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FASE 2: MATERIALUTVIKLING

4.1. PROSESSEN

4.1.3. FASE 2: MATERIALUTVIKLING

A ciência da ergonomia determina que os estudos das relações ergonométricas do SHM precisam, por razões óbvias, estarem juntas e nesta união exista a presença do homem atuando, pelo

André Luiz Souza Barbosa Dissertação de Mestrado

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo A Importância do Estudo das Funções e Atividades no Projeto e

Dimensionamento da Habitação

Capítulo 3 – A Análise da Tarefa /Conceitos e Metodologia

menos, como um dos elementos e com uma determinada função, sendo desaconselhável que o estudo possa ser feito com esses elementos isoladamente, o que ocasionaria um grande erro nos resultados de qualquer pesquisa (Anamaria de Moraes, 1988, op. cit.).

Não seria muito utópico comparar a estrutura física do ser humano com a estrutura de uma máquina, sob o aspecto da composição das unidades formando o conjunto, mesmo porque o princípio da funcionalidade operacional de ambos se equivalha, ou seja, o conjunto funciona quando há combustível para se queimar. Evidente que as analogias param por aí.

Os sentidos humanos tornam o homem uma máquina poderosa e capaz de se adaptar em pouco tempo a qualquer ambiente, mantidas certas grandezas, como os extremos de calor e frio. Particularmente o homem quando submetido aos limites de um trabalho extremamente pesado tem a capacidade de exteriorizar o cansaço e a fadiga, diferente da máquina que pode cessar o trabalho e romper um ciclo sem aviso prévio.

O importante não é medir diferenças ou compatibilizar defeitos e qualidades das partes, mas sim tornar a adaptação das partes em um processo harmonioso e funcional para o conjunto, e, tornar operacionalmente um processo econômico ou com o menor gasto de energia possível e dentro de limites toleráveis.

A máquina pode ser considerada como um sistema onde suas partes ou seus dispositivos realizam um exercício, uma tarefa, um trabalho, enfim, são construídos para essas finalidades com propósitos de servirem ao homem, onde a natureza essencial dessas tarefas são programadas e projetadas por ele para disponibilizarem durante o processo: rapidez, precisão, quantidade e conforto ao homem.

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Capítulo 3 – A Análise da Tarefa /Conceitos e Metodologia

Nas duas últimas décadas com o avanço tecnológico as máquinas cada vez mais automatizadas e computadorizadas desempenham suas funções com mais precisão, qualidade, quantidade e rapidez devido ao assombroso e avassalador desenvolvimento tecnológico das ciências das Telecomunicações, Informática e Mecatrônica.

São setores do processo produtivo que estão sempre em mutação tecnológica devido ao grande leque, de opções de mercado e utilização tecnológica, que essas ciências podem atuar.

A adaptação do conceito de ergonomia também foi se aprimorando a essas mudanças, principalmente na área da arquitetura, que detem uma quantidade bastante grande no uso dos ambientes construídos e que mantem uma relação considerável com o mobiliário.

A seguir pode-se perceber apenas como objeto ilustrativo a evolução de alguns conceitos do conjunto homem-máquina, sob a ótica da ergonomia nos cinqüenta anos passados e que se adaptaram aos seus tempos:

- Miller (1954)28. Descreve o sistema homem-máquina como consistindo de homens e máquinas somados aos processos pelos quais eles interagem dentro de um ambiente.

- Fitts (1959)29. Define o sistema homem-máquina como uma montagem de elementos que estão engajados no comprimento de alguns propósitos comuns e são unidos por uma rede de fluxos de informações comuns, estando à saída do sistema em função não somente das características dos elementos, mas também das suas interações e inter-relações.

28. Apud, Anamaria de Moraes, 1988. 29. Apud, Anamaria de Moraes, 1988.

André Luiz Souza Barbosa Dissertação de Mestrado

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Capítulo 3 – A Análise da Tarefa /Conceitos e Metodologia

Na figura 5 é representada de forma ilustrativa uma seqüência serial de um sistema, tendo como exemplo, o sistema alvo: cozinha residencial que demonstra todas as entradas e saídas desse sistema bem como a descrição detalhada desses procedimentos.

As metas e as restrições são específicas do sistema independente da maneira com que este sistema opera ou de como ele é operado. As variações dimensionais e ergonômicas influenciam e mantem vínculos com o sistema alvo, devido a relação direta das funções e atividades com o uso do compartimento.

Figura 5 – Representação Serial de um Sistema / Ambiente do Sistema Cozinha Residencial

Re striç õ e s - Ilum ina ç ã o e ve ntila ç ã o - Po sic io na m e nto id e a l d o s e q uip a m e nto s e d o s m o b iliá rio s Me ta s Siste m a a lvo - la va r e p re p a ra r a lim e nto s - la va r e a rrum a r lo uç a s - a lim e nta r-se - la va r o p iso C O ZINHA Sa íd a s Entra d a s - a lim e nto s - p ro d uto s p e re c íve is - b e b id a s - p ro d uto s d e lim p e za - sim ila re s

- a lim e nto s e sim ila re s p a ra se re m c o nsum id o s - re fug o d e a lim e nto s

Re q uisito s

- Disp o nib ilid a d e d e a lim e nto s e m c o nd iç õ e s d e se re m c o zid o s e c o nsum id o s

- Disp o nib ilid a d e d e lo uç a s e ute nsílio s p a ra o c o nsum o d e a lim e nto s - Eq uip a m e nto s: fo g ã o e g e la d e ira - Mo b iliá rio s: a rm á rio p a ra a c o m o d a ç ã o d e lo uç a s e a lim e nto s nã o p e re c íve is

- Esp a ç o c o nfo rtá ve l p a ra m o b ilid a d e no a to d e c o zinha r, la va r e g ua rd a r o s a lim e nto s

- C o nd iç õ e s d e te m p e ra tura a m b ie nta l id e a l no uso e na p e rm a nê nc ia p ro lo ng a d a

- Ilum ina ç ã o e ve ntila ç ã o d e ntro d a s no rm a s d o c ó d ig o d e e d ific a ç õ e s lo c a l - Altura d o s m o b iliá rio s d e ntro d a s re c o m e nd a ç õ e s e rg o nô m ic a s - Disp o nib iliza r e sp a ç o p a ra re fug o d e a lim e nto s

Siste m a - a rm á rio e o u d e sp e nsa p a ra g ua rd a r c o m p ra s d e a lim e nto s e p ro d uto s sim ila re s

a lim e nta d o r Siste m a

- m e sa p a ra re fe iç õ e s (a lm o ç o , ja nta r e la nc he s)

- e q uip a m e nto p a ra re fug o (lixe ira )

ulte rio r

Re sulta d o s

- inc id e nte s, a c id e nte s, a lim e nto s e stra g a d o s, re fug o s d e a lim e nto s e

p o luiç ã o

De sp ro p o sita d o s

Fonte: autor, com base em, Anamaria de Moraes, 1988.

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Capítulo 3 – A Análise da Tarefa /Conceitos e Metodologia

Figura 6 – Representação Projetual da Tarefa / Preparar e Acondicionar Alimentos

p la nta / c o zinha Ta re fa d e a c o nd ic io na r o s a lime nto s Ta re fa d e p re p a ra r a lime nto s VISTA 1 V IS TA 2 s/ e sc a la

Fonte: autor, com base em Anamaria de Moraes, 1988.

Na figura 6 uma cozinha é representada na forma projetual simulando a tarefa doméstica de preparação e acondicionamento de alimentos, buscando representar algumas demandas de movimentos e trajetórias necessárias para essa atividade no contexto do ambiente: cozinha.

André Luiz Souza Barbosa Dissertação de Mestrado

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Capítulo 3 – A Análise da Tarefa /Conceitos e Metodologia

Figura 7 – Representação Projetual da Tarefa / Preparar e Acondicionar Alimentos

Vista 1 da Cozinha

vista A : c o zinha Ta re fa d e a c o nd ic io na r o s a lim e nto s Ta re fa d e p re p a ra r a lim e nto s

Fonte: autor, com base em, Anamaria de Moraes, 1988.

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Capítulo 3 – A Análise da Tarefa /Conceitos e Metodologia

Figura 8 – Representação Projetual da Tarefa / Preparar e Acondicionar Alimentos

Vista 2 da Cozinha

v ista B: c o zin h a Ta re fa d e a c o n d ic io n a r o s a lim e n to s Ta re fa d e p re p a ra r a lim e n to s

Fonte: autor, com base em, Anamaria de Moraes, 1988.

Dentro do contexto das figuras 7 e 8 pode-se observar nas vistas representativas da cozinha anterior, a mesma simulação das demandas de movimentos para a realização da tarefa, onde visivelmente se observa a necessidade de se considerar as áreas de alcance 29 sob todas as formas.

29. Áreas de alcance: espaços destinados às movimentações do corpo e suas partes em qualquer ambiente, para se desenvolver uma tarefa, Boueri, 1988.

André Luiz Souza Barbosa Dissertação de Mestrado

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Capítulo 3 – A Análise da Tarefa /Conceitos e Metodologia

3.8 Metodologia da Análise da Tarefa

A análise da tarefa é uma metodologia que se adequa,

principalmente nas especificidades das diversas atividades tanto na habitação como na indústria, por uma quantidade de técnicas específicas para ajudar tanto o arquiteto como o projetista a coletar informações, organizá-las, e, então, utilizá-las para fazer diversas ponderações, diagnosticar ou tomar decisões de projeto

(Anamaria de Moraes, 1988, op. cit.).

A aplicação desta metodologia pode fornecer ao arquiteto e ao projetista uma situação real, mesmo que ainda no campo teórico de sua aplicação onde o envolvimento humano em um sistema pode configurar um quadro detalhado deste sistema a partir da perspectiva humana.

O sincronismo do processo e/ou da metodologia da análise da tarefa é uma determinante positivamente crítica da utilidade de seus resultados, especialmente se está sendo usada para ajudar a otimização do projeto do sistema.

Deve-se observar, entretanto, que esta metodologia requer geralmente uma ou mais simulações de demandas enquanto outras informações mais detalhadas sobre o sistema aumentam a possibilidade de desempenho do ambiente onde a(s) habilidade(s) de várias pessoas/usuários dentro desse sistema podendo tornar esses ambientes mais funcionais.

Certamente as habilidades desses indivíduos podem interferir positivamente ou não no sistema. Em algumas situações pode-se prever ou notar que alguns indivíduos trabalham ou produzem melhor quando a eles são designadas responsabilidades por tarefas significativas, mesmo quando entre eles exista pouco relacionamento mútuo. O estudo ou a consideração dos fatores humanos na análise da tarefa pode ser o diferencial entre o fracasso e o sucesso do sistema.