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Fordeling av vegetasjons- og arealtyper i Finnmark

Na segunda fase do estudo, foi analisada a aceitabilidade do Gute sem inclusão de ativos, por crianças saudáveis, e suas preferências de sabor, através de análise sensorial afetiva, com testes de aceitação (escala hedônica) e de preferência (ordenação) (ABNT, 1993b). Essa etapa foi realizada em uma instituição educativa, envolvendo crianças saudáveis e seus responsáveis.

O local do estudo foi o Espaço de Desenvolvimento Integral – Projeto Trampolim, uma associação que promove o desenvolvimento social e humano de cerca de 100 crianças e adolescentes na faixa etária de quatro a 18 anos, residentes nas comunidades de baixa renda inseridas nos bairros Rodolfo Teófilo, Bela Vista e Panamericano, pertencentes à Regional III de Fortaleza, Ceará. Oferece alternativas complementares ao ensino formal como arte, inclusão digital, esporte, cidadania e elevação da escolaridade para as crianças e adolescentes em situação de risco e vulnerabilidade social.

Para a realização dos testes foi preparada uma área de recepção e preenchimento de questionários e duas salas para a aplicação dos testes, uma para as crianças e outra para os responsáveis.

Os participantes foram crianças de quatro a 12 anos de idade, de ambos os sexos, alunos do Espaço de Desenvolvimento Integral – Projeto Trampolim ou residentes do entorno. Também participaram do teste os responsáveis pelas crianças, caso quisessem. O recrutamento se deu durante as atividades normais da instituição e por meio de visitas às residências vizinhas ao local.

Não foram aplicados critérios de seleção, além da idade, com intuito de mimetizar a variedade populacional e situacional que o produto pode alcançar, tanto com relação a preferências pessoais das crianças, quanto a sua familiaridade com medicamentos.

Ao todo foram recrutadas 77 crianças e 35 responsáveis, mas, como alguns não compareceram no dia marcado, participaram dos testes 61 crianças e 24 responsáveis.

4.3.1 Aspectos éticos

A segunda etapa da pesquisa foi aprovada pelo comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Ceará, protocolo COMEPE nº 41/12. Previamente à participação das crianças foi requerida a autorização dos responsáveis por meio de um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) (Apêndice B), após explicação da pesquisa. A

participação dos responsáveis nos testes também foi feita após consentimento e assinatura de um TCLE (Apêndices C).

4.3.2 Amostras

Nesta etapa da pesquisa não houve a presença de medicamentos, e as amostras consistiram apenas no veículo Gute flavorizados nos sabores Menta, Morango e Cereja. Foram apresentadas à temperatura ambiente, codificado para o provador e em ordem balanceada, segundo delineamento proposto por MACFIE et al. (1989), intercalando as provas com goles de água para limpeza do paladar.

4.3.3 Questionário

Foi solicitado aos responsáveis de todas as crianças, incluindo aqueles que não participaram do teste, que respondessem a um questionário cuja finalidade era traçar o perfil sociodemográfico dos participantes, seus problemas de saúde, bem como seus hábitos acerca do uso de medicamentos. Foram abordadas informações sociodemográficas do responsável (idade, sexo, estado civil, escolaridade) e grau de parentesco com a criança; e informações sobre a criança, seu estado de saúde e o uso de medicamentos (sexo, idade, doenças crônicas, alergias, medicamentos de uso contínuo, eventos adversos a medicamentos, presença de enfermidades no momento do teste, uso de medicamento no momento do teste e modificações realizadas com medicamentos para a administração) (Apêndice D). Um total de 41 responsáveis respondeu ao questionário e as respostas foram analisadas por meio de estatística descritiva simples.

4.3.4 Teste de Aceitação

Os testes de aceitação foram aplicados às crianças e aos responsáveis em salas distintas. Em cada sala foram montadas três mesas separadas, cada uma com um preceptor e o material necessário, atentando-se para que o teste realizado em uma das mesas não interferisse no teste ao lado.

Após explicação do teste, o participante recebeu aproximadamente 5 mL de uma das amostras em uma colher descartável. Ao provar a primeira amostra, apontou a figura da escala que melhor representasse, segundo o seu julgamento, o quanto gostou do sabor (MEILGAARD; CIVILLE; CARR, 1999). As respostas foram registradas pelo preceptor no

Formulário de registro da análise sensorial em crianças saudáveis e seus responsáveis (Apêndice E).

Foi utilizada uma escala hedônica mista facial-verbal com sete graus de satisfação: detestei, não gostei de jeito nenhum, não gostei, nem gostei nem desgostei, gostei, gostei muito e adorei. Cada grau é composto pela expressão verbal associada a um desenho do rosto de uma criança com a expressão facial correspondente (ABNT, 1998b). A escala foi específica para gênero (Apêndice F), ou seja, escalas com figuras femininas ou masculinas, dependendo do sexo do participante. Foram atribuídos, para fins de análise dos dados, valores numéricos para cada grau de satisfação, variando de 1 a 7, sendo 1 correspondente a “detestei” e 7 correspondente a “adorei” (MEILSEMAN, 1984). O desenho das expressões faciais foi feito especialmente para esta pesquisa, buscando-se aperfeiçoar o modelo utilizado anteriormente por outros autores (GUINARD, 2001; POWERS; GOOCH III; ODDO, 2000).

Os resultados do teste de aceitação foram avaliados mediante Anova e teste de Tukey ao nível de 5% de significância para comparação das médias de aceitação, por meio do programa SAS® Statistical Analytical System (SAS, 2008) para ambiente Windows® (MEILGAARD; CIVILLE; CARR, 1999). Os dados dos dois grupos de provadores (crianças e responsáveis) foram analisados de forma independente. Os resultados também foram apresentados na forma de histogramas de frequência e submetidos à Análise de Componentes Principais (ACP). As formulações foram consideradas aceitas se atingissem 70% das respostas nas categorias da região de aceitação da escala, ou seja, de “gostei” a “adorei” (FREITAS et al., 2011) ou se o Índice de Aceitabilidade (IA) calculado para determinada amostra atingir 70%, sendo IA (%) = médias dos valores hedônicos atribuídos à amostra x 100/valor máximo atribuído à amostra (DUTCOSKY, 2013). Os resultados também foram analisados segundo a faixa etária (4 a 6, 7 a 9 ou 10 a 12 anos), e o sexo dos participantes.

4.3.5 Teste de Ordenação-Preferência

Tendo o participante provado os três sabores do veículo, foi perguntado qual sabor gostou mais e qual sabor gostou menos (ABNT, 1994). Dessa forma, obtiveram-se informações suficientes para a ordenação da preferência das três amostras. Ao sabor escolhido como o mais preferido foi atribuído valor 1, e ao sabor menos preferido, o valor 3, ficando ao sabor remanescente o valor 2. As respostas foram registradas pelo preceptor no Formulário de registro da análise sensorial em crianças saudáveis e seus responsáveis (Apêndice E).

Os resultados foram submetidos à análise estatística utilizando-se o Teste de Friedman. Somam-se os valores atribuídos pelos participantes a cada amostra e calculam-se as diferenças entre os somatórios das amostras, duas a duas. A diferença é então comparada com o valor absoluto crítico (diferença mínima significativa), obtido na tabela elaborada por Newell e MacFarlane (1987), para estabelecer preferência significativa, a 5% de probabilidade, de uma amostra em relação à outra.

4.3.6 Sabores preferidos referidos

Após o Teste de Ordenação-Preferência foi perguntado às crianças e aos responsáveis quais sabores encontrados em alimentos eram seus preferidos. As respostas foram registradas pelo preceptor no Formulário de registro da análise sensorial em crianças saudáveis e seus responsáveis (Apêndice E).