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Fishery Independent Information

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VIIh VIIe

2 NORTHEAST ATLANTIC MACKEREL

2.5 Fishery Independent Information

A Lexicologia é o ramo da Linguística que realiza o estudo científico do léxico de uma língua, com diversos enfoques. Dessa forma, interessa à Lexicologia determinar quais são a origem, o significado e as formas das palavras que constituem o idioma de uma língua. É interesse também da Lexicologia apreender o uso que os falantes de uma comunidade fazem da língua. Portanto, é a Lexicologia que permite descrever e observar, de maneira científica, as unidades léxicas de determinada comunidade linguística. A Lexicografia, por sua vez, sendo uma ciência instrumental, tem como foco a elaboração de dicionários.

A Lexicologia, de acordo com Biderman (2001b, p. 16), é uma ciência que possui como objetos de estudos a “análise da palavra, a categorização léxica e a estruturação do léxico”. Para a autora, cada palavra de uma língua faz parte de uma estrutura que possui duas coordenadas: o eixo sintagmático e o paradigmático.

O eixo sintagmático, segundo Saussure (1969), é o lugar de encadeamento linear das unidades da língua. O eixo paradigmático, por outro lado, corresponde ao momento em que, a partir da recuperação de uma palavra, outras são constituídas, ou seja, “um termo dado como centro de uma constelação, o ponto para onde convergem outros termos coordenados cuja soma é indefinida” (SAUSSURE, 1996, p. 146).

No caso deste trabalho, por exemplo, favela, periferia, gueto e quebrada se referem aos eixos paradigmáticos que relatam os espaços onde os rappers residem. Mas essa ideia será expandida em capítulos posteriores.

A partir da conjunção dessas coordenadas, resulta uma enorme complexidade de redes semântico-lexicais que contribuem para a produção de infinitas significações.

Na concepção de Turazza (2005), a Lexicologia é uma ciência que analisa, descreve, explica e reduz a modelos teóricos os fenômenos do universo lexical e procura, ainda, “falsear” tais modelos em um procedimento de “revalidação” e “superação” (TURAZZA, 2005, p. 56). Ao afirmar que a ciência tenta “falsear”, a autora reforça o posicionamento de outros lexicólogos, como Biderman (2001a), sobre a dificuldade da pesquisa com o léxico, em decorrência de sua instabilidade e da relação com os fenômenos históricos e sociais.

Sobre as pesquisas na área, Biderman (2001b) afirma que, nas décadas de 1950, 1960 e 1970, desenvolveu-se uma ciência interdisciplinar – estatística léxica –, com resultados sobre as mais diversas línguas no mundo, chegando a conclusões expressivas de

natureza universal16. No entanto, um maior contingente de pesquisa se refere à presença do neologismo na língua.

No entender de Alves (1999), o conceito de neologia se refere aos fenômenos novos que atingem uma língua. Esse conceito foi proposto por Guilbert (1975, p. 31) “como a possibilidade de criação de novas unidades lexicais, em razão das regras de produção incluídas no sistema lexical”.

Para Guilbert (1975), o neologismo surge a partir da necessidade de um grupo de apreender o real, de analisar, recortar, classificar e organizar as informações com base nos dados da experiência cotidiana. O autor enumera três fases de criação neológica: o instante de sua criação, a partir de um recorte cultural específico; a aceitabilidade por parte dos destinatários – e essa característica é percebida quando os locutores passam a usar a palavra, até então concebida como neologismo; e o momento da desneologização, que corresponde ao período em que o neologismo da língua, depois de criado, é aceito pelos interlocutores e reempregado em outros atos de linguagem, perdendo seu caráter de novo.

O autor assinala que existem quatro tipos de criação neológica: a neologia fonológica, a sintagmática, a alogenética e, por fim, a semântica.

A neologia fonológica, segundo aponta Barbosa (2001), corresponde a uma nova combinação de morfemas e fonemas na constituição de uma nova unidade lexical. Sobre a neologia fonológica, Alves (1999) afirma:

A neologia essencialmente fonológica supõe a criação de um item léxico cujo significante seja totalmente inédito, isto é, tenha sido criado sem base em nenhuma palavra já existente. Este fato é extremamente raro em todas as línguas.

A neologia sintagmática, no entender de Barbosa (2001b), resulta da integração lexicalizada de vocábulos, o que possibilita uma nova classificação gramatical. A neologia alogenética corresponde a uma unidade nova emprestada de outros sistemas linguísticos.

A neologia semântica é gerada a partir de uma grandeza de signo já existente. Nesse caso, conserva-se a expressão do signo-base, ao qual é atribuído novo conteúdo,

16 “Em todas as línguas estudadas constatou-se a estabilidade dos símbolos lingüísticos: letras, fonemas e palavras, categorias gramaticais manifestam uma recorrência tão regular que tornam possível a sua previsibilidade. Sobretudo o nível mais independente ao plano do conteúdo – ou seja, a fonologia e a grafêmica – patenteia uma grande estabilidade de freqüências. Isso poderia indicar que a freqüência seria uma característica tão típica do signo como os traços distintivos que o opõem aos demais elementos do sistema” (BIDERMAN, 2001a, p. 6).

correspondente a um novo recorte cultural. Acerca da neologia semântica, afirma Barbosa (2001, p. 41):

A neologia semântica parece ser o processo mais frequente e mais produtivo na dinâmica de ampliação e renovação lexical; isso explica o fato de ser a polissemia a regra, e a monossemia, a exceção, no amplo conjunto dos lexemas que integram o Universo Léxico.

A principal característica do Universo Léxico se refere à instabilidade, haja vista que o léxico, expresso por meio da fala, é constantemente influenciado pela visão de mundo, por regras de conduta e crenças dos falantes. Assim, fica explicitamente expressa a dificuldade dos pesquisadores que tomam o léxico como objeto de estudo.

A seguir será relatada a importância dos dicionários, mostrando os fundamentos teóricos e metodológicos utilizados pela Lexicografia.

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