• No results found

Flyktige organiske forbindelser (VOC)

In document OR-03-2006-Nor (533.4Kb) (sider 17-21)

4. Vurdering

4.2 Flyktige organiske forbindelser (VOC)

O final do século XX ficará indubitavelmente ligado à história mundial da comunicação. A democratização dos sistemas de comunicação e a globalização da informação contribuíram definitivamente para o aumento exponencial do mercado da informação.

Neste contexto, em que a rapidez de transfere da informação também é um fator decisivo de negócio num sistema económico de escala global e extremamente exigente em termos de concorrência de mercados, os agentes económicos (empresas, organizações, instituições, etc.) foram confrontados, sobretudo nas últimas décadas, com a tomada de consciência de que eram necessárias transformações e investimentos em matéria de tecnologias da informação e sistemas de gestão dessa informação, para não perderem competitividade e manterem viva a sua atividade económica.

Algumas dessas transformações começaram já no século passado, despoletadas por re-estruturações organizacionais adaptadas às exigências dos novos tempos. Uma delas foi a agilização e melhoria dos modelos de gestão, entre os quais, a partir da segunda metade do século XX, a introdução dos sistemas de gestão da qualidade nos modelos internos de gestão empresarial (António e Teixeira, 2007).

Esta viragem obrigou as empresas a uma profunda transformação nos seus processos de produção com repercussão em todos os níveis da organização, uma vez que a introdução do fator qualidade veio forçar uma mudança de estratégia empresarial, a partir de então totalmente orientada para a melhoria dos processos de produção com vista à satisfação dos clientes.

Um pouco mais tarde, no fim do século XX, viria a era da revolução tecnológica, sem a qual grande parte das transformações necessárias não teria ocorrido uma vez que a globalização dos mercados exigia, e exige ainda hoje, novas formas de negociar e de comunicar (Castells, 2005). O acesso à informação torna-se então vital para a

- 29 - sobrevivência das empresas e organizações mas, é mais precisamente na gestão eficaz dessa informação que estão hoje centradas grande parte das suas preocupações e investimentos.

O impulso das tecnologias da informação teve e continua a ter um papel fundamental e decisivo no investimento por parte dos agentes económicos. Alias, no final de 2012, a OCDE divulgava dados estatísticos que confirmam que Le secteur des technologies de l’information résiste bien au ralentissement économique”6

. O investimento foi de tal forma em massa a partir dos anos 90 que se associa o final do século passado, em termos de mudança de sociedade, à passagem de uma sociedade

industrial para uma sociedade da informação (Serrano e Fialho, 2005) ou sociedade em rede (Castells, 2005).

Nesta nova conceção de sociedade, a aquisição, o armazenamento, o processamento, a transmissão, a distribuição e a disseminação da informação tornam- se o eixo central da tomada de decisão, mas também um fator de negociação e de poder.

Hoje, decorrida apenas cerca de uma década do século XXI, é de sociedade do

conhecimento que se fala. De acordo com Calvacanti (2005), “Vivemos hoje outra revolução, da mesma magnitude e importância. É um processo de transição de um mundo tipicamente industrial onde terra, capital, trabalho, energia e matéria-prima eram os cinco fatores de produção chave no processo de criação de riqueza, para um mundo onde o conhecimento se transformou no principal fator de produção de valor. Em 2000, mais da metade da riqueza do mundo, segundo a Organização para Cooperação em Desenvolvimento Econômico (OCDE), veio do conhecimento” (Ibidem).

Todos os dados disponíveis convergem neste sentido. Atualmente a principal fonte de produção de valor e de riqueza vem do conhecimento, o que implica repensar por completo a sociedade e, em particular, a relação entre o mundo académico e o mundo do trabalho.

6 OCDE, 04/10/2012 (consultado em 20 de abril de 2013)

http://www.oecd.org/fr/presse/lesecteurdestechnologiesdelinformationresistebienauralentissementec onomiqueselonlocde.htm

- 30 - Novas formas de pensar e de agir levam as organizações a novas conceções de produção. A competição de outrora transformou-se em colaboração e cooperação, o sigilo (alma do negócio) em partilha, a produção em massa deixou lugar à qualidade e o tratamento em massa da informação abriu as portas à organização e gestão do conhecimento.

De acordo com alguns autores, a transformação do conhecimento em capital tornou-se, hoje, praticamente uma questão de sobrevivência em todos os setores de atividades uma vez que “(…) as organizações lutam, hoje, por compreenderem melhor o

que sabem, o que necessitam saber e o que devem fazer com o conhecimento de que dispõem.” (Serrano e Fialho, 2005:10).

De facto, após a revolução tecnológica, são hoje necessidades de gestão dos recursos informacionais sob todas as suas formas, quaisquer que sejam as fontes documentais, textuais, terminológicas, visuais, sonoras ou humanas que elas próprias têm de potenciar sob a forma de capital de conhecimento que preocupam as organizações. Para isso, focam cada vez mais os seus esforços de investimento no conhecimento, no seu entendimento, desenvolvimento e na sua partilha numa escala global, dentro dos limites das suas políticas e estratégias internas e em função dos seus tipos de negócios.

O que atualmente verificamos é que a sociedade do conhecimento está a lançar novos desafios a todos os setores de atividades económicas - sobretudo ao nível da capitalização do conhecimento - inclusive aos setores das indústrias das línguas que nunca tiveram, como hoje, tantas oportunidades para se desenvolverem, fazendo apelo à criatividade, inovação, renovação de teorias e modelos e às novas formas de partilha do conhecimento em tempo real.

Pensamos que, pela dupla vertente que possui – a linguística e a conceptual – a Terminologia tem aqui um espaço de manobra muito substancial uma vez que, enquanto ciência, tem como propósito a observação de fenómenos linguísticos e conceptuais que se manifestam através da relação existente entre os conceitos e as suas designações em língua (termos). A Terminologia usa, assim, dois planos de

- 31 - observação distintos, mas estreitamente ligados que se moldam às realidades observáveis de forma a potenciar abordagens teorias e metodológicas diferenciadas em função dos objetivos preconizados.

Realçamos, mais especificamente, os contributos que a ciência terminológica neste contexto pode dar, quer em matéria de gestão de informação especializada quer de organização e gestão do conhecimento e, por isso, no nosso entender, não pode deixar de colocar a sua pedra na construção do edifício da sociedade do conhecimento.

In document OR-03-2006-Nor (533.4Kb) (sider 17-21)