5.3 Turbo equalization for a known channel
5.3.3 Filter-based SISO equalizers
Gráfico 1 Respostas relativas à
idade dos questionados. Fonte: Autora 2019
Gráfico 2 Respostas relativas
à pergunta “Dentro do design de comunicação, qual a sua àrea?”
A questão seguinte era relativa ao contacto com o desenho durante a formação, à qual todos os participantes responderam ‘Sim’ (100%). Quando questionados sobre se utilizam o ato de traçar no seu dia-a-dia 13 sujeitos responderam ‘Sim’ (92,9%) e 1 sujeito respondeu ‘Não’ (7,1%). Relativamente aos suportes onde esboçam (mais uma vez é dada a possibilidade de escolher várias opções), 12 sujeitos responderam ‘Folhas de papel’ (92,3%), 9 sujeitos responderam ‘Diário Gráfico’ (69,2%), 9 sujeitos responderam ‘Mesas Gráficas’ (69,2%), 4 sujeitos responderam ‘Folhas de papel aguarela’ (30,8%), 2 sujeitos responderam ‘Telas’ (15,4%) e 2 sujeitos escolheram a opção ‘outra’ especificando ‘Vidro,’ ‘Passadeiras,’ ‘Paredes’ e ‘Murais.’
A questão seguinte pretende aferir em que fase do processo criativo os participantes utilizam o desenho como ferramenta auxiliar. Aqui foi dada a oportunidade de escolher mais do que uma opção. Observou-se que todos os participantes responderam que utilizam o desenho no ‘Esboço inicial’ (100%); 12 participantes utilizam na fase de ‘Elaboração de soluções hipotéticas a partir das primeiras ideias’ (85,7%); 10 utilizam o desenho na fase do ‘Desenvolvimento da solução escolhida’ (71,4%); 9 participantes utilizam o desenho na fase da ‘Elaboração do produto final’ (64,3%) e 5 participantes utilizam o ato de traçar na ‘Busca de forma aleatória enquanto “espera” a ideia/Após o briefing’ (35,7%).
Gráfico 3 Respostas relativas
à pergunta “Durante a sua formação teve contacto com as disciplinas de desenho?”. Fonte: Autora 2019
Gráfico 5 Respostas relativas
à pergunta “Costuma desenhar?”.
Fonte: Autora 2019
Gráfico 4 Respostas relativas
à pergunta “Se Sim, em que suportes?”
Após esta questão é averiguado como registam as primeiras ideias perante um projeto, se de modo manual ou de modo digital (com a opção de escolher as duas respostas): todos os participantes responderam que registam as primeiras ideias de modo manual (100%) mas 5 dos participantes também registam de modo digital (35,7%).
É realizada uma questão aberta sobre os materiais, suportes ou interfaces que utilizam nesta fase do processo, na qual se nota o Papel e o Lápis como materiais mais abordados entre os participantes, assim como programas de computador como o Illustrator e o Photoshop.
De seguida, é questionada a conciliação entre o desenho tradicional e as tecnologias informáticas durante o projeto, pergunta à qual se constata grande uniformidade na resposta: o processo de digitalização de um esboço é comum entre quase todos os participantes. Todos os participantes deixaram a sua opinião na pergunta seguinte, que consistia em perguntar se o participante reconhecia papéis distintos dos desenhos tradicionais e das tecnologias informáticas no processo criativo e quais eram esses papéis. Obteve-se respostas inesperadas. Percebeu-se que a maioria dos participantes reconhece que cada modo de desenhar tem um papel distinto no processo criativo de cada um. É comum a quase todos os participantes a utilização do desenho feito à mão levantada numa primeira fase do processo e depois a utilização de ferramentas como o computador para dar continuidade ao projeto. Nem todos consideram existir papéis distintos, mas todos reconhecem que tanto o desenho digital como o analógico fazem parte do processo criativo.
Gráfico 6 Respostas relativas
à pergunta “Usa o desenho em alguma etapa no seu processo criativo para o design de comunicação? Assinale quais.”. Fonte: Autora 2019
Gráfico 7 Respostas relativas
à pergunta “Como regista as primeiras ideias de um projeto?”.
À pergunta “Sente que o uso de ferramentas digitais na procura das primeiras soluções pode afetar o respetivo potencial criativo?” metade dos participantes respondeu ‘Sim’ ( 7 respostas, 50%) e a outra metade respondeu ‘Não’ (7 respostas, 50%). Note-se que na pergunta anterior os participantes reconhecem as ferramentas digitais como ferramentas auxiliares ao seu processo criativo, mas retira-se a breve conclusão de que nem sempre potenciam a criatividade numa primeira fase do projeto. A pergunta seguinte foi “Se sim, porquê?” e surgem respostas relacionadas com o tempo que o designer despende com ferramentas digitais, a limitação da criatividade e a facilidade de manuseamento dos materiais, o que nos faz entender que embora não se oponham ao uso das ferramentas digitais no processo criativo consideram que o desenho analógico potencia as melhores soluções devido à facilidade que existe com a economia dos meios e tempo e com o facto do ato de traçar com a mão ser mais expressivo e agilizar o fluir das ideias.
Foi importante inquirir os participantes sobre a existência de produção de imagens durante um briefing ou discussão de equipa e 9 sujeitos
responderam ‘Sim’ (64,3%), ou seja, esboçam durante estas situações; 5 sujeitos responderam ‘Não’ (35,7%). A pergunta seguinte está relacionada com a anterior e pretende que os participantes classifiquem de 1 a 5, sendo 1 pouco importante e 5 muito importante, a importância dessas imagens que produzem antes no projeto. Esta questão foi apenas para os participantes que responderam ‘Sim’ e só podiam escolher uma resposta. Apenas 2 sujeitos responderam a classificação ‘5’ (22,2%), 3 sujeitos
responderam a classificação ‘4’ (33,4%), 2 sujeitos responderam classificação ‘3’ (22,2%), 1 sujeito respondeu a classificação ‘2’ (11,1 %) e 1 sujeito
respondeu a classificação ‘1’ (11,1 %). Embora a maioria tenha respondido com classificações ‘4,’ não podemos deixar de notar que as classificações inferiores também foram escolhidas, o que nos permite entender que nem para todos os designers os esboços que se fazem antes do projeto os influenciam nas suas escolhas.
Gráfico 8 e 9
Esquerda:Respostas relativas à pergunta “Sente que o uso de ferramentas digitais na procura das primeiras soluções pode afetar o respetivo potencial criativo?” Fonte: Autora 2019
Direita: Respostas relativas à pergunta “Durante um briefing com um cliente ou uma discussão de equipa produz imagens?” Fonte: Autora 2019
Na última questão foi apresentada a seguinte frase, “O desenho é um bom aliado para o pensamento que explora uma ideia visual.” e foi requerido que os participantes classificassem de 1 a 5 a importância que tem esta frase para eles, sendo 1 pouco importante e 5 muito importante. Observou-se que a maioria dos sujeitos, 13 deles, respondeu com a classificação ‘5’ (92,9%) e apenas 1 sujeito respondeu a classificação ‘4’ (7,1%).
O questionário facilitou a aproximação a mais designers de comunicação de uma forma mais expedita e simplificada. Permitiu-nos também perceber melhor o uso do desenho em cada processo criativo e, apesar da escassez respostas ao questionário (14), entende-se que ao tratar-se de um questionário pensado para um público muito especifico e não sendo ele anonimizado, as respostas obtidas foram úteis e permitiram consolidar a tese.
Gráfico 10 e 11 Esquerda:
Respostas relativas à pergunta “Se Sim, numa escala de 1 a 5 sendo 1 pouco importante e 5 muito importante, qual a importância dessas imagens no projeto?”.
Fonte: Autora 2019 Direita: Respostas relativas à pergunta “ “O desenho é um bom aliado para o pensamento que explora uma ideia visual.” Numa escala de 1 a 5, sendo 1 pouco importante e 5 muito importante, que importância tem esta frase?” Fonte: Autora 2019
Através das entrevistas e da análise de questionários tivemos uma maior aproximação aos processos de trabalho atuais de cada designer ou artista. As entrevistas permitiram-nos conhecer e entender de uma forma mais direta os processos criativos de cada entrevistado através de questões mais detalhadas. O acesso a alguns esboços realizados a priori foram também uma recolha importante para mostrar nesta dissertação a importância que o desenho tem numa primeira fase da ideia. Foram também igualmente importantes na nossa análise sobre como os entrevistados utilizam o desenho do início ao fim do projeto, independentemente da tecnologia e técnica utilizada. Foi interessante perceber como as tecnologias são utilizadas por cada um e entender que todos consideram que apesar da evolução das tecnologias o desenho analógico continua a estar muito presente quando falamos no esboço das primeiras ideias. Nas entrevistas foi essencial entender que cada vez mais existe uma parceria entre tecnologias e que durante todo o processo criativo existem fases onde cada material assume uma função. Verificou-se muitas semelhanças ao processo criativo que Wallas define e que é explicado no capítulo II. Um exemplo é o de como o papel assume uma maior importância no inicio de um projeto quando se explora a ideia e o computador é privilegiado na fase das artes finais, quando o desenho é melhorado e fica pronto a ser divulgado.
O questionário foi de igual forma importante pois permitiu que
chegássemos a mais designers de uma forma mais rápida e fácil. Foi também importante entender em que fases do processo criativo os designers no geral utilizam mais o desenho, de que forma e em que suportes o fazem. Foi relevante verificar que nem todos os designers consideram que as tecnologias potenciam a criatividade, mas também nem todos consideram que as tecnologias impedem de algum modo a criatividade. Apurou-se ainda que a folha de papel e o lápis continuam a ser os materiais mais utilizados num esboço inicial e que nem todos os designers são influenciados pelas primeiras ideias esboçadas.
Concluímos a partir das entrevistas e questionários exploratórios que o esboço é um modo do designer estimular e explorar as ideia,s independentemente da tecnologia e material utilizado, desde que não atrapalhe a fluidez do pensamento e da criatividade. De um modo geral, confirmou-se que o desenho assume uma função essencial na fase inicial de qualquer projeto de comunicação visual.