3 Detaljer for foreslåtte aktiviteter
3.7 Finn ut hvordan globaliseringen påvirker oss – og de andre?
Em função de tudo que abordamos, no sentido de se encontrar uma resposta das questões levantadas em relação as profissionalidades no campo da ação social, com uma abordagem sobre a emergência do Serviço Social, abrangendo a experiência portuguesa e angolana, analisando também, de forma comparativa os seus planos de estudos de licenciatura em serviços sociais, onde posteriormente destacamos a cidade do município do Lubango. E sendo esta, a cidade que no âmbito da delimitação do presente trabalho cingiu-se a nossa atenção, como campo de ação de uma observação aos programas de ação social do governo e dos seus parceiros (ONGs), executados pelos Minars, Instituição que responde pelas questões de precariedade social das populações mais vulneráveis, temos de referir o seguinte:
Durante o árduo trabalho de investigação sobre a questão das profissionalidades no campo da ação social, importa primeiramente afirmar que, o trabalho social precisou de vários momentos durante o seu percurso. Foi necessário haver durante o seu percurso, vários movimentos sociais que pugnaram por uma causa, que era da atenção do Estado aos mais carenciados, levando o Estado a colocar na sua agenda política a situação em questão.
Embora não de forma tão similar, a questão da emergência do serviço social, nos dois países (Portugal e Angola) cruzam-se do ponto de vista histórico, na medida em que, durante um certo período Angola era colónia portuguesa, o que acaba por ser óbvia uma construção de Serviço Social angolano influenciado pela tradição portuguesa e posteriormente por outras experiências estrangeiras, sobretudo, no período de guerra em que a ajuda humanitária era mais justificada por razões de circunstância (guerra) que se vivia na altura (crise humanitária). Este cruzamento com várias experiências, foi necessário para a construção da institucionalização do serviço social tanto angolano quanto português. Para além da questão da solidariedade tipicamente africana, baseada na ajuda mutua entre as pessoas, a presença portuguesa em Angola levou os missionários católicos, que através da criação das suas Missões levaram a cabo ações de serviço e assistência socialà comunidades indígenas. E hoje apesar de não ser como era
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anteriormente, essas Missões continuam a desenvolver algumas atividades de ação social não obstante sem a mesma força como no período colonial.
No entanto, o Serviço Social em Angola foi desenvolvido de uma forma singular, apesar de ter sofrido várias influências externas, acabou por desenvolver-se de uma maneira muito própria, servindo a questão da influência que teve, como uma das causas dessa particularidade.
Se o Estado português durante um certo período incumbiu a responsabilidade do Serviço Social aos particulares, em Angola também acontecia o mesmo durante o mesmo período em que Angola fazia parte de Portugal. Mas, a partir do momento em que ganha a independência, passa a ter um rumo diferente, verificando um recuo não só sobre este exercício mas, também, noutras áreas, devido ao fato de mergulhar numa guerra civil que desestruturou o desenvolvimento do país, fazendo retroceder alguns avanços já conquistados até então, acabando por afetar sobretudo a área dos Serviços Sociais. É exemplo disto o fato do Instituto Superior de Serviço Social de Angola, ter surgido apenas há pouco tempo(2010) tendo lançado somente até o presente momento um primeiro grupo de licenciados nas áreas de Serviço Social e Educadores de Infância. A mesma coisa não se pode dizer sobre a Escola Nacional de Serviço Social, que tem vindo a formar técnicos na área do campo da ação social há muito mais tempo em Angola em relação ao Instituto acima referido.
Em Portugal a experiência nessa área já é relativamente longa remontando desde 1956 ano em que foi criado o Instituto Superior de Serviços Sociais do Porto (ISSSP), no âmbito do exercício da Diocese do Porto. Sendo hoje, um Instituto Superior reconhecido a nível jurídico em 1986.
Durante o processo de construção do serviço social, fizeram parte a partir de um certo período, várias profissões que até hoje continuam a participar no exercício do campo de ação social.
Para a realidade do município do Lubango, verificou-se a pouca participação dos vários profissionais de árias diferenciadas, os atores do próprio Minars são recrutados sem pondo muito em causa a questão das áreas de formação, porque, estes, depois de admitidos por um concurso público, são submetidos a uma formação de capacitação e outros selecionados para uma formação técnico-profissional.
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Apesar do esforço do governo local, na resolução dos vários problemas sociais ainda assim está muito distante a ideia de melhoramento das condições de vida das famílias carenciadas. Situação que agravou-se ainda mais com o Estado atual da economia Angolana. Esta situação leva-nos a afirmar que o governo precisa criar políticas capazes de enquadrar mais técnicos, sendo para o efeito, necessário investir mais na formação técnica, profissional e científica, no sentido de se fazer fácil ao exercício do campo da ação social.
Torna-se necessário também, haver mais investimentos na área social e facilitar as políticas de credenciamento de ONGs, para que o Estado possa ter um maior asseguramento da prática de serviço social mais eficaz, que procure chegar e minimizar os problemas das comunidades mais desfavorecidas e grupos marginalizados, partilhando esse exercício com mais Organizações da sociedade civil.
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