2 Metode
2.2 Fokusgruppeintervju
A questão 5, desta fase final, teve por finalidade mapear como seria a indicação de um PGRB do tipo livre.
É importante lembrar que quando o enunciado da pergunta solicita uma recomendação, por parte do respondente, de um PGRB do tipo livre, considera-se que ele tenha subsídios para fazer a indicação com base em um conhecimento, pelo menos superficial sobre o assunto, ou com base na experiência registrada de outros usuários. Essa pergunta não pretendeu investigar se o respondente teria que saber utilizar o PGRB.
No pré-teste da pesquisa somente foram avaliados PGRB do tipo proprietário e esta análise foi realizada através da questão de número 2 do pré-teste. Na atual etapa da pesquisa foram avaliados os PGRB tanto do tipo proprietário quanto do tipo gratuito; a análise dos PGRB do tipo proprietário foi realizada através da questão 3 e a análise do tipo gratuito através dessa questão 5.
Nesse questionário, da coleta final de dados, a questão 5 é idêntica à questão 3, com a diferença de que na questão 5 se buscou mapear como seria a indicação de um PGRB do tipo livre e na questão 3 se buscou mapear como seria a indicação de um PGRB do tipo proprietário; ambos os contextos de utilização dos PGRB são destinados à FCI (ex-CID) e extensível a toda a UnB. Foram listados 15 PGRB. Obteve-se o seguinte resultado quantitativo:
Gráfico 10: Indicação de um Programa Gerenciador de Referências Bibliográficas do tipo gratuito.
Fonte: Questionários aplicados.
Nesta questão, 13 respondentes fizeram a indicação de um PGRB livre (17,33%) e 62 respondentes não fizeram essa indicação (82,66%). A quantidade de respondentes que não indicou um PGRB representa uma quantidade expressiva de respostas para essa alternativa.
Análise dos respondentes que indicaram um PGRB gratuito
Quanto às recomendações, três respondentes indicaram o BibCiter; dois, o Connotea; dois, o JabRef; um, o Refbase; e cinco, o Zotero; totalizando 13 respondentes e 62 respondentes não indicaram nenhuma alternativa, o que representa um quantitativo bastante expressivo, ou seja, 82% dos respondentes.
Verificou-se que, dos 13 respondentes que indicaram um PGRB do tipo livre, seis respondentes também indicaram um PGRB do tipo proprietário, ou seja, 46% desse grupo de respondentes não veem problema em se usar tanto um tipo de PGRB, quanto outro. Os PGRB proprietários indicados foram o CiteULike, o EndNote, o Mendeley, o ProCite e o Reference Manager. Os 54% desses 13 respondentes são os que optaram somente pela opção de utilização do PGRB do tipo livre, por serem adeptos da utilização desse tipo de software.
0 10 20 30 40 50 60 70 0 0 3 0 0 2 0 2 0 0 1 0 0 0 5 62
Análise dos respondentes que não indicaram um PGRB gratuito
Dos 62 respondentes que foram contrários à adoção de um PGRB do tipo livre, observa-se que a maioria das respostas foi sobre a falta de conhecimento quanto à utilização dos PGRB; totalizando 89% das respostas. Embora não tenham conhecimento para indicar um PGRB gratuito, estes enfatizam a importância de que ele seja do tipo livre. Respondente #29: “Como comentei acima, não tenho elementos para julgar qual seria o mais indicado para a UnB. Entretanto sugiro que, no caso de adoção de algum dos softwares, que seja gratuito.” Além da falta de conhecimento sobre a utilização do PGRB, houve também outros tipos de respostas, um total 11%, como justificativa para a não indicação de um PGRB do tipo gratuito:
1. Obrigatoriedade – respondente #17: “Tudo que é obrigatório, na elaboração de pesquisas, não dá certo. Sou favorável a adesão espontânea que se conseguiria se o aplicativo fosse mesmo prático.”;
2. Implantação imediata – respondente #14: “Penso que antes de qualquer decisão os softwares devem ser avaliados por uma comissão técnica, dada a diversidade de soluções propostas.”;
3. Falha no processo de automatização – Modo manual como alternativa segura e eficiente para a elaboração das referências – respondente #25: “como eu disse na resposta anterior, não confio 100% em nenhum, por isto prefiro eu fazer seguindo a norma ou pagar pelo serviço.”;
4. Conhecimento sobre vários PGRB – respondente #35: “Porque conheço alguns e seria difícil apontar o que melhor se adequa a nossa realidade.”;
5. Recomendação de todos os PGRB gratuitos – o desejo de indicar não apenas um PGRB como todos os aplicativos mencionados nessa questão. A situação é que deve ocorrer apenas uma indicação, porque com a utilização de vários PGRB não há a padronização, e como já visto anteriormente, se tem muitas desvantagens com essa situação. Respondente #12: “Porque faltou uma opção... **Indicaria todos**... e se o CID for capaz de responder às suas vocações, comentaria um por um de tal forma que a comunidade se sentirá adequadamente informada e apta a fazer sua própria escolha.”
Com relação aos respondentes que não recomendaram um PGRB proprietário, foram observadas duas situações:
Situação 1
São os respondentes que não indicaram um PGRB gratuito, mas que indicaram um PGRB proprietário. Dos 62 respondentes, apenas quatro pessoas se enquadraram nessa situação. Todos esses quatro respondentes indicaram o EndNote para a utilização como PGRB proprietário.
Situação 2
São os respondentes que não indicaram nem um PGRB gratuito e nem um PGRB proprietário. Dos 62 respondentes, 58 pessoas se enquadraram nessa situação. Dos 58 respondentes, 51 afirmam não indicar o PGRB do tipo proprietário por falta de conhecimento sobre sua existência e utilização, e sete respondentes não indicaram pelos mesmos motivos apresentados na questão 3 que justificam os respondentes serem contrários à adoção de um PGRB do tipo proprietário.
No geral, quanto à questão 5, foi identificado que a maioria dos respondentes não possuem conhecimento suficiente para indicar um PGRB do tipo livre. Essa mesma maioria que não soube indicar um PGRB livre também não soube indicar um PGRB proprietário.