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Farooq Akram, Kari-Mette Brunvatne and Raymond Lokshall 1

Chapter 3 – Real equilibrium exchange rates

Q. Farooq Akram, Kari-Mette Brunvatne and Raymond Lokshall 1

A Adolescent Psychopathology Scale-Short Form (Escala de Psicopatologia para Adolescentes-Versão Reduzida, Reynolds, 2000) (adiante designada por APS-SF) é

92 uma escala construída para avaliação sumária de psicopatologia em adolescentes, adaptada para a população portuguesa por Lemos (2007).

Esta escala é uma medida multidimensional de psicopatologia e características da personalidade, destinada a adolescentes com idades compreendidas entre os 12 e 19 anos. É constituída por 115 itens, tendo como objetivo avaliar sintomas de perturbações psicológicas em adolescentes, de acordo com os critérios definidos para cada sintomatologia pelo DSM-IV (1996). É um instrumento de preenchimento simples e breve, podendo ser aplicado individual ou coletivamente.

A APS-SF é constituída por 12 escalas clínicas e duas de validade. No nosso estudo, tendo em consideração os objetivos inicialmente delineados, o número de instrumentos de avaliação e extensão dos mesmos, bem como as objeções que algumas subescalas poderiam colocar, optamos pela exclusão das seguintes subescalas: Perturbação de Oposição (PO), Abuso de Substâncias (AS), Propensão à Ira/Violência (PIV), Perturbações do Comportamento Alimentar (PCA), Tendência para Suicídio (SUI), Problemas Interpessoais (PIP); e das subescalas de validade: Defensividade (Def) e Inconsistência de Respostas (InconR). Assim, com vista aos objetivos em estudo utilizámos as subescalas Perturbação do Comportamento (PC), Depressão Major (DEP), Perturbação de Ansiedade Generalizada (PAG), Perturbação Pós-Stresse Traumático (PPST), Problemas Académicos (PA) e de Problemas de Autoconceito (PAC). As subescalas e respetivos itens apresentam diferentes cotações, e em alguns casos cotações invertidas29.

29 Do item 1 ao 26, o adolescente deverá classificar as frases em Falsas (0), ou Verdadeiras (1);

nos restantes itens, deve selecionar de que forma determinada afirmação se aplica a si próprio de forma geral (“Nunca ou quase nunca”, “Algumas vezes” e “Quase sempre”); nas últimas duas semanas (“Quase nunca”, “Algumas vezes” e “Quase todos os dias”); nos últimos três meses (“Nunca”, “1 ou 2 vezes por

93 As possibilidades de resposta na APS-SF variam de acordo com os critérios definidos pelo autor (Reynolds, 2000), podendo avaliar a presença ou ausência de sintomas (Verdadeiro/Falso); frequência ou duração dos sintomas (Nunca ou quase nunca, até Quase sempre30). Seguindo as determinações do autor, eliminam-se questionários cuja proporção de itens por preencher seja superior a 20% do total de itens numa escala.

De acordo com o autor da escala, a APS-SF é bastante útil para a triagem de sinais de psicopatologia em contexto escolar e clinico (Reynolds, 2000). A intensidade da sintomatologia pode ser medida através da transformação das pontuações brutas em resultados padronizados, obtendo-se dessa forma o nível clinico de severidade psicopatológica31, ou seja, a significância clinica dos sintomas relatados pelo sujeito. No entanto, por não se enquadrar nos objetivos da presente investigação, esse procedimento não foi na presente utlizado. Na análise fatorial efetuada pelo autor, distinguiram-se dois fatores: um relacionado com Perturbações Interiorizadas (Fator 1), e o outro com Perturbações Exteriorizadas (Fator 2).

No nosso estudo, foram analisadas quatro escalas que descrevem perturbações interiorizadas (Depressão Major, Perturbação Pós-Stresse Traumático, Ansiedade Generalizada e Autoconceito). As Perturbações de Comportamento e a nível Académico são consideradas problemas exteriorizados (Fator 2). A Tabela 33 reporta aos dados do

semana”, e “3 ou mais vezes por semana”); ou nos últimos seis meses (“Nunca ou quase nunca”, “Algumas vezes”, “Quase sempre”). A subescala “Abuso de substâncias” (itens 107 a 115) apresenta outra cotação, no entanto esta não foi utlizada neste estudo.

30 A frequência de sintomas pode ser também avaliada por referência diferentes períodos de

tempo: semanas, um, três e seis meses, ou “Em geral”.

94 estudo psicométrico de Lemos et al. (2011b, pp. 70). De seguida apresentamos uma breve descrição das escalas utilizadas na presente investigação.

______________________________________________________________________ Tabela 33. Resultados da Análise Fatorial no Estudo Português com as Escalas Clinicas da APS-SF32 (Lemos et al., 2011b, pp. 70)33

Pattern Matrix Structutre Matrix

APS-SF Fator 1 Fator 2 Fator 1 Fator 2 h²

Depressão Major (DEP) .939 -.068 .910 .333 .831

Perturb. Stresse Pós-Traumát. (PPST) .874 .021 .882 .394 .779 Perturb. de Ansied. Generaliz. (PAG) .795 .046 .814 .385 .664 Problemas de Autoconceito (PAC) .685 -.070 .655 .223 .434 Perturbação do Comportamento (PC) -0.78 .880 .298 .846 .721

Problemas Académicos (PA) .429 .435 .615 .618 .532

Para o presente estudo foram selecionadas as escalas Perturbação do Comportamento (PC), Problemas Académicos (PA), Depressão Major (DEP), Perturbação Pós-Stresse Traumático (PPST), Perturbação da Ansiedade Generalizada (PAG), e Problemas de Autoconceito (PAC), por avaliarem problemas psicopatológicos mais frequentes na adolescência e cuja prevalência e co morbilidade interessa analisar e compreender.

A escala PC é composta por 15 itens (1, 2, 3, 4, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 16, 17, 18, 20 e 22), e aborda comportamentos antissociais, de acordo com o definido pelo DSM-IV, ou seja, comportamentos persistentes que implicam a violação dos direitos fundamentais

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Principal Axis Factoring With Direct Oblimin Rotation for the Portuguese Sample (N = 656). Análise Fatorial de Componentes Principais com Rotação Oblíqua Direta para a Amostra Portuguesa (N = 656). Os coeficientes em itálico são scale-with-factor assignments. h²: Comunalidade estimada (postextraction).

95 dos outros, ou importantes regras sociais próprias para determinada idade (DSM-IV, 1996). Como exemplo de itens que compões esta escala temos o item 1 (“Faltei à escola ou fiz gazeta às aulas algumas vezes por mês”.), e o item 10 (“Quebrei frequentemente as regras em casa ou na escola”.)

A escala referente aos Problemas Académicos (PA) remete para situações relacionadas às aprendizagens e problemas de comportamento em contexto de sala de aula, podendo ser um indicador de dificuldades de atenção, concentração e distratibilidade, bem como outras situações associadas à aprendizagem e comportamentos problemáticos vivênciadas a nível da escola (DSM-IV, 1996). Esta escala engloa 9 itens (28, 30, 32, 37, 42, 47, 59, 61 e 65), dos quais apresentamos como exemplo o item 28 (“Eu andei muito distraído(a) na escola ou no trabalho”.), e o item 37 (“Foi-me difícil estar atento nas aulas”.)

A escala DEP abrange sintomas primários e secundários de Perturbação Depressiva Major, nomeadamente aspetos emocionais de disforia, aspetos cognitivos (baixo autoconceito e sentimentos de culpa, entre outros), manifestações neurovegetativas (insónia, cansaço e falta de energia), e queixas somáticas (Reynolds, 2000). Dos 14 itens que compõe esta escala (91, 92, 93, 94, 95, 96, 97, 98, 99, 100, 101, 102, 103 e 106), apresentamos como o item 91 (“Senti-me muito deprimido(a)”), e o item 95 (“Senti que não tinha valor”.)

A escala PPST inlcui 11 itens (14, 23, 45, 48, 50, 56, 65, 78, 88, 89 e 90), e pretende avaliar manifestações sintomáticas (emocionais, cognitivas e fisiológicas), relacionadas com a vivência de acontecimentos traumáticos (Reynolds, 2000). Essas vivências negativas, surgem quando o indivíduo se depara com situações que

96 constituem e/ou são sentidas como perigosas, desencadeando medo e sentimentos de insegurança, que podem persistir para além da situação real, através de pensamentos, lembranças e mal-estar (DSM-IV, 1996). Como exemplo de itens que compõe esta escala temos o item 14 (“Aconteceu algo de muito mau a mim ou à minha família”.), e o item 48 (“Estive sempre a pensar nas coisas más que me aconteceram”.).

A escala PAG tem como objetivo avaliar sintomas de ansiedade vivênciados pelo indivíduo, e relacionados quer a preocupações, quer a síntomas físicos que podem estar na origem de mal-estar individual clinicamente significativo, assim como provocar disfuncionalidade e desadaptação ao nível do funcionamento social e ocupacional (DSM-IV, 1996). Esta escala visa, mais concretamente, avaliar a perceção do indivíduo relativamente aos seguintes sintomas: ansiedade, preocupação, inquietação, fadiga, dificuldade de concentração, irritabilidade, dores físicas (corpo), e dificuldade em adormecer. É composta por 11 itens (46, 49, 52, 54, 57, 58, 60, 62, 63, 65 e 67), dos quais, a título de exemplo, destacamos o item 46 (“Senti-me muito tenso(a)”.), e o item 54 (“Preocupei-me com muitas coisas”.)

Quanto à escala Problemas de Autoconceito (PAC), como o próprio nome indica, refere-se a aspectos relativos ao Autoconceito e Autoestima, mais concretamente no que concerne a sentimentos de autodesvalorização, ao autoconceito físico e social, e ainda à perceção da avaliação do indivíduo pelos outros. Esta escala engloba 9 itens (34, 68, 74, 76, 79, 81, 83, 95 e 106), sendo que, uma pontuação elevada na mesma reflete baixa autoestima e autoconceito (Reynolds, 2000). Como exemplo de itens que compõe esta escala temos o item 74 (“Parece-me que quando as pessoas me passam a conhecer

97 elas não gostam de mim”.), e o item 83 (“Sinto que sou tão bom quanto a maioria das pessoas”.)

4.4. Healthy Kids Resilience Assessment Module (Versão 6.0, Constantine,