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O mercado atual está altamente competitivo e a disputa está cada vez mais acirrada e dinâmica. Porém, esta competitividade sempre existiu, porém de forma mais moderada, tornando-a menos perceptível no passado, atenuado em determinados momentos, mas se intensificando ou retraindo vinculado a diversos fatores, dentre os quais a título de exemplo, existem as questões políticas, geográficas e a abertura da economia diante da globalização.

Evidentemente que a globalização da economia mundial veio a contribuir significativamente com a questão da competitividade, pois abriu as portas para o mundo (mercado externo), através das instalações de grandes grupos multinacionais no país, fazendo que um grande volume de dinheiro circule no mercado, exigindo das empresas um maior grau de organização e evolução, quer seja em seus processos ou no aumento da tecnologia, em todos os sentidos.

Segundo Iudícibus, Marion e Faria (2009, p. 261), por conta desse cenário, apresentam-se as seguintes tendências atualmente:

internacionalização dos mercados, com os processos de harmonização de normas contábeis, em nível supranacional; necessidade da Teoria da Contabilidade de Custos adequar-se sem perder suas vantagens competitivas de sistemas de baixo custo, à novas filosofias de qualidade total, competitividade e eficiência; considerando que análises mais recentes têm demonstrado que o modelo decisório e as necessidades informativas, tanto de tomadores de decisões internas à empresa quanto de agentes externos, são basicamente as mesmas, não mais se justifica, em nível conceitual, a existência de uma Teoria da contabilidade Financeira (para os usuários externos) e o que se denomina Contabilidade Gerencial, na verdade uma coletânea de tópicos que ainda não ganhou uma estrutura coerente [...]

Diante disso, a globalização econômica vem exigindo que os profissionais contábeis se adaptem as transformações profissionais, não apenas nas normas e práticas, mas também nas questões conceituais. (IUDÍCIBUS; MARION; FARIA, 2009).

Neste contexto, o planejamento é fundamental no modelo de gestão. Sendo o planejamento “o ato de tomar decisões por antecipação à ocorrência de eventos reais, e isto envolve a escolha de uma entre várias alternativas de ações possíveis, que os gerentes podem formular no contexto de diversos cenários prováveis do futuro”. (NAKAGAWA, 1993, p. 48)

Para Figueiredo e Fabri (2000, p. 56) o planejamento é “uma das funções administrativas essenciais para o bom andamento da empresa”, pois o fato das empresas planejarem as suas ações, permite com que se antecipem as ações necessárias refletindo sobre o impacto a ser gerado em termos de futuro.

Enquanto que para Oliveira (2002), o planejamento não é uma previsão, resolução de problemas ou planos, mas um processo para alcançar uma determinada situação de forma eficiente e efetiva.

Segundo Figueiredo e Caggiano (2008) o planejamento é constituído de cinco etapas, sendo primeiramente o estabelecimento dos objetivos da organização; a avaliação dos cenários: externo e interno; elaboração de estratégias e definição de programas de ação para alcançar metas estratégicas.

Nakagawa (1993) e também Figueiredo e Fabri (2000), explicam que o planejamento subdivide-se em duas etapas: planejamento estratégico e planejamento operacional.

Quanto ao planejamento estratégico das empresas, o mesmo está vinculado diretamente ao contexto ao qual a empresa está inserida, e deverá ser levado em consideração que se trata de uma etapa que traduz as informações em planos, e ao encontro com os objetivos das organizações.

Assim, as estratégias serão o foco do planejamento estratégico, pois indicam como a empresa deverá proceder para alcançar os objetivos determinados. Para Thompson & Strickland (2002) a estratégia são ações planejadas e adaptações de reações para o processo em desenvolvimento e eventos competitivos.

Por isso, devem-se compreender as questões ambientais e os mais variados fatores que podem estar interferindo direta ou indiretamente na empresa, sendo os mesmos conhecidos como fatores internos e fatores externos a sociedade.

Para Las Casas (1998), a estratégia é um meio para atingir os fins. Portanto, ela serve como um instrumento para alcançar os objetivos da empresa. Os meios representam a integração das atividades que ligam as metas dos diversos departamentos. Dessa forma, os objetivos estratégicos que constituem os vários departamentos, incluem alcançar vantagens competitivas, administrar as turbulências e conseguir sinergias, e se necessário, alterar as metas definidas, orientando os gestores no seu planejamento.

Baseado na situação anterior, é importante a análise destes ambientes, tanto interno quanto externo, lembrando que, o ambiente interno trata da identificação dos pontos denominados como: Forças/Fortalezas e fraquezas. Já o ambiente externo, trata da identificação de pontos denominados como: oportunidades e ameaças.

Os fatores externos que impactam no desempenho da entidade, são definidos por Nakagawa (1993, p. 51), a partir das seguintes considerações:

Econômicos: tais como produto interno bruto, taxas de juros e inflação, produção industrial, desempenho das atividades comerciais, etc.

Demográficos: índices de natalidade e mortalidade, evolução da população economicamente ativa, etc.

Sociais: níveis de emprego, rendas, pressões sindicais, etc.

Políticos: decisões governamentais, programas de partidos políticos, etc.

Tecnológicos: novas tecnologias e seus impactos sobre as estruturas de processos industriais e do mercado.

Legais: projetos de leis, interpretações legais, etc.

Portanto, o autor mencionado anteriormente, entende que isto constituiu o projeto inicial para a implantação do planejamento estratégico, e que também podem ser designado como “auditoria de situação ou de posição”.

Tanto os fatores internos quanto externos podem representar em alguns momentos, posições de destaque ou de perigo, que naquele instante a empresa se encontra em relação ao mercado, de forma generalizada. Verifica-se a título de exemplo: os concorrentes da entidade, onde as forças/fortalezas e fraquezas para o ambiente interno podem ser os seguintes: capacidade financeira; administração e gerenciamento; sua estrutura funcional e comportamento cultural da organização.

Assim, se uma determinada empresa está em uma situação favorável quanto ao seu Fluxo de Caixa, ou seja, positivo, através de um cenário constante de excesso de recursos, possibilitará algumas vantagens competitivas, e aumento da lucratividade da empresa, pois permitirá a aplicação no mercado financeiro destes recursos, ou ainda, efetuando antecipações de pagamentos aos fornecedores de suas obrigações a vencer, com descontos atrativos.

Caso o concorrente desta empresa não esteja vivendo a mesma condição financeira, esta disponibilidade financeira através da sobra destes recursos no Fluxo de Caixa representa um fator interno positivo diante do concorrente, que se necessitar captar recursos fazendo empréstimos, financiamentos ou esteja utilizando recursos de suas contas garantidas, isso trará um impacto minimizando seu lucro pelo pagamento de juros e outras taxas as instituições financeiras, denominadas como fontes de recursos onerosas para este concorrente.

Outro exemplo, quanto à análise dos fatores internos e externos pode ser verificada através da comparação efetuada quanto a administração e gerenciamento de uma empresa, no sentido de comparar empresas concorrentes quanto a qualidade dos colaboradores nos mais diversos setores ou departamentos. A empresa está trabalhando com uma equipe de ponta, esta equipe encontra-se

devidamente treinada e apta a enfrentar os desafios do mercado? Este também pode ser um fator interno positivo ou negativo diante dos concorrentes.

Pode-se ainda analisar a estrutura funcional, as instalações, a localização estratégia, atende satisfatoriamente os clientes? Este fator pode ser considerado como positivo ou negativo diante dos concorrentes que estão mais bem localizados.

Da mesma forma como último fator interno para fins de planejamento estratégico nos exemplos citados tem a questão do comportamento cultural e organizacional da empresa. É uma fortaleza ou uma fraqueza diante da concorrência?

Já os fatores externos também podem ser representados tanto pelos aspectos positivos conhecidos como oportunidades quanto pelos aspectos negativos denominado como ameaças.

Tratam de situações que não dependem da vontade ou de recursos da empresa e dependendo da situação, podendo representar uma posição de destaque ou posição de perigo para o negócio em determinados momentos. São exemplos de oportunidades ou ameaças para o ambiente externo os seguintes fatores: concorrência; tecnologia; economia; política; sociedade; ambiente no qual a empresa está inserida.

Como fator externo as empresas se questionam de que forma o concorrente pode estar se organizando e agindo no mercado de forma que venha a deixar a empresa em uma situação de perigo podendo perder clientes? Ou, em situação inversa, que tipo de estratégia poderá ser adotado pela empresa para conquistar eticamente mais fatias de mercado? Isto pode ser considerado como uma oportunidade ou uma ameaça?

Para os fatores apresentados, tanto internos quanto externos representando aspectos positivos e negativos, é de sua importância que os gestores e administradores considerem todos estes e outros aspectos e projetem cenários de defesa para que diante dos aspectos negativos já tenham alguma estratégia pré- determinada que possam ser executadas rapidamente gerando o menor impacto possível, pois diante desta concorrência, não se pode perder tempo para tomada de decisões morosas, pois está sujeito a perda de mercado e dependendo da situação colocar em risco a continuidade da empresa.

Da mesma forma, para os aspectos positivos, benéficos para a empresa, é importante ter em mente a melhor forma de administrar e maximizar a lucratividade para tentar garantir a eficiência organizacional.

Constata-se que as ameaças e as oportunidades estão relacionadas com o ambiente externo, os quais apontam prováveis dificuldades futuras que a empresa poderá passar motivados pelos fatores ambientais. Também pode a empresa, se deparar com oportunidades que poderão ser mais bem exploradas pela entidade, mudando desta forma, seus planejamentos estratégicos.

Observa-se ainda que o planejamento estratégico “não envolve decisões futuras e sim a futuridade das decisões atuais. O que interessa ao administrador é [...] os efeitos que a sua decisão, hoje, terá no futuro previsível que são as molas propulsoras do ato de decidir agora”. (DRUCKER, 1974, p. 125)

Temos também o planejamento estratégico como aquele centrado na “interação da empresa com o seu ambiente externo, focalizando as ameaças e oportunidades ambientais e seus reflexos na própria empresa, evidenciando seus pontos fortes e fracos, define as diretrizes estratégicas”. (MOSIMANN, ALVES E FISCH, 1993, p. 43)

As metas que as empresas buscam alcançar diariamente estão diretamente relacionadas com os produtos, questões de mercado, novas pesquisas, preocupações com a lucratividade, quais recursos estão sendo utilizados e de que forma, e ainda, a responsabilidade social.

Depois de todas as considerações anteriores e cientes de todos os aspectos que podem ocorrer, uma vez estabelecida as estratégias diante da projeção de cenários, deverá a empresa finalizar através da elaboração do plano formal, o qual será acompanhado na sua execução, lembrando que deverá estar de acordo com a missão da empresa, suas metas e objetivos, podendo ser planejados tanto para curto, médio ou longo prazo.

Não há um limite de tempo pré-determinado, cada empresa encontrará a sua necessidade, sendo considerado para tanto que o ideal fosse de no mínimo dois anos.

Importante é que no plano estratégico, este deve conter os propósitos da entidade e como deve direcionar suas intenções, com o máximo possível de dados quantitativos das metas pretendidas, sendo nesse sentido a contribuição dessa pesquisa para a área contábil, e, principalmente, para os empresários contábeis,

pois sabe-se infelizmente que ainda precisa avançar, visto que parte dos contabilistas, ainda estão engatinhando quanto a elaboração do planejamento estratégico e é a partir dele que se consegue iniciar a elaboração dos indicadores de desempenho. Dessa forma, a pesquisa acaba abrindo novas perspectivas para aqueles que se dedicam a área contábil, na medida em que amplia o leque de possibilidades para o acompanhamento e sucesso da empresa contábil.

Assim como o Planejamento estratégico, o operacional também leva em consideração desde a missão da entidade até seus aspectos éticos e morais relacionados com os seus valores e crenças, nele são definidos os “planos, políticas e objetivos operacionais da empresa e tem como produto final o orçamento operacional na busca de um equilíbrio estacionário das interações dinâmicas que ocorrem em nível de seus subsistemas internos”. (NAKAGAWA, 1993, p. 52) Além disso, ele é segregado por diversas etapas as quais se utilizam do Sistema de Informação que serve de apoio, conforme podemos observar abaixo:

A primeira etapa diz respeito ao desenvolvimento de políticas operacionais alternativas, isto é, parâmetros para tomada de decisões repetitivas possíveis, em função do plano estratégico. A segunda etapa refere-se à escolha das políticas operacionais, as quais implementam o sistema de informação. A etapa a seguir é a elaboração de planos alternativos. Para a seleção do plano, o sistema de informações armazena as alternativas e ativa os modelos de simulação, fornecendo o resultado de cada plano, dos quais o escolhido é aquele que mais contribui para a eficácia, segundo o modelo de decisão dos gestores. (MOSIMANN; ALVES; FISCH, 1993, p. 44)

Sendo assim, “a adequação do Sistema de Informação as atividades que se desenrolam no planejamento operacional, dependerá de perfeita compatibilização entre as informações geradas por aquele sistema e o modelo decisório dos gerentes.” (NAKAGAWA, 1993, p. 53)

Então, havendo a compatibilidade conforme mencionado pelo autor, será possível a geração de relatórios para fins de análise de desempenho gerados pelo sistema de informação da entidade, durante o período de execução dos planos orçamentários, possibilitando aos gestores a comparação entre o que foi planejado e realizado, direcionando-os e conduzindo-os para tomarem decisões e medidas corretivas em qualquer área de responsabilidade ou centro de resultado, optando pela informação analítica ou sintética de todos os seus departamentos.

Portanto, tanto o planejamento estratégico quanto o operacional estão ligados entre si, e necessitam de um Sistema de Informação, a fim gerenciar e auxiliar na resolução de problemas quanto à gestão das informações, dando feedback ao planejamento estratégico.

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