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3. METODE

3.2 Fokusgruppeintervju

O estudo das teorias de aprendizagem é fundamental para todos os prossionais da área de ensino e aprendizagem e, no caso especíco dessa tese, como está se tratando de uma proposta de arquitetura que envolve STI, é importante fundamentar os módulos que processam esse domínio com as teorias existentes e qual teoria será empregada. Porém, a aprendizagem não é foco do trabalho e dessa forma a revisão será sucinta.

As teorias de aprendizagem são tentativas de interpretar sistematicamente, de organizar e de fa- zer previsões sobre o conhecimento relativos à aprendizagem [56]. Segundo Hill, representa o ponto de vista sobre a abordagem de assuntos conceernentes à aprendizagem e a especicação de quais são as variáveis independentes, dependentes e intervenientes que possuem relevância acadêmica [57].

Contudo, para denir o que é uma teoria de aprendizagem é preciso conceituar aprendizagem. Para alguns, aprendizagem é a aquisição de informação ou de habilidades e, para outros, apren- dizagem é a mudança do comportamento devido à experiência [54]. Segundo Moreira (1999), as teorias de aprendizagem podem ser basicamente classicadas em três (3) categorias: behavioristas, cognitivistas e as humanistas.

O Behaviorismo foi criado para ser um método cientíco de modo a explicar o comportamento humano. Termo criado por John B. W., rejeita a hipótese de que existe algo além do mundo físico. Uma outra vertente conhecida como Behaviorismo radical defendida por Skinner, ignora complementamente a utilização das variáveis intervenientes, tais como impulso e força de hábito, e utiliza apenas as variáveis de entrada e saída, estímulos e respostas, para predizer o comportamento observável [58]. A visão de Skinner é bastante inuente até os dias atuais, onde o estimulo é o evento que afeta os sentidos do aprendiz, o reforço é o evento que aumenta a probabilidade de ocorrência de um comportamento que o precedeu e as contingências de reforço são um arranjo de uma situação em que a ocorrência de uma resposta que leve ao reforço é tornada mais provável.

O Cognitivismo surgiu como uma reação ao Behaviorismo clássico. Nessa teoria, o objetivo está focado em estudar os processos mentais superiores (variáveis, intervenientes), tais como compreen- são, percepção, atenção, memórias, linguagem, tomada de decisão e outros processos intelectuais, do que associações estímulo-resposta [56] [54]. A cognição, ou atividade mental, descreve a aqui- sição, o armazenamento, a transformação e a aplicação do conhecimento. A abordagem cognitiva é uma orientação teórica que enfatiza o conhecimento que as pessoas possuem e seus processos mentais [59].

As primeiras teorias de aprendizagem cognitivitas compreendem as de Herbb, da Gestalt, de Tolman e de Lewi, sendo seguidas por Piaget e Ausubel. Essa última percursora da aprendizagem signicativa, onde o aprendizado é centrada no que o aprendiz conhece, para que um novo conceito

seja aprendido e retido em sua estrutura cognitiva [60].

A aprendizagem signicativa é um processo pelo qual uma nova informação interage com um aspecto relevante da estrutura cognitiva do sujeito, tal como um conceito ou uma posição relevante. Esse elemento já existente da estrutura do conhecimento do aprendiz é chamado de subsunçor. Desse modo, o armazenamento de informações no cérebro é organizado em uma hierarquia de conceitos, sendo que elementos mais especícos são ligados à conceitos mais abrangentes e inclusivos [60].

O conhecimento acerca dos estilos de aprendizagem é capaz de favorecer cada um dos níveis de taxonomia dos objetivos educacionais (Conhecimento, Compreensão, Aplicação, Análise, Síntese, Avaliação) [61], ou seja, seria uma alternativa para fazer com que os objetivos estabelecidos pelos professores sejam alcançados pelos estudantes.

Os estilos de aprendizagem estão relacionados diretamente à forma particular de adquirir co- nhecimentos, habilidades ou atitudes através da experiência ou anos de estudo e seriam como um subconjunto dos estilos cognitivos. As teorias dos estilos de aprendizagem os consideram como re- sultado da hereditariedade (código genético), educação, personalidade e da adaptação do indivíduo às demandas do ambiente.

Felder e Silverman [62] entendem a aprendizagem como um processo de duas fases envolvendo a recepção e o processamento da informação. Na fase da recepção, a informação externa (captada pelos sentidos) e a informação interna (que surge introspectivamente) cam disponíveis para o individuo, que seleciona o material a ser processado e ignora o restante. O processamento pode envolver simples memorização ou raciocínio indutivo ou dedutivo, reexão ou ação, introspecção ou interação com outros indivíduos. O resultado é que o material é entendido de uma forma ou de outra, ou então, não é entendido. Desse modo, concluem que os estilos de aprendizagem referem-se aos modos pelos quais os indivíduos preferem receber e processar informações.

Felder e Silverman [62] contemplam cinco (5) dimensões de estilos de aprendizagem:

• processamento: ativo/reexivo; • percepção: sensorial/intuitivo; • entrada ou retenção: visual/verbal; • compreensão: sequencial/global; • organização: indutivo/dedutivo;

O estilo de aprendizagem de um estudante pode ser entendido, em grande parte, a partir das respostas a cinco questões básicas:

• qual informação é percebida preferencialmente pelo estudante?: Sensorial (externa) − imagens, sons, sensações físicas ou Intuitiva (interna) − possibilidades, intuição, dicas;

• através de qual canal sensorial a informação externa é recebida mais eciente-

mente?: Visual − diagramas, grácos, desenhos ou Auditivo − palavras e sons;

• com qual organização da informação o estudante sente-se mais confortável?: In-

dutiva − fatos e observações são dados e princípios são inferidos ou Dedutiva − princípios são apresentados e as consequências são deduzidas;

• como o estudante prefere processar a informação?: Ativamente − através do envolvi-

mento direto em atividades físicas ou em discussões; ou Reexivamente − de um modo mais introspectivo;

• como o estudante estrutura a informação?: Sequencialmente − utilizando-se de uma

sequencia de passos (linear) ou Globalmente − por meio de mapas mentais e elos de ligação (não-linear);

O perl do estilo de aprendizagem de um estudante fornece uma indicação dos prováveis pon- tos fortes e possíveis tendências ou hábitos que poderiam estar conduzindo a diculdades na via acadêmica.

No entendimento de Lopes (2002), Felder (1993) deixa claro que os estilos de aprendizagem são qualidades contínuas e não categorias únicas, e, como toda e qualquer medida de uma dimensão intrínseca ao sujeito, elas podem variar com o tempo, não devendo, portanto, serem consideradas como características estáticas, sofrendo, inclusive, inuências das estratégias instrucionais adota- das, do conteúdo das disciplinas e do ambiente educacional.

Nesse sentido, pelas teorias estudadas e avaliadas, este trabalho se enquadra na linha do Cogni- tivismo, especicamente a aprendizagem signicativa, onde o aluno com seu conhecimento prévio interage com o STI, a m de lapidar ou atualizar seus conceitos.