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Forbønn for kirken og verden

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Del II: Saksfremstilling

Ledd 17. Forbønn for kirken og verden

A realização da cura interna com água implica o uso de ―reservatórios‖ capazes de fornecer a água durante as reacções de hidratação.

Nos betões, os reservatórios de água podem formar-se antes ou depois do início da mistura. As partículas que retêm água devem ser suficientemente resistentes para resistirem à amassadura. Se a formação dos reservatórios de água ocorrer depois do início da amassadura deve terminar antes da presa. Após a presa, a água ―armazenada‖ deve estar acessível para a hidratação do cimento.

No geral, os reservatórios de água funcionam baseados em diferentes princípios físicos e químicos:

 Água ligada quimicamente, exemplo: água cristalina na etringite.

 Água absorvida fisicamente, exemplo: água nos polímeros super absorventes.  Água retida fisicamente, exemplo: água capilar contida nos poros finos.

 Água não ligada, exemplo: água encapsulada.

3.3.2.1 Agregados normais

Os agregados utilizados num betão convencional podem conter água que poderá funcionar como água de cura interna. Esta água está fisicamente retida nos poros naturais dos agregados. Para porosidades totalmente preenchidas com água e elevados conteúdos de agregados as quantidades de água retidas podem ultrapassar as necessidades referentes à cura interna. No entanto, a distribuição de água retida nos agregados grossos não é favorável, pois apenas os agregados finos se apresentam capazes de fornecer a água necessária à pasta envolvente.

Nesta aplicação, o elemento mais importante é a porosidade do agregado. Nos betões de elevado desempenho, onde a cura interna é particularmente interessante para compensar a autodessecação são utilizados agregados densos uma vez que a resistência dos agregados limita a resistência do betão. Esses agregados densos apresentam uma muito baixa porosidade, pelo que nestes casos é necessário promover a cura interna através de outro agente.

3.3.2.2 Agregados reciclados

Os agregados reciclados consistem, geralmente, em partículas de rocha com argamassa agregada. O volume de argamassa pode variar de 20 a 60%, o que origina

uma elevada absorção dos agregados reciclados quando comparados com os agregados convencionais [113].

No entanto, a elevada absorção de água dos agregados reciclados é difícil de ser utilizada. A fracção da pasta de cimento, quando se utilizam agregados reciclados, apresenta, tipicamente, uma estrutura porosa fina, a qual não é susceptível de fornecer água para a pasta de cimento em hidratação nas primeiras idades. Acresce ainda o facto de as partículas de rocha do agregado reciclado, cuja porosidade pode conter potencialmente água de cura interna, estarem parcialmente cobertas com argamassa, o que diminui a cedência de água. Isto significa que a disponibilidade termodinâmica e cinética da água contida nos agregados reciclados se encontra diminuída.

Devido a estas razões, os agregados reciclados são menos úteis do que os agregados normais para a realização da cura interna com água [114].

3.3.2.3 Polímeros superabsorventes (PSA)

Um polímero super absorvente é um material capaz de absorver uma quantidade significante de líquido do meio envolvente e de reter essa água dentro da sua estrutura sem o dissolver [115].

Os PSA são usados principalmente para absorverem água e soluções aquosas. Teoricamente, a capacidade máxima de absorção de água pode ir até 5000 vezes do seu próprio peso. No entanto, a absorção dos PSA comercializados é de cerca de 50g/g para soluções de sais e é normalmente inferior a 20g/g quando utilizados nos materiais cimentícios [116].

A absorção de água nos PSA é baseada em ligações químicas secundárias. Devido à sua natureza iónica e estrutura inter-conectada podem absorver grandes quantidades de água ou outras soluções aquosas.

Quando comparados com os agregados leves, os PSA apresentam algumas peculiaridades. Os PSA podem ser usados no seu estado natural uma vez que absorvem a água durante a amassadura. Além disso, o uso dos PSA permite uma melhor concepção em termos de formato e dimensão dos poros e respectiva distribuição no betão. Os poros introduzidos no betão através do uso dos PSA devem, preferencialmente, apresentar dimensões entre 50 a 300 µm [114].

3.3.2.4 Substâncias com água retida fisicamente

Existe um grande número de materiais naturais ou produzidos artificialmente potencialmente úteis para conter água de cura interna, devido a apresentarem uma significante porosidade aberta. Estes materiais apresentam diferentes composições e estrutura porosa. Grande parte deles são usados como agregados leves no betão. Para funcionarem como agentes de cura interna, devem ser pré-saturados. A saturação completa pode demorar algumas horas ou dias. Se os materiais forem adicionados secos, a absorção durante a amassadura é parcial e inclui partículas cimentícias. Esse facto aumenta a ligação com a pasta, mas também afecta a eficiência da cura interna.

O mecanismo primário responsável pela retenção da água nesses materiais são as forças capilares. Apenas os poros com dimensões acima dos 100 µm são úteis para o armazenamento da água de cura interna. Os poros de menores dimensões retêm fortemente a água não a disponibilizando para as reacções de hidratação [114].

Como exemplos de substâncias capazes de reter água fisicamente, podem citar-se [114]: pedra-pomes, perlite, materiais argilosos expandidos, fibras e pós derivados da madeira.

3.3.2.5 Selagem interna

A selagem interna do betão é uma técnica que permite reduzir a perda de água do betão durante a secagem.

Dhir et al [110] sugere que o mecanismo interno inclui o abaixamento do potencial químico dos poros com água e/ou o bloqueio da superfície dos poros. Sugere também uma série de substâncias que funcionam dessa maneira.

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