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4. Endringer over tid; Større eller mindre internasjonal orientering

4.5 Finansieringskilder

O primeiro passo para usar o sistema Dosvox é de instalação. Após a instalação é possível criarmos um atalho (ícone) na área de trabalho. Acessando essa janela (através do ícone ou das teclas "CTRL+ALT+D") outra janela se apresentará com uma tela de abertura do sistema. A primeira pergunta feita como espécie de porta de entrada e ao mesmo tempo estação central é a seguinte: "sistema dosvox – o que você deseja?" Caso o usuário não saiba como escolher a opção, deve digitar a tecla "F1" para ajuda, ou a seta para baixo, se a versão usada for a partir de 3.1a. Desse modo, as opções aparecerão na tela sendo digitalizadas pelo programa, cabendo ao usuário digitar a letra correspondente ou localizar a opção desejada no menu de opções (através da voz). Se o usuário digitar a letra “e”, por exemplo, ao escolher a opção editar texto, o Dosvox acessará o programa editor de texto, chamado Edivox.

arquivo e, em seguida, apresenta a tela para que o mesmo inicie a digitação ou carregue um texto existente. O usuário tecla a letra correspondente da opção do programa a ser utilizado e, se apresentar alguma dúvida sobre como acessar algum recurso do software, basta teclar "F1" (ou as setas de movimentação cima/baixo), que o sistema digitalizará as opções disponíveis na tela correspondente. O download (freeware) do Dosvox encontra-se disponível no site http://intervox.nce.ufrj.br/Dosvox/download.htm.

Ressaltamos que o aspecto da voz emitida pelo Dosvox é de suma importância para as pessoas cegas, pois a mesma poderá ser ajustada para cada pessoa individualmente, indo do nível 1(um) ao 5(cinco), ou seja, de uma voz lenta a uma voz apressada. Geralmente as pessoas cegas gostam de utilizar a voz mais acelerada, no caso, o nível 3 (três), ou 4 (quatro).

Com base no exposto, afirmamos que o projeto do sistema Dosvox levou em consideração as peculiaridades das pessoas com deficiência visual, a fim de oferecer a esses sujeitos alternativas de acesso e uso do sistema, fazendo com que a condição individual pudesse ser auxiliada e a informação fosse cada vez mais acessível.

O aluno Pedro, um dos sujeitos da presente pesquisa, faz a seguinte declaração a respeito da importância de uso do sistema Dosvox:

Não usava o dosvox nas minhas atividades da escola...porque eu ainda não tinha pensado nessa possibilidade... É... vinhe pensar agora porque as dificuldades tão aumentando...é muita matéria...ai foi por isso.

O estudo que propomos pretende demonstrar se o uso pedagógico do sistema Dosvox, de fato, poderá dar suporte a atividades de escrita realizadas por alunos cegos, matriculados em escolas municipais de Fortaleza, voltando-se à compreensão do uso do aplicativo Edivox. Supomos que as atuais circunstâncias da existência dos laboratórios de informática e salas de atendimento educacional especializado (AEE) na escola regular de Fortaleza apresentam-se favoráveis ao uso comum do DOSVOX no desenvolvimento das atividades escolares de seus alunos cegos.

Diversos autores (CONFORTO, 2008; SANTAROSA, 2008; SONZA, 2008) estiveram empenhados em mostrar os usos comuns de ambientes virtuais por pessoas com deficiência visual. Em Santarosa, (1995) encontramos estudos voltados para o processo de construção e compreensão da leitura escrita em ambientes computacionais favoráveis a comunicação, criação de ideias e produções textuais por pessoas com deficiência visual, cuja direção tem uma inferência com os objetivos da nossa pesquisa.

O Edivox poderá ser usado em perspectivas variadas de inclusão da pessoa com deficiência visual. Tais perspectivas dependem dos usos que se pretende fazer do referido editor textual e da clientela beneficiada por esses usos. O Projeto acessibilidade itinerante – Projeto de Extensão da Universidade Federal do Ceará (FACED/PREX/UFC, 2007) –, por exemplo, realizou um trabalho de experimentação de uso do Edivox na escola regular da rede pública de ensino municipal de Fortaleza Antônio Mendes, com alunos cegos daquela comunidade escolar. Ressaltamos que essa experiência alicerçou a construção do nosso estudo para as primeiras consultas a fontes bibliográficas e elaboração de nosso objetivo de pesquisa.

Dentre as várias experiências consultadas sobre o uso das TIC na escola regular destacamos “o Dosvox no Centro Integrado Oscar Marinho Falcão/CIOMF: percursos, espaços e luzes”, da Universidade Estadual da Bahia(UNEB), por apresentar uma sintonia com os nossos objetivos de pesquisa. Essa experiência chamou nossa atenção por se aproximar do presente estudo ao ser realizada em contexto educacional e também por explorar as várias possibilidades pedagógicas de uso do Dosvox, além da valorização dos sujeitos estudados.

Outras experiências de uso do Dosvox retratam diferentes ideias sobre a educação de pessoas cegas com o suporte de computadores. O Projeto Acessibilidade na UFC (2005), que tem como objetivo a inclusão digital de pessoas com deficiência visual; projetos de ajuda técnica usado para comunicação alternativa pelo Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial – Brasília/2004; projetos que trazem uma abordagem de cooperação e colaboração na cultura digital, como exemplo, o Centro Federal Tecnológico/CEFET de Bento Gonçalves - Rio Grande do Sul - UFRGS/2003. Outros, ainda, tratam do acesso à

cultura e ao trabalho através de meios digitais, como é o caso do Instituto Benjamin Constant (BORGES, 1996).

A compreensão adquirida dos autores a partir de suas experiências levou-nos a perceber o uso do Dosvox na educação de pessoas com deficiência visual não apenas como um sistema computacional a mais que chega à escola, mas como um novo aprendizado que gera mudanças significativas, tanto dos sujeitos que utilizam o referido sistema como no contexto ao qual esses sujeitos estão inseridos.

A partir dessa compreensão contextual de usos comuns de um determinado sistema digital por pessoas com deficiência visual buscamos encontrar nos estudos visitados a acessibilidade nos ambientes virtuais sob o olhar dessa nova realidade (BORGES, 1998), vista pelos próprios sujeitos beneficiados por essa prática (SANTAROSA; SONZA, 2008), revelando assim a busca de autonomia desses sujeitos na escola e no trabalho.

Sugerimos, portanto, que novas publicações possam emergir com as terminologias atualizadas sobre as pessoas com deficiência e que as experiências oriundas do Dosvox em contextos educacionais sejam publicadas com mais abrangência.

2.4 EDIVOX - O uso de editores de texto na educação de pessoas com