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2.4 Analyseprosessen

2.4.3 Fase 3: Fokusert koding

Neste item estão as conclusões da pesquisa com base no tratamento estatístico dos dados obtidos na coleta de dados.

6.1.1. Diferenças entre a Dificuldade Relatada e a Dificuldade Detectada no Teste de Sinalização

A entrevista sobre as dificuldades na identificação de cores teve como propósito realizar em uma verificação da dificuldade sentida pelo condutor daltônico na sua prática de direção. Em relação ao Teste de Sinalização a dificuldade foi medida pelos erros na identificação das cores dos materiais testados.

Verificou-se que tanto para a sinalização horizontal como para a semafórica, o teste realizado em ambiente controlado conseguiu refletir o grau de dificuldade relatado pelos condutores da amostra. No caso da sinalização vertical, os portadores de deuteranomalia e protanomalia tiveram um grau de dificuldade maior no teste do que o esperado, de acordo com o relato da entrevista.

6.1.2. Principais Dificuldades para a Percepção das Cores

Com base nos testes realizados, verifica-se que o tipo e o grau de severidade da discromatopsia congênita interferem no nível de dificuldade que os condutores daltônicos apresentam na percepção cromática da sinalização viária.

104 a) sinalização horizontal:

na percepção geral das cores branca e amarela da sinalização horizontal, o resultado para cada tipo de distúrbio depende do respectivo grau de severidade;

a dificuldade relatada pelos daltônicos, na entrevista (protans e deutans nos dois graus de severidade) foi devidamente capturada pelo teste de sinalização horizontal realizado; o estudo mostrou que nenhum elemento da amostra com o distúrbio protan apresentou

dificuldade para identificar a cor branca e a amarela da sinalização horizontal;

o estudo de inferência estatística mostrou que os deuteranômalos não possuem dificuldade estatisticamente significativa para α = 10%. Mostrou, também, que a dificuldade dos deuteranopes é significativa, porém a amplitude do intervalo de confiança obtida (de 22% a 100%) foi muito elevada em função do pequeno número de elementos da amostra.

b) sinalização vertical:

na avaliação geral das cores da sinalização vertical, o grau de severidade do distúrbio do tipo deutan afeta a capacidade do condutor em identificar essas cores. No caso dos portadores do tipo protan, o grau de severidade do distúrbio não está associado à dificuldade de perceber as cores da sinalização vertical. Não foi verificada diferença significativa entre deutans e protans nessa avaliação geral inicial das cores da sinalização vertical;

o estudo mostrou que os testes realizados em ambiente controlado não refletiram as dificuldades relatadas pelos deuteranômalos e protanômalos;

o estudo de inferência estatística mostrou que 100% dos deuteranopes e protanopes apresentaram dificuldades para identificar as cores da sinalização vertical. No caso dos deuteranômalos e protanômalos, a porcentagem de indivíduos com essa dificuldade é de, respectivamente, 79% a 100% e 58% a 100%.

105 c) sinalização semafórica:

na análise geral das cores dos focos dos semáforos, a dificuldade na percepção cromática para os portadores do tipo deutan e protan do distúrbio não é afetada pelo grau de severidade do distúrbio;

o tipo deutan e protan da discromatopsia apresentam diferentes níveis de dificuldade no teste de sinalização semafórica, notadamente quando se compara os deuteranômalos com os protanômalos. De 15% a 65% dos protans possuem dificuldades, enquanto que para os deutans a faixa é de 68% a 95%

6.1.3. Impacto dos Materiais da Sinalização sobre a Percepção das Cores

a) sinalização horizontal

Dentre os materiais utilizados (tinta a base de resina acrílica e termoplástico tipo extrudado), o estudo mostrou que não há diferenças significativas em relação à dificuldade sentida pelos condutores daltônicos na percepção das cores branca e amarela.

b) sinalização vertical

No estudo da película IA isolada, foi verificado que as cores marrom, laranja e preta foram as que levaram uma maior porcentagem de integrantes da amostra a errar na identificação no teste de sinalização vertical;

a cor marrom foi a cor com um maior percentual de erros. Os portadores da forma deutan do distúrbio a identificaram, em geral, como verde, e os portadores da forma protan como vermelha;

o teste comparativo entre as três películas estudadas mostrou que a do Tipo III teve suas cores mais facilmente reconhecidas pelos deuteranômalos e protanopes durante o dia. A película Tipo X também favorece os deuteranômalos durante o dia;

na comparação entre as películas para o período noturno, os testes não identificaram diferenças estatisticamente significativas sob o ponto de vista da identificação das cores pelos daltônicos.

106 c) sinalização semafórica

O estudo dos dois tipos de focos da sinalização semafórica mostrou que existe diferença significativa (para α = 10%) na identificação das cores do semáforo pelos condutores daltônicos da forma deutan em função do tipo de fonte de luz utilizada. Isto é, os condutores com esse tipo de distúrbio têm mais dificuldade na percepção das cores dos semáforos com focos de LED’s do que com focos de lâmpada de filamento, tanto no período diurno quanto no noturno.

6.1.4. Principais Limitações do Trabalho

As principais limitações do trabalho estão associadas principalmente ao tamanho da amostra. O número de condutores analisados foi insuficiente para permitir a estimativa de características da população a partir de dados amostrais, em intervalos de confiança com amplitudes aceitáveis (por exemplo, inferiores a 10%). Foi insuficiente, também, para permitir a análise dos materiais da sinalização, cor a cor.

Outro fator que limitou a pesquisa foi a dificuldade de obtenção de material com mais cores para a sinalização horizontal e vertical.

Finalmente, a realização da entrevista, como meio de identificar a dificuldade prática dos daltônicos na percepção cromática da sinalização viária, permitiu apenas se ter uma visão bem genérica dessas dificuldades.