Sammendrag - Hovedsynspunkter
3. Andre høringstemaer 1 Demokrati og valgordninger
3.2 Finansieringsordning for Den norske kirke
Em relação aos modelos de identificação de sobredotados importa referir a existência de modelos gerais e específicos (Costa, 2000). É importante ter em conta que não há modelos infalíveis, sendo necessário procurar critérios flexíveis e múltiplos para a identificação de sobredotados. Segundo, Kerr (1991) os modelos existentes derivam de quatro modelos principais: o modelo de identificação da porta giratória de Renzulli, Reis & Smith, (1981, 1986), o modelo da estrutura do intelecto de Meeker e Meeker (1979), o modelo de procura do talento de Stanley desenvolvido por Benbow & Stanley, 1993; Stanley, (1984) e modelo da pirâmide de Cox, criado por Daniel e Boston (1985). Segundo Scheifele (1964) citado por Lombardo, (1997) a validade de um modelo depende de uma perspetiva holística da criança, da recolha de muita e diversa informação através de testes, escalas, observações e informações dos professores, pais (Costa, 2000).
3.2.1. Modelo da Porta Giratória de Renzulli
Assim, o modelo da porta giratória de Renzulli e colaboradores (1981), baseia-se na definição de sobredotação de Renzulli (Três Anéis) e utiliza uma metodologia flexível e dinâmica que considera a sobredotação como um processo desenvolvimental. Desta forma não determina previamente quem, quais ou quantos são os alunos sobredotados ou talentosos (Costa, 2000; Miranda, 2008). Este modelo baseia-se num processo de identificação multidimensional e flexível e assume-se como um dos mais consensuais (Oliveira, 2007). Para além disso, prevê a aplicação de programas de enriquecimento de vários tipos (tipo I,II,III) a um grupo de alunos talentosos com uma capacidade acima da média, assim como a própria avaliação da resposta dos mesmos aos programas de enriquecimento, de forma que estes possam progredir até ao programa do tipo III (Renzulli, 2005). Neste modelo, a identificação é feita através da recolha de informação proveniente de testes de inteligência, de criatividade, do desempenho escolar, de nomeações de professores, pais ou dos próprios alunos, ou do uso de escalas com estes elementos, nomeação de pares e registos das realizações dos alunos (Miranda, 2008).
Para além disso, este modelo pressupõe um processo de identificação assente em quatro fases distintas (Miranda, 2008; Oliveira, 2007). Assim numa primeira fase, a identificação compreende a utilização de testes padronizados e a divisão o grupo de talentos ao meio, tendo como base os resultados iguais ou superiores ao percentil 92. Neste sentido, garante-se a presença de alunos cujo talento não se manifesta nas provas padronizadas (Renzulli, 1990). Na segunda fase, recorre-se a nomeações de professores, de forma a identificar os alunos que evidenciem caraterísticas que não são identificadas pelos testes padronizados, como a
criatividade, o envolvimento na tarefa e o interesse e desempenho superior em áreas especiais (Miranda, 2008; Renzulli, 1990). Na terceira fase, recorre-se a formas de identificação alternativas como as auto-nomeações, nomeações dos pais, a avaliação de produtos criativos, registos escolares, entrevistas com pais, professores e aluno e a algumas provas de avaliação individuais (Miranda, 2008; Renzulli, 1990). Na quarta e última fase, são utilizadas nomeações especiais feitas por antigos professores da criança que são revistas posteriormente por uma equipa de profissionais, podendo incluir alunos que não tenham sido sinalizados anteriormente (Miranda, 2008; Renzulli, 1990). Depois de sinalizados, procede-se ainda à notificação dos pais, informando-os que o filho irá ser integrado num programa (com a respetiva descrição) durante um ano, e convidando-os para uma reunião onde será explicado a conceção de sobredotação, a filosofia do programa e os procedimentos e as atividades que serão desenvolvidas. Para além disso, poderá realizar-se uma sessão com os alunos, com o intuito de explicar a conceção de sobredotação utilizada pelo programa e a forma como este irá decorrer. Esta sessão tem como objetivo envolver estes alunos e salientar a importância do papel deles no sucesso do programa. Por último, é possível recomendar alunos que não foram sinalizados, a partir da informação do seu comportamento, ou seja, aqueles que demonstram em contexto de sala de aula um grande interesse e criatividade (Miranda, 2008; Renzulli, 1990).
3.2.2. Modelo da Estrutura do intelecto de Meeker e Meeker
O modelo da estrutura do intelecto de Meeker e Meeker (1975) identifica alunos talentosos em áreas extracurriculares e é dirigido especialmente a alunos que geralmente não são identificados no contexto escolar e às minorias étnicas e culturais. Identifica alunos criativos, com aptidões excecionais no domínio visuo-espacial. Estabelece uma intervenção educativa que visa não só o desenvolvimento do talento, como o fomentar de áreas fracas (Costa, 2000; Miranda, 2008).
3.2.3. Modelo de procura do talento de Stanley
O modelo de procura do talento de Stanley (1984) permite identificar talentos excecionais na matemática e na aptidão verbal. Neste sentido, utiliza como principal de critério de sinalização o rendimento escolar (Assouline & Lupkowski-Shoplik, 1997; Costa, 2000; Olszewski-Kubilius, Kulieke, Willis & Krasney, 1989; Pereira, 1998). Este modelo utiliza um teste padronizado de aptidão escolar (Scholastic Aptitude Test, SAT) que possui uma parte verbal (SAT-V) e outra na área matemática (SAT-M) (VanTassel-Baska, 1986a; Pereira,1998). Neste sentido, considera-se que um aluno é sobredotado quando este obtém uma pontuação igual ou superior a 700 nos testes de aptidão verbal ou uma pontuação igual ou superior a 630 nos testes de aptidão matemática. O principal objetivo do modelo é a aceleração escolar dos alunos e a provisão de oportunidades educativas para os alunos identificados (Assouline & Lupkowski-Shoplik, 1997; Miranda, 2008; Oliveira, 2007; Olszewski-Kubilius & Grant, 1996; Pereira, 1998). Este teste apresenta uma boa capacidade de discriminação, uma vez que
possui um grau de dificuldade assinalável, possibilitando assim a identificação de casos de sobredotação extrema (Pereira,1998).
3.2.4. Modelo da Pirâmide de Cox, Daniel e Boston
O modelo da pirâmide de Cox, Daniel e Boston (1985), é um processo de identificação que integra os diversos graus e tipos de sobredotação e assume uma organização hierárquica constituída por quatro níveis de identificação, que pretendem conciliar diversas perspetivas teóricas, nomeadamente as abordagens do modelo de Renzulli e de Stanley (Costa, 2000; Miranda, 2008; Kerr, 1991). Assim, o primeiro nível do modelo corresponde à base da pirâmide e identifica alunos que estejam acima da média em várias áreas distintas, com a perspetiva do desenvolvimento posterior de atividades de enriquecimento em contexto de sala de aula (Miranda, 2008; Pereira, 2008). O segundo nível visa a identificação de alunos que evidenciem aptidões acima da média, níveis elevados de criatividade e envolvimento na tarefa. Neste nível a intervenção compreende a utilização de um currículo alternativo ou um programa de enriquecimento fora do contexto escolar. No terceiro nível são identificados os alunos que apresentam um desempenho elevado em testes padronizados de QI ou talento numa área específica, centrando-se a intervenção na aceleração do currículo. No quarto e último nível procura-se identificar os alunos que evidenciem um talento excecional e que desta forma precisem de uma aceleração de currículo mais rápida (Miranda, 2008; Pereira, 2008).