4. RESULTS
4.1 F ACIES
4.1.1 Field outcrops (Late Jurassic – Mid Cretaceous)
propriedades do sistema auditivo humano, destacando-se os efeitos de mascaramento. Tais algoritmos não buscam necessariamente a minimização de distorções, e sim sua manipulação adequada, de maneira que elas sejam minimamente percebidas pelo usuário do sistema. A avaliação da qualidade de áudio é uma das principais etapas no desenvolvimento de um sistema VoIP.
Os métodos mais conhecidos para se avaliar a qualidade (ou clareza, inteligibilidade) da voz são MOS (Mean Opinion Score) e o modelo E. Tais métodos serão apresentados a seguir e, exceto explicitamente citado, as informações apresentadas se baseiam no artigo dos autores MARKOPOULOU, TOBAGI e KARAN, (2003).
MOS (Mean Opinion Score)
O estudo de efeitos individuais e coletivos é essencial na avaliação da qualidade da comunicação de voz na presença de falhas e no estabelecimento de medidas que reflitam a classificação subjetiva dos ouvintes. Esta medida subjetiva da qualidade, conhecida como MOS, utiliza uma escala de 1 a 5. MOS é valorizado, uma vez que avalia a experiência captada pelo ser humano, e é muito utilizado como medida de qualidade da chamada de voz. As simulações realizadas nesta pesquisa usaram o método MOS para classificar a qualidade da voz.
A classificação MOS acima de 4 equivale ao nível de qualidade disponível na RTPC (ODOM; CAVANAUGH, 2005). A Tabela 3-5 demonstra a degradação da voz devido à codificação e a relação de que menores taxas de codificação resultam em menores valores de MOS. A qualidade após a compressão, sem considerar o efeito da perda de pacote, é denominado qualidade intrínseca (MOSintr). O esquema de codificação afeta a qualidade MOS intrínseca (antes de qualquer perda).
Tabela 3-5 Principais CODECs e suas características Fonte: MARKOPOULOU, TOBAGI e KARAN (2003)
PADRÃO TIPO DE CODEC TAXA (KBPS) QUADRO (MS) MOSINTR
G.711 PCM 64 10 4.43
G.729A CS-ACELP 8 10 4.18
G.723.1 ACELP 5.3 30 3.83
Na interpretação da Tabela 3-5, considerando que exista a supressão de perda de pacotes e perda com durações de 10ms, MOS diminui de 1-1,5 unidades a cada 10 por cento de perda de pacote. Por outro lado, em experimentos sem supressão de perda de pacote, MOS diminui mais rapidamente, aproximadamente 1 unidade a cada 1 por cento de perda de pacote. Durações maiores de perda resultam em degradações mais perceptíveis. Finalmente, perdas intermitentes parecem afetar a resiliência do G.711, mas não a do G.729A.
Modelo E
O trabalho iniciado no European Telecommunications Standards Institute (ETSI) resultou no desenvolvimento, pelo ITU-T, do grupo de padrões conhecido como modelo E.
O modelo E é um modelo computacional que usa parâmetros de transmissão para predizer a qualidade subjetiva da voz, fornecendo uma classificação geral R para a qualidade da chamada, em uma escala de 0 a 100. O modelo E combina diferentes debilitadores quando convertido para escalas apropriadas (R), conforme demonstrado no cálculo do fator R da equação 3.7. A I I I R R=( 0 − s)− d − e + Equação 3-7: Fator R Onde:
R0 é a relação sinal ruído baseada no envio e no recebimento de ruído de fundo;
Is captura defeitos que ocorrem simultaneamente com o sinal de voz, como um
sinal de linha (tone) duvidoso e distorção quantitativa de PCM;
Como R0 e Is são intrínsecos ao sinal de voz transmitido e não dependem da transmissão na
rede, tais parâmetros são irrelevantes na comparação de chamadas VoIP e RTPC.
Id e Ie capturam a degradação da qualidade devido às falhas relacionadas a atraso
(perda de interatividade e eco) e distorção do sinal de voz (devido a codificação e perda de pacote), respectivamente;
A é o fator de vantagem que considera os usuários que aceitam uma certa degradação na qualidade da chamada em prol das vantagens relacionadas a
utilização da rede IP. Para fins de comparação com a RTPC esse parâmetro é zerado.
O modelo E é importante porque quantifica a degradação MOS devido ao atraso Id e à
perda Ie. Além disso, o modelo E molda o efeito do barulho e outras falhas relacionadas à
voz, permitindo, portanto que tais parâmetros sejam considerados. A característica mais importante do modelo E é a consolidação de todos os tipos de falhas em uma só classificação, usando aditividade em uma escala apropriada R.
A Figura 3-6 demonstra o valor MOS, sua relação com satisfação do usuário e classificação R do modelo E, de acordo com as recomendações G.107/Anexo B e G.109 do ITU-T.
Figura 3-6: Relação MOS e classificação R do modelo E Fonte: MARKOPOULOU, TOBAGI; KARAN (2003)
Conforme mencionado no início deste capítulo, as características de melhor esforço da Internet precisam ser adequadas para a oferta de serviços de voz. Uma das formas de realizar tal adequação é através da implementação de mecanismos de QoS, que ajudam a diferenciar e priorizar os pacotes de voz dos demais pacotes presentes em uma rede IP. Tais mecanismos de QoS, com foco nos utilizados nesta pesquisa, serão apresentados no capítulo 4 a seguir.
4 QUALIDADE DE SERVIÇO (QOS)
Com base nos conceitos apresentados nos capítulos 2 e 3, este capítulo apresenta uma descrição da operação dos protocolos, algoritmos e mecanismos de QoS para as redes baseadas no protocolo IP. Também será descrito os efeitos de QoS em quatro características de tráfego: largura de banda, atraso, variação do atraso (jitter) e perda de pacote. É abordado ainda o gerenciamento dos diversos tipos de tráfego em redes IP com o intuito de identificar os recursos compartilhados críticos e os processos chave que devem estar operacionais para controlar tais recursos. As informações apresentadas baseiam-se, se não explicitamente citado, nos autores ODOM e CAVANAUGH (2005) e VEGESNA (2001).
Conforme mencionado no Capítulo 1, existe atualmente uma grande tendência em direção à convergência de todas as redes em uma única rede IP baseada em pacotes. Em redes de comunicação, QoS descreve uma gama de conceitos e ferramentas que podem ser usadas para definir como um pacote IP será utilizado para disponibilizar um serviço. Portanto, QoS pode ser definido como a habilidade de uma rede em fornecer serviços diferenciados a um conjunto de usuários/aplicações em detrimento de outros usuários/aplicações.
O tráfego de voz pode degradar rapidamente em redes IP com altas taxas de utilização, principalmente de largura de banda. Como largura de banda é uma característica de redes IP altamente disputada, sem QoS o ouvinte terá uma chamada de baixa qualidade, pois existirá a possibilidade dos dois participantes da chamada falarem ao mesmo tempo porque terão a impressão de que a outra ponta não ouviu tudo que foi dito. Nesse caso a voz é perdida, com um vazio no som ouvido, e a chamada pode até ser desconectada. Nessas situações ferramentas de QoS podem oferecer tratamentos diferenciados para a voz e para sua sinalização.
Em uma rede, pacotes são geralmente diferenciados através dos cinco campos de fluxo no cabeçalho do pacote IP: endereço IP de origem, endereço IP de destino, campo do protocolo IP, porta de origem e porta de destino. Para suportar tráfego de voz, vídeo e aplicações de dados com vários tipos de requisitos de serviço, o core da rede IP precisa diferenciar e servir os diferentes tipos de tráfego baseado em suas necessidades. Com os
serviços de melhor esforço, característicos em redes IP, nenhuma diferenciação é possível entre os milhares de fluxos de tráfego existente no core da rede IP. Portanto, nenhuma prioridade ou garantia é fornecida para qualquer aplicação de tráfego. Isto essencialmente exclui da rede IP a capacidade de carregar tráfego que exija algum tipo de garantia de recurso de rede e de serviço. Qualidade de serviço (QoS) surgiu para resolver essa questão das redes de melhor esforço oferecendo um conjunto de requisitos de serviço a serem honrados pela rede IP no transporte de um pacote IP.
A estrutura de gerenciamento/arquitetura de QoS inclui IntServ/RSVP e DiffServ, que serão detalhados na seção 4.1.