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Fokus fra leder på problematikken Figur 10

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5.8 Hva mener respondentene skal til for å gjøre det enklere å melde bekymringer

5.8.9. Fokus fra leder på problematikken Figur 10

O Capão Florestal selecionado no Transecto 1 (T1), desenvolvido sobre solo derivado do intemperismo de rocha Metapelítica (Filito), Figura 3, localiza-se em uma propriedade particular na APA do Morro da Pedreira, próximo à sede do PARNA-Cipó no “Alto Palácio”, em área de drenagem da vertente oeste da Serra, mas sob condições climáticas de leste. Possui área estimada de 14,5 ha. É tangenciado por um trecho da estrada velha que deu origem à MG 010 (marco 06B do IBAMA, com coordenadas geográficas 19°13’36,36” S / 43°30’54,990” W e altitude de 1.323 m). Este Capão Florestal encontra-se na cabeceira de drenagem do Rio da Capivara, afluente do Rio Parauninha, que por sua vez é afluente do Rio Cipó, na Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco.

Figura 3: Corte esquemático do Transecto 1. Capão Florestal, com abundância de epífitos, desenvolvido sobre solo de rocha Metapelítica, com fitofisionomias e respectivos perfis de solo indicados. (Ilustração: E. Valente).

O Capão Florestal selecionado no Transecto 2 (T2), desenvolvido sobre solo derivado do intemperismo de rocha Metapsamítica (Quartzito), Figura 4, localiza-se próximo à sede do PARNA-Cipó no “Alto Palácio”, na vertente leste da Serra. Possui área estimada de 35,3 ha. O perfil de solo n° 2 do transecto possui coordenadas geográficas 19°15’30,402” S / 43°31’2,538” W e altitude de 1.262 m. Este Capão Florestal encontra-se na cabeceira de drenagem do Rio Preto, afluente do Rio Santo Antônio, na Bacia Hidrográfica do Rio Doce.

A distância que separa as duas áreas é de aproximadamente 3,5 km em linha reta, no sentido norte-sul. Ambas encontram-se sob influência climática de leste, mais úmida.

Figura 4: Corte esquemático do Transecto 2. Capão Florestal, com abundância de epífitos, desenvolvido sobre solo de Quartzito, com fitofisionomias e respectivos perfis de solo indicados. (Ilustração: E. Valente).

Nas áreas selecionadas foram estabelecidas duas toposeqüências com gradientes fitofisionômicos de Campo Rupestre para Floresta, em dois Capões Florestais representativos e aparentemente diferenciados sob os aspectos geomorfológicos, edáficos e florísticos.

Em cada transecto foram selecionados pontos, alinhados de sul para norte, conforme indicações nas figuras anteriores. Na seleção dos pontos de amostragem foram considerados critérios pedogeomorfológicos e fitofisionômicos de cada local, verificando-se através de tradagens e variações do relevo a ocorrência dos principais solos e sua distribuição espacial. Em cada ponto, foram coletadas amostras de material físico (rocha, saprolito e solo) e biológico (serrapilheira e ramos de plantas), para posteriores análises e identificação.

2.2.1. Coleta de material botânico para caracterização florística e fitossociológica

No transecto 1 (T1) foram estabelecidas 7 (sete) áreas (em função de sete condições ambientais distintas identificadas no transecto), cada qual subdividida em 8 (oito) parcelas de 10 m x 10 m (MUELLER-DOMBOIS & ELLENBERG, 1974), conforme exemplificado na Figura 5. Uma das áreas foi localizada no campo rupestre adjacente.

No transecto 2 (T2) foi estabelecida 1 (uma) área, subdividida em 8 (oito) parcelas de 10 m x 10 m (MUELLER-DOMBOIS & ELLENBERG, 1974), localizada na área central do transecto, onde se encontra a formação florestal mais bem desenvolvida.

No total, foram amostradas 64 parcelas de 10 m x 10 m, de forma que cada conjunto de 8 parcelas ficou circunscrito a um mesmo ambiente pedológico, caracterizado por cada um dos perfis de solo.

Figura 5: Quadro esquemático da disposição das parcelas no entorno dos perfis de solo para coleta de material botânico.

Foram realizadas 12 campanhas (compreendendo todo o trabalho de campo), entre 28/09/2006 e 10/03/2008. Para análise botânica, foram coletadas amostras da parte aérea (ramos com no máximo 40 cm de comprimento) suficientes para identificação do indivíduo (espécie, ou gênero, ou família). Foram coletadas amostras de indivíduos com CAP (circunferência a 1,30 m do solo) ≥ 15 cm, sendo 4 (quatro) amostras por indivíduo com flores e/ou frutos e 2 (duas) amostras por indivíduo que não apresentou flores ou frutos na época da coleta. No campo rupestre foram coletadas amostras de todos os indivíduos (dicotiledôneas) com altura igual ou superior a 50 cm. Para as monocotiledôneas foram registradas apenas as observações de campo.

Todo o material botânico coletado foi submetido à herborização, sendo esta operação realizada no mesmo dia da coleta.

O material herborizado foi depositado no Herbário VIC do Departamento de Biologia Vegetal da Universidade Federal de Viçosa.

2.2.2. Coleta de solo

No transecto 1 (T1) foi aberto um perfil de solo para cada parcela fitofisiográfica acima descrita, totalizando 7 (sete) perfis, partindo do campo rupestre para floresta, com limite na drenagem do rio. No transecto 2 (T2) foram abertos 6 (seis) perfis de solo, partindo

do campo rupestre para floresta, com limite na drenagem do rio. Em todos os perfis foi realizada a sua descrição morfológica completa, segundo SANTOS et al. (2005), e coletadas amostras de seus respectivos horizontes para análises químicas e físicas, segundo EMBRAPA (1997), totalizando 49 amostras de solos.

Para fins de estudos quantitativos das relações solo-vegetação, em cada subparcela foi coletada uma amostra composta da manta orgânica e, por tradagem, uma amostra composta (repetição) da camada de 0 a 20 cm do solo, para análises químicas e físicas em laboratório. Estas totalizaram 128 amostras, com 64 amostras compostas de 0 a 20 cm de profundidade e 64 amostras compostas de manta orgânica.

Todas as amostras de solos (total geral = 177) foram depositadas nas dependências do Departamento de Solos da Universidade Federal de Viçosa, onde foram realizadas as análises químicas e físicas. As análises granulométricas, para quantificação de areia grossa, areias fina, areia muito fina, silte e argila foram ralizadas pelo método da pipeta, com dispersão do solo por agitação mecânica em meio alcalino (NaOH 0,1 mol/L), por 16 horas a 50 rpm. O equivalente de umidade foi determinado em amostras saturadas submetidas a centrifugação por 30 minutos a 2.440 rpm. Para a determinação do pH em H2O e KCl utilizou-se a relação

1:2,5 (v/v) solo:solução. O carbono orgânico total foi determinado pelo método Walklay- Black. Os elementos P, Na e K foram extraídos pelo extrator Mehlich 1. Ca, Mg e Al foram extraídos por solução de KCl 1 mol/L. Os teores de Ca, Mg e Al nos extratos foram determinados por espectrometria de absorção atômica. P foi determinado por fotocolorimetria e K por fotometria de chama. As amostras da Manta Orgânica (Horizonte O) foram analisadas pelo método da digestão total por ataque nitro-perclórico.