Desenvolver projetos que abordem a cultura do negro, do índio e do branco na escola, como já se comentou, não é tarefa fácil. Enfatiza-se que os trabalhos que são desenvolvidos na temática cultura/cultura popular não se restringem ao Bumba- boi, pois existem outros elementos que permeiam a cultura popular no estado.
O bumba-boi é a maior expressão da cultura do Maranhão, mas essa manifestação está ligada a algumas questões maiores, como por exemplo, o estudo de cultura africana e afrodescendente na escola, respaldado pelas leis 10.639/2013 e 11.645/2008 (BRASIL, 2008), que dispõe sobre a obrigatoriedade das escolas a trabalharem em seus currículos conteúdos referentes à temática racial.
Segundo a gestora da escola, além desse projeto foram desenvolvidos outros na mesma linha, sempre com o intuito de resgatar e ressignificar a cultura local. Ela ressalta ainda que as brincadeiras de roda e as estórias infantis são de grande
importância na vida dos alunos e que, para reforçar sua importância, foram desenvolvidos projetos que contemplassem essa temática.
Nesse sentido a gestora salienta que os alunos, com o advento da informática, internet, TV e outros aparatos relacionados ao avanço tecnológico, têm deixado um pouco as brincadeiras de roda e outras relacionadas à juventude. Sobre isso, ela comenta:
a gente já trabalhou aqui na escola as brincadeiras, que isso também tá no popular, se fazer um resgate dessas brincadeiras quando a gente iniciou aqui essa escola, as brincadeiras de infância, de roda, que está dentro e faz parte da nossa cultura e que a criança já está esquecendo e que hoje em dia já não valoriza tanto, porque surgiu a era da informática e do digital e vai deixando essas coisas de lado, mas aqui a gente já trabalhou e já fez um resgate e foi muito bom a época que foi trabalhado. Cantigas de rodas, histórias infantis, que está dentro da nossa cultura. (Gestora)
Verificou-se que a importância de se manter vivas as tradições é, na escola, uma constante, pois quando se pensa em desenvolver algum trabalho que tenha por tema gerador a cultura, são buscadas alternativas que possibilitem ao aluno conhecer ou reviver situações que estão cada vez mais escassas nos dias de hoje.
A professora mencionou ainda que foi desenvolvido um projeto sobre os 400 anos da cidade de São Luís, no ano de 2011. Nesse projeto a Secretaria Municipal de Educação (SEMED) pediu que fossem desenvolvidas ações que contemplassem várias áreas referentes aos 400 anos da cidade. A professora em parceria com uma colega, também docente da escola, desenvolveu o projeto São Luís 400 anos: um passeio pela cultura e sabores. Segundo fala da professora, o projeto foi muito proveitoso no tocante à produção de textos, leitura, e trabalhos manuais. O projeto foi detalhado da seguinte forma pela entrevistada:
Esse projeto foi como eu falei a princípio uma sugestão da secretaria [de educação], mas a escola tinha autonomia de como iria se organizar, é... em comemoração aos 400 anos da cidade de São Luís, em 2011? o aniversário da cidade de São Luís? Foi! Então, em comemoração aos 400 anos de São Luís foi proposto para a gente desenvolver várias temáticas tudo o que a gente achasse interessante sobre a cidade, toda a escola trabalhou, cada etapa ficou responsável de desenvolver e se aprofundar com sua turma em alguns aspectos, uns foram poetas ludovicenses, outros como o meu foi a questão da culinária, outros as lendas, então, é... todas as etapas desenvolveram e se aprofundaram em uma temática, a temática do 3º ano foi a culinária, então, dentro da culinária conseguimos desenvolver a questão das receitas, a gente trabalhou as tipologias textuais como texto instrucional, receitas, as palavras de origem indígena, africana, árabe, a influência desses povos na nossa culinária, a influência da culinária
europeia, da culinária indígena, africana, nós desenvolvemos um livro de receitas com os alunos, com as receitas que eles mais gostaram e eles tinham de saber a origem dessas receitas a influência dessas receitas, se foi indígena, se foi africana, se foi árabe, enfim, é... trabalhamos a questão dos instrumentos usados para fazer a comida, no caso os indígenas, a panela de barro, trouxemos a argila, eles produziram as panelinhas de barro, produziram os livros cada um ficou com uma cópia do seu livro, eles ilustraram as receitas, é...receitas simples que eles conhecem como o chibé, a gente foi estudar a origem dessa receita, foi fazer o texto dessas receitas, ler, trabalhamos a questão de quantidade, trabalhamos matemática, e... sempre envolvendo nessa temática, que era a questão da cidade e o que ela tinha de bom e o que a gente podia estar mostrando para os nossos alunos. (Professora Madalena).
Os pontos culminantes do projeto foram o uso da temática cultura no trabalho desenvolvido com a culinária; o debate sobre a miscigenação da população brasileira e suas influências em vários segmentos da sociedade, bem como a produção escrita dos alunos que se deu com a composição de pequenos textos, os quais culminaram na produção de um livro.
O livro produzido fez o resgate de algumas das receitas mais populares na culinária maranhense, algumas são iguarias que se encontram somente na região, como: o Chibé ou Chibeu, um prato preparado basicamente à base de farinha de mandioca, água, pimenta e com algumas variações, em que se coloca tomate, cebola, cheiro verde e salsinha. Em municípios da baixada maranhense, ele é saboreado acompanhado de peixe seco.
5.3.5 O projeto dentro e fora da escola
A escola é um ambiente que deve transmitir ao aluno segurança e possibilidades para que o trabalho a ser desenvolvido seja realizado com muita qualidade. Para tanto, é necessário que a comunidade da escola esteja unida, que haja condições mínimas de aprendizado e que a comunidade externa participe das ações tomadas na escola.
A união da escola com a comunidade na qual ela está inserida é necessária para que se faça um intercâmbio de informações. Segundo Siqueira (1997, p.15):
Para ajudar o Brasil a melhorar a qualidade do ensino ministrado em suas escolas é preciso convocar a comunidade, os pais e os professores a participarem da vida escolar de seus filhos. É preciso demonstrar interesse e entusiasmo pelo trabalho da escola. É preciso conscientizar a população em geral que as iniciativas da escola encontrem respaldo na comunidade,
de modo que o processo educacional seja valorizado e integrado para melhor servir à sociedade.
Ter uma boa relação com a comunidade facilita o trânsito de informações e aproxima os atores dos dois lados do processo. A vida em sociedade demanda uma gama de negociações a fim de que, o que aconteça na escola tenha êxito. A grande reclamação da gestão da escola está na ausência dos pais no cotidiano da escola. Mesmo sendo constantemente convidados a participar das atividades desenvolvidas pelos alunos, aparece sempre em número pouco expressivo.
A gestora ressalta que os pais ficaram felizes com a participação de seus filhos e parentes nas atividades desenvolvidas na escola, principalmente nos projetos. Na visão da gestora a reação dos pais é positiva com relação às atividades envolvendo projetos na escola:
Os pais gostam e ficam assim, quando a gente faz a culminância que manda convidar, a gente sente naqueles pais que veem o trabalho do filho que eles se sentem orgulhosos. Nem todos vêm, mas a minoria que vem a gente sente que eles ficam, assim, orgulhosos porque veem a produção do filho ali exposta, e veem também ele explicar aquilo que ele fez, com certeza todo pai fica deslumbrado. (Gestora)
Assim como a gestora, a coordenadora também considera um problema a ausência dos pais nas comemorações desenvolvidas na escola, e declara que:
Em relação à comunidade externa, a participação é um pouco complicada, porque, assim, sempre que tem, que nós temos apresentação de projetos, a gente manda convite pra comunidade externa, para os pais. Para eles virem participar, prestigiar, participar e se você tiver a oportunidade de ver algum dia, são pouquíssimos os que vêm, poucos mesmo, às vezes aparecem no máximo cinco pais de alunos. (Coordenadora).
A escola convida a comunidade para participar das atividades desenvolvidas nos projetos, pois sabe da importância dessa parceria. A instituição precisa manter uma boa relação com pais e responsáveis a fim de poder ter apoio nas mais diversas situações pelas quais passa ao longo do ano, até porque a gestão da escola compartilhada possui um colegiado que tem participação de membros de todos os segmentos.
Na visão da professora entrevistada, a escola ainda precisa desenvolver ações que aproximem a escola da comunidade do entorno. O desejo da professora em desenvolver um projeto de proporções maiores esbarra nas limitações da escola
que não conta nem com auditório e muito menos com quadra esportiva, espaços importantíssimos para a acolhida da comunidade interna e externa. Vale ressaltar que o discurso da professora também foi percebido pelo autor desta pesquisa durante as observações, no que tange à estrutura da instituição. A professora expressa sua frustração com relação à escola não estar estimulando esse diálogo com a comunidade externa ao dizer:
a gente não tem uma avaliação da comunidade externa, porque ainda não desenvolvemos um projeto que ultrapasse os muros da escola, que chame a comunidade para dentro da escola. Isso se dá por vários motivos, em especial, o fato de a gente não tem estrutura para acolher essas pessoas. Só conseguimos ultrapassar os muros da escola duas vezes: com o projeto da água, em que as crianças saíam aqui na rua distribuindo os folhetos, e o da violência contra a mulher, momento em que nós fizemos uma passeata aqui pelo bairro. Esses ultrapassaram, agora, a comunidade não é muito próxima da escola, devido a esses fatores, a gente fica receoso de chamar e não poder receber bem porque não tem um espaço apropriado, e a gente acaba se limitando à comunidade escolar interna. (Professora Madalena) Promover ações que busquem potencializar o crescimento intelectual e social do aluno é o que se espera de uma escola que está bem conectada com a sociedade em que está inserida. Esse diálogo deve ser estimulado e fortalecido por se trazer pais e responsáveis para o convívio dos educandos, o que estimula ainda mais o acompanhamento das atividades desenvolvidas pelos alunos dentro e fora da escola.
Nas visitas a escola se pode observar que a mesma embora não disponha de locais formais para que esse acolhimento aconteça, pode mesmo assim, acolher uma quantidade razoável de pais e responsáveis, para isso, seria necessário uma ornamentação do pátio da escola, respeitando a capacidade do local, permitindo que tudo seja feito de forma ordeira e dentro das normas internas da escola e de segurança.
Há de se ressaltar nas três entrevistadas o desejo de ver pais e responsáveis como atores coparticipantes da educação que os alunos recebem na escola. A responsabilidade de uma educação de qualidade passa por essa estreita relação que se forma quando a escola convida a comunidade externa a participar, o aluno se sente mais feliz e responsável nas ações que irá desenvolver por ter um acompanhamento cada vez mais fortalecido.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A análise dos dados coletados durante a pesquisa mostrou quão importante é a inserção da cultura/cultura popular aliada à pedagogia de projetos na prática docente da professora Madalena de uma escola da rede pública de São Luís do Maranhão, a partir do seu engajamento na proposta.
Observou-se, também, que trabalhar com a pedagogia de projetos propiciou ao corpo docente e em especial à professora Madalena a consciência de estar em constante atualização com relação às novas abordagens e metodologias no campo educacional e de como utilizar esse conhecimento agregado à cultura trazida pelo aluno. Verificou-se ainda que a cultura local pode contribuir para que a prática educacional pela metodologia de projetos seja bem sucedida.
A introdução da pedagogia de projetos na instituição investigada ocorreu, a princípio, por sugestão da Secretaria de Educação do Município, mas reforçada pela presença de uma empresa multinacional, uma mineradora, que patrocinou/patrocina projetos voltados à educação nessa escola e em outros da área Itaqui/Bacanga, localização também da instituição em foco. Tornou-se, assim, parte da filosofia adotada pela escola, estimulando os docentes a criarem contextos mais dinâmicos e flexíveis com a geração de ambientes de aprendizagem mais cooperativos e abertos, propiciando aos educandos espaços em que pudessem estimular a descoberta, a curiosidade e a produção do conhecimento pelo aprender a fazer fazendo (MORAES, 2008; DEWEY, 1967).
Há de se repensar o modelo de parceria oferecido pela Multinacional para a escola, percebeu-se um atropelo de ações, falta de comunicação entre as duas instituições que acabaram por fragilizar o trabalho que foi desenvolvido na escola e que poderia ter sido melhor aproveitado como salientaram tanto a gestora como a coordenadora da escola.
Verificou-se que a ofertar de capacitação, da forma como aconteceu, não contribui para o fortalecimento das ações desenvolvidas pela escola, que tem como objetivo principal prover educação de qualidade propiciando ao educando a capacidade de poder ser autônomo e crítico.
Na pesquisa, pode-se notar que gestora, coordenadora e professora demonstram ter entendimentos diferentes acerca do que é a cultura/cultura popular.
Observou-se que nas falas da gestora e da coordenadora, a cultura era vista de forma bem geral, diferente da visão da professora, que apresentou uma base teórica mais substancial em relação às anteriores, acredita-se que por ter uma relação estreita com as manifestações culturais, seu embasamento teórico tende a ser mais ampliado em relação às outras entrevistadas. Nas suas falas fica claro que a adoção da pedagogia de projetos não ocasionou uma ruptura que trouxesse prejuízo para a dinâmica educacional da escola, pelo contrário.
A partir da sugestão do órgão gestor da educação municipal a escola por si só sentiu a necessidade de ampliar os temas focando nas necessidades do aluno, dos professores e da comunidade, propiciando aos discentes a saída do estado de passividade, passando a atuar como agente do processo.
Esperava-se que a SEMED, enquanto órgão gestor da rede municipal, devesse além de implantar a pedagogia de projetos na escola, capacitar os professores para que os mesmos tivessem como conduzir o processo de forma mais consciente. A formação dos professores é fundamental para que a nova filosofia implantada seja desenvolvida seguindo as etapas que o processo propõe.
Inferiu-se que o trabalho com projetos se tornou um hábito cultivado na escola, buscando conduzir o aluno ao caminho que leve à reflexão por situações complexas. O letramento por meio de projetos que contemplem a cultura popular é um exemplo de quão ricas podem se tornar as atividades desenvolvidas em sala de aula e de como os docentes podem explorar o mundo que os alunos conhecem, facilitando seu progresso e conduzindo-os a uma vivência próxima daquilo que aprendem na sala de aula. O educando precisa ter um objetivo ao aprender, buscar sempre resolver uma situação problema, ter algo a resolver (MORETTO, 2011).
Ao desenvolver um trabalho com projetos a instituição espera que os resultados sejam satisfatórios, ou seja, que os alunos consigam sentir prazer em aprender e apresentar melhoras nos seus desempenhos em sala de aula, no âmbito dos diferentes componentes curriculares. A gestora, a professora e a coordenadora declararam que o desempenho dos alunos melhorou a partir da implementação dos projetos na escola. Ao analisar o caderno diagnóstico da professora Madalena, pôde-se observar que a maioria dos alunos conseguiu terminar o ano alfabetizado, e que mesmo os alunos que no início do ano tinham um desempenho abaixo da média, com o passar dos meses, aliado aos projetos, conseguiram ter seu
rendimento potencializado. Isso reforça que desenvolver projetos tendo a cultura popular como elemento potencializador da aprendizagem traz um ganho significativo aos alunos como mencionado pelas entrevistadas. Ao se concluir o processo, ler e escrever são o que a instituição espera dos alunos ao final do 3º ciclo, fato esse observado pelas entrevistadas.
Apesar de a professora desenvolver as atividades voltadas para a cultura popular mediante a pedagogia de projetos, observou-se que as avaliações aplicadas pela docente pós-projetos não costumam ter uma grande relação com os trabalhos desenvolvidos com a cultura popular, nas atividades que contemplam o tema se pode observar que as atividades pouco instigavam o senso crítico dos alunos, esperava-se que as atividades pudessem aguçar a curiosidade estimulando a produção não só de forma oral, mas de forma escrita pelo corpo discente. Sugere-se uma adequação das atividades avaliativas de forma que se possa garantir uma melhor avaliação, tendo como objetivo constante a melhora em todos os aspectos do aprendizado dos alunos. A docente afirmou que a avaliação era feita de forma processual, levando em consideração todas as atividades desenvolvidas no projeto, por esse motivo se espera que a forma de avaliar explore como um todo o que foi trabalhado em sala de aula.
Em relação às atividades exitosas desenvolvidas na escola pautadas na pedagogia de projetos, observou-se que alguns projetos foram mencionados com mais ênfase que outros, desenvolvidos nos últimos anos na escola.
Os projetos a que a professora, gestora e coordenadora deram mais ênfase foi o do Auto do Bumba meu boi. A culminância do projeto se deu por dramatização do auto, exposição de cartazes, bem como mostra de jogos didáticos produzidos em sala de aula com auxílio da professora. Tal atividade desenvolvida teve boa avaliação por parte das três entrevistadas, apesar da boa avaliação se percebeu, tanto nas visitas à escola nos dias de observação como no dia da entrevista, que o fato de algumas atividades serem desenvolvidas de forma individual pela professora causou um desconforto para a gestão da escola como um todo. Sabe-se que o sucesso das atividades na escola se dá por meio da integração de toda a escola, tal atitude tende a causar desconfortos desnecessários, dificultando o fazer pedagógico na escola, já que se espera que todos estejam trabalhando por um único objetivo, o bom andamento das atividades dentro da escola.
Percebeu-se que, por ser um elemento mais próximo do cotidiano dos alunos e por ser da cultura popular do estado, eles se empenharam mais e melhor para interpretar, escreverem, e reescrever a história de Nego Chico e Catirina.
Neste projeto, vários componentes curriculares foram contemplados bem como as leis que abordam a temática do negro e do índio, as leis 10.639/2003 e a lei 11.645/2008 (BRASIL, 2008). As referidas leis trazem à berlinda questões que eram pouco discutidas em sala de aula, e quando eram debatidas tinham sempre pouco destaque. Com a pedagogia de projetos aliada à cultura popular podem-se trazer essas discussões para sala de aula, de forma que o aluno passe a refletir sobre temas que dizem respeito à sua ancestralidade, mesmo os que não têm raízes diretamente ligadas ao povo africano, tem a oportunidade de pode conhecer e debater esse assunto de forma lúdica na escola.
Além desse projeto, a gestora citou outro que visava resgatar as cantigas e lendas do folclore; e a professora citou outra atividades desenvolvida pela escola que tinha por finalidade trabalhar o 400º aniversário da cidade de São Luís. O projeto abordou a culinária do estado e suas influências, o que ajudou os educandos a refletir sobre sua identidade (HALL, 2003).
Ao terminar esse trabalho percebeu-se a importância da ampliação de estudos por meio da pedagogia de projetos, verificando que tal metodologia somente será exitosa se o projeto a ser desenvolvido estiver contextualizado, possibilitando ao educando concebê-lo de forma significativa. No caso do projeto investigado, ou seja, naquele que se deu maior foco nesta pesquisa, acredita-se que pelo fato de estar atrelado à cultura popular e sendo o bumba meu boi um elemento da cultura maranhense bastante vivenciado pelos estudantes, para além da escola, ao ser trazido para o interim da instituição, de forma relacionada a conteúdos e disciplinas, possibilitou a melhoria do alunado e a construção de novos conhecimentos (SILVA FILHO, 2013; LIMA; SILVA FILHO, 2012).
REFERÊNCIAS
ANDRÉ, Maria Eliza Dalmazo Afonso de. Estudo de caso em pesquisa e avaliação educacional. São Paulo: Líber Livro, 2008.
BARBOSA, Maria Carmen Silveira; HORN, Maria da Graça Souza. Projetos pedagógicos na educação infantil. Porto Alegre: Artmed, 2008
BAKHTIN, Mikhail. A cultura popular na Idade Média e no Renascimento. São Paulo/Brasília: Ed. Hucitec/Ed. Universidade de Brasília, 1987.