que não, porque será o piquenique. Pergunta se gostaram de pintar e as crianças dizem que sim. Chama-as para irem lavar as mãos para almoçarem depois.
APÊNDICE C