3.5 A NALYSEMETODER
3.5.3 Fettsyrer i melk
Sobre a entrada da criança com FLP na escola, as respostas dos professores encontram- se na tabela 17, onde se observa que a maioria, 73,58% (117) dos professores participantes, referiu que a mesma deve ingressar na escola independente de estar operada. Outros 20,76%
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(33), no entanto, responderam que a criança com FLP só deve ir para a escola depois de operada.
Tabela 17 – Opinião dos professores sobre o ingresso da criança com FLP na escola.
Opinião N %
Deve ingressar na escola independente de estar operada 117 73,58
Só deve ir para escola depois de operada 33 20,76
Não respondeu 9 5,66
TOTAL 159 100,00
Os dados apresentados sugerem que os professores têm uma noção sobre os princípios da educação inclusiva no que tange ao respeito às diferenças e à igualdade de oportunidades. Segundo a PNEI-PEI (Brasil 2008), para que as pessoas com deficiência tenham o direito à educação, sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades, deve ser garantido um sistema de educação inclusiva em todos os níveis. O aprendizado ao longo de toda vida deve ser assegurado e medidas devem ser adotadas para garantir que essas pessoas não sejam excluídas do sistema educacional geral e que possam ter acesso ao ensino inclusivo, em igualdade de condições que as demais pessoas.
Na questão que abordou a escola ideal para a criança com FLP na opinião dos professores, obteve-se que 51,57% (82) deles entendem que a criança deve frequentar escola de ensino regular, em classe comum e em sala de recurso. Outros 40,88% (65) responderam que o ideal é que a criança com FLP frequente escola de ensino regular em classe comum, ou seja, sem a necessidade do apoio da sala de recurso. Apenas 4,40% (7) dos professores responderam que a criança com FLP deve frequentar escola especial. Outras duas respostas dos professores mencionaram que dependia da faixa etária e do tipo de fissura da criança, mas que a escola ideal é aquela que atenda as suas necessidades (tabela 18).
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Tabela 18 – Escola ideal para a criança com FLP.
Escola ideal N %
Escola regular em classe comum e sala de recurso 82 51,57
Escola de ensino regular em classe comum 65 40,88
Escola especial 7 4,40
Outra 2 1,26
Não respondeu 3 1,89
TOTAL 159 100,00
Conforme a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (Brasil 2008), a educação inclusiva se caracteriza por propor uma educação que reconhece e assegura o direito de todos os alunos no mesmo ambiente escolar, sem quaisquer discriminações. Promove a igualdade e valoriza as diferenças na organização de um currículo dinâmico e flexível que possibilite a todos os alunos e que estimule mudanças pedagógicas das escolas, objetivando a atualização das práticas de forma a atender às necessidades de todos os alunos durante a caminhada educacional. De acordo com Mantoan (2007), as escolas devem adotar práticas de ensino adequadas às diferenças de todos os alunos, disponibilizando oportunidades contínuas e oferecendo alternativas que contemplem a diversidade, possibilitando, a todos, a aquisição de conhecimentos por meio de recursos de ensino e equipamentos especializados que atendam as necessidades especiais.
Na visão dos professores participantes, as respostas dos 51,57% (82), afirmando que o ideal para o aluno com FLP é a associação da classe comum com a sala de recurso, podem ser indicativas da preocupação deles com o desempenho acadêmico, e com a garantia do aprendizado.
A sala de recursos vista atualmente como um atendimento educacional especializado não se aplica à criança com FLP, e sim para as crianças que necessitam de ensino de
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linguagens e códigos específicos de comunicação e sinalização, ajudas técnicas e tecnologia assistiva, dentre outros. Portanto, a escola ideal para a criança com FLP é a mesma escola para todos, basta que o professor reconheça suas necessidades e potencialidades e provoque a construção de conhecimentos.
5.6 Avaliação
Uma questão importante que foi levantada junto aos professores participantes, referiu- se à avaliação da criança com FLP, cujas respostas encontram-se na tabela 19.
Tabela 19 – Opinião do professor sobre como deve ser a avaliação de uma criança com FLP.
Opinião N %
Deve ser preparada considerando as condições da criança 71 44,65
O conteúdo da avaliação deve ser o mesmo das outras crianças 64 40,25 Deve seguir os mesmos padrões da avaliação das outras crianças 14 8,81
Não sei /Não respondeu 10 6,29
TOTAL 159 100,00
No que se refere à avaliação do desempenho escolar de um aluno com FLP, observa-se na tabela 19 que 44,65% (71) dos professores acham que a avaliação deve ser preparada considerando as condições de desenvolvimento desta criança, de forma que a mesma seja valorizada conforme suas potencialidades, ou seja, considerando seus conhecimentos e competências. Número bem semelhante de professores, 40,25% (64), respondeu que o conteúdo da avaliação para a criança deve ser o mesmo das outras crianças. Quanto aos padrões de avaliação, ou seja, a atribuição de conceitos às crianças, 8,81% (14) dos professores responderam que esta deve seguir os mesmos padrões das outras crianças.
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Ao se tratar de uma pedagogia de atenção à diversidade, a avaliação pedagógica é uma prática a ser revista, pois deve ser dinâmica e contínua, mapear o processo de aprendizagem do aluno, considerar o conhecimento prévio e atual de desenvolvimento do educando, para então identificar as possibilidades de aprendizagem futura. Nessa avaliação prevalecem aspectos qualitativos que indicam as intervenções pedagógicas do professor. Configura-se uma ação pedagógica processual e formativa que analisa o desempenho do aluno em relação ao seu progresso individual. (Figueiredo 2008, Mantoan 2007, Brasil 2008, Machado 2008)
As respostas dos professores revelam a necessidade de orientação aos mesmos quanto à avaliação do aluno com FLP que deve ter o mesmo conteúdo dos demais alunos; porém, considerar suas características individuais, sua trajetória e possível progresso acadêmico. Enquanto processo diagnóstico, essa avaliação indica ao professor os tipos de intervenção pedagógica que podem surtir efeito para que o aluno construa seu conhecimento.