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First stage: destruction-coagulation

2 The Geopolymer

2.4 The geopolymerization process: a conceptual model

2.4.1 First stage: destruction-coagulation

O mapeamento da sensibilidade ambiental ao óleo se faz por meio da espacialização do índice de sensibilidade ambiental (ISA) o qual foi criado por Gundlach & Hayes (1978), e, posteriormente, aplicado por Michel et al. (1978) na Baía de Lower Cook, Alaska.

O ISA consiste em uma classificação da linha de costa levando em consideração suas características geológicas, geomorfológicas, biológicas e socioeconômicas, relacionadas com a longevidade e a interação do óleo nos diversos ambientes e com a dificuldade de limpeza, levando em conta as técnicas disponíveis.

No mundo, devido à crescente preocupação ambiental que emergiu no início da década de 1990, os mapeamentos do índice de sensibilidade ambiental ao óleo foram aplicados em vários países como exemplo Estados Unidos, Canadá, Panamá, Alemanha, Nigéria, África do Sul, Ilhas Mauritius, Kuwait e Kasaquistão.

Entretanto no Brasil, os esforços sistemáticos para a elaboração dos mapas temáticos de sensibilidade ao óleo só se iniciaram a partir do ano 2000, com a lei N° 9.966 (lei do óleo), que estabeleceu os princípios básicos a serem obedecidos na movimentação de óleo e outras substâncias nocivas ou perigosas em portos organizados, instalações portuárias, plataformas e navios em águas sob jurisdição brasileira. E conferiu ao Ministério do Meio Ambiente, a responsabilidade de localizar e definir os limites das áreas ecologicamente sensíveis. Ato contínuo, o MMA estabeleceu especificações e normas técnicas para elaboração de cartas de sensibilidade ambiental para derramamentos de óleo (MMA, 2002). No mesmo ano, o Ministério publicou os

primeiros resultados do esforço para se aferir o índice de sensibilidade ambiental dos diversos compartimentos do litoral brasileiro, iniciando com o Atlas de Sensibilidade Ambiental ao Óleo das Bacias do Ceará e Potiguar (MMA, 2004).

Entretanto, devido ao grande vazio cartográfico existente no Brasil e à grande extensão costeira do território nacional, a única forma de obtenção das informações necessárias à caracterização e espacialização dos diversos ambientes costeiros e de suas características determinantes da sensibilidade foi através da utilização dos produtos de sensoriamento remoto. Nesse sentido, um dos primeiros trabalhos foi realizado por Carvalho (2003), no qual o mapeamento empregou técnicas de processamento digital, segmentação por crescimento de regiões, e classificação digital não supervisionada por regiões, seguida de interpretação visual de imagens a partir de dados do sensor ETM+/Landsat-7, e validados por dados coletados em campo e literatura especializada. Como resultado, criou-se um banco de dados geográficos (BGD) contendo as informações sobre os recursos biológicos e socioeconômicos, o ISA do segmento costeiro em estudo, acessos e o uso e cobertura da terra. Com base neste BDG, foi produzido um atlas onde estão articulados nove mapas de sensibilidade ambiental para a área, na escala 1:50.000. O trabalho de Carvalho (2003) tornou-se uma referência para a metodologia de mapeamento da sensibilidade ambiental ao óleo no Brasil.

Seguindo metodologia similar, Cabral et al. (2007) desenvolveram o mapeamento da área que compreende as bacias de Sergipe-Alagoas e Pernambuco- Paraíba com a inovação de utilizar imagens de alta resolução geométrica do satélite Ikonos II para regiões específicas da área a ser mapeada. Ainda na mesma linha metodológica, Araújo (2005), Rocha-Oliveira et al (2008) e Bellotto & Sarolli (2008), mapearam o índice de sensibilidade ambiental ao óleo, para toda a costa do Estado de Santa Catarina.

No entanto, o mapeamento da sensibilidade ambiental ao óleo, da costa da região norte do Brasil se mostrou um entrave quando aplicada a metodologia já apresentada. Isso ocorreu devido às características climatológicas, ecológicas e hidrológicas da região, que é influenciada pela ZCIT (Zona de Convergência Intertropical) estando constantemente recoberta por nuvens. Essa região é, ainda, recoberta pela densa vegetação do bioma amazônico e possui regimes de macro-mares e grandes variações sazonais nos níveis dos rios.

Assim, nesse cenário, a disponibilidade de dados de sensores remotos ópticos se torna escassa e os mesmos são pouco eficientes para mapear as áreas alagáveis que representam ambientes extremamente sensíveis a um possível derramamento de óleo, e

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Dissertação - PPGCEP Araújo, T. S. 2011

são abundantes na região. Essa limitação deve-se ao fato de as áreas alagáveis serem recobertas por densas copas de árvores, o que impede a sua delimitação precisa em imagens provenientes de sensores ópticos.

Visando contornar esses problemas, foram propostas para a região metodologias de mapeamento através do uso de múltiplos sensores remotos, integrando dados de sensores ópticos e sensores ativos.

Uma das primeiras iniciativas nesse sentido foi o trabalho realizado por Beisl et al. (2003), que se utilizaram de duas séries de imagem SAR, oriundas do satélite JERS- 1, e adquiridas em períodos distintos do ciclo hidrológico amazônico, para, através das análises dos semivariogramas e da classificação textural das imagens, delimitar as áreas sazonais de floresta inundadas.

Outra importante contribuição está no trabalho publicado por Gonçalves & Souza Filho (2005). No qual foram utiliza das imagens SAR, do satélite RADARSAT-1 e imagens ópticas do sensor ETM+/LANDSAT-7, para através de técnicas de integração digital de imagens, produzir imagens híbridas que permitem a identificação e o mapeamento das unidades geoambientais de um trecho de costa situado entre os estados do Amapá, Pará e Maranhão. Após a correta identificação das unidades geoambientais, os autores atribuíram o ISA às mesmas de acordo com uma adaptação da classificação proposta pelo National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA, 2002).

Ainda seguindo a mesma linha metodológica, Almeida (2009) propôs o uso integrado de imagens dos sensores JERS-1, SAR, SRTM, RADARSAT-1, ETM+/LANDSAT-7, MODIS e IKONOS para realizar o mapeamento do índice de sensibilidade ambiental ao óleo da região do Cabo Norte no estado do Amapá.