• No results found

Previamente as variáveis foram testadas quanto à normalidade ou não da sua distribuição amostral por meio do teste de Kolmogorov-Smirnov e o de Shapiro-Wilk, tendo este último revelado um número maior de distribuições não-normais.

A estatística descritiva considerou a média, desvio padrão e extremos. Tendo em vista que a maioria dos dados demonstrou condição não normal, consideramos uniformemente para efeito de análise de interpretação dos dados a mediana e quartis.

Na abordagem inicial, onde se realizou a caracterização da FC, do consumo de Oxigênio e do status autonômico nas condições de repouso, durante o esforço e na recuperação ativa após o esforço de forma pareada, empregou-se o teste de Wilcoxon e o teste de Friedman, com teste post hoc de Dunn, quando aplicável. Empregou-se ainda a correlação de Spearman quanto da análise de associação entre as diferentes variáveis estudadas.

As diferenças entre as diversas comparações instituídas foram consideradas estatisticamente significativas quando as probabilidades bi-caudais das suas ocorrências devidas ao acaso (erro do tipo I) foram menores ou iguais a 5% (p≤0,05). Considerou ainda essas diferenças como tendência estatística ou significância marginal quando 0,05 < p < 0,10. O processamento estatístico dos dados foi feito utilizando-se os programas Microsoft Excel e Statistical Package Social Sciences (SPSS 13.0) e

RESULTADOS

Os resultados serão apresentados em sete grandes blocos, conforme o tipo de variável e de análise instituídos.

Inicialmente serão apresentados os dados relativos às características amostrais da freqüência cardíaca e do consumo de oxigênio em diferentes condições funcionais como o repouso (basal), previamente ao esforço, durante o esforço e na recuperação após o esforço. Nesse primeiro bloco serão considerados:

o Descrição amostral do comportamento da frequência cardíaca e do consumo de oxigênio na condição basal de repouso, previamente ao esforço e na recuperação pós-esforço

No segundo bloco serão apresentados os dados relativos às variáveis de caracterização da modulação autonômica cardíaca no repouso basal, na mudança postural ativa (posição supina para a posição ortostática) e na recuperação após o esforço. Ainda nesse bloco, foram realizadas as análises seriadas entre as diferentes condições funcionais observadas. Desta forma, nesse bloco serão considerados:

o Comportamento e análise comparativa da variabilidade da frequência cardíaca por meio dos índices temporais, espectrais, tempo-frequenciais e Poincaré durante 5 minutos na posição supina e na posição ortostática o Análise comparativa da variabilidade da freqüência cardíaca por meio

dos índices tempo-frequenciais e Poincaré durante 5 minutos na posição ortostática e na recuperação após o esforço (posição ortostática)

No terceiro bloco da série de dados serão apresentados os valores derivados das correlações entre a modulação autonômica cardíaca basal nas posturas supina e ortostática com a frequência cardíaca e o consumo de oxigênio em diferentes condições funcionais. Desta forma, nesse bloco serão considerados:

o Correlação entre a variável freqüência cardíaca e consumo de oxigênio durante o repouso, durante o esforço e no pico do esforço, com as variáveis da variabilidade da frequência cardíaca obtida pelos métodos temporal, espectral, tempo-frequencial e Poincaré, nas posições supina e ortostática.

No quarto bloco serão apresentados os valores derivados das correlações entre a frequência cardíaca de recuperação absoluta e relativa (decremento cronotrópico) após o esforço, com o variável consumo de oxigênio e frequência cardíaca na condição basal e durante o esforço e no pico do esforço. Desta forma, nesse bloco serão considerados:

o Correlação entre a variável freqüência cardíaca e consumo de oxigênio durante o repouso, durante o esforço e no pico do esforço, com a freqüência cardíaca de recuperação, absoluta e relativa

No quinto bloco serão descritos a dinâmica da relação (correlação) entre a freqüência cardíaca de recuperação (decremento cronotrópico após o esforço) com a modulação autonômica cardíaca na condição basal de repouso em ambas as posições (supina e ortostática). Desta forma, nesse bloco serão considerados:

o Correlação entre a frequência cardíaca de recuperação (grau de decremento cronotrópico) absoluta e relativa após o esforço, com a variabilidade da freqüência cardíaca obtida pelos métodos temporal, espectral, tempo- frequencial e Poincaré, na posição supina e ortostática

No sexto bloco serão apresentados os resultados da dinâmica da relação (correlação) entre a frequência cardíaca de recuperação (decremento cronotrópico após o esforço) absoluta e relativa, com a variação absoluta e relativa da variabilidade da frequência cardíaca na mudança de decúbito da posição supina para a posição ortostática, obtidas na condição basal. Desta forma, nesse bloco serão considerados:

o Correlação entre a frequência cardíaca de recuperação (grau de decremento cronotrópico) absoluta e relativa após o esforço com a variação da posição supina para a ortostática da variabilidade da freqüência cardíaca obtidas pelo método temporal, espectral, tempo-frequencial e Poincaré.

Finalmente, no sétimo e último bloco dos resultados serão apresentados as correlações entre a freqüência cardíaca de recuperação (decremento cronotrópico após o esforço) com a modulação autonômica cardíaca durante o período de recuperação. Aqui serão apresentados os dados de:

o Correlação entre os diversos índices tempo-frequenciais e do mapa de Poincaré obtidos durante a recuperação após o esforço com a freqüência cardíaca de recuperação (decremento cronotrópico) absoluta e relativa após o esforço

Em todos os dados a serem apresentados empregou-se indicação textual dos valores de medida de centro, valores medianos e medidas de dispersão como: valores extremos inferiores (Mín) – superiores (Máx) e quartis inferiores (Qtl Inf) – superiores (Qtl Sup), com a complementação da estatística descritiva expressa em tabelas (TABELA 3 a 42). Nas tabelas constam demais medidas de tendência central e dispersão, como média e desvio padrão, bem como o nível de significância das comparações instituídas.

Nas análises de associação (correlação) empregou-se indicação textual dos valores obtidos na correlação, bem como o nível de significância das correlações. Nos casos onde se julgou necessário qualquer tipo de destaque, será apresentado gráfico e/ou figura específica. A figura abaixo ilustra a seqüência de apresentação dos resultados.

7 -Correlação da VFC na fase de recuperação com a FCR.