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februar 2021 av justis- og beredskapsminister Monica Mæland

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Num projeto é importante estabelecer quais os métodos a utilizar para se atingir as finalidades e os objetivos estipulados para o mesmo. Tal como Bell (2004, p.95) afirma os métodos são relevantes “(…) porque são estes que fornecem a informação de que necessita para fazer uma pesquisa integral. Há que decidir quais os métodos que melhor servem determinados fins”.

Utilizando o propósito de serem os idosos os atores de todo o projeto, um dos métodos que melhor se coaduna ao mesmo é o da IAP. Esta metodologia encaixa-se perfeitamente no

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paradigma qualitativo uma vez que o que interessa é o processo e não tanto o resultado. Ander- Egg (1990, p. 35) afirma que a IAP é ao mesmo tempo uma “(…) metodología de estudio y de actuación”.

Segundo Ander-Egg (1990, p.32) a IAP “(…) supone la simultaneidade del proceso de conocer y de intervenir, e implica la participación de la misma gente involucrada en el programa de estudio y de acción”. Assim, em todas as fases do projeto os idosos foram incluídos, participando ativamente nas mesmas.

A IAP implica conhecer, estudar e investigar um contexto, o que vai permitir conceber uma intervenção mais adequada aos agentes sociais. Para isso é necessário que o investigador e os agentes sociais participem ativamente no processo. Cruzam-se as experiências/vivências da comunidade com os conhecimentos teóricos e metodológicos do investigador (Ander-Egg, 1990). Este trabalho assenta numa relação de diálogo, em que todos são iguais neste processo, ninguém é superior a ninguém (Ander-Egg, 1990). Segundo Calvo (2002, p.119) “El diálogo, (…) será el eje central de un processo que busca, por encima de todo, el desarrollo de la comunidade a través de la acción cultural, social y educativa”.

A finalidade deste método é sempre a transformação de uma situação-problema em que o público é sempre o agente da mudança social (Ander-Egg, 1990). Tal como Serrano (1997, p.113) afirma o objetivo passa por “(…) beneficiar directamente a comunidade, o que supõe implicá-la em todo o processo e não apenas nos respectivos resultados”. Calvo (2002, p.118) reafirma que “ (…) la participación de los membros de la comunidade adquiere un valor máximo”. Pretende-se “(…) o desenvolvimento de um processo de aprendizagem social que envolve os participantes” (Cunha, 2009, p.84), no sentido de mudar e transformar a realidade e os participantes.

Na IAP o conhecimento (teoria) e a intervenção (prática) são aliados e utilizados em simultâneo, mas neste processo a população deve ser sempre incluída (Ander-Egg, 2011).

Para haver essa transformação é fundamental que as pessoas estejam capacitadas para tal. Neste sentido, as pessoas precisam de adquirir determinados conhecimentos, técnicas e competências para que aja uma participação efetivas, por isso, se fala numa educação para a participação. Esta metodologia deve, então, promover o desenvolvimento dessas habilidades e competências dos indivíduos. Para além disso, é necessário também criar-se espaços e condições que permitam a participação efetiva das pessoas (Ander-Egg, 1990).

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Fala-se numa democratização do saber, uma vez que o conhecimento é partilhado, a comunidade aprende com o investigador, mas o contrário também acontece (Ander-Egg, 1990).

Projetos que utilizam este método partem sempre do que interessa a um grupo de pessoas, a um coletivo, sendo todo o trabalho orientado ao contexto e aos problemas que lá existem (Calvo, 2002).

Segundo Serrano (1997, p.113) esta metodologia segue diferentes etapas como a fase de diagnóstico, o estudo da realidade e análise da própria ação, estas são “(…) os momentos chave do processo de estudo, de reflexão e de atuação”. Só assim se poderá alcançar “(…) um processo sistemático de aprendizagem orientado para a práxis” (Serrano, 1997, p.111). É preciso sempre refletir sobre aquilo que se planeia, sempre numa base dinâmica e participativa. Ao longo do projeto articulou-se a Animação Sociocultural (ASC), como metodologia de intervenção, no desenvolvimento do processo continuado da IAP. Segundo Calvo (2002, p.110) a IAP “(…) permite a la ASC vincular en todo su proceso de intervención, la reflexión y la acción, la teoria y la práctica”.

A essência da ASC está na forma de atuar e na atitude, e não tanto nos conteúdos que utiliza (Ander-Egg, 2011). A palavra-chave na ASC é a participação, sendo que “(…) no hay animación sin participación” (Ander-Egg, 2011, p.116). É necessário mobilizar e implicar as pessoas no processo (Ander-Egg, 2011).

Neste método o importante tem a ver com o modo como se fazem as coisas e não tanto com o que se faz. Os protagonistas dos projetos são sempre as pessoas, a comunidade. Utiliza- se sempre uma pedagogia participativa em que a participação efetiva dos participantes é vital (Ander-Egg, 2011). Segundo Ander-Egg (2011, p.118) “(…) la participación es lo que caracteriza de manera más profunda a la animación”.

Para que a pedagogia participativa funcione é importante “(…) el reconocimiento y valoración de las experiencias y conocimientos de la misma gente” (Ander-Egg, 2011, p.118). É importante a experiência de vida que cada um tem, bem como as capacidades e os interesses. Aprende-se quando se é capaz de refletir sobre as experiências que se vão tendo ao longo da vida (Ander-Egg, 2011).

A ASC tem como finalidade a promoção de atividades voluntárias que não requerem habilitações prévias, nem conferem nenhum grau ou habilitação académica. Por isso, Ander-Egg (2011, p.127) afirma que “(…) todos pueden participar en los programas de animación”.

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Outro aspeto importante a ter em linha de conta é que quando se trabalha numa metodologia de ASC, deve-se aceitar o chamado “pluralismo cultural” (Ander-Egg, 2011). É necessário haver uma “(…) aceptación de la diversidad de opiniones, ideas y valores” (Ander- Egg, 2011, p.129).

Como refere Bernet (1997, p.26) a ASC pode ser praticada por indivíduos, por grupos ou mesmo por instituições e tem como objetivo “(…) promover nos seus membros uma atitude de participação activa no processo do seu próprio desenvolvimento quer social quer cultural”.

A teoria e a prática da ASC encaixam-se no paradigma qualitativo tal como a IAP, isto porque o que realmente interessa são as pessoas, sendo necessário saber escutá-las para compreende-las (Gómez, 1997).

No presente projeto utilizou-se a ASC como método de intervenção para dar resposta aos interesses, necessidades e expectativas dos idosos. Como tal, recorreu-se a atividades de animação, pretendendo-se promover o convívio, a aquisição de conhecimentos e práticas, no sentido dos idosos ocuparem os seus tempos livres com atividades prazerosas e satisfatórias.

A ASC pretende despertar no indivíduo e nas comunidades “(…) uma atitude aberta e decidida para se incorporarem nas dinâmicas e nos processos sociais e culturais” (Bernet, 1997, p.29), permitindo, assim, que estes também se passem a responsabilizar por esses processos. Neste caso, o objetivo passou por tornar os idosos mais responsáveis pelo seu processo de envelhecimento, passando a ideia da importância de se manterem ativos e saudáveis.

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