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4. RESULTATER

4.4 Hvordan beskrives et eventuelt læringsutbytte?

4.4.2 Felles forståelse

Ainda segundo o estudo realizado por Felipe Prince Silva (2012), os instrumentos de crédito utilizados pelos produtores serão divididos em dois grupos, a saber:

 Crédito agrícola oficial: crédito repassado ao produtor pelos bancos comerciais e das cooperativas de crédito. Assim é denominado porque são instrumentos regidos pelo SNCR – Sistema Nacional de Crédito Rural – (SILVA, 2012);

 Crédito agrícola comercial privado / crédito não oficial / crédito informal: crédito ob- tido fora da esfera bancária e das cooperativas de créditos. São obtidos por intermédio de instrumentos oferecidos pelos agentes a montante e a jusante da cadeia do agrone- gócio, a saber, fornecedores de insumos, tradings, agroindústrias e exportadores (SIL- VA, 2012).

Os modelos de crédito foram divididos em cinco no trabalho de Felipe Prince Silva (2012), sendo os dois primeiros referentes ao grupo de crédito agrícola oficial e os outros três de cré- dito agrícola não oficial, comercial privado ou informal, a saber:

 O modelo de financiamento de custeio via crédito bancário é o mais tradicional e simples dentre todos os modelos apresentados e possui a seguinte configuração: o agente financeiro (banco) concede crédito ao produtor no período pré-plantio, cujo objetivo é o financiamento de compra de insumos e pagamento das despesas operacionais, como contratação de mão de obra, assistência técnica, óleo diesel, despesas administrativas etc. A amortização dessa ope- ração de crédito ocorre no período pós-colheita, pagamento esse geralmente em diversas par- celas. Para a soja e o milho, segundo o Manual de Crédito Rural, o número de parcelas de crédito de custeio varia entre três a seis meses. Já o período compreendido entre a tomada do empréstimo e o pagamento da última parcela não costuma ultrapassar de dezoito meses (SIL- VA, 2012).

 O modelo de financiamento via cooperativas de crédito é semelhante, do ponto de vista operacional, ao modelo de financiamento de custeio via crédito bancário. Para os recursos controlados, o BACEN repassa os recursos de destinação agrícola para as cooperativas de crédito que, por sua vez, repassam os recursos aos cooperados no período pré-plantio. Para os recursos não controlados, o recurso é obtido de capital dos próprios cooperados. Na tomada desses empréstimos, em grande parte, a garantia dada é o aval entre os próprios associados. A forma de amortização é muito semelhante à praticada pelos bancos, em diferentes parcelas no período pós-colheita, e cujo prazo não ultrapassa 18 meses para a produção de grãos (SILVA, 2012).

Segundo Spolador (2001), a obtenção de crédito via mercado informal ocorre quando a capta- ção de recursos se dá fora do sistema financeiro ou da esfera governamental. Segundo Araújo

(et. al., 2000), existem quatro formas de se buscar crédito via mercado informal no setor agrí- cola:

a) Captação através de particulares ou firmas do setor agropecuário; b) Operações de escambo entre insumos e produto;

c) Compras e vendas antecipadas de produção entre produtores, comerciantes e empresas agroindustriais;

d) Poupanças e empréstimos por grupos ou associações informais de agricultores.

Os agentes concedentes de recursos de crédito via mercado informal são os próprios agentes que compõem o Complexo Agroindustrial, sejam eles fornecedores de insumos, sejam eles compradores e processadores dos grãos. Para fins didáticos, Silva (2012) separou esses agen- tes em dois grandes grupos:

 Fornecedores de insumos (sementes, fertilizantes e defensivos) e distribuidores (re- vendas e cooperativas agropecuárias): grupo composto pelos fabricantes de insumos e os distribuidores de seus produtos e

 Tradings, agroindústrias e exportadores de grão: grupo composto pelos agentes com- pradores do grão, responsáveis pela sua compra, processamento e exportação, de for- ma simultânea ou isolada.

 O modelo de financiamento de custeio da safra pela venda antecipada da produção é for- ma de concessão de crédito em que o financiamento atrela-se ao pagamento pela compra de parte da produção que será colhida por parte dos compradores de grãos. Nesse caso, o financi- amento está diretamente vinculado à comercialização antecipada do grão, em momento ante- rior à colheita. Os agentes da área de crédito agrícola também conhecem esse mecanismo co- mo commodity finance. Isso porque, nos mecanismos que explicaremos a seguir, a própria commodity (soja, milho, trigo, algodão, café) serve como lastro e moeda de pagamentos nas operações que envolvem a concessão de crédito rural (SILVA, 2012).

Nesse modelo, as concedentes de crédito são as tradings, agroindústrias e exportadores de grãos. Para esses agentes, a vantagem da utilização desse mecanismo é a garantia de abaste- cimento, por contrato antecipado de compra do produto. Também é forma de esses agentes aumentarem as margens de lucro pela oferta de serviço financeiro aos produtores: o adianta- mento de parte dos recursos demandados para o plantio da safra. No entanto, a trading fica

exposta, nesse caso, ao risco de inadimplência por parte do produtor. Na maior parte dos con- tratos, o prazo compreendido entre o adiantamento dos recursos para o plantio da safra e sua liquidação varia entre 6 e 18 meses para as culturas de soja e milho (SILVA, 2012).

 No modelo de Crédito via Operação de troca (barter) o produtor recebe o insumo do dis- tribuidor ou do fabricante do insumo no período pré-plantio e, em contrapartida, deve entregar a produção a uma trading, agroindústria ou exportador, no período posterior à colheita como forma de pagamento em relação ao insumo adquirido. Nesse modelo, há cessão de crédito do fornecedor de insumos para o comprador do grão (SILVA, 2012).

Segundo Silva (2012), este mecanismo é interessante, pois demonstra a organização conjunta dos agentes da cadeia para diminuir a necessidade de crédito bancário, já que o produtor rece- be o insumo e comercializa sua produção sem a necessidade de desembolso financeiro em nenhum momento. No estabelecimento do contrato, é pré-definido um volume de sacas de produção (grão) contra uma quantidade específica de insumos recebidos. Portanto, nesse caso, o produtor recebe o “pagamento” pela venda em período anterior à entrega da produção que, por sua vez, ocorre no período posterior, após a colheita.