3. Les SAS – une présentation
3.2. Fonctionnement
A instituição onde foi realizada Prática de Ensino Supervisionada (PES) no contexto de creche localizava-se na cidade de Bragança. Todo o edifício estava em bom estado de conservação, devido ao facto de ser uma construção recente. Era constituído por três andares e a sua construção aparentava uma estrutura retangular: no rés do chão funcionava o centro de dia e de convívio, um salão de cabeleireiro, um gabinete de psicologia e um posto médico, um bar, uma lavandaria, uma garagem, a receção e dois WC. No primeiro andar funcionava o jardim de infância. Nesse mesmo andar existia um hall de entrada, a secretaria, a cozinha e um refeitório, três salas de atividades destinadas a crianças de 3, 4 e 5 anos de idade, e três WC. No segundo andar funcionava a creche, com seis salas na totalidade (duas para crianças de dois anos, duas para as de um ano e dois berçários). Existiam ainda uma copa de leites, um refeitório, a sala da direção, duas arrecadações, três WC e um salão polivalente (para festas, para a prática de atividades físico-motoras e outras atividades em grande grupo). A instituição oferecia quatro tipos de respostas sociais, nomeadamente: centro de dia, com 25 clientes; centro de convívio, com 40 clientes; creche, com 69 crianças; e o jardim de infância, com um total de 75 crianças. Na creche, as 69 crianças distribuíam-se pelas salas conforme se pode ver no quadro seguinte.
Quadro 1. Distribuição das crianças pelas salas (creche) Divisão da creche
Resposta social Salas Número de crianças
Berçário Branca 1 Branca 2 8 crianças 8 crianças
1 ano Rosa 1 Rosa 2 12 crianças 12 crianças
2 anos Azul 1 Azul 2 18 crianças 11 crianças
Como se observa no quadro, cada sala tinha uma designação diferente. Em cada uma das salas estava ao cargo de uma educadora de infância e de uma auxiliar de ação educativa. A organização das salas variava segundo o tema a ser desenvolvido, sendo considerada a opinião das crianças e a da educadora.
Em relação aos horários e rotinas da instituição, podemos verificar no quadro 2 que a instituição se encontrava aberta cerca de 11 horas e 30 minutos.
Quadro 2. Horário de funcionamento da instituição
Horas Funcionamento
07:45 Abertura
18:00 Encerramento
07:45 – 09:30 Entrada das crianças
19:15 Saída (Prolongamento)
A rotina da sala deve ser flexível considerando as necessidades das crianças e, neste sentido deve ser reorganizada, podendo, inclusive, sofrer alterações em qualquer momento do dia, desde que sejam benéficas para o desenvolvimento e para a aprendizagem das crianças. Apresentamos no quadro seguinte a rotina da sala onde realizamos a PES.
Quadro 3. Rotina da Sala Rosa 1 – berçário/ crianças de 1 ano
Horas Rotina 07:45 – 09:30 Acolhimento 09:30 – 11:00 Atividades orientadas/livres 11:00 – 11:15 Higiene 11:15 – 12:00 Almoço 12:00 – 14:30 Descanso 14:30 – 15:00 Higiene 15:00 – 16:00 Lanche
16:00 – 17:00 Atividades livres e higiene
18:00 Encerramento
19:15 Prolongamento
Salientamos que se encontrava em desenvolvimento na instituição o projeto intitulado “Brincar com as estações do ano”, pelo que apresentamos neste relatório algumas das competências gerais que se pretendiam desenvolver com as crianças, a saber:
Participem ativamente no processo de investigação, expondo hipóteses resultantes da observação;
Observem o mundo que as rodeia, desenvolvendo a curiosidade, pensamento crítico, a imaginação e a autonomia;
Participem em projetos que surgem de interesses do quotidiano e da cultura envolvente;
Trabalhem em grande e pequeno grupo, permitindo uma aprendizagem mais significativa e uma maior troca de ideias;
Investiguem com os pares, contribuindo com as suas melhores capacidades e experiências;
Explorem espontaneamente diversos materiais e instrumentos de expressão plástica;
Interajam socialmente com os indivíduos que os rodeiam de modo a construir o seu próprio desenvolvimento e a sua aprendizagem (Informação cedida pela educadora cooperante).
Para além do projeto, assinalamos também que a grande missão da instituição era combater a pobreza e fomentar a inclusão social através de respostas sociais próximas que respondessem às necessidades da comunidade e que promovessem o seu bem-estar e desenvolvimento num clima de segurança. Colaborar estreitamente com a família numa partilha de cuidados e responsabilidades e no despiste de qualquer inadaptação assegurando o seu encaminhamento adequado, também se constituía uma prioridade, bem como promover o desenvolvimento integral na esfera bio-psico-social. Neste sentido, eram tidos em consideração valores sociais e democráticos, nomeadamente o saber ouvir, a solidariedade, a compreensão, a afetividade, a aceitação do próximo, a ética e o respeito pelo
eu e pelo outro. Considerando todos estes aspetos, entre outros que não surgem assinalados, a instituição pretendia responder de forma eficaz às carências e expetativas de todos os clientes garantindo uma prestação de serviços de excelência, desenvolvendo a comunidade, em geral, e promovendo a inclusão de grupos sociais mais vulneráveis, em particular.
2.1.1. Caracterização do grupo de crianças
A sala Rosa 1 ou sala de crianças com 1 ano era constituída, na sua totalidade, por 12 crianças, sendo que 6 eram do sexo feminino e as restantes 6 do sexo masculino. As idades variavam e pudemos contactar com crianças dos 12 aos 20 meses. O facto de estas crianças terem estas idades era evidente a diferença de desenvolvimento das mais novas para as mais velhas, pois tinham uma diferença de pelo menos 8 meses, o que acabava por ser muito significativa no que se refere ao desenvolvimento de cada criança. A maioria das crianças do grupo ainda não tinha desenvolvido a capacidade de marcha, sendo que no início só 3 crianças andavam sozinhas, mas no final da nossa Prática de Ensino Supervisionada constatamos que cinquenta por cento das crianças já andavam sozinhas. Podemos considerar que, na globalidade, o grupo de crianças se manifestava interessado, curioso, comunicativo, expressivo e cooperativo, participando ativamente em todas as atividades.